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15 abril 2026

Aécio Neves convida Ciro Gomes para disputar Presidência pelo PSDB

Foto: Reprodução PSDB
O presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira, Aécio Neves, convidou o ex-governador Ciro Gomes, recém-filiado à sigla, para disputar a Presidência da República. O convite foi divulgado nesta terça-feira (14), após agenda no Congresso Nacional e também por meio das redes sociais de Aécio, que defendeu o nome de Ciro como alternativa à polarização política no país.

Segundo Aécio, Ciro Gomes tem um “projeto sólido” e pode liderar um novo caminho para o Brasil, alinhado a uma proposta de economia liberal com inclusão social e gestão pública responsável. O ex-governador afirmou que vai avaliar o convite “com muito respeito”, considerando suas responsabilidades políticas no Ceará, onde também é cotado para disputar o governo estadual nas eleições de outubro.

A movimentação ocorre em meio às articulações para as próximas eleições presidenciais e ao cenário de polarização entre forças políticas nacionais. Para o presidente do PSDB, o nome de Ciro ultrapassa os limites regionais e pode representar uma alternativa competitiva fora dos polos tradicionais.

Ciro Gomes já disputou a Presidência da República em quatro ocasiões — 1998, 2002, 2018 e 2022 —, sem chegar ao segundo turno. Na última eleição, teve pouco mais de 3% dos votos, ficando na quarta colocação.

*98 FM de Natal

14 abril 2026

Rafael Motta sobe tom contra Rogério Marinho: “Saco Preto”

Foto: José Aldenir / O Correio de Hoje
O pré-candidato ao Senado Rafael Motta (PDT) voltou a acusar o senador Rogério Marinho (PL) de ter usado a estrutura do Governo Federal para viabilizar sua eleição em 2022. Naquele pleito, Rogério derrotou Rafael. “É uma realidade. O atual senador Rogério Marinho, enquanto ministro do governo Bolsonaro, se utilizou dessa posição para fazer um investimento político para a sua eleição”, disse, em entrevista à rádio 95 FM.

Apesar de reconhecer a importância da chegada de investimentos ao Estado, apontou que Rogério fez “direcionamento político” nas indicações de recursos, o que, em sua avaliação, comprometeu a equidade da disputa. “Não estou reclamando que ele tenha trazido investimentos. O problema é quando você direciona esse tipo de investimento exclusivamente para os seus apoiadores”, acrescentou. “Não houve paridade de armas”, avaliou.

Rafael também mencionou investigações relacionadas ao envio de recursos pela pasta de Rogério Marinho durante o governo Bolsonaro e citou o histórico do senador. “A Justiça tem o processo do tratoraço, uma série de licitações fraudulentas… O currículo de Rogério Marinho, conhecido como Saco Preto, vai dizer quem ele é”, afirmou.

Em outro momento, criticou declarações do senador sobre as fraudes no INSS, fazendo um paralelo com a atuação de Rogério Marinho na reforma da Previdência. “Eu fico revoltado porque não tem ninguém lá para votar o dedo na cara dele e dizer: quem é você para falar sobre roubo aos velhinhos se você foi o carrasco do trabalhador, que prejudicou todos os aposentados do Brasil?”, disse, classificando a postura como “incoerência total”.

Questionado sobre a saída de Rogério da disputa ao governo do Estado, para apoiar a candidatura do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), Rafael foi direto. “Eu acho que faltou coragem dele. Ele sabia que ia sair pequeno, como ele já está. Foi frouxo nesse sentido”, afirmou, atribuindo a decisão a cálculo político desfavorável.

O confronto ocorre no contexto da disputa ao Senado em 2026, que tende a ser marcada por forte polarização. Rafael integra o campo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao pré-candidato ao governo Cadu Xavier (PT), enquanto Rogério é uma das principais lideranças nacionais da oposição, atuando como secretário-geral do PL e coordenador político.

Ao tratar da eleição de 2022, Rafael rejeitou a tese de que sua candidatura ao Senado teria sido estratégica para prejudicar o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo, que tinha o apoio formal do PT na disputa. “Quando você é candidato, você é candidato para ganhar. Eu fui candidato naquele momento para ganhar a eleição. Você vai ter que acusar 385 mil pessoas que atrapalharam a eleição de outro”, declarou.

Ainda assim, fez autocrítica sobre decisões tomadas naquele processo. “Faço mea culpa. Talvez tenha trazido um certo prejuízo”, afirmou, ao admitir que a fragmentação na esquerda pode ter contribuído para a eleição de Rogério Marinho — naquele pleito, o senador do PL foi eleito mesmo obtendo apenas 41,85% dos votos válidos.

