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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

TRIUNFO POTIGUAR-RN: PRF flagra homem transportando 28 pássaros silvestres

Homem foi preso com quase 30 aves silvestre em estrada do RN — Foto: PRF/Divulgação
Durante uma fiscalização, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 28 pássaros da fauna silvestre regional, na BR-226, em Triunfo Potiguar, região Oeste do estado. O caso aconteceu no final da tarde deste sábado (24). As aves foram encontradas presas em gaiolas dentro de um carro.

Ao todo, foram resgatados 27 azulões e um golinha. Os pássaros estavam em gaiolas, no interior de um Crossfox, com placas da cidade de Martins, também na região Oeste.

Segundo a PRF, os policiais encontraram sob o banco do motorista, 18 aves do tipo azulão e um golinha. Em uma outra gaiola, que estava no porta-malas do veículo, foram achados mais nove azulões.

"Os pássaros estavam em um ambiente muito apertado, o que poderia levá-los a morte", informou a corporação.

O passageiro, um homem de 38 anos, assumiu ser o dono das aves, porém não apresentou nenhuma licença ou autorização para o transporte das aves. Ele ainda informou ainda que havia adquirido os pássaros, em uma comunidade na Serra de João do Vale, na cidade de Jucurutu e estaria levando os bichos para a cidade de Martins.

De acordo com a PRF, o caso é um flagrante crime ambiental e, diante disto, o veículo, os pássaros e o passageiro foram encaminhados à Polícia Ambiental de Caicó.

Aves resgatadas pela PRF estavam em gaiolas dentro de carro, no RN — Foto: PRF/Divulgação
Ainda conforme a PRF, o Art. 29, parágrafo 1°, da lei 9.605/98, que trata dos crimes contra o meio ambiente, a pessoa infratora está sujeito a uma pena de detenção de seis meses a um ano, e multa.

*VNT.

domingo, 27 de janeiro de 2019

BRUMADINHO-MG: Mineradoras têm "incapacidade gigantesca" de garantir segurança, diz militante do MAM

Telhado de uma casa destruída pela lama em Brumadinho (MG) / Mauro Pimentel / AFP
Um dos movimentos populares que se fez presente em Brumadinho (MG) no mesmo dia do rompimento da barragem no Córrego do Feijão, foi o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). Entidades como o MAM e o Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), estão no município atingido para prestar solidariedade e apoio às famílias e colaborar na defesa dos atingidos.

Integrante do MAM presente em Brumadinho, Maria Júlia Andrade, conversou com o Brasil de Fato o novo crime socioambiental da Vale.

Brasil de Fato: Como você enxerga a precariedade das mineradoras no estado e qual o motivo dessas situações terríveis?

Maria Júlia Andrade: É importante a gente fazer um histórico que vai um pouco antes da Barragem do Fundão. Neste mesmo ano de 2015, houve um outro rompimento de barragem, em Minas Gerais, na cidade de Itabirito, mineradora Herculano, que no começo de 2015 a barragem rompeu na área interna da empresa e que morreram três trabalhadores. Nesse mesmo ano, acontece Fundão em que morrem 19 pessoas e, agora, no comecinho de 2019 esse novo rompimento.

Eles têm uma característica em comum: são projetos de grande escala, de minério de ferro, de empresas de grande porte. Então, mostram, de cara, uma incapacidade gigantesca dessas empresas de garantirem a segurança das suas estruturas.

E em relação aos trabalhadores das mineradoras? Eles também estavam em situação de risco. Como você avalia a situação de quem trabalha nas minas?

Até o momento, as informações estão muito desencontradas, mas ao mesmo tempo muito preocupantes porque foi no momento do turno. Tinha muita gente trabalhando lá dentro. Esse complexo não é uma mina só. É um complexo que envolve várias minas. É uma extensão enorme, envolve dois municípios. Então, a gente ainda não sabe o que aconteceu com esses trabalhadores que estavam lá na hora que rompeu essa barragem.

Em Fundão, 14 trabalhadores morreram na hora do rompimento da lama. Na hora que a barragem rompeu, 14 trabalhadores estavam dentro da barragem e, destes vários eram terceirizados. Isso mostra também o nível de precarização de quem trabalha nas áreas mais arriscadas dentro do complexo da mineração. E, no primeiro rompimento que falei deste último histórico de 2015 para cá, que não são as únicas, também foram três trabalhadores. Então, a gente percebe que o elo mais frágil são, realmente, os trabalhadores da mineração que têm um piso salarial, nesta região de Minas Gerais, do quadrilátero ferrífero, que não chega a R$ 2 mil. Então, você imagina o nível de exploração a que essas pessoas estão submetidas. Não sabemos que nível de treinamento interno para casos assim. Pelo histórico, com certeza, não é nada que a gente possa se inspirar muito ou ter credibilidade da empresa.


*Fonte: Brasil de Fato.