O Kremlin condenou a operação, reforçando que a ação viola a soberania da Venezuela.
Divisão na América Latina
A operação aprofundou as divisões políticas na região. Enquanto os governos da Colômbia e de Cuba condenaram abertamente o ataque militar, o presidente da Argentina, Javier Milei, manifestou-se a favor, comemorando a ação conduzida pelos Estados Unidos. Outras autoridades latino-americanas seguem manifestando preocupação com a estabilidade regional.
Reações na Europa
No continente europeu, a postura varia entre a condenação e a preocupação com a segurança de cidadãos estrangeiros:
O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, informou que o governo de Giorgia Meloni monitora a situação com atenção especial à comunidade de cerca de 160 mil italianos que vivem na Venezuela. Uma unidade de crise já foi acionada.
O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha declarou acompanhar os desdobramentos com “grande preocupação” e convocou uma equipa de crise para discutir o assunto ainda este sábado.
O governo espanhol pediu moderação e respeito ao direito internacional, oferecendo-se como mediador para uma possível solução pacífica.
O Irã, aliado próximo de Caracas, classificou o ataque como uma “grave violação da paz e da segurança internacional”, alertando que as consequências da intervenção militar afetarão todo o sistema global.
Pronunciamento dos EUA
O cenário de incerteza aguarda agora por esclarecimentos oficiais da Casa Branca. O presidente Donald Trump deve realizar uma conferência de imprensa em Mar-a-Lago, na Flórida, onde apresentará as justificativas detalhadas para a megaoperação e informará sobre a situação de Nicolás Maduro após a sua captura.
*Gláucia Lima

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