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29 setembro 2026
El Niño significa seca no Rio Grande do Norte? Pesquisa aponta intensificação
Mas o que podemos esperar nos próximos meses? E quais podem ser os impactos para o Nordeste e o Rio Grande do Norte? Para responder a essas perguntas, a Agência de Comunicação (Agecom) e a Coordenadoria de Promoção Institucional (CPI) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte conversaram com Cláudio Moisés Santos e Silva e Cristiano Prestrelo de Oliveira, meteorologistas e professores do Departamento de Ciências Atmosféricas e Climáticas (DCAC/UFRN).
El Niño é um fenômeno climático de escala global que ocorre no Pacífico Equatorial. Seu nome significa ‘o menino’ ou ‘a criança’ em espanhol e faz referência ao menino Jesus, em alusão ao período do Natal. A denominação foi utilizada por pescadores da costa do Peru e do Equador para se referir ao aquecimento das águas que ocorria próximo ao fim do ano.
De forma simples, El Niño e La Niña são fases opostas de um fenômeno conhecido como El Niño-Oscilação Sul (ENOS). Os eventos ocorrem de maneira irregular, em intervalos que geralmente variam de dois a sete anos. Durante o El Niño, há um aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial; durante a La Niña, ocorre o resfriamento dessas águas.
A fase de El Niño está associada ao enfraquecimento dos ventos alísios, que normalmente sopram de leste para oeste na região equatorial do Pacífico. Com a redução desses ventos, as águas superficiais quentes que normalmente ficam concentradas no oeste do oceano se deslocam em direção ao leste, enquanto o afloramento de águas profundas e mais frias diminui. Como consequência, ocorre o aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial.
O ciclo ENOS compreende as fases quente (El Niño), fria (La Niña) e neutra. Essas fases se alternam de maneira irregular, e o ciclo completo apresenta variação de duração, não seguindo um intervalo fixo.
Intensificação nos próximos meses
O monitoramento do El Niño é realizado por diferentes instituições meteorológicas e climáticas, entre elas a norte-americana National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), que acompanha as condições do Oceano Pacífico e os indicadores associados ao fenômeno.
Segundo o professor Cláudio Moisés, com base nesses dados e em modelos de simulação climática, a previsão é de que “nos próximos meses vai ter uma intensificação, sim, do El Niño, consolidando-se como um ‘El Niño muito forte’”. O meteorologista esclarece que essa é a nomenclatura científica utilizada para classificar a intensidade do fenômeno. “Não existe ‘super El Niño’; isso é uma expressão informal”, explica.
Um fator que pode potencializar os impactos é a combinação do fenômeno com o aquecimento global. Em um planeta mais quente, as condições associadas a eventos intensos de El Niño podem resultar em impactos mais severos. Em outras palavras, o aquecimento global não causa o El Niño, e o El Niño não causa o aquecimento global, mas os efeitos combinados podem agravar determinados impactos climáticos.
Isso pode ser compreendido a partir do aquecimento global, caracterizado pelo aumento da temperatura média do sistema climático. Como explica o professor Cristiano Prestrelo, trata-se de uma maior disponibilidade de energia no sistema.
“Quando o El Niño se forma numa condição de planeta mais quente, ele pode se tornar mais frequente, mais duradouro e mais severo. E essa ressalva é importante, pois é o que a gente está vivenciando agora: estamos diante de um El Niño que tem previsão de ser o mais intenso já observado, e essa condição de severidade só é possível porque temos mais energia e mais calor para tornar a região do Pacífico Equatorial ainda mais quente”, explica Prestrelo.
Além disso, é um equívoco considerar que o El Niño se resume a secas em algumas regiões e chuvas em outras. O fenômeno tende a ser mais complexo e a ter outras manifestações.
No Centro-Norte do Brasil, por exemplo, esperam-se chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas, aumentando o risco de incêndios florestais, comprometendo pastagens e dificultando o preparo das áreas para a próxima safra.
Na Região Sul, por outro lado, temos chuvas acima da média, que podem causar enchentes, dificultar a colheita e aumentar a incidência de doenças fúngicas nas lavouras.
