O avanço na formação educacional acompanha uma tendência nacional, mas o percentual potiguar ainda está abaixo da média do país, que chegou a 18,4% no último levantamento. No estado, os municípios com maior proporção de habitantes com ensino superior completo são Parnamirim (26,19%), Natal (22,45%) e Mossoró (17,77%). Já entre os menores índices estão Angicos (2,94%), Ielmo Marinho (2,85%) e Sítio Novo (2,81%).
A escolaridade da população potiguar também registrou avanços em outros níveis de ensino. Em 2022, 29,1% dos moradores do estado com 25 anos ou mais haviam concluído o ensino médio, enquanto em 2010 esse percentual era de 23,2% e, em 2000, de 15,0%. No ensino fundamental completo, a evolução foi de 9,6% para 12,2% e, posteriormente, para 13,2%. Por outro lado, o percentual de pessoas sem instrução ou que não concluíram o ensino fundamental caiu de 69,3% no início do século para 56,1% em 2010 e 42,6% na última pesquisa.
Na taxa bruta de frequência escolar, o Rio Grande do Norte registrou avanços expressivos entre 2000 e 2022. A cobertura na educação infantil para crianças de 0 a 3 anos mais que dobrou no período, passando de 14,7% para 31,4%. Entre 4 e 5 anos, o índice subiu de 69,6% para 91,8%. No ensino fundamental, que abrange estudantes de 6 a 14 anos, a taxa aumentou de 93,9% para 98,5%, enquanto no ensino médio, destinado a jovens de 15 a 17 anos, o percentual subiu de 78,0% para 87,5%. Já na faixa de 18 a 24 anos, o índice apresentou oscilações, caindo de 34,4% em 2000 para 32,1% em 2022.
A alfabetização também avançou, mas ainda ocupa uma colocação preocupante. No levantamento de 2022, 86,14% da população potiguar com 15 anos ou mais sabia ler e escrever, taxa abaixo da média nacional de 93%. O estado é o 22º em taxa de alfabetização.
No ranking estadual da alfabetização, Parnamirim lidera com 94,91% de alfabetizados, seguido por Natal (93,36%) e Extremoz (91,38%), sendo os únicos municípios a ultrapassar a marca dos 90%. No outro extremo, Coronel João Pessoa (72,69%), Nova Cruz (76,47%) e Porto do Mangue (76,11%) estão entre os municípios com menor índice de alfabetização, ficando abaixo dos 80%.
Já na separação por gênero, as mulheres potiguares registram melhores indicadores de escolaridade em relação aos homens. O percentual de alfabetização feminina no estado é de 88,69%, enquanto entre os homens o índice é de 83,35%. As mulheres também permanecem mais tempo na escola, com uma média de 9,2 anos de estudo, contra 8,3 anos dos homens.
A média de anos de estudo no Rio Grande do Norte em 2022 foi de 8,8 anos, superando a média do Nordeste, que ficou em 8,5 anos, mas ainda abaixo da média nacional, de 9,5 anos. Pessoas brancas apresentaram a maior escolaridade, com 9,5 anos de estudo, enquanto os menores índices foram registrados entre pessoas pretas (7,8 anos) e indígenas (7,5 anos).
Além disso, entre os graduados no estado, a predominância feminina é expressiva em áreas como Educação (58.012 mulheres contra 8.155 homens) e Saúde e Bem-Estar (44.769 contra 16.897). Já os homens são maioria em cursos de Engenharia, Produção e Construção (16.897 contra 9.042 mulheres) e Computação e Tecnologias da Informação (5.166 contra 1.108 mulheres).
O levantamento também apontou um recorte por raça e cor na alfabetização da população potiguar. Entre as mulheres, o maior percentual de alfabetização foi observado entre as brancas (90,98%), seguidas pelas pardas (87,99%), amarelas (87,02%), pretas (82,91%) e indígenas (81,59%).
Entre os homens, os brancos lideram com 86,75%, seguidos por amarelos (83,75%), pardos (82,25%), pretos (77,35%) e indígenas (74,86%). No geral, a população indígena apresenta o menor índice de alfabetização no estado, com 78,5% dos indivíduos acima dos 15 anos sabendo ler e escrever.
Contexto nacional
Em nível Brasil, a evolução dos níveis de instrução segue um padrão semelhante ao do Rio Grande do Norte. Entre 2000 e 2022, a proporção de brasileiros com ensino superior completo cresceu de 6,8% para 18,4%, um aumento de 2,7 vezes. No mesmo período, o percentual de pessoas sem instrução ou sem concluir o ensino fundamental caiu de 63,2% para 35,2%. Já o número de brasileiros com ensino médio completo ou superior incompleto subiu de 16,3% para 32,2%, enquanto aqueles com fundamental completo e médio incompleto passaram de 12,8% para 14,0%.
*Tribuna do Norte
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