Às vésperas do lançamento do novo Plano Safra da Agricultura Familiar, nesta terça-feira (30/6), os resultados acumulados da safra 2025/2026 confirmam um ciclo de expansão do crédito rural voltado às agricultoras e agricultores familiares brasileiros.
Entre julho de 2025 e maio de 2026 foram realizadas mais de duas milhões de operações de crédito, alcançando R$ 64,5 bilhões contratados. Em relação à safra anterior, o número de operações cresceu 24% e o volume de recursos aumentou 9%. Além do crescimento dos recursos, houve ampliação da presença do crédito em todas as regiões do país, com destaque para o Norte e o Nordeste, contribuindo para uma distribuição mais equilibrada dos investimentos para o fortalecimento da produção de alimentos em diferentes territórios brasileiros.
A comparação entre a safra 2022/2023 e a safra 2025/2026 evidencia a dimensão desse avanço. O número total de operações do Pronaf passou de 1,3 milhão para mais de 2 milhões, um crescimento de 52%. Já o volume contratado saltou de R$ 49,9 bilhões para R$ 64,5 bilhões, um aumento de 29%. Os resultados refletem os avanços alcançados desde a retomada do MDA, em 2023, período marcado pela ampliação do acesso ao crédito, pela criação e fortalecimento de linhas voltadas à agroecologia, à inclusão produtiva, à mecanização adequada e ao atendimento de públicos historicamente menos contemplados pelas políticas de financiamento rural.
“Os resultados mostram que fortalecer a agricultura familiar é fortalecer a produção de alimentos, a geração de renda, a inclusão social e a capacidade do Brasil de enfrentar os desafios climáticos. O novo Plano Safra chega para aprofundar essa trajetória construída nos últimos quatro anos”, destaca o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SAF/MDA), Vanderley Ziger.
Mulheres ocupam espaço cada vez maior no Pronaf
Um dos destaques do período foi o fortalecimento do acesso das mulheres ao crédito rural. A linha Pronaf Mulher registrou crescimento de 106% nos valores financiados, alcançando R$ 521 milhões. Quando consideradas todas as linhas do Pronaf, as mulheres já respondem por 41% das operações realizadas e por R$ 14,9 bilhões em recursos contratados. Na safra 2022/2023, essa participação era de 32% das operações e R$ 9,2 bilhões em financiamentos.
O avanço demonstra o fortalecimento da autonomia econômica das agricultoras familiares e o reconhecimento do papel das mulheres na produção de alimentos, na gestão das propriedades e na dinamização das economias locais.
Um exemplo desse avanço é a trajetória da agricultora familiar Wigna Brito de Souza Araújo, do Rio Grande do Norte. Ela acessou o primeiro financiamento do Pronaf em 2012 para fortalecer a produção na propriedade da família, investindo em infraestrutura, cercas, ampliação do rebanho e na produção de hortaliças, milho e feijão. Desde então, ampliou o acesso a políticas públicas de comercialização, tornou-se presidente de uma associação de agricultoras e hoje coordena um grupo de 18 mulheres que produzem alimentos e produtos beneficiados para programas públicos e feiras da agricultura familiar. Atualmente, busca um novo financiamento pelo Pronaf Mulher para investir em equipamentos e ampliar a infraestrutura hídrica da produção.
“Essas políticas públicas vêm dando cada vez mais autonomia às mulheres, tanto na organização da produção quanto na autonomia financeira. Hoje, vendemos nossa produção em feiras, cooperativas e programas públicos, fortalecendo a renda das famílias”, relata a agricultora.
Crédito impulsiona agroecologia, acesso a máquinas e sociobiodiversidade
A expansão do crédito também alcançou linhas ligadas à sustentabilidade e à adaptação climática. Entre os destaques estão:
● Pronaf Floresta: aumento de 80% nos recursos financiados;
● Pronaf Agroindústria: crescimento de 84%;
● Pronaf Bioeconomia: alta de 22%;
● Pronaf Semiárido: crescimento de 47%;
● Sociobiodiversidade: aumento de 51% nos recursos contratados.
Outro marco dos últimos anos foi a ampliação da mecanização da agricultura familiar.
O financiamento de máquinas, equipamentos e implementos alcançou R$ 13,4 bilhões, crescimento de 13% em relação à safra anterior. O número de operações aumentou 31%, passando de 292 mil para 382 mil contratos. O crescimento foi impulsionado principalmente pela aquisição de equipamentos de pequeno porte, estufas, agroindústrias, implementos agrícolas e embarcações, ampliando a produtividade, reduzindo o esforço físico das famílias agricultoras e agregando valor à produção.