Impactos do efeito climático no RN
Grande parte do Rio Grande do Norte está em uma região naturalmente quente e seca – 92% do estado é classificado como semiárido. Precisamos entender como o El Niño impacta essa realidade.
“O ar sobre a região tropical, ou seja, Amazônia e Nordeste, normalmente sobe porque é muito quente. Quando tem El Niño, ele continua subindo, mas numa velocidade bem menor. As nuvens, ao invés de se desenvolver, atrofiam. Então chove menos na região tropical”, comenta Cláudio Moisés.
O efeito prático no semiárido é o prolongamento dos períodos de estiagem. Sabe-se que a seca é natural do semiárido, mas, em anos de El Niño muito forte, os períodos sem chuva acabam se estendendo. Uma consequência mais grave é o problema de abastecimento de água.
Prestrelo, que também pesquisa eventos de seca e seus impactos no Rio Grande do Norte, reforça que o estado já chega a este período de El Niño em uma situação de fragilidade hídrica. Ele relembra que, desde o segundo semestre de 2025 até o início de 2026, a região passava por uma dificuldade de distribuição de recursos hídricos. Em abril deste ano, o governo decretou situação de emergência por seca em 166 municípios.
O professor conclui que uma condição de El Niño extremamente forte vai se adicionar a um problema que já existe desde o ano passado, podendo ser um indicador de que a população possivelmente tenha que racionar os recursos hídricos.
Quanto à agricultura, grandes polos de irrigação, principalmente na parte oeste do estado, vão sentir mais a falta de água. Cláudio Moisés destaca que o Seridó é o mais vulnerável, já que é naturalmente mais seco e tem muitos núcleos de desertificação, onde chove pouco e o solo está ficando arenoso, com problemas de fertilidade. O resultado disso é o impacto direto nas colheitas de milho e a redução da produção de forragem animal.
*Por Pedro Weissheimer – Especial / UFRN
31 dezembro 2024
Vai ter eclipse em 2025? Veja calendário dos fenômenos
Nos dias 14 e 29 de março e 21 de setembro as atenções se virarão para o céu para observar o fenômeno astronômico.
Dois eclipses solares parciais ocorrerão em 2025. Este tipo acontece quando a Lua se move entre o Sol e a Terra sem estar perfeitamente alinhada, fazendo com que a Lua obscureça parcialmente o Sol e forme um formato de crescente.
Segundo informações da Nasa, eclipses solares parciais — em que a Lua não cobre completamente o Sol — ocorrem pelo menos duas vezes por ano em algum local da Terra.
O primeiro do ano acontecerá em 29 de março e será visível em uma parte do nordeste dos Estados Unidos e Canadá, bem como na Groenlândia, Islândia e partes da Europa e noroeste da África.
Já o segundo ocorrerá seis meses depois, em 21 de setembro, mas apenas algumas nações sortudas na Oceania — incluindo Nova Zelândia, Fiji e uma pequena parte da Austrália — e na Antártida poderão ver o espetáculo.
Além disso, no dia 14 de março acontece um eclipse lunar total, que poderá ser visto de todo o Brasil. Durante o evento, em que a Terra bloqueará a luz solar que atinge a Lua, fazendo com que o satélite adquira um tom avermelhado.
Veja quais eclipses acontecerão em 2025
Solares
- 29 de março — visível de forma parcial na Europa, na Ásia, na África, na América do Norte, na América do Sul, no Oceano Atlântico e no Oceano Ártico;
- 21 de setembro — visível de forma parcial na Austrália, na Antártida, no Oceano Pacífico e no Oceano Atlântico.
- 14 de março — visível de forma total no Pacífico, nas Américas, na Europa Ocidental e na África Ocidental.
Para testemunhar qualquer um desses eventos de eclipse, certifique-se de usar óculos certificados ou um visualizador solar portátil para proteger seus olhos dos raios nocivos do sol e observar o evento com segurança.
Se você não tiver esses, pode usar um telescópio, binóculos ou câmera que tenha um filtro solar especial na frente, que age da mesma forma que os óculos de eclipse.