*Agora RN 

07 abril 2026

De “Hortelã” ao isolamento: as escolhas que redesenharam o poder em Apodi

A política de Apodi é marcada por reviravoltas. E poucas histórias representam tão bem esse cenário quanto a trajetória do ex-prefeito Alan Silveira Pinto, Alan de Gorete.

Em 2016, Alan era visto como um azarão. Sem estrutura robusta, sem favoritismo e com pouca confiança das lideranças políticas, encontrou na então vereadora Hortência Regalado a parceria que mudaria tudo.

Hortência abriu mão de um caminho seguro rumo à reeleição para apostar no improvável. Nascia ali a chapa “Hortelã”, que rapidamente conquistou o povo e venceu nomes fortes como Flaviano Monteiro e José Pinheiro.

Uma vitória histórica.

O primeiro erro: romper com quem ajudou a vencer

Quatro anos depois, o que parecia um projeto sólido começou a ruir.

Ao invés de manter a parceria que o levou ao poder, Alan Silveira Pinto decidiu mudar o rumo. Encantou-se com o jovem empresário Neílton Diógenes e descartou Hortência — justamente quem esteve ao seu lado quando ninguém mais quis estar.
O gesto teve consequências profundas.

Hortência se afastou da política e, até hoje, permanece distante. Uma saída silenciosa, mas que nos bastidores é vista como símbolo de decepção.

A criatura se volta contra o criador

A aposta em Neílton também cobrou seu preço. Neílton foi doutrinado na política pelo apóstolo. O homem do papel higiênico. Em outro artigo eu explico melhor.

Ainda como vice-prefeito, ele começou a trilhar um caminho próprio. O rompimento com Alan veio de forma rápida e inevitável.

O aliado virou adversário.

Mesmo sem base consolidada, Neílton se elegeu deputado estadual com cerca de 25 mil votos, impulsionado por uma nominata forte.

Hoje, não apenas rompeu com Alan — tornou-se um dos principais nomes a enfrentá-lo politicamente.

Efeito nominata e frustração do eleitor
A eleição de Neílton Diógenes também passa pela força da nominata.

Encabeçada por nomes como Wendell Lagartixa e Coronel Azevedo, que estouraram nas urnas com mais de 130 mil votos cada, a chapa acabou puxando candidatos com menor densidade eleitoral.
Foi nesse cenário que Neílton chegou à Assembleia.

Mas o mandato, até aqui, tem gerado frustração no eleitorado apodiense.

A avaliação é direta nos bastidores: muita expectativa para pouca entrega. Para muitos, “tem muita farofa para pouca carne”. Mídia em excesso que tem gerado até memes nas redes sociais.Discurso de Filho da Terra tá ficando batido. Foto: ALRN
Mandato sem entrega e discurso desgastado

Como deputado estadual, Neílton Diógenes ainda não apresentou ações concretas que tenham melhorado de forma significativa a vida do povo de Apodi.

A atuação é considerada tímida, sem projetos estruturantes ou resultados práticos.

O principal discurso segue sendo o de “deputado da terra”.
Mas isso já não basta.

O eleitor quer mais do que identificação. Quer resultado. Quer trabalho.Luciano Diógenes foi descartado.
O mesmo roteiro se repete

O padrão de construção e descarte político voltou a acontecer.

Luciano Diógenes, então chefe de gabinete de Alan, foi incentivado a construir uma pré-candidatura a prefeito. Ganhou as ruas, dialogou com a população, com as comunidades, fortaleceu seu nome.
Até ser descartado.

Mais uma vez, a decisão gerou desgaste — inclusive dentro da própria família — e amplianso o isolamento político do ex-prefeito.

Desgaste interno e erros estratégicos
Alan Silveira Pinto também contribuiu para o próprio desgaste político.

Em 2024, ainda no comando do Palácio Francisco Pinto, escolheu o seu motorista particular, Ronaldo Adriane, como candidato oficial do grupo para vereador, invadindo bases de aliados e gerando insatisfação entre vereadores e suplentes.

O movimento deixou mágoas.
Nos bastidores, relatos apontam promessas não cumpridas. Em um dos casos mais comentados, Alan teria sinalizado estrutura e até 15 apoios a um candidato, mas não teria cumprido com nenhum.

O resultado foi imediato: perda de confiança e enfraquecimento do grupo.

Base esvaziada e aliados em debandada
Com o passar do tempo, as consequências ficaram ainda mais visíveis.

O grupo político de Alan começou a se desfazer. Vereadores que até pouco tempo davam a vida por Alan de Gorete, como é o caso de Júnior Souza, Laete Oliveira, Ednarte Silveira e Galinho, além do vice-prefeito Ivanildo Lima, se afastaram. O que mais chamou a atenção foi o vice-prefeito Ivanildo Lima, uma aposta de Alan na política.

