A pesquisa também aponta que 59% dos jovens consideram o mercado atual desfavorável, indicando um descompasso entre expectativa e realidade. Esses fatores ajudam a explicar a crescente insatisfação com o modelo tradicional de trabalho, e levam a população de 18 a 24 anos a pedir demissão voluntária por diversos motivos. Dentre eles, se destacam a busca por novas oportunidades (38%), a falta de reconhecimento (34%) e questões éticas (28%), de acordo com pesquisa do Ministério do Trabalho feita com dados de 2025.
Na avaliação do neuropsicólogo Helington Costa, coordenador do curso de Psicologia da Estácio, o fator geracional também influencia essa rejeição à formalidade no campo profissional. “Muitos jovens cresceram em um contexto em que os direitos trabalhistas como salário mínimo, décimo terceiro, férias remuneradas, FGTS e o seguro-desemprego já estavam relativamente consolidados. Como não vivenciaram a ausência dessas garantias, há uma tendência de desvalorizá-las”, afirma.
No campo comportamental, o avanço dessa percepção entre os jovens também é influenciado pelo conteúdo consumido nas redes sociais. “As redes funcionam como verdadeiros curadores de realidade. O que aparece ali é um recorte altamente selecionado por algoritmos, geralmente voltado para sucesso, liberdade e ganho financeiro rápido”, observa o especialista.
A exposição constante a esse tipo de conteúdo pode gerar frustração com a realidade do trabalho, além da comparação social. “A tendência é que o jovem acredite que todos estão em uma situação melhor, o que intensifica o sofrimento psicológico”, avalia. Para Helington, é importante fazer uma distinção: “O problema não está no desejo por autonomia ou crescimento financeiro, mas na crença de que isso acontece sem processo, sem risco e sem esforço consistente”.
Riscos da informalidade e outros modelos de trabalho
Com essa rejeição, o avanço de modelos como a “pejotização”, prática em que vínculos empregatícios são mascarados para reduzir custos das empresas, freelancing e trabalho por plataformas acende um alerta para a perda de garantias essenciais, conforme alerta o advogado especialista em Direito Trabalhista, Túlio Chaves.
“Há uma ilusão de maior ganho, mas isso frequentemente ocorre com a transferência de todos os riscos da atividade para o trabalhador. Sem a proteção da CLT, o jovem fica mais vulnerável a oscilações de renda e à ausência de assistência em momentos de incapacidade laboral”, explica o profissional, que também é docente de Direito da Estácio.
Entre os principais riscos, ele aponta a falta de contribuição previdenciária regular, que compromete o acesso a benefícios como auxílio-doença e aposentadoria; a ausência de limites de jornada, favorecendo rotinas exaustivas, e a inexistência de verbas rescisórias, o que dificulta a transição entre vínculos.
Para o advogado, embora a legislação atual precise evoluir para acompanhar as transformações do mercado, ela ainda cumpre um papel central na proteção dos trabalhadores. “A CLT continua sendo o instrumento mais eficaz de justiça social no país, ao garantir direitos mínimos e reduzir vulnerabilidades em um ambiente cada vez mais dinâmico”, finaliza.
No campo comportamental, o avanço dessa percepção entre os jovens também é influenciado pelo conteúdo consumido nas redes sociais. “As redes funcionam como verdadeiros curadores de realidade. O que aparece ali é um recorte altamente selecionado por algoritmos, geralmente voltado para sucesso, liberdade e ganho financeiro rápido”, observa o especialista.
A exposição constante a esse tipo de conteúdo pode gerar frustração com a realidade do trabalho, além da comparação social. “A tendência é que o jovem acredite que todos estão em uma situação melhor, o que intensifica o sofrimento psicológico”, avalia. Para Helington, é importante fazer uma distinção: “O problema não está no desejo por autonomia ou crescimento financeiro, mas na crença de que isso acontece sem processo, sem risco e sem esforço consistente”.
Riscos da informalidade e outros modelos de trabalho
Com essa rejeição, o avanço de modelos como a “pejotização”, prática em que vínculos empregatícios são mascarados para reduzir custos das empresas, freelancing e trabalho por plataformas acende um alerta para a perda de garantias essenciais, conforme alerta o advogado especialista em Direito Trabalhista, Túlio Chaves.
“Há uma ilusão de maior ganho, mas isso frequentemente ocorre com a transferência de todos os riscos da atividade para o trabalhador. Sem a proteção da CLT, o jovem fica mais vulnerável a oscilações de renda e à ausência de assistência em momentos de incapacidade laboral”, explica o profissional, que também é docente de Direito da Estácio.
Entre os principais riscos, ele aponta a falta de contribuição previdenciária regular, que compromete o acesso a benefícios como auxílio-doença e aposentadoria; a ausência de limites de jornada, favorecendo rotinas exaustivas, e a inexistência de verbas rescisórias, o que dificulta a transição entre vínculos.
Para o advogado, embora a legislação atual precise evoluir para acompanhar as transformações do mercado, ela ainda cumpre um papel central na proteção dos trabalhadores. “A CLT continua sendo o instrumento mais eficaz de justiça social no país, ao garantir direitos mínimos e reduzir vulnerabilidades em um ambiente cada vez mais dinâmico”, finaliza.
*Agora RN

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