segunda-feira, julho 30, 2012

Reportagem do 'Fantástico' sobre Desvio de 'Verbas Públicas' para Festas


*Do G1.
Verba destinada a grandes eventos era desviada para prefeitos e primeiras-damas
Investigação mostra que dinheiro que seria usado no Carnaval e Festa Junina de grandes cidades era desviado para prefeitos, primeiras-damas e firmas fantasmas.
Gravações autorizadas pela Justiça mostram que os prefeitos das cidades paraibanas de Solânea, Alhandra e Sapé beneficiavam amigos e parentes com um esquema de desvio de verbas para festas populares. A fraude foi desmontada no final de junho pelo Ministério Público da Paraíba e pela Polícia Federal na operação "Pão e Circo".
Ao todo, 27 pessoas foram presas, entre eles alguns prefeitos. A quadrilha agia em 30 cidades paraibanas e em mais três estados do Nordeste. Neste domingo (29) uma reportagem do Fantástico mostrou novos detalhes do esquema.
Os prefeitos Francisco de Assis Melo, de Solânea, João Clemente Neto, de Sapé, e Renato Mendes, de Alhandra estavam no grupo de pessoas que foram presas Eles fraudavam contratos para que empresas de amigos conseguissem os serviços. Participavam das licitações empresas fantasmas, que só existiam no papel.
Segundo o Ministério Público, prefeitos e empresários se uniam pra combinar o valor do desvio. Algumas firmas vencedoras pareciam nem conhecer os serviços que assumiam.Um empresário que venceu um contrato para organizar o réveillon deste ano confundiu uma autorização para soltar fogos com um documento que serve para libertar presos. É o que mostra uma gravação autorizada pela Justiça.
A Polícia Federal e o Ministério Público encontraram provas do envolvimento dos três prefeitos citados nas investigações. E também tem gravações que mostram o envolvimento de parentes e amigos deles.
Em Solânea, o filho do prefeito Francisco de Assis melo participava diretamente das negociações.Nas gravações, ele discute a contratação de uma banda e fala de uma margem entre o suposto valor do cachê e o que realmente a prefeitura vai pagar. Segundo o Ministério Público, a diferença foi pro bolso dele.
Em sapé, a polícia diz ter encontrado provas de que o pagamento para as empresas de eventos ficava com o próprio prefeito. O pagamento era feito ao empresário, mas o empresário imediatamente remetia esse cheque ao prefeito.
Segundo as investigações, a primeira dama de Sapé também lucrou com a festa de São João deste ano. De acordo com os promotores, era ela quem vendia os camarotes montados na praça onde ocorre o evento. Só que o dinheiro não foi parar na prefeitura, foi direto para o bolso dela. Pelo menos 40 camarotes foram negociados dessa forma pela primeira-dama, segundo os promotores.

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