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15 maio 2026

CAMPO GRANDE/RN: CRIMINOSOS SE PASSANDO POR POLICIAIS INVADEM RESIDÊNCIA E EXECUTAM HOMEM NA ZONA RURAL

Um crime com características de execução e que chocou moradores da zona rural de Campo Grande, no Oeste do Rio Grande do Norte, foi registrado na noite desta quinta-feira 14 de maio naquele município.

A vítima identificada como Francisco Fernandes da Silva Júnior, de 51 anos, foi executada com diversos tiros na sala do meio de uma residência localizada na Fazenda Pedra da Viada.

Segundo informações da Polícia Militar, três homens armados com pistolas calibres 9mm e .40 chegaram a pé até o imóvel, arrombaram a porta da frente e anunciaram ser policiais antes de abrir fogo contra Francisco.

No momento da invasão, além da vítima, estavam na casa o proprietário da fazenda e outra pessoa, que não foram feridos. Após o crime, os suspeitos fugiram em direção ignorada.

A polícia acredita que eles tenham sido deixados por um veículo em um ponto próximo e seguiram a pé até a residência, já que o acesso ao local está dificultado pelas chuvas recentes. Apesar das diligências realizadas, nenhum dos criminosos foi localizado.

A área foi isolada pela Polícia Militar até a chegada da equipe técnica da Polícia Científica do Rio Grande do Norte (PCI), que realizou os procedimentos periciais. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Pau dos Ferros, onde passará por exames de necropsia.

O caso agora está sob investigação da Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do assassinato. A execução, marcada pela violência e ousadia dos criminosos, reforça a preocupação com a segurança na zona rural do município.

*Fim da Linha 

LEMBRETE IMPORTANTE!!!

Lembrando a todos que neste SÁBADO, dia 16/05/2026 é dia de atendimento.

*APODI*
De 8:00 às 13:00 horas. 
Cuide bem da sua saúde visual✌🏼😎
Óticas Gomes!

Ministro do STF abre apuração sobre emendas para produtora do filme de Bolsonaro

Foto: Antonio Augusto/STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma investigação preliminar para apurar o envio de emendas parlamentares para organizações não-governamentais (ONGs) ligadas à produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A apuração vai tramitar de forma sigilosa.

Em abril deste ano, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) solicitou ao Supremo providências sobre o envio de recursos oriundos de emendas parlamentares para as entidades, fato que poderia ser considerado como desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos.

Posteriormente, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) também denunciou o caso.

Segundo os parlamentares, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mário Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP) enviaram emendas para o Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura.

As duas entidades fazem parte do mesmo conglomerado de ONGs e são ligadas à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, que ainda não foi lançado e retrata a trajetória política do ex-presidente.

Após receber o pedido de providências dos parlamentares, o ministro Flávio Dino, relator do caso, determinou que os deputados fossem notificados para explicar a destinação das emendas. Pollon e Bia Kicis negaram o envio direto de recursos para produtora do filme.

Mário Frias também deveria ser notificado para prestar esclarecimentos, mas não foi encontrado pelo oficial de Justiça enviado pelo Supremo.

Diante do episódio, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informe os endereços residenciais do parlamentar em São Paulo e Brasília.

Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil. As emendas ocorreram em 2024 e 2025.

Nesta semana, o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações do filme que retrata a vida política de Bolsonaro.

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

*Fonte: Agência Brasil

STF valida por unanimidade lei da igualdade salarial entre homens e mulheres

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, validar a Lei 14.611/2023, que estabelece mecanismos para promover a igualdade salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

O julgamento foi concluído nesta quinta-feira (14), após análise no plenário da Corte. A legislação obriga empresas com 100 funcionários ou mais a divulgarem relatórios semestrais com dados salariais e critérios remuneratórios, com o objetivo de identificar possíveis desigualdades de gênero.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela constitucionalidade da norma e foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin, André Mendonça, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin.

Em seu voto, Moraes afirmou que a legislação reforça dispositivos constitucionais voltados ao combate à discriminação de gênero e à promoção da igualdade remuneratória.

Segundo o ministro, o Brasil segue uma tendência internacional já adotada em países como França, Suécia, Noruega, Canadá, Reino Unido e Estados Unidos.

O relator também destacou que os dados divulgados nos relatórios são anonimizados, o que, segundo ele, afasta violações à privacidade, à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à livre iniciativa e à livre concorrência.
Cármen Lúcia defende “ação permanente pela igualdade”

Única mulher na atual composição do STF, a ministra Cármen Lúcia afirmou que o julgamento permite ampliar o debate sobre a efetiva implementação da igualdade prevista na Constituição.

Segundo ela, o preconceito contra as mulheres continua presente de forma cotidiana e silenciosa, refletindo não apenas nos salários, mas também nas oportunidades profissionais e na valorização do trabalho feminino.

A ministra defendeu que a Constituição exige uma atuação contínua do Estado para reduzir desigualdades históricas e estruturais.
Nunes Marques cita preocupação com anonimização

O ministro Nunes Marques acompanhou o relator, mas demonstrou preocupação com possíveis riscos relacionados à anonimização dos dados nos relatórios salariais.

Segundo ele, o avanço de ferramentas de reidentificação pode gerar situações de exposição em determinados contextos empresariais. Ainda assim, afirmou que eventuais falhas na aplicação da norma podem ser analisadas individualmente pela Justiça.
Entenda o caso

O Supremo Tribunal Federal analisou três ações sobre o tema.

Duas delas questionavam a constitucionalidade da lei sob o argumento de que a divulgação dos dados poderia afetar a livre concorrência e expor informações sensíveis de trabalhadores e empresas.

Entre os processos estavam:ADI 7612, apresentada pela Confederação Nacional da Indústria e pela Confederação Nacional do Comércio;
ADI 7631, ajuizada pelo Partido Novo.

Já a ADC 92 foi apresentada pela Central Única dos Trabalhadores, que defendeu a constitucionalidade da legislação.