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23 janeiro 2026

Lula diz que sem Palestina não entrará no Conselho de Trump, segundo fontes

Segundo fontes do governo, Lula afirmou ao presidente da Autoridade Palestina, por telefone, que não aceitará o convite para o Conselho da Paz caso não tenha representantes palestinos para tratar da situação da Faixa de Gaza. E que unirá esforços com outros países para que os palestinos tenham voz ativa na reconstrução.
Incertezas sobre o conselho e cautela diplomática

Apesar da sinalização de Lula, a estrutura e o funcionamento do Conselho da Paz ainda são cercados de dúvidas. O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, afirmou que há pouca clareza sobre o que seria, efetivamente, esse colegiado.

Em conversa com a reportagem, Amorim destacou que, sob as condições atuais de incerteza, a tendência é que o Brasil não aceite o convite. No entanto, o diplomata evitou um fechamento total de portas, indicando que o governo monitora os desdobramentos antes de uma negativa definitiva.

Entenda

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quinta-feira (21) a sua iniciativa que recebeu o nome de “Conselho da Paz”. Em discurso, o republicano fez críticas à Organização das Nações Unidas (ONU).

O lançamento do conselho foi feito durante um painel no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

“A gente está comprometido a garantir que Gaza esteja desmetalizara, governada de maneira própria, seja reconstruída. Acho que a gente pode fazer outras coisas assim que sejamos bem-sucedidos em Gaza, e faremos isso com as Nações Unidas”, disse Donald Trump.

“As Nações Unidas têm um grande potencial, mas não usa esse potencial, mas há, sim, esse grande potencial. Há muitas pessoas boas ali. Mas, nas oito guerras que eu resolvi, eu nunca falei com a ONU, eles poderiam resolver, acho que até tentaram, mas não tentaram o suficiente”, acrescentou o republicano.

Na cerimônia, Donald Trump assinou o documento que formaliza a criação que formaliza do Conselho da Paz. Além dele, membros convidados por ele também assinaram o documento, como o presidente da Argentina, Javier Milei.

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