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08 junho 2026

Mossoró e Região ganham UTI Pediátrica da Liga Contra o Câncer

A saúde de crianças e adolescentes de Mossoró e de toda a região Oeste do Rio Grande do Norte dá um importante passo com a inauguração da nova UTI Pediátrica da Liga de Mossoró – Estudos e Combate ao Câncer. O equipamento foi entregue nesta segunda-feira (8), em um espaço moderno e amplo localizado no prédio da administração da instituição (antiga Escola Modelo).

A nova unidade representa um avanço significativo na assistência hospitalar especializada, oferecendo suporte intensivo para pacientes que necessitam de cuidados complexos durante o tratamento oncológico e em outras situações clínicas de alta gravidade. A estrutura foi planejada para garantir atendimento humanizado, tecnologia de ponta e maior segurança aos pacientes e suas famílias.

Há 26 anos atuando de forma filantrópica em Mossoró e em toda a região Oeste potiguar, a Liga Contra o Câncer consolida, com a inauguração da UTI Pediátrica, seu compromisso com a ampliação dos serviços de saúde e com a oferta de tratamento cada vez mais qualificado para a população.

Além de fortalecer a rede de atendimento regional, a nova UTI reduz a necessidade de transferências para outros centros, permitindo que crianças e adolescentes recebam cuidados especializados mais próximos de suas famílias, fator que contribui para o bem-estar emocional dos pacientes e para a eficácia do tratamento.

A entrega da unidade reafirma a importância dos investimentos em saúde pública e filantrópica, especialmente no combate ao câncer infantojuvenil, oferecendo esperança, acolhimento e melhores condições de recuperação para centenas de famílias da região.

*Valeria Bulcao

Ministério da Pesca suspende pesca de tainha por arrasto este ano; veja os prazos

Divulgação/Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo/SECOM

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) divulgou comunicado a respeito do encerramento desde o domingo (7) a captura da espécie tainha (Mugil liza) na modalidade de arrasto de praia, referente à temporada de pesca de 2026.

A medida possui caráter preventivo e tem por objetivo evitar o excedente da cota de captura estabelecida para a modalidade, considerando que o limite coletivo atingiu 90% da cota autorizada para a temporada, nos termos da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 27 de fevereiro de 2026.

A decisão foi adotada com base nos dados de produção consolidados a partir das Declarações de Entrada de Tainha em Empresas Pesqueiras e será registrado no Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha, conforme determina a legislação vigente.

Atenção aos procedimentos de encerramento previstos na Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 27 de fevereiro de 2026.

As embarcações de arrasto de praia que estiverem em atividade de pesca no mar deverão realizar o último desembarque de tainha (Mugil liza) em até vinte e quatro horas após o encerramento da captura, contadas da publicação do comunicado no site oficial do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Após esse período, os pescadores e as pescadoras poderão retomar a atividade pesqueira para a captura das demais espécies previstas na respectiva modalidade de permissionamento, conforme disposto na Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 10, de 10 de junho de 2011.

Monitoramento e controle

Após o atingimento do limite previsto para encerramento da captura de tainha na modalidade de arrasto de praia, as embarcações sujeitas à obrigatoriedade de envio de Mapa de Bordo deverão realizar o reporte exclusivamente por meio do Sistema PesqBrasil – Mapa de Bordo.

Para mais informações sobre o PesqBrasil – Mapa de Bordo, clique aqui.

O MPA reforça seu compromisso com o cumprimento das disposições regulamentares aplicáveis à gestão por cotas de captura e com a disponibilização de informações atualizadas por meio do Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha de 2026. Confira aqui.

Para esclarecimentos adicionais, o MPA disponibiliza o canal de atendimento [pesqbrasil-monitoramento@mpa.gov.br]

Cursos de licenciatura do IFRN conquistam conceitos máximo no Enade

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) obteve resultados de destaque na mais recente edição do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), voltado às licenciaturas. Divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os dados apontam conceitos quatro e cinco para cursos da instituição.

Entre os cursos avaliados, alcançaram conceito quatro a Licenciatura em Matemática do Campus Ceará-Mirim e a Licenciatura em Química do Campus Ipanguaçu. Já os cursos de Licenciatura em Química do Campus Pau dos Ferros e Licenciatura em Geografia do Campus Natal-Central conquistaram conceito cinco, nota máxima na avaliação.

Para a pró-reitora de Ensino do IFRN, Anna Catharina Dantas, os resultados refletem um esforço coletivo desenvolvido em toda a instituição. Segundo ela, o principal pilar da qualidade do ensino superior ofertado pelo IFRN são as pessoas envolvidas nesse processo, desde as equipes pedagógicas e de gestão até os coordenadores de curso e estudantes. “Os coordenadores, diretores acadêmicos, equipes técnico-pedagógicas e nossos estudantes são fundamentais para garantir a qualidade da formação ofertada pelo IFRN e o compromisso com uma educação pública, gratuita e socialmente referenciada”, destacou.
Peça gráfica: Sara França
No Campus Pau dos Ferros, o coordenador da Licenciatura em Química, Ulysses Vieira, avaliou que o conceito máximo obtido pelo curso representa o reconhecimento de um trabalho construído ao longo dos anos. “Esse resultado coroa o trabalho que desenvolvemos na formação de professores de Química. O novo formato do Enade para as licenciaturas comprova aquilo em que sempre acreditamos: a excelência da formação docente ofertada pelo IFRN”, destacou.
Enade

O Enade é um dos principais instrumentos de avaliação da educação superior brasileira. Aplicado pelo Inep, o exame avalia o desempenho dos estudantes concluintes em relação aos conteúdos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos, além de competências e habilidades necessárias para o exercício profissional. Os resultados compõem indicadores de qualidade utilizados pelo Ministério da Educação (MEC) para avaliar os cursos e as instituições de ensino superior.