Muitos migraram para o campo de Neílton Diógenes e do prefeito Sabino Neto.

O isolamento se consolidou.

Aposta no Bacurau sem a força do poder
Hoje, Alan tenta se reposicionar politicamente.

Declarou apoio às pré-candidaturas de Waltinho de Garibaldi para deputado estadual e de Dr. Bernardo Amorim para deputado federal, apostando na tradição e na força do bacurau.

Mas o cenário mudou.

Sem o comando do Palácio Francisco Pinto, Alan perdeu o principal instrumento de articulação política: o poder.

E na política, sem poder, os aliados de ocasião são os primeiros a sair.

Hoje, restam ao seu lado o vereador Ronaldo Adriane e poucos aliados.

A resposta virá das urnas

Diante desse cenário, o futuro político de Alan Silveira Pinto entra em um momento decisivo.

As eleições de outubro serão o verdadeiro teste de força.

Será nas urnas que se saberá quem realmente ainda tem voto, influência e respaldo popular nas terras de Nossa Senhora da Conceição e São João Batista.
Porque, na política, não é o discurso que define o rumo.

É o voto.

*Do Jornalista Márcio Morais 

04 abril 2026

Troca de ministros marca 18 mudanças no governo Lula antes do prazo eleitoral

A troca de ministros no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi concluída nessa sexta-feira (3), com um total de 18 mudanças entre saídas e remanejamentos. A movimentação ocorre dentro do prazo legal que exige o afastamento de ocupantes de cargos públicos para disputar as eleições.

A partir deste sábado (4), por exemplo, os ministros que permaneceram no governo ficam impedidos de se candidatar. Assim, a reorganização da equipe ministerial se tornou necessária para adequar o Executivo às regras eleitorais. Além disso, a medida também abre espaço para novas articulações políticas.

Entre os nomes mais relevantes, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad deixou o cargo e já iniciou a pré-campanha ao governo de São Paulo. Por outro lado, outros integrantes optaram por caminhos diferentes dentro do cenário político nacional.

Troca de ministros redefine estrutura do governo

Com a troca de ministros consolidada, os secretários-executivos assumiram a maior parte das pastas deixadas. Dessa forma, o governo garantiu continuidade administrativa, mesmo diante das mudanças. Além disso, ocorreram remanejamentos internos estratégicos.

Um exemplo disso é André de Paula, que deixou o Ministério da Pesca para assumir o Ministério da Agricultura. Essa movimentação, portanto, reforça o alinhamento político dentro da base governista. No entanto, nem todos aceitaram novos cargos.

O ministro Márcio França recusou o convite para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Com isso, ele deixou o governo e ainda avalia qual cargo disputará nas eleições em São Paulo. Em contraste, outros ministros decidiram não concorrer.

É o caso de Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional, e Wolney Queiroz, da Previdência Social, que optaram por permanecer nos cargos e abriram mão da disputa eleitoral.

01 abril 2026

MOSSORÓ/RN: PREFEITO FAZ PRIMEIRA MUDANÇA NO SECRETARIADO

Antes de completar uma semana à frente da Prefeitura de Mossoró, Marcos Medeiros (Republicanos) já fez sua primeira mudança no secretariado.

Ele nomeou o ex-vereador Francisco Carlos para assumir a Secretaria municipal de Assistência Social, Cidadania e Juventude. Ele era o adjunto da pasta. A publicação está no Diário Oficial de Mossoró da terça-feira (31)

Ex-parlamentar por três mandatos, ele vai assumir a vaga que era ocupada por Shirley Targino. Ela deixa a secretaria para atuar na campanha de reeleição do seu marido, o deputado federal João Maia (PP).

10 março 2026

Hermano diz que MDB pode eleger até quatro deputados estaduais em 2026

Foto: 98 FM
O deputado estadual Hermano Morais afirmou que o MDB já tem bem encaminhada a formação da nominata para deputado estadual nas eleições de 2026 e avalia que o partido pode conquistar entre três e quatro cadeiras na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Segundo o parlamentar, a estratégia definida pela sigla foi montar uma chapa sem deputados com mandato, priorizando novos nomes e lideranças políticas do interior e da capital.


A chapa já está muito bem encaminhada, com perspectiva de eleger três, talvez quatro deputados, a depender de algumas confirmações”, afirmou.

De acordo com Hermano, a decisão foi tomada internamente pelo partido com o objetivo de renovar a representação política na Assembleia Legislativa.


Houve uma deliberação no MDB de formar uma chapa sem nenhum detentor de mandato. Alguns colegas deputados demonstraram interesse em disputar pelo partido, mas a decisão foi construir uma nominata que também ajude a oxigenar a Assembleia”, disse.

