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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Esposa de Carlos Eduardo muda de domicílio eleitoral para disputar Prefeitura de Parnamirim

A ex-primeira dama de Natal, Andrea Ramalho, foi convocada pela oposição de Parnamirim e deverá disputar a Prefeitura Municipal. Esposa do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, Andréa transferiu seu título de eleitor para o terceiro maior colégio eleitoral potiguar com o objetivo de disputar as eleições de 2020, tendo como principal oponente o atual ocupante da cadeira, Rosano Taveira (PRB).

Andréa é esposa do filho do ex-prefeito de Parnamirim, Agnelo Alves, considerado a maior liderança política do município metropolitano já teve, inclusive, permanecendo assim nos dias atuais. Ela tem sido convocada pela oposição para assumir a candidatura oposicionista como forma de, em vencendo as eleições, continuar em Parnamirim o legado deixado por Agnelo.

Recentemente, Andrea ocupou na gestão de Carlos Eduardo o cargo de secretária de Políticas Públicas para as Mulheres de Natal, onde desenvolveu importante trabalho na área. Por ter convivido ao lado do ex-prefeito de Natal por muitos anos, Andréa é vista como experiente no âmbito político, tendo participado das últimas gestões municipais ativamente. Nos bastidores, seu perfil é visto como o de alguém com capacidade administrativa para enfrentar os desafios de uma cidade do porte de Parnamirim.

Andrea tem dialogado com diversos atores políticos contrários à gestão atual de Parnamirim, e tem sido colocada como um dos nomes que poderá reunir toda a oposição para enfrentar a candidatura do atual prefeito Rosano Taveira em 2020.

Avaliação jurídica
Em julho, o advogado eleitoral Fábio Hollanda concedeu entrevista ao Agora RN apontando que Andréa Ramalho estaria impedida de ser candidata à prefeitura de Parnamirim nas eleições de 2020.

O jurista explicou que o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2012, definiu que um político que já exerceu dois mandatos consecutivos na chefia de executivo municipal, mesmo que pleiteie candidatura em município diferente, estaria impedido de buscar o terceiro mandato.

A decisão também recairia para os cônjuges, como é o caso da ex-primeira-dama de Natal, uma vez que Carlos Eduardo Alves já foi prefeito de Natal duas vezes consecutivas, sendo eleito em 2012 e 2016.

*Agora RN/JBelmont.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

MDB realiza Convenção Nacional e elege Baleia Rossi novo presidente

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) realizou, na manhã de hoje (6), no Centro de Eventos e Convenções do Brasil 21, em Brasília-DF, a Convenção Nacional do partido. Na ocasião, os integrantes da legenda elegeram, por aclamação, o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), como novo presidente do partido.
O diretório do MDB-RN participou da solenidade. O presidente da legenda, Garibaldi Filho, aproveitou para confirmar que o MDB-RN vai realizar convenção estadual cartorial no próximo dia 21 de outubro. “Além disso, em novembro, teremos um grande evento para filiação de novos membros e a presença do presidente nacional Baleia Rossi”, afirma.
Além de Garibaldi, participaram da Convenção Nacional do MDB, o vice-presidente do MDB-RN e deputado federal, Walter Alves; e o prefeito de Natal, Álvaro Dias. Outros integrantes do diretório estadual estiveram presentes.



*O Xerife.

FICHA SUJA DE FORA

Durante a convenção nacional do partido realizada hoje (06) em Brasília (DF), o MDB decidiu que não terá Ficha Suja no partido para concorrer a qualquer cargo em eleições futuras. Condenado em primeira instância em um dos processos que enfrenta na justiça, o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo terá dificuldades de concorrer a eleições mais adiante.

domingo, 6 de outubro de 2019

GARBALDI E WALTER ALVES PARTICIPAM DA CONVENÇÃO DO MDB HOJE

O ex-senador e presidente estadual do MDB do Rio Grande do Norte, Garibaldi Alves, e o deputado federal Walter Alves, vice-presidente da legenda, participam hoje (6), da Convenção Nacional do MDB que elegerá, por aclamação, Baleia Rossi como novo presidente do partido.

sábado, 28 de setembro de 2019

Teve uma ‘marolinha’ contra Fátima Bezerra em Mossoró (RN)

Ah! Teve um barulhozinho contra a governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra ontem (27) em Mossoró:
O Sindicato dos Servidores da Saúde de lá protestou contra a falta de pagamento. Reuniu meia dúzia de gatos pingados. Nada além. Já não se faz protestos como antes. E partindo de sindicato.

*O Xerife.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

NOVA YORK: ENCONTRO DE JAIR BOLSONARO E DONALD TRUMP

Foto: Alan Santos/PR
Jair Bolsonaro (PSL) e Donald Trump encontram-se em Nova York, antes da abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. "Obrigado pela consideração, presidente", disse Bolsonaro no Twitter.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

'Caixa foi vítima de assaltos, saques e fraudes', diz Paulo Guedes

Na cerimônia de posse dos presidentes do BNDES, da Caixa e do Banco do Brasil, o ministro da Economia afirmou que o mercado de crédito sofreu intervenções danosas para o país e que os bancos foram perdidos para 'instituições perversas e burocratas corruptos'. Em discurso, Bolsonaro voltou a dizer que vai 'abrir a caixa-preta do BNDES'.