Mas não olhe através de nenhum dispositivo óptico — lente de câmera, telescópio, binóculos — enquanto estiver usando óculos de eclipse ou um visualizador solar portátil. Os raios solares ainda podem queimar através do filtro dos óculos ou do visualizador, dado o quão concentrados eles podem ser através de um dispositivo óptico, além de poderem causar danos oculares graves.
*Com informações da CNN Brasil
27 outubro 2024
“Arco-íris de fogo” colore céu e encanta moradores no Piauí
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o céu colorido que surpreendeu a população, localizada a pouco mais de 300 km de Teresina.
Esse efeito visual, chamado de nuvem iridescente, ocorre devido à difração da luz solar nas gotículas de água, nos cristais de gelo das nuvens ou em partículas na atmosfera, conforme explica o ClimaTempo.
Para que o arco-íris de fogo se forme, é necessário que o Sol esteja em um ângulo específico de 58º, o que torna o fenômeno bastante raro.
É importante ressaltar que, em latitudes muito baixas, como nas regiões extremas do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul, as nuvens iridescentes não podem ser observadas.
29 abril 2022
CARNAUBAIS-RN: CIDADE FICA COBERTA PELA NÉVOA DURANTE A MADRUGADA
Ventania derrubou fachadas de prédio comercial no centro da cidade.

06 abril 2022
CAMPO GRANDE RN: "ESPÍRITO SANTO", NUVEM EM FORMA DE PÁSSARO ENCANTA MORADORES
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| Foto: Darlan Costa |
Na tarde desta segunda-feira, 4 de abril de 2022, os moradores de Campo Grande no médio oeste potiguar registraram uma imagem icônica, em meio as nuvem que anunciavam mais uma tarde chuvosa, uma que lembrava em sua formação uma ave. Na foto mais difundida o registro do internauta Darlan Costa, a nuvem em forma de águia "sobrevoa" igreja matriz de Sant'Ana, símbolo da cidade.
Muitos fizeram menção ao universo católico. Logo as fotos ganharam repostes e muitas curtidas, um dos comentários enfatizou "parece o "Espírito Santo". No segundo registro, Tayonara Brito clicou a vista da Rua Antonio Veras, avenida comercial e também onde fica o centro administrativo. Já no Alto da Esperança, o registro de Roseane Freitas mostra que o fenômeno pode ser observado de praticamente todos os pontos da cidade.
Município com maior precipitação pluviométrica
Campo Grande lidera a lista dos municípios com maior média pluviométrica do primeiros três meses do ano, com 808mm, seguido de Poço Branco 741.6mm e São Francisco do Oeste com 736 mm, todos já com chuvas acima do esperado para o ano todo. Os números são de levantamentos da Emparn e revelados pelo G1.
*Fonte: Blog do Pompílio Neto
22 setembro 2020
Risco de ‘tsunami’ no nordeste brasileiro
Não se trata de propagar o pânico. Entretanto, análise de risco, a
partir de fontes científicas, admite a possibilidade remota de um
“tsunami” atingir o nordeste do Brasil, e, particularmente, o Rio Grande
do Norte.
Shutterstock/Martin Prochazkacz
Na última sexta feira, 18, verificou-se tremor de magnitude 6.9 na “escala Richter”, nas proximidades do arquipélago São Pedro e São Paulo, que significa risco de destruição num raio de até 100 quilômetros. A confirmação foi do Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis/UFRN).
Registrou-se o epicentro a aproximadamente 816 km a nordeste de Fernando de Noronha, 1.184 km a nordeste de São Miguel do Gostoso (RN), 1.193 km a nordeste de Natal, 1.338 km a norte-nordeste de Recife e 1.405 km a nordeste de Fortaleza.
Eventos desse tipo podem eventualmente originar “tsunami”, desde que alcancem a magnitude entre 7 e 7.9 graus e o movimento na falha geológica seja do tipo reverso, o que causaria levantamento, ou afundamento brusco do soalho oceânico. São propícios à destruição de edifícios, produzem fendas e danificação de toda tubulação contidas no subsolo.
Além de 8 graus, os eventos destroem pontes e construções existentes. Hipoteticamente, se houvesse um terremoto de 12 graus, a terra seria partida ao meio.
A magnitude de tais fenômenos é medida pela “escala Richter”, que expressa as consequências de cada terremoto, ou tsunami.