Entre os nomes citados pelo deputado estão o ex-prefeito de Assú, Ivan Júnior; o ex-prefeito de Serra do Mel, Bibiano Azevedo; o ex-deputado e ex-vice-governador Antônio Jácome; o ex-vice-prefeito de João Câmara, Holderlin Silva; e Carlos Eduardo Santos, ex-vereador de Natal e primeiro suplente de deputado estadual.

Hermano acrescentou que o partido ainda trabalha na articulação de outros nomes para completar a chapa e fortalecer o desempenho eleitoral do MDB em 2026.

*98 FM de Natal 

07 março 2026

Passa por ele: Eleições indiretas nas mãos de Ezequiel

Apesar das articulações em torno da eleição indireta para o mandato-tampão, ainda não há consenso na Assembleia Legislativa. Nos bastidores, parlamentares que integram a base da governadora têm demonstrado resistência em apoiar um nome fruto do chamado “acordão” entre grupos políticos.

O acordo envolveria lideranças ligadas ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, e ao grupo da governadora Fátima Bezerra. No entanto, parte dos deputados governistas tem evitado aderir automaticamente à composição.

Parlamentares próximos ao presidente da Assembleia Legislativa afirmam que, mesmo diante das investidas do governo para consolidar apoio, a decisão final deverá passar pela posição de Ezequiel.

Segundo esses deputados, a palavra do presidente da Casa será determinante para o desfecho da eleição indireta que definirá o ocupante do mandato-tampão.

*O Xerife 

11 janeiro 2026

Ibanez Monteiro será o próximo governador do Rio Grande do Norte com saída de Fátima Bezerra

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, Ibanez Monteiro, será o próximo governador do Estado de forma interina. Ele assumirá o comando do Executivo após a saída da governadora Fátima Bezerra (PT), que deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal.
Ibanez Monteiro ficará à frente do Governo do Estado por um período de 30 dias. Durante esse intervalo, caberá à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizar uma eleição indireta para escolher o governador e o vice que concluirão o mandato até janeiro de 2027.
A sucessão ocorre em razão da vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador, conforme determina a legislação e decisões do Supremo Tribunal Federal.

*Blog Alex Silva

07 janeiro 2026

Após ação na Venezuela, Lula vê risco de interferência dos EUA nas eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a acompanhar com maior apreensão os movimentos recentes da política externa dos Estados Unidos após a ofensiva norte-americana na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro.

Para diplomatas brasileiros, a ação vai além de uma mudança de regime ou de interesses ligados ao petróleo do país vizinho e sinaliza um novo reposicionamento estratégico de Washington na América Latina.

Segundo fontes do governo brasileiro, o episódio se insere em uma estratégia mais ampla adotada pelo governo Donald Trump desde novembro, que prevê o ajuste da presença militar global dos EUA para “enfrentar ameaças urgentes”, com foco renovado no Hemisfério Ocidental. Nesse desenho, áreas consideradas menos relevantes nas últimas décadas perderiam prioridade, enquanto a América Latina passaria a ocupar papel central na agenda de segurança e prosperidade norte-americana.

Auxiliares de Lula afirmam que o presidente teme que essa orientação tenha reflexos diretos sobre o Brasil, especialmente no contexto da eleição presidencial de 2026. Na avaliação do Palácio do Planalto, haveria risco de interferência externa para favorecer a vitória de um candidato de direita ou de extrema-direita.

A ministros, Lula teria dito que não se incomodaria caso Trump declarasse apoio público a outro nome na disputa, algo visto como parte do jogo político internacional. O que causaria preocupação, segundo relatos, seria qualquer iniciativa concreta para atrapalhar a campanha do PT ou influenciar o processo eleitoral brasileiro.

Diante desse cenário, a estratégia do presidente brasileiro deve ser a de adotar uma postura institucional e pragmática na relação com Washington. Interlocutores afirmam que Lula pretende explorar o que aliados descrevem como uma “boa química” com Trump, mencionada em outras ocasiões, como forma de manter canais abertos e reduzir tensões.

No Planalto, também é considerada a possibilidade de uma visita de Estado — seja de Lula aos Estados Unidos, seja de Trump ao Brasil — como instrumento diplomático para preservar uma relação de respeito mútuo e tentar assegurar a neutralidade do governo norte-americano em relação à disputa presidencial brasileira.

Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.

Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.

O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.

Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.

Durante a ofensiva, bombardeios provocaram um apagão em Caracas, segundo autoridades locais, e aeronaves militares americanas foram registradas sobrevoando o território venezuelano.

Após o anúncio da captura, a vice-presidente da Venezuela exigiu provas de vida de Maduro, enquanto o governo chavista solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Trump afirmou que acompanhou a operação em tempo real e comparou a ação a um “reality show”. Mais tarde, a Casa Branca divulgou uma imagem de Maduro sob custódia, sendo levado aos Estados Unidos.

