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07 maio 2026

Terras raras, PCC e eleições: a agenda de Lula com Trump na Casa Branca

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Os presidentes do Brasil, Lula, e dos Estados Unidos, Donald Trump se reúnem nesta quinta-feira (7) na Casa Branca. O encontro foi confirmado após telefonema do presidente americano no fim de semana. O Planalto vê a reunião como oportunidade de consolidar Lula como interlocutor preferencial dos EUA sobre o Brasil. A informação é da Folha de São Paulo.

O momento coincide com a ascensão de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Aliados do senador mantêm contato com setores da Casa Branca. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o empresário Paulo Figueiredo atuam nessa interlocução.

Os dois já influenciaram a política tarifária americana ao argumentar que o governo Lula e o STF perseguem líderes da direita brasileira. A ação teve efeito contrário: Lula usou o embate com Trump para recuperar popularidade.

O governo quer apresentar proposta de cooperação em segurança pública, incluindo combate ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro. A pauta inclui ainda discussões sobre acordos com países da região.

O Brasil tenta impedir que os EUA classifiquem o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas. O governo Lula avalia que a designação abriria brecha para intervenções americanas em território nacional.

Minerais críticos também estão na agenda. Os EUA demonstraram interesse nas reservas brasileiras de terras raras, e o texto que regulamenta a atividade entrou na pauta da Câmara nesta quarta (6).

O governo quer ainda responder à investigação da Seção 301, mecanismo americano que pune práticas comerciais consideradas injustas. O Planalto planeja apresentar documentos sobre a relação comercial entre os dois países.

05 maio 2026

Lula viaja para os EUA para reunião com Trump em Washington na quinta-feira

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta quarta-feira (6) para Washington, onde se reúne, na quinta-feira (7), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro é resultado de uma articulação iniciada ainda em janeiro e ocorre após adiamentos provocados por fatores externos e divergências na pauta bilateral. As informações são do Blog do jornalista Valdo Cruz, do g1.

A reunião é tratada pelo governo brasileiro como estratégica para recompor o diálogo entre os dois países, especialmente na área comercial, após a imposição de tarifas sobre produtos nacionais. Também devem entrar na pauta temas como a situação na Venezuela e parcerias envolvendo minerais críticos e terras raras.

O encontro acontece em um momento delicado para o Palácio do Planalto no cenário interno. Na semana passada, o Congresso Nacional rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF e derrubou o veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, impondo derrotas políticas ao governo. Nesse contexto, a agenda internacional surge como oportunidade para reforçar a atuação de Lula no campo externo.

A viagem também ocorre pouco depois de um episódio de atrito diplomático entre os dois países, motivado pela prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. O caso levou à retirada de credenciais de um delegado brasileiro por parte dos Estados Unidos, medida respondida pelo Brasil com base no princípio da reciprocidade.

A aproximação entre Lula e Trump ganhou impulso em 26 de janeiro de 2026, quando os dois conversaram por telefone por cerca de 50 minutos e manifestaram interesse em um encontro presencial. À época, Lula defendeu uma conversa direta, “olho no olho”, como forma de tratar divergências.

Inicialmente prevista para março, a reunião foi adiada diante do agravamento das tensões no Oriente Médio, que alteraram a agenda da Casa Branca. Além disso, entraram no radar impasses comerciais e discussões sobre cooperação em segurança pública, com foco no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro — tema que avançou em reuniões técnicas realizadas em abril.

Apesar de críticas recentes de Lula a ações dos Estados Unidos, especialmente em relação ao Irã, o tom foi suavizado após o presidente brasileiro manifestar solidariedade a Trump por um atentado sofrido recentemente. A reunião em Washington, agora confirmada, marca uma tentativa de reaproximação entre os dois governos.

*Fonte: 98 FM de Natal