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19 agosto 2026

Trump manda jornalista da CNN se calar após pergunta sobre Coreia do Norte

Foto: Reprodução Folha
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou mais um confronto com a imprensa nesta segunda-feira (17). Durante uma entrevista coletiva na Casa Branca, o republicano mandou a repórter Kristen Holmes, da CNN, ficar em silêncio e a acusou de trabalhar para uma emissora de “fake news”.

Holmes questionava Trump sobre uma possível conversa com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, antes da decisão de cancelar um exercício militar conjunto com a Coreia do Sul. O presidente, porém, interrompeu a jornalista e afirmou que ela era “desrespeitosa” e que falava alto demais.

“Você é muito desrespeitosa”, disse Trump, antes de perguntar para qual emissora a repórter trabalhava. Ao ouvir “CNN”, o presidente respondeu: “Fake news”. Na sequência, voltou a interromper Holmes e repetiu diversas vezes que ela deveria se calar.
Casa Branca intensifica ataques

Após o episódio, uma conta da Casa Branca na rede social X publicou uma mensagem direcionada à jornalista. A publicação afirmou que os filhos de Holmes poderiam encontrar a pergunta feita durante a coletiva e se sentir “enojados e envergonhados” da mãe.

O episódio provocou reações de jornalistas da CNN e de outros veículos de comunicação, que defenderam Holmes. Em comunicado, a emissora classificou a repórter como uma das profissionais mais respeitadas e bem-sucedidas na cobertura da Casa Branca e afirmou que ela havia feito uma pergunta relevante em nome do público americano.

A CNN, segundo a Folha de S.Paulo, também criticou os ataques pessoais contra jornalistas e declarou que autoridades públicas podem contestar reportagens, mas que esse tipo de comportamento não seria compatível com os princípios da liberdade de imprensa.
Histórico de confrontos com jornalistas

Trump tem um histórico de embates públicos com jornalistas, especialmente mulheres. Em junho, ele encerrou uma entrevista com Kristen Welker, da NBC, depois de chamá-la de “corrupta ou burra”. Em novembro de 2025, o presidente também atacou a repórter Catherine Lucey, da Bloomberg News, após uma pergunta relacionada ao caso Jeffrey Epstein.

O novo confronto ocorreu em meio à repercussão de reportagens da CNN e de outros veículos sobre as condições enfrentadas por militares americanos a bordo do porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln.

Segundo informações citadas pela Folha, o navio abriga cerca de 5 mil pessoas e permanece no mar desde novembro de 2025. Veículos especializados, como Navy Times e Stars and Stripes, também noticiaram supostas tentativas de suicídio a bordo. O Pentágono nega os relatos, enquanto Trump afirmou que o porta-aviões está em boas condições e acusou a imprensa de divulgar informações falsas.

*98 FM de Natal 

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