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27 janeiro 2026

Planejamento estratégico sem indicadores compromete a competitividade das empresas

Consultoras Empresariais explicam por que mensurar resultados deixou de ser opção e se tornou fator decisivo para a execução da estratégia nos negócios.
Em um ambiente corporativo cada vez mais volátil, incerto e competitivo, o planejamento estratégico deixou de ser um exercício pontual para se consolidar como um processo contínuo. Ainda assim, muitas empresas cometem um erro recorrente: dedicam tempo à definição de estratégias, mas falham ao estruturar métodos eficientes de monitoramento e mensuração de resultados — um fator determinante para a competitividade no mercado.

Segundo Alliny Correia, Consultora Empresarial, com atuação em gestão estratégica, desenvolvimento organizacional, liderança e gestão de projetos, e sócia da Consultoria Sophie, planejar sem indicadores é um risco estratégico. “Planejar sem mensurar é como traçar uma rota sem painel de controle. A empresa até sabe onde quer chegar, mas não consegue identificar com precisão se está no caminho certo, se precisa corrigir o rumo ou se está alocando recursos de forma eficiente”, afirma.

Os indicadores de desempenho, nesse contexto, deixam de ser apenas instrumentos técnicos e passam a ocupar um papel central na estratégia. Eles traduzem objetivos em dados concretos, permitem acompanhar o progresso das metas, avaliar o desempenho de projetos e apoiar decisões com base em fatos, e não apenas em percepções. Além disso, bons indicadores ajudam a antecipar riscos, identificar gargalos operacionais e revelar oportunidades de melhoria antes que se tornem problemas maiores.

De acordo com Mariana Cedraz, Consultora Empresarial, estatística e especialista em análise de dados, Business Intelligence e gestão de equipes, também sócia da Consultoria Sophie, outro erro comum é o excesso de métricas ou a escolha de indicadores que não dialogam com a estratégia do negócio. “Monitorar tudo pode ser tão ineficaz quanto não monitorar nada. O desafio está em definir poucos indicadores-chave, realmente relevantes e alinhados às prioridades estratégicas da empresa. Cada indicador precisa responder a uma pergunta essencial: isso nos aproxima ou nos afasta dos nossos objetivos?”, explica.

No acompanhamento de projetos estratégicos, a mensuração se torna ainda mais relevante. Projetos são os mecanismos que transformam a estratégia em ação concreta. Sem um acompanhamento consistente, correm o risco de se desconectar do plano estratégico e se tornarem iniciativas isoladas, com baixo impacto nos resultados do negócio.

Para as especialistas da Consultoria Sophie, mensurar não basta. É fundamental compartilhar os indicadores, discutir os resultados com as equipes e criar rituais de acompanhamento. Esse processo é decisivo para consolidar uma cultura genuinamente orientada a resultados. “Quando as pessoas entendem o porquê dos indicadores, passam a utilizá-los como instrumentos de melhoria contínua, e não como mecanismos de controle”, reforça Alliny Correia.

O monitoramento estruturado também fortalece a governança e a cultura de responsabilidade compartilhada. Ao trabalhar indicadores de forma colaborativa, líderes estimulam autorresponsabilidade, aprendizado contínuo e decisões mais maduras. Os resultados deixam de ser responsabilidade exclusiva da gestão e passam a ser construídos coletivamente, com foco na execução do plano estratégico.

Mensurar, portanto, não significa apenas controlar, mas aprender. Indicadores devem servir como base para reflexão, ajustes e decisões. Planejamentos não precisam ser engessados. A mensuração contínua permite revisões inteligentes, mantendo a estratégia viva e conectada à realidade do mercado.

“A mensuração cria clareza, direciona prioridades e ajuda as empresas a tomarem decisões mais conscientes e alinhadas à sua estratégia”, destaca Alliny Correia, Consultora Empresarial em gestão estratégica.

“Estratégias bem-sucedidas combinam visão de futuro com disciplina de execução. Isso exige indicadores claros, metas bem desdobradas, comunicação simples das prioridades e ciclos curtos de análise e decisão”, conclui Mariana Cedraz, Consultora Empresarial e especialista em análise de dados e Business Intelligence.

*Para mais informações, dicas e conteúdos sobre o tema, acesse o Instagram:* @consultesophie

CONVITE DE CANTORIA EM MARTINS-RN!!!

