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22 janeiro 2026

RN realizou 426 transplantes em 2025, aponta Sesap

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Central Estadual de Transplantes do RN, registrou em 2025 mais um número recorde de transplantes realizados no Rio Grande do Norte.

No último ano, foram feitos 426 transplantes no estado, reforçando o crescimento no número de procedimentos ao longo dos anos recentes.

Desse total, o destaque foi para os transplantes de medula, que corresponderam a 186 procedimentos. Além disso, foram realizados 183 transplantes de córneas, 56 de rins e 1 de coração, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

“Embora o número de transplantes venha crescendo, precisamos aumentar o número de doações. Para isso, é muito importante o apoio da população para que o assunto da doação de órgãos seja abordado dentro das famílias. No momento de luto e de dor, quando você recebe a notícia que um familiar faleceu e você já sabe que é da vontade dele ser um doador, isso torna o processo mais rápido e fácil. Ser um doador é transformar a dor em vida, o seu familiar vai estar vivo em outras pessoas”, ressaltou a coordenadora da Central Estadual de Transplantes do RN, Rogéria Medeiros.

Além dos transplantes, a Central coordena a captação dos órgãos junto a hospitais em todo o estado e, por vezes, o envio desses órgãos a outros locais do país, principalmente em parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Civil (Sesed) e da Força Aérea Brasileira.

*Saulo Vale 

Orelhões entram em fase de desativação, mas seguem onde não há outro serviço de voz

A nova geração talvez nunca tenha visto um orelhão, ou, tecnicamente falando, um Telefone de Uso Público. Isso porque muitos deles já foram retirados das ruas, mas cerca de 38 mil ainda existem espalhados pelo Brasil.

A partir deste ano, porém, as empresas de telefonia fixa não terão mais a obrigação de mantê-los, já que, em dezembro de 2025, foram encerradas as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis por eles. A mudança ocorre após a adaptação dos antigos contratos de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) para o regime de autorização, previsto na Lei Geral de Telecomunicações.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), não há norma que determine ou regulamente expressamente a retirada dos orelhões não obrigatórios, mas a agência avalia solicitar às prestadoras adaptadas a apresentação de um plano de retirada desses terminais.

Os usuários podem solicitar às prestadoras a retirada dos orelhões não obrigatórios diretamente nas centrais de atendimento das empresas. Em caso de não atendimento pela prestadora, o consumidor, de posse do protocolo, pode registrar reclamação na Anatel por meio da central de atendimento (telefone 1331) ou pelo portal da Agência na internet.

De acordo com a Anatel, as empresas se comprometeram a realizar investimentos em infraestrutura de telecomunicações no país, como a implantação de fibra óptica em localidades desprovidas dessa infraestrutura, a instalação de antenas de telefonia celular (com tecnologia mínima 4G) em áreas sem cobertura adequada, a expansão da rede móvel em municípios, a implantação de cabos submarinos e fluviais, a conectividade em escolas públicas e a construção de data centers.
Remanescentes

São Paulo concentra o maior número de orelhões: 27.918 ativos e 808 em manutenção. Em seguida vêm a Bahia, com 965 ativos e 525 em manutenção, e o Maranhão, com 653 ativos e 516 em manutenção.

Segundo a Anatel, as prestadoras precisam observar o cumprimento das obrigações remanescentes, especialmente a manutenção, até 31 de dezembro de 2028, de aproximadamente nove mil orelhões instalados no território nacional, em localidades nas quais a cobertura da telefonia celular ainda se apresenta deficiente.

Nessas localidades, ainda de acordo com a Anatel, sempre que não houver cartão disponível, os aparelhos remanescentes devem permitir chamadas locais e nacionais para telefones fixos sem custo ao usuário. Isso ocorre porque o custo de produção dos antigos cartões usados para realizar ligações é maior do que o valor da própria chamada.

Ainda segundo a Anatel, a quase inexistência de telefones de uso público nas ruas representa o sucesso de medidas adotadas ao longo de décadas que possibilitaram a ampliação das redes móveis e de fibra óptica.

*Gláucia Lima