Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloquearam duas rodovias federais no Rio Grande do Norte na manhã desta segunda-feira (9). Os protestos ocorreram na BR-101, em Touros, no litoral Norte, e na BR-405, no município de Apodi, na região Oeste do estado.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a interdição na BR-101 aconteceu por volta das 6h, na rodovia 1 da rodovia, em Touros. O bloqueio foi realizado nos dois sentidos da pista. Equipes da PRF foram deslocadas para o local, e o Corpo de Bombeiros também foi acionado.
Já em Apodi, o bloqueio ocorre na rodovia 72 da BR-405, também por volta das 6h. Segundo a PRF, a rodovia foi interditada em dois sentidos. No local, equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros acompanham manifestação enquanto a PRF segue em deslocamento.
Segundo o MST, os protestos foram organizados por mulheres do movimento e fazem parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, realizada entre os dias 8 e 12 de março em todo o país.
De acordo com o movimento, as manifestações têm como objetivo cobrar o avanço da reforma agrária e denunciar os impactos provocados por grandes projetos de energia eólica nas áreas rurais do estado. Entre as reivindicações está a agilização do processo de desapropriação de terras na região da Chapada do Apodi, onde, segundo o MST, cerca de 100 famílias aguardam assentamento.
O movimento também afirma que outros acampamentos na região reivindicam acesso à terra e criticam o que se classificam como paralisação da reforma agrária no país.
Até a publicação desta matéria, não havia informações sobre previsão de liberação das rodovias. Equipes de segurança permanecem acompanhando a situação nos dois pontos de bloqueio.
A decisão ocorreu durante um encontro realizado pelo diretório nacional durante a sexta-feira (6). Outra deliberação em pauta foi a possibilidade da formação de uma federação com o PT. Porém, o posicionamento foi contrário ao movimento, conforme também escolheu o diretório nacional.
A vereadora de Natal e pré-candidata a deputada federal Thabbata Pimenta foi a única filiada que defendeu a aliança institucional entre os partidos.
Pimentel também rebateu declarações que indicam uma dependência política do PSOL em relação ao PT. Ele defendeu que a legenda possui autonomia e relevância para construir suas próprias articulações.
“Nós somos um partido que tem autonomia. Nós não dependemos do PT nem do outro partido para nada. As nossas decisões são tomadas nas nossas instâncias, tanto é que está aí, os nomes para quem estava duvidando, está aí, o pessoal vai ter nome para o governo e nome para o Senado”, afirmou.






