[VÍDEO] Mandato tampão: Fátima pode desistir de pré-candidatura caso não tenha maioria na ALRN

Foto: Carina Leão / MT
Diante das incertezas sobre quem será o próximo nome a governar o Rio Grande do Norte após uma eventual renúncia da governadora Fátima Bezerra para concorrer ao Senado, já existe a possibilidade de que ela sequer deixe o cargo. Essa foi a apuração dos jornalistas Saulo Spinelly e Anna Karinna Castro, comentada durante o programa 12 em Ponto, da rádio 98 FM, nesta segunda-feira (26).
“Eu consultei quatro pessoas, dois petistas raiz e dois que circulam na governadoria, e todas foram unânimes em afirmar que, se a governadora não tiver certeza de que fará o ‘tampão’, não acreditam que ela renunciaria”, explicou o comentarista Saulo Spinelly.

Segundo Spinelly, houve também pressão em Brasília. “A ministra Gleisi Hoffmann chegou a ligar para Baleia Rossi e conversou com alguns ministros do MDB, no caso Jader Barbalho e Renan Filho, questionando a atitude de Walter e se a executiva nacional não tomaria um posicionamento”, relatou. Ainda de acordo com a apuração, o caso foi encaminhado ao TRE e ao TSE para oficializar a ida de Walter. “Foi uma resposta para dizer que o MDB apoia o governo federal e o presidente, mas que nas decisões partidárias o PT não vai interferir”, completou.

Já conforme a apuração de Anna Karinna Castro, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, também teria interesse em assumir e conduzir esse processo. “Ele vai conduzir esse processo, mas afirmou que não assumiria nem provisoriamente”, informou. “Fontes ouvidas apontam uma aproximação do presidente da Assembleia com o grupo da oposição. Ele estaria trabalhando para montar a nominata proporcional do Republicanos”, acrescentou.

Para a comentarista, se Ezequiel está atuando para formar uma nominata no Republicanos, isso evidencia um distanciamento do governo Fátima Bezerra e do projeto político do PT. “Se a oposição conta com pelo menos 11 votos e o presidente da Assembleia está se aproximando desse grupo, a governadora enfrenta grande dificuldade para renunciar e emplacar um substituto alinhado ao seu campo político. Por isso, cresce a suspeita de que, diante desse novo cenário, ela talvez sequer renuncie”, concluiu.

*98 FM de Natal 

Correios completam 363 anos em data que também celebra o Dia do Carteiro

Neste domingo (25/1), foi dia de celebrar os 363 anos dos Correios, entidade vinculada ao Ministério das Comunicações. A data também marca o Dia do Carteiro, peça fundamental para o funcionamento da estatal. Desde os primórdios, foi o carteiro quem deu forma concreta ao serviço postal, vencendo distâncias para levar mensagens.

O Ministério das Comunicações guarda, em seu arquivo, documentos históricos que complementam a memória dos Correios: livros com registros dos primeiros profissionais que trabalharam na estatal. O documento mais antigo é um livro de assentamentos funcionais, de 1850.

Entre eles estão, inclusive, os registros da vida funcional do pai de Caetano Veloso, José Telles Velloso, conhecido como “Seu Zezinho”, que foi telegrafista dos Correios.

Os documentos registram a vida funcional não apenas de carteiros, mas também de outros profissionais dos Correios, como guarda-fios, condutores de malas, escriturários e telegrafistas.
Arquivo do MCom guarda documentos funcionais dos primeiros trabalhadores dos Correios

Segundo Fernando Franca, chefe da Divisão de Gestão de Documentos do MCom e guardião desse acervo, esses documentos se encontram nos arquivos do Ministério por uma razão institucional.

“A vinda do quadro de pessoal do antigo Departamento de Correios e Telégrafos (DCT), órgão criado em 1931, para o Ministério das Comunicações exigiu que a documentação de todas essas pessoas fosse gerida por nós. Assim, tudo o que é anterior a 1967 e que estava sob a gestão do Departamento de Correios e Telégrafos (inclusive documentação de outros assuntos, não só de pessoal) passou a integrar o patrimônio arquivístico do Ministério das Comunicações”, explica Fernando.

Atualmente, a equipe de Arquivo do MCom iniciou um trabalho de catalogação dos livros de assentamento funcional, de registro de frequência, salários, montepio (uma espécie de pensão) e diversos outros assuntos que constam nesses documentos.

Segundo Fernando Franca, o trabalho consiste, inicialmente, na separação dos livros por cidade e cronologia. Depois, eles passarão pelo processo de higienização e indexação. “Esse tratamento inicial nos permitirá pensar em outras ações educativas e culturais”, ressalta.
A data

O Dia do Carteiro é celebrado em 25 de janeiro, a mesma data que marca o início dos serviços postais no país e, por isso, o aniversário dos Correios. Celebrar essa data é reconhecer que os Correios nasceram com o trabalho do carteiro e que, quase quatro séculos depois, continuam existindo graças à dedicação diária desses profissionais, que seguem conectando o Brasil.

*Gláucia Lima