Na Venezuela, a captura do presidente aprofundou a instabilidade política e econômica. Houve corrida a mercados, e setores da oposição, representados pela líder da oposição, María Corina, passaram a defender uma transição de poder, enquanto cresce a incerteza sobre a condução do país.

A operação recebeu apoio de aliados do governo Trump. O vice-presidente americano afirmou que os ataques se justificam por um suposto “roubo de petróleo” por parte do regime venezuelano.

Em reação, líderes internacionais criticaram a ofensiva. A Rússia condenou a ação e classificou a operação como uma agressão armada.

No Brasil, o governo Lula criticou duramente a ofensiva, afirmando que a captura de um chefe de Estado estrangeiro ultrapassa os limites do direito internacional. O país elevou o nível de alerta militar no Norte, embora o Itamaraty tenha informado que a situação na fronteira segue normal.

Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA contra a Venezuela representa uma escalada sem precedentes e pode redefinir o equilíbrio político na América Latina.

*Gláucia Lima

03 janeiro 2026

Lula repudia ataque dos Estados Unidos à Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado sobre os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Lula condenou a ação militar.

Íntegra da nota

Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.

Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.

A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.

A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.

A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.

Luiz Inácio Lula da Silva,
presidente da República

Lula critica ofensiva dos EUA na Venezuela, denuncia violação da soberania e cobra reação da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou na manhã deste sábado sobre os ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Em declaração divulgada nas redes sociais, o chefe do Executivo brasileiro reprovou duramente a ação e defendeu uma resposta firme da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para Lula, os bombardeios em solo venezuelano e a prisão do chefe de Estado configuram uma grave violação da soberania nacional e representam um precedente perigoso para as relações internacionais. Segundo ele, esse tipo de ofensiva ultrapassa limites aceitáveis do direito internacional e ameaça a estabilidade global.

O presidente alertou que ataques entre países, quando realizados à margem das normas internacionais, abrem caminho para um cenário de violência, instabilidade e caos, no qual prevalece a lei do mais forte, em detrimento do multilateralismo e da cooperação entre as nações.

Lula também destacou que a posição do Brasil é coerente com a postura histórica adotada pelo país em crises recentes ao redor do mundo, reafirmando a condenação ao uso da força como instrumento político. Para ele, a ofensiva atual remete aos períodos mais críticos de interferência externa na América Latina e no Caribe, colocando em risco a manutenção da região como zona de paz.

Diante do cenário, o presidente afirmou que a comunidade internacional precisa agir, cobrando da ONU uma reação vigorosa ao episódio. O Brasil, segundo Lula, repudia as ações militares e permanece aberto a contribuir com o diálogo e a cooperação como caminhos para a resolução do conflito.

Leia:

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse Lula, por meio das redes sociais.

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”

*98 FM de Natal

30 dezembro 2025

Aliança entre entre Fátima e Walter Alves será definida pelo PT e MDB nacionais

A governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Walter Alves (MDB) sinalizaram para a aliança vitoriosa das eleições 2022 ser mantida para as eleições 2026. Os dois políticos se reuniram na tarde desta segunda-feira, 29, quando discutiram o assunto após uma série de especulações que davam conta de suposto rompimento político.

Em nota conjunta, distribuída à imprensa, Fátima e Walter afirmam que as decisões sobre as eleições 2026 serão tomadas ouvindo as instâncias nacionais do PT e MDB.

“Entendendo que a aliança que nos elegeu Governadora e Vice-Governador foi parte do projeto nacional, consolidado no governo do Presidente Lula e no nosso governo estadual, e em contato com dirigentes nacionais dos nossos partidos, comunicamos que as decisões quanto às questões das eleições de 2026 serão tomadas, ouvidas as instâncias nacionais do Partido dos Trabalhadores e do Movimento Democrático Brasileiro”, diz trecho do comunicado.

Com a reunião desta segunda-feira, fica reduzida a possibilidade de o MDB de Walter Alves romper com o governo para fazer aliança com o prefeito de Mossoró e pré-candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil).

A suposta negociação entre Allyson e Walter foi levada a público pelo deputado federal João Maia, presidente estadual do PP e aliado de Allyson. Segundo Maia, Walter indicaria o vice de Allyson e, em contrapartida, o partido do prefeito de Mossoró e o PP ajudariam o MDB a formar uma nominata à Assembleia Legislativa, com Walter candidato a deputado estadual.

Essa conversa não foi confirmada por Walter e a palavra de João Maia foi colocada sob dúvida. Nos bastidores a versão corrente é que Maia tentou “queimar” Walter Alves para preserva a vaga de vice na chapa de Allyson para a sua esposa, a ex-prefeita de Messias Targino, Shirley Targino (PP). Verdade, ou não, o fato é que depois da declaração de João Maia não houve mais notícia sobre aliança entre Walter e Allyson Bezerra.