Do Blog JBelmont: Em discurso, Bolsonaro voltou a dizer, que vai 'abrir a caixa-preta do BNDES'. Abra mesmo presidente, é isso que o povo quer...

domingo, 22 de setembro de 2019

Fátima Bezerra quer prefeituras para o PT

A governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra está orientando os diretórios municipais do PT em todo o Estado a estimular candidaturas próprias nas eleições de 2020. Inclusive em Apodi. A legenda da governadora só tem três prefeituras no RN: Currais Novos, Ouro Branco e Serrinha dos Pintos. Nada além.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Como postou o Blog, Correio Braziliense diz que afagos de Mourão com Fátima apressaram volta de Bolsonaro ao Planalto

O Correio Braziliense publicou hoje o que o Blog havia postado ontem…
Que os afagos do presidente em exercício Hamilton Mourão tinham apressado a saída de Jair Bolsonaro do hospital e a volta dele ao Palácio do Planalto.

Leia trecho da reportagem de Ingrid Soares e Rodolfo Costa, do Correio, no que se refere à governadora do Rio Grande do Norte:

Contrariando previsões, o presidente Jair Bolsonaro confessou a interlocutores que retorna nesta terça-feira (17/9) aos despachos da Presidência porque não quer prolongar a estadia do vice, Hamilton Mourão, por mais tempo no comando.

A expectativa era de que ele voltasse ao cargo apenas na quinta-feira.

Nesta segunda-feira (16/9), Mourão esteve no Rio Grande do Norte onde se encontrou com a governadora do estado, Fátima Bezerra (PT).

No Planalto, fontes comentam que Bolsonaro não se sente confortável com a agenda política do vice e que o próprio Mourão havia recebido a sugestão de cancelar a agenda no Rio Grande do Norte.

*Do Blog: Só para relembrar, o presidente em exercício Hamilton Mourão tomou café da manhã com a governadora Fátima Bezerra na Secretaria de Segurança, onde os dois se mostraram muito afinados como comprovam as fotos abaixo:

Do café os dois foram juntos, no mesmo carro, para o Centro de Convenções de Natal, para a abertura do Encontro Econômico Brasil-Alemanha.
O presidente Hamilton Mourão e a governadora Fátima Bezerra não fizeram nada além de cumprirem a liturgia dos cargos que ocupam.

Foram eleitos com e sem os votos da população brasileira e potiguar.

Tem obrigação de governar para todos, independente de partidos ou preferência política.

Além do que, se mostraram pessoas educadas.

Jair Bolsonaro não entende nada disso.

Mourão e Fátima entendem.

E praticaram.

Resta saber se o comportamento nada republicano de Jair vai interferir na liberação dos recursos pactuados para a segurança do Rio Grande do Norte.

O que Fátima pediu a Mourão, foi tão somente uma atenção para que o governo federal vá liberando os recursos pactuados, assim que os processos forem chegando.

Mourão disse que sim.

Mas, se por represália ao gesto de educação do presidente com a governadora, Jair decidir emperrar a liberação…pior para o Rio Grande do Norte.

Rio Grande do Norte de quem não votou, e de quem votou no capitão.


*Thaisa Galvão

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

NATAL-RN: Presidente em exercício, Mourão se reúne com empresários brasileiros e alemães

Valter Campanato/Agência Brasil
Mais de mil empresários brasileiros e alemães vão se reunir nesta segunda-feira (16) em Natal, para discutir parcerias na relação comercial entre os dois países. O 37º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha (EEBA), que vai até o dia 17, é organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias Alemãs (BDI), com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern). O presidente em exercício, Hamilton Mourão, participará da abertura do encontro, prevista para as 9h. O vice-ministro alemão da Economia e Energia, Thomas Bareiss, também está confirmado.

A Alemanha é o quarto maior parceiro comercial do Brasil, atrás da China, dos Estados Unidos e da Argentina. A participação da potência europeia na corrente de comércio do Brasil em 2018 foi de 3,75%. Mais de 54% dos produtos brasileiros exportados para a Alemanha são industrializados, incluindo máquinas mecânicas, automóveis, máquinas elétricas e produtos farmacêuticos. Em relação às importações, 99% das mercadorias que o Brasil compra do país europeu são bens industriais.

Pesquisa da CNI com empresários brasileiros que investem e exportam para a Alemanha mostrou os principais temas que precisam avançar na agenda dos dois países. O levantamento foi entregue ao governo brasileiro para subsidiar a reunião da Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha, que ocorrerá no dia 17 de setembro.

