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28 fevereiro 2025

EDUCAÇÃO: Número de pessoas com ensino superior completo triplica no RN

O Rio Grande do Norte registrou um crescimento significativo no número de pessoas com ensino superior completo nos últimos 20 anos, conforme os dados do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (27). Em 2000, apenas 4,6% da população potiguar com 25 anos ou mais possuía diploma universitário. Em 2010, essa taxa subiu para 8,3% e, em 2022, atingiu 15,1%, representando um aumento de mais de três vezes no período.

O avanço na formação educacional acompanha uma tendência nacional, mas o percentual potiguar ainda está abaixo da média do país, que chegou a 18,4% no último levantamento. No estado, os municípios com maior proporção de habitantes com ensino superior completo são Parnamirim (26,19%), Natal (22,45%) e Mossoró (17,77%). Já entre os menores índices estão Angicos (2,94%), Ielmo Marinho (2,85%) e Sítio Novo (2,81%).

A escolaridade da população potiguar também registrou avanços em outros níveis de ensino. Em 2022, 29,1% dos moradores do estado com 25 anos ou mais haviam concluído o ensino médio, enquanto em 2010 esse percentual era de 23,2% e, em 2000, de 15,0%. No ensino fundamental completo, a evolução foi de 9,6% para 12,2% e, posteriormente, para 13,2%. Por outro lado, o percentual de pessoas sem instrução ou que não concluíram o ensino fundamental caiu de 69,3% no início do século para 56,1% em 2010 e 42,6% na última pesquisa.

Na taxa bruta de frequência escolar, o Rio Grande do Norte registrou avanços expressivos entre 2000 e 2022. A cobertura na educação infantil para crianças de 0 a 3 anos mais que dobrou no período, passando de 14,7% para 31,4%. Entre 4 e 5 anos, o índice subiu de 69,6% para 91,8%. No ensino fundamental, que abrange estudantes de 6 a 14 anos, a taxa aumentou de 93,9% para 98,5%, enquanto no ensino médio, destinado a jovens de 15 a 17 anos, o percentual subiu de 78,0% para 87,5%. Já na faixa de 18 a 24 anos, o índice apresentou oscilações, caindo de 34,4% em 2000 para 32,1% em 2022.

A alfabetização também avançou, mas ainda ocupa uma colocação preocupante. No levantamento de 2022, 86,14% da população potiguar com 15 anos ou mais sabia ler e escrever, taxa abaixo da média nacional de 93%. O estado é o 22º em taxa de alfabetização.

No ranking estadual da alfabetização, Parnamirim lidera com 94,91% de alfabetizados, seguido por Natal (93,36%) e Extremoz (91,38%), sendo os únicos municípios a ultrapassar a marca dos 90%. No outro extremo, Coronel João Pessoa (72,69%), Nova Cruz (76,47%) e Porto do Mangue (76,11%) estão entre os municípios com menor índice de alfabetização, ficando abaixo dos 80%.

Já na separação por gênero, as mulheres potiguares registram melhores indicadores de escolaridade em relação aos homens. O percentual de alfabetização feminina no estado é de 88,69%, enquanto entre os homens o índice é de 83,35%. As mulheres também permanecem mais tempo na escola, com uma média de 9,2 anos de estudo, contra 8,3 anos dos homens.

A média de anos de estudo no Rio Grande do Norte em 2022 foi de 8,8 anos, superando a média do Nordeste, que ficou em 8,5 anos, mas ainda abaixo da média nacional, de 9,5 anos. Pessoas brancas apresentaram a maior escolaridade, com 9,5 anos de estudo, enquanto os menores índices foram registrados entre pessoas pretas (7,8 anos) e indígenas (7,5 anos).

Além disso, entre os graduados no estado, a predominância feminina é expressiva em áreas como Educação (58.012 mulheres contra 8.155 homens) e Saúde e Bem-Estar (44.769 contra 16.897). Já os homens são maioria em cursos de Engenharia, Produção e Construção (16.897 contra 9.042 mulheres) e Computação e Tecnologias da Informação (5.166 contra 1.108 mulheres).

O levantamento também apontou um recorte por raça e cor na alfabetização da população potiguar. Entre as mulheres, o maior percentual de alfabetização foi observado entre as brancas (90,98%), seguidas pelas pardas (87,99%), amarelas (87,02%), pretas (82,91%) e indígenas (81,59%).

Entre os homens, os brancos lideram com 86,75%, seguidos por amarelos (83,75%), pardos (82,25%), pretos (77,35%) e indígenas (74,86%). No geral, a população indígena apresenta o menor índice de alfabetização no estado, com 78,5% dos indivíduos acima dos 15 anos sabendo ler e escrever.

Contexto nacional

Em nível Brasil, a evolução dos níveis de instrução segue um padrão semelhante ao do Rio Grande do Norte. Entre 2000 e 2022, a proporção de brasileiros com ensino superior completo cresceu de 6,8% para 18,4%, um aumento de 2,7 vezes. No mesmo período, o percentual de pessoas sem instrução ou sem concluir o ensino fundamental caiu de 63,2% para 35,2%. Já o número de brasileiros com ensino médio completo ou superior incompleto subiu de 16,3% para 32,2%, enquanto aqueles com fundamental completo e médio incompleto passaram de 12,8% para 14,0%.

*Tribuna do Norte

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