Além do desempenho dos estudantes, a composição da nota do Enade considera aspectos relacionados ao contexto formativo dos cursos, como infraestrutura, organização didático-pedagógica e qualificação do corpo docente. Os conceitos variam de um a cinco, sendo cinco o nível mais elevado de qualidade.

A diretora de Avaliação e Regulação do Ensino (Diare), Iria Cosme, ressaltou o trabalho desenvolvido pela diretoria ao longo de todas as etapas do exame. De acordo com ela, a equipe atua de forma permanente no assessoramento das coordenações dos cursos, orientando sobre procedimentos e prazos, acompanhando a regularidade dos estudantes e promovendo ações de mobilização dos concluintes. “Nosso objetivo é contribuir para que o processo ocorra de forma adequada e para que os cursos tenham as melhores condições de participação no exame”, afirmou.

Nunes Marques prioriza pauta indígena no TSE e defende mudança no transporte de eleitores

Foto: Reprodução
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, tem colocado a pauta indígena entre as prioridades de sua gestão e pretende promover mudanças na forma como o transporte de eleitores indígenas é organizado durante as eleições. A principal proposta é transferir a responsabilidade atualmente exercida pelas prefeituras para os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de reduzir possíveis influências políticas no deslocamento dos votantes.

Segundo interlocutores, o ministro demonstra preocupação em assegurar que os povos originários tenham acesso a informações confiáveis sobre o processo eleitoral e possam exercer o direito ao voto sem interferências externas. A avaliação de Kassio é que prefeitos podem se beneficiar politicamente da gestão do transporte no dia da votação, prática que pode configurar boca de urna, proibida pela legislação.

A atuação do presidente do TSE na pauta indígena chamou atenção nos bastidores da Justiça Eleitoral, especialmente por ele ter sido indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, período em que nenhuma terra indígena foi demarcada. As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo.
Mudanças nas regras eleitorais

Ainda como vice-presidente do TSE, Kassio foi responsável pela elaboração de resoluções que ampliaram garantias para candidatos indígenas. Entre as medidas aprovadas está a criação de uma cota de financiamento eleitoral e de distribuição proporcional do tempo de propaganda em rádio e televisão para candidaturas de povos originários.

As novas regras também retiraram a limitação que restringia o transporte de indígenas aos limites territoriais dos municípios no dia da votação. Além disso, determinam que os partidos destinem recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha de forma proporcional ao número de candidaturas indígenas registradas.

A autodeclaração étnica utilizada para o acesso aos recursos poderá ser fiscalizada por lideranças e associações indígenas, com o objetivo de evitar fraudes. As resoluções ainda proíbem o uso dos valores reservados em outras candidaturas e estabelecem punições como devolução dos recursos e desaprovação das contas de campanha.
Diálogo com comunidades indígenas

A pauta foi discutida por Kassio durante visita ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), no fim de maio. O tribunal criou uma Ouvidoria dos Povos Originários para ampliar o acesso a informações sobre direitos políticos e atribuições da Justiça Eleitoral.

Em fevereiro, o ministro também esteve em Belém, onde promoveu uma audiência pública com representantes indígenas para subsidiar a elaboração das resoluções eleitorais voltadas ao tema.

Outra inovação foi a inclusão da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) nas regras eleitorais. A medida garante consulta prévia aos povos indígenas em casos de alteração dos locais de votação, iniciativa considerada inédita na Justiça Eleitoral.
Garantias mantidas e avanço da representação

As resoluções preservaram medidas já adotadas em eleições anteriores, como a capacitação obrigatória de mesários sobre especificidades socioculturais indígenas, a dispensa da fluência em português para emissão do título de eleitor, a possibilidade de votar em seção diferente da de origem e a realização de campanhas de incentivo à participação política.

Todas as resoluções relacionadas aos povos indígenas foram aprovadas por unanimidade pelo TSE.

A priorização do tema ocorre quatro anos após o fortalecimento da chamada “bancada do cocar”, expressão popularizada pelas deputadas Sônia Guajajara (PSOL-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG). Em 2022, segundo dados do TSE, 186 candidatos autodeclarados indígenas disputaram cargos eletivos em todo o país.

Além de Guajajara e Xakriabá, também foram eleitos os deputados Juliana Cardoso (PT-SP), Paulo Guedes (PT-MG) e Silvia Waiãpi (PL-AP). Para o Senado, foram eleitos Wellington Dias (PT-PI) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Críticas e desafios

Apesar de avaliarem positivamente as mudanças, representantes indígenas apontam limitações nas novas regras. Jozileia Kaingang, diretora executiva da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), afirma que o financiamento proporcional perde eficácia sem mecanismos que incentivem ou garantam candidaturas indígenas.

Os advogados Carol Santana e Luiz Peccinin também defendem maior pressão sobre os partidos para ampliar a participação de indígenas nas disputas eleitorais. Segundo eles, diferentemente da cota de gênero, a reserva de recursos para indígenas depende da existência prévia de candidaturas lançadas pelas legendas.

Ao comentar as alterações, o presidente do PT, Edinho Silva, declarou que o partido sempre apoiou candidaturas indígenas e elogiou a condução dos trabalhos por Kassio Nunes Marques. Já a presidente do PSOL, Paula Coradi, afirmou que a mudança foi articulada pela então ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara.

A Folha também procurou dirigentes de partidos como PL, PP, MDB, PDT, União Brasil, Solidariedade e Novo para comentar as alterações, mas não houve resposta.

*98 FM de Natal