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16 setembro 2026

Corpo de Bombeiros promove seminário sobre saúde mental e prevenção do suicídio em Natal

Profissionais de diferentes áreas se reuniram nesta quarta-feira (16) no Seminário de Saúde Mental e Prevenção do Suicídio, realizado no Teatro Riachuelo, em Natal. Promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte, em parceria com a iniciativa privada, o evento integra a programação do Setembro Amarelo e busca fortalecer a preparação da rede de atendimento para situações de crise.

A abertura oficial contou com a participação da governadora Fátima Bezerra, que destacou a importância de tratar a saúde mental como política pública e como direito.

“Cuidar da saúde mental é, antes de tudo, cuidar de vidas. E isso exige políticas públicas que acolham, escutem e reconheçam as pessoas em sua integralidade. Nosso compromisso é fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial e garantir que os profissionais que estão na linha de frente estejam cada vez mais preparados para oferecer um atendimento humanizado, especialmente nos momentos de maior vulnerabilidade”, afirmou Fátima.
Uma rede preparada para acolher

Ao destacar a proposta do seminário, a governadora acrescentou que o cuidado em saúde mental não pode ser responsabilidade de uma única área. Para ela, a integração entre os diferentes setores do poder público é essencial para que as pessoas encontrem acolhimento e acompanhamento quando mais precisam.

“Este seminário representa justamente esse esforço: reunir conhecimento, experiências e diferentes profissionais para fortalecer estratégias de prevenção e promover uma cultura de acolhimento, em que pedir ajuda seja compreendido como um ato de coragem e ninguém precise enfrentar o sofrimento sozinho”, acrescentou.

O comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte, coronel Luiz Monteiro, também destacou a importância de compreender que cada situação de crise envolve uma pessoa com uma história e necessidades próprias.

“Na prevenção do suicídio, precisamos compreender que cada pessoa tem uma história de vida e que, nos momentos de crise, nosso papel é acolher, ouvir e oferecer caminhos para que ela encontre uma nova perspectiva. Para isso, é fundamental fortalecer a capacitação dos profissionais e a integração da rede de atendimento, garantindo uma atuação mais preparada, humanizada e efetiva. No fim, o nosso propósito é um só: preservar vidas”, afirmou.

A programação reúne profissionais da saúde, segurança pública, educação e assistência social e aborda diferentes aspectos relacionados à prevenção e ao cuidado. Entre os convidados estão a Monja Coen, o psiquiatra Neury Botega, a psicóloga Karen Scavacini, o coronel Diógenes Munhoz, do Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo (CBMSP), e o historiador, professor e escritor Leandro Karnal.
Integração das políticas públicas

A realização do seminário reforça a estratégia do Governo do Estado de ampliar a integração das políticas públicas relacionadas à saúde mental. No Rio Grande do Norte, esse trabalho envolve a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a articulação entre as secretarias de Estado da Saúde Pública (Sesap), da Educação (Seec), da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) e do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas).

A programação foi iniciada com palestra da Monja Coen, que abordou temas como empatia, equilíbrio emocional e convivência comunitária. Em seguida, o psiquiatra Neury Botega tratou do comportamento suicida e das estratégias de prevenção.

A programação também conta com a participação da psicóloga Débora Sampaio e do psiquiatra Adriano Araújo em mesa técnica sobre fluxos de atendimento, gestão do luto, uso de telas e cyberbullying.

No período da tarde, a psiquiatra e psicogeriatra Euglena Lessa aborda a saúde mental da pessoa idosa e os transtornos afetivos. Na sequência, a psicóloga Karen Scavacini trata de estratégias de pósvenção, suporte a enlutados e prevenção nos ambientes de ensino e trabalho.

O coronel Diógenes Munhoz aborda o gerenciamento de crises e a abordagem humanizada em ocorrências envolvendo tentativas de suicídio. O encerramento fica a cargo do historiador, professor e escritor Leandro Karnal, que discute os desafios contemporâneos da sociedade e suas relações com a saúde mental.
Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo é uma mobilização de conscientização e prevenção ao suicídio realizada no Brasil desde 2013, com o objetivo de ampliar o debate sobre saúde mental, combater o estigma e incentivar a busca por ajuda.

O dia 10 de setembro, instituído como Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, marca a mobilização internacional em torno do tema. Neste ano, a campanha nacional adota a mensagem “Se precisar, peça ajuda!”, reforçando a importância do acolhimento e do acesso ao suporte especializado.