Leia nota na íntegra:

“Reunidos na tarde dessa segunda-feira, 29 de dezembro, para avaliação política e administrativa do Rio Grande do Norte, concluímos, conjuntamente, que os interesses do Estado do Rio Grande do Norte sempre se imporão aos nossos legítimos projetos partidários ou pessoais, conforme aconteceu nas eleições de 2022.

Entendendo que a aliança que nos elegeu Governadora e Vice-Governador foi parte do projeto nacional, consolidado no governo do Presidente Lula e no nosso governo estadual, e em contato com dirigentes nacionais dos nossos partidos, comunicamos que as decisões quanto às questões das eleições de 2026 serão tomadas, ouvidas as instâncias nacionais do Partido dos Trabalhadores e do Movimento Democrático Brasileiro.

Governadora Fátima Bezerra

Vice-governador Walter Alves”

08 outubro 2025

Pesquisa Quaest: com 48%, aprovação do governo Lula chega ao melhor patamar em 2025

A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao melhor patamar de 2025, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8).

São 48% que aprovam a terceira administração do petista. Os que desaprovam são 49%. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os índices aparecem em empate técnico.

O melhor desempenho de Lula visto até então foi em janeiro, com 47%. Nos levantamentos seguintes, foi observada uma queda vertiginosa na aprovação, indo para 41% em março e 40% em maio.

A tendência de subida passou a ser observada a partir de julho, quando 43% passaram a aprovar. Em agosto e setembro, foram 46%.

A desaprovação, por sua vez, chegou ao ápice em maio, com 57%. A queda passou a acontecer nos meses seguintes: 53%, em julho; e 51% em agosto e setembro.

Os dois últimos meses foram marcados pela reação do governo federal em relação à taxação de 50% dos Estados Unidos aos produtos brasileiros exportados ao país.A medida havia sido anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, entre outras coisas, pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na ação que apurou um plano de golpe de Estado em 2022.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso.Para o levantamento, a Quaest ouviu 2.004 pessoas, pessoalmente, entre 2 e 5 de outubro. O nível de confiança é de 95%.

*Fonte: CNN Brasil

07 outubro 2025

Não vou implorar para nenhum partido estar comigo em 2026, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não vai “implorar” pelo apoio de nenhum partido na disputa pela reeleição em 2026. A fala ocorreu em meio ao desembarque de legendas como União Brasil e PP (Progressistas) — que ocupam ministérios — do governo.

“Quando chegar a época das eleições, cada um vai para o canto que quiser. Eu não vou implorar para nenhum partido estar comigo. Vai estar comigo quem quiser estar comigo”, disse Lula em entrevista veiculada nesta terça-feira (7) pela TV Mirante, afiliada da Rede Globo no Maranhão.

Em seguida, o chefe do Planalto desejou sorte a quem “quiser ir para o outro lado”.

“Eu não sou daqueles que ficam tentando comprar deputado, não. Vai ficar comigo quem quiser e quem quiser ir para o outro lado que vá e que tenha sorte, porque acho que nós temos certeza de uma coisa: a extrema-direita não voltará a governar esse país”, reiterou Lula.

No início de setembro, União Brasil e PP — que se uniram em uma federação de olho no pleito do próximo ano — deram o prazo de 30 dias para que ministros filiados às duas siglas deixassem o governo Lula. Os ministros do Esporte, André Fufuca (PP), e do Turismo, Celso Sabino (União), contrariaram o ultimato e optaram por permanecer na gestão petista, mesmo sob ameaça de retaliações.

À TV Mirante, Lula elogiou a dupla de ministros e se referiu ao movimento da federação União-PP como um “erro” e uma “bobagem”.

*Fonte: CNN Brasil

26 junho 2025

Do RN, só Zenaide votou contra o aumento no número de deputados

Dos três senadores do Rio Grande do Norte, somente a senadora Zenaide Maia (PSD) votou contra o projeto de Lei que cria mais 18 vagas de deputados federais, a partir das eleições de outubro de 2026.

Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB) votaram a favor.

No geral, o placar foi de 41 votos a favor e 33 contra.

A principal crítica à proposta é que ela contradiz o discurso de congressistas que pregam mais austeridade fiscal.

Em quatro anos, o aumento das 18 vagas pode chegar a R$ 380 milhões.

Leia mais: Com aprovação do projeto, RN terá mais dois federais e seis estaduais.

*Saulo Vale

19 maio 2025

Julgamento da trama golpista: Rogério Marinho será uma das testemunhas ouvidas pelo STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta segunda-feira (19) uma nova fase do julgamento da ação penal sobre a trama golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota nas urnas, em 2022.

