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13 agosto 2026

Vitamina C: saiba como obter o nutriente e quando suplementar

Foto: magnific
A vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, desempenha diferentes funções no organismo. O nutriente participa da proteção das células, da formação de tecidos e da produção de colágeno, além de contribuir para a absorção de ferro e atuar contra os radicais livres.

A alimentação é a principal e mais recomendada forma de obter vitamina C. O nutriente está presente em frutas como laranja, limão, kiwi, abacaxi, acerola e morango, que podem ser consumidas in natura ou em sucos.

Segundo Celso Cukier, nutrólogo do Einstein Hospital Israelita, pequenas porções diárias são suficientes. Uma laranja ou de uma a duas porções de frutas variadas já atendem às necessidades.

“Diferentemente das vitaminas lipossolúveis, a vitamina C é hidrossolúvel. Portanto, os excessos tendem a ser eliminados, com pouca retenção pelo organismo. Por isso, o consumo diário ou quase diário é vantajoso para repor essas necessidades, já que ela não fica armazenada no corpo”, explica Cukier.

A suplementação é indicada apenas em situações específicas e sob orientação profissional, como em casos de deficiência confirmada por exames ou de risco nutricional real, incluindo má absorção intestinal ou grandes restrições alimentares. O consumo excessivo sem orientação médica pode causar desconfortos gastrointestinais e riscos para os rins e o sangue.

A vitamina C participa da manutenção da estrutura, da proteção e da pigmentação da pele. Segundo Marcelle Nogueira, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a deficiência do nutriente pode afetar a firmeza e a estrutura do tecido cutâneo porque a vitamina é necessária para uma etapa essencial da formação do colágeno.

“A falta de vitamina C causa um impacto na firmeza e na estrutura da pele porque ela é obrigatória na hidroxilação do colágeno, uma etapa essencial para a formação dessa proteína. Com a deficiência, há um comprometimento da maturação e da estabilidade do colágeno”, explica.

Em cremes e séruns, a vitamina C também apresenta ação antioxidante e ajuda a neutralizar os radicais livres produzidos pela radiação ultravioleta. O uso dermatológico pode auxiliar ainda na redução da hiperpigmentação e do melasma, por meio da inibição da tirosinase, enzima importante para a produção de melanina.

A vitamina também pode contribuir para a proteção contra o envelhecimento da pele, mas não resolve sozinha todos os efeitos do processo. Segundo Nogueira, outros procedimentos e ativos tópicos podem ser associados para potencializar os resultados.

Apesar de participar da resposta imunológica, a vitamina C não reduz o risco de resfriados na população, segundo Ekaterini Goudouris, coordenadora do departamento científico de Erros Inatos da Imunidade da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

O consumo regular pode diminuir discretamente a duração dos episódios de resfriado. No entanto, iniciar a suplementação somente depois do surgimento dos sintomas não apresenta benefícios comprovados.

Por isso, a vitamina C deve ser obtida principalmente por meio da alimentação. A suplementação fica reservada para situações específicas e deve ser feita com orientação profissional.

*O Correio de Hoje/Agora RN