O crédito rural também chegou com mais intensidade a povos e comunidades tradicionais. Em relação à safra anterior, as operações cresceram 112% para quilombolas, 85% para pescadores artesanais, 65% para povos indígenas e 46% para extrativistas.
Novo Plano Safra
Agora, com 30 anos recém completados, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) chega ao lançamento de um novo Plano Safra acumulando resultados históricos e reafirmando seu papel como principal instrumento de fortalecimento da agricultura familiar brasileira.
A expectativa para o próximo ciclo é ampliar ainda mais o acesso ao crédito, fortalecer a produção de alimentos saudáveis, incentivar a agroecologia, promover a adaptação às mudanças climáticas e ampliar oportunidades para mulheres, jovens, cooperativas, povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais públicos da agricultura familiar.
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29 junho 2026
28 outubro 2024
Produtor da Serra do Mel-RN cria logística para aproveitar safra de caju
O agricultor Marcos Freitas e o filho Thiago Freitas (vereador) estão experimentando uma logística que pode se transformar na melhor maneira de aproveitar o caju produzido em alta escala nas 22 vilas rurais do município de Serra do Mel-RN.
A reportagem do PORTAL MOSSORÓ HOJE foi conhecer a proposta.O município de Serra do Mel, distante 40 km de Mossoró e com 13 mil habitantes, foi criado no final da década de setenta para ser o principal vetor de desenvolvimento da região Oeste do Rio Grande do Norte através da produção da castanha e do caju.
Foram plantados, na época, algo em torno de 2,4 milhões de pés de cajueiro da variedade gigante. Porém, com os anos de poucas chuvas, pragas como a mosca branca a copa deste cajueiro perdeu vitalidade e produção caiu drasticamente.
Com apoio técnico do SEBRAE, SENAR, EMBRAPA, entre outros órgãos, a Prefeitura de Serra do Mel conseguiu apoiar os colonos a revitalizar boa parte da copa do cajueiro da Serra do Mel, substituindo-a, por variedades mais resistentes e com maior capacidade de produção.
As variedades de cajueiro anão precoce BRS 226 (melhor castanha) e CCP 76 (caju de mesa) foram desenvolvidas pela EMBRAPA e estão sendo aplicadas na substituição da copa do cajueiro “gigante” na Serra do Mel, com grande sucesso. Produz mais e são mais resistentes as pragas. Somado os bons invernos a estes fatores, já ocorreu aumento de safra.
A safra em 2023 já foi de aproximadamente 18 mil toneladas a previsão de safra para 2024 é que seja a maior já registrada na história. A castanha o colono já aproveita 100%. Já com relação ao caju, quase que 100% é desperdiçado. Fica no chão, apesar da ótima qualidade.
É neste cenário que surge agricultor Marcos Freitas e o filho Thiago Freitas (vereador presidente da Câmara de Serra do Mel). Eles criaram uma logística para aproveitar o caju CCP 76, que é de ótima qualidade para mesa, produção de sucos e vários outros derivados.
Marcos Freitas explica que uma indústria de produção de sucos em São Paulo envia o contêiner, ele e os demais agricultores próximos, coletam o caju, ajuda na seleção, embala e embarca neste contêiner para ser processado em São Paulo.
“Se tiver 5 ou 10 contêiners por semana, eles compram”, Marcos Freitas. O negócio está no início. Para dá certo, Thiago Freitas explica em reportagem do MOSSORÓ HOJE, que é preciso que o produtor tenha assessoramento técnico, para garantir qualidade na produção.
Na hipótese da proposta se consolidar, segundo Thiago Freitas, os produtores de castanha vão poder aumentar a renda com o cultivo do cajueiro de forma substancial. Um fator importante, que ele faz questão de lembrar, é o alto valor nutricional do caju, chegando a ter 5 vezes mais vitamina C do que a laranja.
A reportagem do PORTAL MOSSORÓ HOJE foi conhecer a proposta.O município de Serra do Mel, distante 40 km de Mossoró e com 13 mil habitantes, foi criado no final da década de setenta para ser o principal vetor de desenvolvimento da região Oeste do Rio Grande do Norte através da produção da castanha e do caju.
Foram plantados, na época, algo em torno de 2,4 milhões de pés de cajueiro da variedade gigante. Porém, com os anos de poucas chuvas, pragas como a mosca branca a copa deste cajueiro perdeu vitalidade e produção caiu drasticamente.
Com apoio técnico do SEBRAE, SENAR, EMBRAPA, entre outros órgãos, a Prefeitura de Serra do Mel conseguiu apoiar os colonos a revitalizar boa parte da copa do cajueiro da Serra do Mel, substituindo-a, por variedades mais resistentes e com maior capacidade de produção.