Serão ouvidas, a partir desta segunda e até o começo de junho, 82 testemunhas de acusação e de defesa. Entre elas, estão os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Ibaneis Rocha (Distrito Federal), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o ex-ministro do Turismo Gilson Machado.

Em um primeiro momento, serão ouvidas as testemunhas indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelos integrantes do chamado “núcleo crucial” do golpe (relembre mais abaixo).

Nesta segunda, serão ouvidas as testemunhas da acusação em relação às condutas desse “núcleo crucial”.

A PGR apostou em nomes do alto escalão das Forças Armadas, como os ex-comandantes Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e Carlos Almeida Baptista Junior (Aeronáutica) – que já prestaram depoimentos e confirmaram que Bolsonaro apresentou a minuta do golpe.

A lista da PGR tem cinco testemunhas:Éder Lindsay Magalhães Balbino, dono de uma empresa que teria auxiliado na produção de um material com suspeitas infundadas sobre as urnas eletrônicas;
Clebson Ferreira de Paula Vieira, servidor que teria elaborado planilhas que supostamente foram utilizadas por Anderson Torres para mapear a movimentação de eleitores no segundo turno das eleições de 2022;
Adiel Pereira Alcântara, ex-coordenador de inteligência da Polícia Rodoviária Federal, que teria atuado para dificultar o deslocamento de eleitores nas eleições de 2022;
Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército;
Carlos de Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica.

Na sexta (16), a PGR dispensou o governador Ibaneis Rocha de depor nesta segunda.

Ibaneis deve ser ouvido em outra data, porque segue como testemunha do ex-ministro Anderson Torres, que ocupava o cargo de secretário de Segurança Pública do DF à época dos ataques do 8 de janeiro de 2023.
Mais dias e mais depoimentos

Na quinta-feira (22), serão ouvidas as testemunhas listadas por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Cid, que também é réu na ação, fechou acordo de delação premiada com as autoridades.

Entre os convocados, está o ex-comandante do Exército general Júlio Cesar de Arruda, que estava à frente da instituição no dia 8 de janeiro; e o ex-assessor de Bolsonaro Luís Marcos dos Reis.

A partir de sexta-feira (23), estão marcados os depoimentos das testemunhas de Alexandre Ramagem e do general Braga Netto:Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho, delegado e investigado no caso da Abin paralela;
Frank Márcio de Oliveira, ex-diretor-adjunto da Abin;
Rolando Alexandre de Souza, ex-diretor-geral da Polícia Federal;
Alexandre de Oliveira Pasiani, ex-diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Segurança das Comunicações (Cepesc);
Waldo Manuel de Oliveira Aires, coronel do Exército.

Entre 30 de maio e 2 de junho, serão ouvidas testemunhas indicadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, entre as quais estão:Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo;
Amauri Feres Saad, advogado;
Gilson Machado, ex-ministro do Turismo;
Ricardo Peixoto Camarinha, médico cardiologista que acompanhou Bolsonaro;
Giuseppe Dutra Janino, ex-secretário de Tecnologia do TSE;
Eduardo Pazuello (PL-RJ), deputado e ex-ministro da Saúde;
Rogério Marinho (PL-RN), senador.
Denúncia

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao STF uma denúncia, em 26 de março, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas por golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

De acordo com a PGR, a organização tinha como líderes o então presidente da República Jair Bolsonaro e seu então candidato a vice-presidente, Braga Netto.

Segundo a denúncia, aliados a outras pessoas, entre civis e militares, eles tentaram impedir de forma coordenada que o resultado das eleições presidenciais de 2022 fosse cumprido.

Os acusados foram divididos em núcleos pela PGR. Bolsonaro e Mauro Cid integram o chamado núcleo crucial do golpe. Além deles, também integram o grupo:Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro.

*Fonte: G1

05 março 2025

Bolsonaro tem até esta quinta (6) para apresentar defesa no processo sobre tentativa de golpe

Termina nesta quinta-feira (6) o prazo para que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestem junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a tentativa de golpe de estado. A defesa do ex-presidente chegou a solicitar uma ampliação do prazo, mas o pedido foi negado.

Em entrevista ao blog de Daniela Lima, do G1, o advogado Celso Villardi confirmou que o prazo será respeitado e a defesa será apresentada nesta quinta-feira.

Bolsonaro foi apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como líder de uma organização criminosa que teria atuado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente.

O ex-presidente foi enquadrado, junto a outras 33 outras pessoas, incluindo ex-ministros e militares, nos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, dano qualificado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A PGR, com base em relatório elaborado pela Polícia Federal, afirma que o ex-presidente “planejou, atuou e teve domínio de forma direta e efetiva” na articulação golpista.