11 dezembro 2024

Seminário no Rio Grande do Norte debate projetos educativos de sucesso

Com intuito de dar destaque a projetos de educação desenvolvidos nos nove estados do Nordeste, autoridades e educadores estão reunidos em um seminário em Natal para discutir e conhecer experiências exitosas nesse campo. O evento é promovido pela Secretaria de Educação, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte, com o apoio do Instituto Cultiva e do Consórcio Nordeste.

Um desses projetos – chamado Comunidades Educadoras – foi apresentado, durante a abertura do Seminário Desafios e Experiências da Educação no Nordeste, na noite de segunda-feira (9), pela secretária de Educação do Rio Grande do Norte, Socorro Batista.

O diferencial do programa é a atuação dos articuladores comunitários, profissionais que visitam regularmente as famílias dos estudantes, identificando suas demandas e conectando-as aos recursos disponíveis nas áreas de saúde e assistência social. Esses articuladores desempenham um papel fundamental ao fortalecer o vínculo entre escola e comunidade, proporcionando suporte contínuo aos alunos dentro e fora da sala de aula.

No programa Comunidades Educadoras, desenvolvido com o Instituto Cultiva, articuladores comunitários coletam informações como as condições socioeconômicas dos estudantes, o tempo de convívio familiar, o acesso a bens culturais e sociais, se são acolhidos por suas respectivas comunidades ou não e se seus responsáveis verificam como está sua evolução na escola. A partir desse diagnóstico, que fica registrado em um site específico do programa, são gerados relatórios encaminhados à Secretaria Municipal de Educação.

Pelo programa, os articuladores comunitários fazem visitas semanais a famílias de estudantes nas quais sejam constatadas pelo menos duas das seguintes situações: queda brusca de desempenho na escola, nos últimos quatro meses, sinais de violência, sinais de abandono e adoecimento psíquico. Também são fatores da lista a evasão escolar, ou seja, quando o aluno ou a aluna deixam de frequentar a escola e quando moram em zonas de risco.

“No projeto, as articuladoras procurando espaços, procurando meninos perdidos. Porque se perdem e, às vezes, a escola nem percebe que o aluno deixou de ir. E elas saem à procura. Às vezes, nem encontram. Por quê? Porque o menino ou a menina são de família ou grupo faccionado. E eles se mudam do bairro por ordem da facção adversária. Se mudam e não dizem aos vizinhos o nome deles. É preciso ser praticamente um detetive para descobrir onde o aluno está”, afirmou Socorro Batista.

Com essa abordagem, o Comunidades Educadoras não apenas melhora o desempenho acadêmico, mas também contribui para a criação de uma rede de proteção que aborda aspectos sociais e emocionais, fundamentais para o bem-estar dos estudantes.

*Agência Brasil

13 abril 2023

CEARÁ-MIRIM-RN: COMEÇA HOJE SEMINÁRIO: PERSPECTIVAS DA LUTA INDÍGENA 2023

O Campus Central da UFRN recebe na manhã desta Quinta ( 13), a partir das 10:00h, o importante seminário Luta Indígena 2023, que contará com a mediação da Professora em Antropologia pela UFRN, Ângela Facundo, além de importantes palestrantes como lideranças indígenas, militantes e membros da Fração Nacional Indígena, Doutorando em Antropologia e representante do Quilombo de Coqueiros, distrito de Ceará -Mirim, Júnior Quilombola .

O mês de Abril é marcado por mobilizações dos povos indígenas, que lutam contra as invasões do agronegócio e mineradores, nos dias 24 e 28 será realizado em Brasília, o acampamento terra livre (ATL), sem dúvidas será a maior mobilização dos povos originários do país.

Para Júnior Quilombola, sua participação neste importante seminário, coloca a comunidade de Coqueiros em Ceará -Mirim, num cenário privilegiado no tocante as lutas contínuas dos povos indígenas do município, em reconhecimento e principalmente em melhorias para a qualidade de vida e direitos garantidos pelo Ministério Indígena , pontual Júnior.

"Estamos dando passos largos como minoria que somos, chegar na Universidade Federal como chegamos e ainda ser referência no que fazemos é um orgulho para os povos indígenas do nosso município, porém lutaremos por muito mais , queremos sair do mapa para a realidade", finaliza Júnior Quilombola .