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05 março 2026

Chanceler do Irã diz que os EUA vão se arrepender por ataque a fragata

Um submarino americano torpedeou e afundou um navio militar iraniano na costa sul do Sri Lanka, matando dezenas de marinheiros em ataque nesta quarta-feira (4). Autoridades locais relataram o resgate de 87 corpos e 32 feridos. A estimativa era de que a embarcação tinha cerca de 180 tripulantes.

O ataque aconteceu na região sudoeste da Ásia, em águas internacionais do Oceano Índico e longe da zona central do conflito entre Israel e Estados Unidos contra o Irã, no Golfo Pérsico. O conflito no Oriente Médio está em seu quinto dia.

A Marinha e o Ministério de Relações Exteriores do Sri Lanka identificaram a embarcação de guerra como a fragata IRIS Dena – IRIS é a abreviação em inglês para Navio da Marinha da República Islâmica do Irã. A embarcação voltava ao Irã depois de ter atracado do leste da Índia, de onde retornava após um exercício militar na Baía de Bengala, segundo a Reuters.
Local de afundamento da fragata iraniana (Reprodução)
Os feridos foram atendidos na cidade litorânea de Galle, e os corpos dos mortos foram levados para um necrotério local.

Horas depois do ataque, os Estados Unidos reivindicaram a autoria da ação, inclusive com um vídeo do Pentágono mostrando o que seria o ataque à fragata.

“Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais”, disse o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth.
IRIS Dena foi pivô de polêmica de Brasil com os EUA em 2023.
Fragata iraniana IRIS Dena atracada no Rio de Janeiro, em 2023 (Ricardo Moraes/Reuters)
O Iris Dena era um dos navios de guerra mais modernos da frota iraniana. Lançado ao mar em 2015, a fragata tinha 95 metros de comprimento e 11 metros de “boca” (largura), com cerca de 1,5 mil toneladas.

A embarcação da classe Moudge era equipada com radares modernos, mísseis antinavio, torpedos e um heliponto com helicóptero embarcado. Poderia ser utilizado como patrulha oceânica, escolta naval em longas distâncias e para combates, sendo antissubmarino e antinavio.

A fragata iraniana chegou a ficar ancorada no porto do Rio de Janeiro, entre fevereiro e março de 2023, como parte de uma missão em que percorreu cerca de 65 mil quilômetros em oito meses ao lado do navio de apoio IRIS Makran.

À época, a permissão concedida pela Marinha para o atracamento dos navios iranianos no Brasil foi alvo de protestos do governo dos Estados Unidos, então sob a gestão de Joe Biden, e de Israel. Ainda no começo do governo Lula, o Itamaraty já tinha como diretriz não adotar as sanções unilaterais adotadas pelo governo norte-americano, mas somente as aprovadas via Conselho de Segurança da ONU.

O pedido inicial de permissão contemplava entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2023 e acabou sendo adiado em virtude de uma visita de estado de Lula a Biden, na mesma época. Depois, a permissão para a estadia dos navios iranianos foi concedida como parte da celebração dos 120 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Irã.

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