Um dia depois da apresentação da denúncia, Moraes abriu prazo para que os envolvidos rebatessem as conclusões do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco. Além disso, retirou o sigilo da colaboração premiada firmada pelo tenente-coronel Mauro Cid com a PF, na qual ele relata detalhes sobre o plano golpista e implica diretamente seu ex-chefe.

*Fonte:
G1

28 fevereiro 2025

Trump e Zelensk batem boca em tentativa de negociação de paz entre Ucrânia e Rússia: “Pare a guerra, você não tem tropas”

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, bateram boca no Salão Oval da Casa Branca nesta sexta-feira (28), durante um encontro que foi incialmente costurado para se discutir a mineração de terras raras em território ucraniano e o futuro do país na guerra com a Rússia.

Recentemente, Zelensky reclamou da exclusão da Ucrânia das conversas e tomadas de decisões, até aqui dirigidas pelos EUA e Rússia. No encontro dessa sexta, Trump criticou o presidente ucraniano por essa postura.

“Seu país está em grandes apuros, sei que você não está vencendo”, disse o presidente norte-americano à seu homólogo. “Você não está em posição de nos ditar. Estamos tentando resolver esse problema”.

Trump afirmou também que Zelensky agiu de forma desrespeitosa na Casa Branca e sugeriu que ele é culpado pela invasão russa, ao afirmar que “se permitiu ficar em uma situação ruim”. “Podemos ter um acordo ou a gente sair dessa. Você não está com as cartas. Faça um acordo ou estamos fora”. A reunião terminou sem que o acordo fosse assinado.

O acordo
A Ucrânia é um campo onde é possível fazer a mineração de terras raras, que costumam ser utuilizadas em áreas como energia limpa, tecnologia e medicina nuclear. Inicialmente, Trump queria explorar cerca de 500 bilhões de dólares dos recursos. A proposta não foi aceita por Zelensky.

No encontro, o presidente norte-americano revelou que pretende usar os minerais em áreas ligadas à inteligência artificial e militar.

Mesmo antes de assumir a Casa Branca, o novo presidente norte-americano já havia demonstrado insatisfação com os bilhões de dólares enviados para o país de Zelensky nos últimos três anos.

Da redação do Mais Goiás

27 fevereiro 2025

[VÍDEO] Lula explica saída de Nísia da Saúde: ‘Estou precisando de mais agressividade no governo’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quinta (27), que a decisão de substituir Nísia Trindade no Ministério da Saúde por Alexandre Padilha se deu porque ele precisa de “mais agressividade na política do governo”. O presidente fez a declaração em entrevista ao Balanço Geral, da TV Record.

“A Nísia era uma companheira da mais alta qualidade, minha amiga pessoal, mas eu estou precisando de um pouco mais de agressividade na política que o governo tem que aplicar, mais agilidade, mais rapidez, e por isso estou fazendo algumas trocas. Eu espero que depois do Carnaval eu conclua o que eu tenho que mudar, porque não é só escolher quem você tira, mas quem vai entrar. Se você coloca um jogador que vai jogar menos do que quem saiu, você errou”, falou.
O petista evitou dizer quem ficará na Secretaria de Relações Institucionais, que hoje é ocupada por Padilha, mas disse que o nome já está definido. Lula afirmou que esse tipo de mudança é “difícil”, mas que ele tem direito de fazer as trocas.

“À medida em que eu chamei alguém para ser ministro, eu tenho direito de trocar. É o momento mais difícil de um governo. Eu aprendi uma coisa: você nunca chame para o governo quem você não pode tirar, porque se você chama alguém que você não pode tirar, você vê um técnico que tem um jogador famoso que sai com a cara emburrada, chutando a grama, quando ele deveria sair alegre porque é um companheiro dele que vai entrar”, destacou.

Lula decidiu demitir Nísia na última terça-feira (25), após se reunir com a ministra e com Padilha. A mudança só será oficializada em 10 de março, quando ocorrerá a posse de Padilha na pasta. As equipes dos dois começaram a fazer reuniões de transição entre as equipes nesta quinta e o processo deve ser concluído antes do Carnaval.

*98 FM de Natal

25 fevereiro 2025

ÁLVARO DIAS DECLARA QUE É PRÉ--CANDIDATO AO GOVERNO DO RN

Que Rogério Marinho ou Allyson Bezerra que nada.
O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, declarou no final da manhã de terça-feira (25) pré-carnaval, "pela primeira vez", que será candidato a governador.
Disse que quer fazer pelo Rio Grande do Norte o que fez por Natal.
A declaração foi na rádio Olho d'Água, de São José de Mipibu, em entrevista a Rudimar Ramon.