O Rio Grande do Norte é o estado mais exposto, por localizar-se em seu território a maior falha geológica do Brasil, que tem extensão de 38 km por 4 km de largura e corta os municípios de Parazinho, João Câmara, Poço Branco e Bento Fernandes, com profundidade de 9 km. Essa falha denominada de “Samambaia” é a ruptura de blocos de rochas, que acumulam energia e podem liberar essa energia, causando terremotos e até “tsunamis”.
Um dos eventos sísmicos de maior proporção no Brasil teve a denominação do “sismo de João Câmara”, ocorrido no Rio Grande do Norte e consistiu numa série de abalos, no ano de 1986. O terremoto principal foi no dia 30 de novembro, com magnitude de 5.1, seguido por milhares de réplicas. Um dos tremores alcançou a cidade de Natal, no grau 4.3 na Escala Richter.
Recentemente, no final de agosto, pessoas saíram às ruas em Amargosa, no estado da Bahia ”, face as notícias de casas abaladas e rachadura vertical na Igreja de um distrito. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos confirmou-se tremor de terra, que alcançou 4.6 na escala Richter, tendo sido o maior abalo sísmico no Estado, tanto pela magnitude, como em extensão, cerca de 400 km² de raio, atingindo parte do Recôncavo.
No mesmo horário da Bahia, a terra balançou na região de Pedra Preta, no RN (magnitude 2.2).
Os fatos demonstram os riscos existentes no RN e na BH. Cabe aos
governos não descuidarem do trabalho de conscientização. É o único meio
capaz de evitar desastres de grandes proporções, já várias vezes
pré-anunciados.
*Fonte: blogdoneylopes.com.br
24 abril 2020
SERRA DO MEL-RN: [VÍDEO] TORNADO DE BAIXA INTENSIDADE APARECE NA VILA PIAUÍ; 'NÃO É COMUM' DIZ METEOROLOGISTA
Um tornado de baixa intensidade apareceu no céu e chamou a atenção de moradores do município de Serra do Mel, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Um deles registrou um vídeo do fenômeno sendo visto da Vila Piauí, localidade do município.
De acordo com o meteorologista José Espínola Sobrinho, da Ufersa, esse tipo de tornado não é comum no estado. "Não é comum esse tipo de tornado por aqui. Ele acontece na região Sul, Sudeste, em Santa Catarina tem muito. No Amazonas e no Maranhão também aparecem. Mas no semiárido nordestino é raro. Quando acontece é na caatinga e na época mais seca do ano. E ele acontece de forma mais fraca, mas com aquela intensidade, não", falou.
O professor explicou que não é possível perceber pelas imagens que analisou se a base do fenômeno é no mar, o que poderia ser considerado uma tromba d'água. Ele disse que o RN tem vivido fenômenos atípicos neste ano. E há uma possível explicação.
"Esse ano está sendo muito atípico. Tivemos também aquela nuvem rolo que apareceu em Upanema, um raio recente que matou vários bois no interior do estado. Isso significa que tem muita energia na atmosfera, porque o Oceano Atlântico Sul está mais aquecido. Por isso, inclusive, as chuvas. O oceano está quente desde dezembro. Em 40 anos que trabalho com isso, nunca tinha visto o oceano de dezembro a maio quente", comentou.
José Espínola explicou que os tornados são fenômenos que acontecem em função de "uma grande diferença de temperatura entre duas massas de ar e uma grande diferença de pressão atmosférica".
Esse encontro entre duas massas de ar, nessas condições, faz com que os ventos entrem em movimento circular. "Eles formam uma coluna vertical em que a velocidade do vento está geralmente acima de 70 km/h a até 100 km/h nos tornados mais simples".
Segundo o professor José Espínola, o tornado visto em Serra do Mel está em uma configuração de 0 ou no máximo 1 em uma escala que pode chegar a até 5 em relação à velocidade. "O tornado de configuração 5 de velocidade do vento pode chegar a até 320 km/h. Eu acredito que esse aqui deve ter sido um de índice 0 ou 1 em que a velocidade do vento fica aí em torno de até 100 km/h", reforçou.
G1-RN /Passando na Hora