As variedades de cajueiro anão precoce BRS 226 (melhor castanha) e CCP 76 (caju de mesa) foram desenvolvidas pela EMBRAPA e estão sendo aplicadas na substituição da copa do cajueiro “gigante” na Serra do Mel, com grande sucesso. Produz mais e são mais resistentes as pragas. Somado os bons invernos a estes fatores, já ocorreu aumento de safra.
A safra em 2023 já foi de aproximadamente 18 mil toneladas a previsão de safra para 2024 é que seja a maior já registrada na história. A castanha o colono já aproveita 100%. Já com relação ao caju, quase que 100% é desperdiçado. Fica no chão, apesar da ótima qualidade.
É neste cenário que surge agricultor Marcos Freitas e o filho Thiago Freitas (vereador presidente da Câmara de Serra do Mel). Eles criaram uma logística para aproveitar o caju CCP 76, que é de ótima qualidade para mesa, produção de sucos e vários outros derivados.
Marcos Freitas explica que uma indústria de produção de sucos em São Paulo envia o contêiner, ele e os demais agricultores próximos, coletam o caju, ajuda na seleção, embala e embarca neste contêiner para ser processado em São Paulo.
“Se tiver 5 ou 10 contêiners por semana, eles compram”, Marcos Freitas. O negócio está no início. Para dá certo, Thiago Freitas explica em reportagem do MOSSORÓ HOJE, que é preciso que o produtor tenha assessoramento técnico, para garantir qualidade na produção.
Na hipótese da proposta se consolidar, segundo Thiago Freitas, os produtores de castanha vão poder aumentar a renda com o cultivo do cajueiro de forma substancial. Um fator importante, que ele faz questão de lembrar, é o alto valor nutricional do caju, chegando a ter 5 vezes mais vitamina C do que a laranja.
*Mossoró Hoje
26 agosto 2024
MOSSORÓ/RN: ESTAÇÃO METEOROLÓGICA DE BAIXO CUSTO RENDE 9ª PATENTE PARA A UFERA
A nona patente recebida pela Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa) em um intervalo de apenas quinze meses disponibiliza para a sociedade uma estação meteorológica de baixo custo, acessível para pequenos agricultores da região semiárida. O invento foi registrado como produto inovador pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) no dia 20 de agosto, data da publicação da carta patente.
A estação meteorológica foi idealizada pelo estudante Nadison Francisco da Silva durante sua passagem pelo curso de Ciência e Tecnologia no campus de Caraúbas. Num primeiro momento, o discente elaborou um projeto para desenvolver um pluviômetro utilizando materiais recicláveis. Ao ingressar no curso de Engenharia Elétrica, também em Caraúbas, ele passou a contar com a orientação do professor Francisco de Assis Brito Filho e com a colaboração da estudante Nayana Letícia de Morais Viana, hoje aluna egressa da instituição.
“É uma sensação de reconhecimento pelo trabalho bem feito”, comenta o professor Brito sobre o recebimento da patente. “A pesquisa na Universidade precisa ser bem planejada e bem executada, pois os recursos são poucos, e este trabalho cumpriu esta missão”, acrescenta ele.
O invento recebeu o nome de “Estação Meteorológica Wireless Compacta Modular” e teve seus primeiros protótipos em impressão 3D produzidos durante a pandemia. Já o depósito do pedido de patente, realizado graças ao apoio do Núcleo de Inovação Tecnológica da Ufersa (NIT), foi realizado em 2021.
A estação meteorológica foi idealizada pelo estudante Nadison Francisco da Silva durante sua passagem pelo curso de Ciência e Tecnologia no campus de Caraúbas. Num primeiro momento, o discente elaborou um projeto para desenvolver um pluviômetro utilizando materiais recicláveis. Ao ingressar no curso de Engenharia Elétrica, também em Caraúbas, ele passou a contar com a orientação do professor Francisco de Assis Brito Filho e com a colaboração da estudante Nayana Letícia de Morais Viana, hoje aluna egressa da instituição.
“É uma sensação de reconhecimento pelo trabalho bem feito”, comenta o professor Brito sobre o recebimento da patente. “A pesquisa na Universidade precisa ser bem planejada e bem executada, pois os recursos são poucos, e este trabalho cumpriu esta missão”, acrescenta ele.
O invento recebeu o nome de “Estação Meteorológica Wireless Compacta Modular” e teve seus primeiros protótipos em impressão 3D produzidos durante a pandemia. Já o depósito do pedido de patente, realizado graças ao apoio do Núcleo de Inovação Tecnológica da Ufersa (NIT), foi realizado em 2021.
*Saulo Vale
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