"Na consulta ficou clara a necessidade de se internalizar rapidamente o acordo comercial Mercosul-União Europeia, que ampliará as oportunidades de acesso a mercados para os dois países, além de melhorar o ambiente de negócios para promover o comércio de bens e serviços e os investimentos bilaterais. O setor produtivo do Brasil entende que o apoio da Alemanha foi essencial para a conclusão do acordo, anunciada em 28 de julho, e avalia que esse mesmo apoio será importante para a aprovação do tratado pelo Parlamento Europeu, o que deve ocorrer ao longo dos próximos dois anos", diz a CNI.

Segundo a confederação, as empresas brasileiras também defendem o início das negociações de um acordo para evitar a dupla tributação (ADT) e de reconhecimento mútuo entre os programas brasileiro e europeu de Operador Econômico Autorizado (OEA). O programa concede tratamento diferenciado para operações de comércio exterior que envolvem movimentação internacional de mercadorias. Entre os benefícios oferecidos às empresas certificadas pelos programas estão a simplificação, facilidade e agilidade de procedimentos aduaneiros no país e no exterior.


Agenda
Hamilton Mourão ainda deve aproveitar a presença em Natal para se reunir com a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, que deve apresentar ao presidente em exercício o programa estadual de Segurança Pública. Mourão cumpre pelo menos mais dois compromissos na capital potiguar antes de retornar a Brasília.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, participará do evento apresentando um painel sobre perspectivas econômicas e políticas, juntamente com o vice-ministro da Economia e Energia da Alemanha, Thomas Bareiss.

Ainda nesta segunda-feira, às 17h, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara de Deputados, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), fará palestra sobre “Oportunidades para o investidor estrangeiro no atual governo”. Também estão confirmados para a abertura oficial do evento o presidente da CNI, Robson Braga, o presidente da BDI, Dieter Kempf, o presidente da Fiern, Amaro Sales, e a governadora Fátima Bezerra.

*Edição: Graça Adjuto/VNT.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

APODI-RN: 2020 COM NOMES NOVOS E VELHOS NA POLÍTICA LOCAL

A política partidária apodiense, sempre foi acirrada nas disputas pelo mandato do poder executivo. No ano de 2020, parece que não vai ser diferente. Nomes novos e nomes velhos na disputa e o povo aguarda pelas definições.
Pelo que se configura, no próximo pleito teremos nomes, como do atual prefeito Alan Silveira, ex-prefeito Flaviano Monteiro, ex-vice prefeito Zé Maria, vereador Gilvan Alves, sindicalista Agnaldo Fernandes e o policial Jackson França.
No poder legislativo, o acirramento também promete, com nomes velhos e novos. 
As soluções para todos os problemas vão aparecer!

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

FELEIPE GUERRA-RN: EX PREFEITO SE LIVRA DE PROCESSO

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RN deu provimento a uma Apelação movida pela defesa do ex-prefeito de Felipe Guerra, Braz Costa Neto, condenado em primeira instância por uso de documento falso e suposta recusa/omissão na entrega de documentos para fins de ajuizamento de Ação Penal. O ex-gestor havia sido condenado a uma pena de três anos, três meses e 15 dias de reclusão em regime aberto. A Câmara reformou a sentença, decidindo pela extinção da punibilidade quanto ao uso de documento falso e absolvendo o réu sobre a recusa/omissão para a entrega dos documentos.

Segundo a Denúncia do Ministério Público Estadual, o ex-prefeito teria feito uso de documento falso perante o MP, por meio da apresentação de processos de empenho, liquidação e pagamento ideologicamente falsos, que haviam sido requisitados com a finalidade de instruir o Inquérito Civil nº 06.2010.000350-8, que tramitou na Promotoria de Justiça de Apodi.

Contudo, o órgão julgador do TJRN destacou, conforme jurisprudência de tribunais superiores, que é preciso demonstrar que a recusa, a omissão ou o retardamento ocorreu, comprovadamente, com o objetivo de frustrar ou atrasar o fornecimento dos dados requeridos. “Não sendo a hipótese dos autos”, enfatiza o relator, desembargador Saraiva Sobrinho.

“Mais importante ainda, é a carência de provas acerca dolo do acusado. Ora, como se define, para configuração do delito em comento é imperiosa a demonstração da recusa, a omissão ou o retardamento ter se ultimado com o escopo de obstar, frustrar ou atrasar o fornecimento dos dados requeridos MP, não sendo a hipótese dos autos”, considerou.

O voto observa ainda que todos ofícios e a notificação endereçados ao acusado dizem respeito a meros atos administrativos, como cópias de processos de empenho, contrato de prestação de serviço e procedimento licitatório e, sendo assim, não se está diante de requisição de “dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil”, mas, apenas e tão somente, da exigência ministerial acerca de contratos administrativos e serviços públicos sem qualquer relação com laudos científicos.

Extinção de punibilidade
A Câmara Criminal declarou extinta a punibilidade quanto ao uso de documento falso devido à ocorrência do fenômeno jurídico da prescrição, que é o término do prazo legal para se mover uma ação ou recurso.

Segundo a sentença, tem-se que o crime teria sido cometido nos períodos de 03/01/2005 e 16/01/2006 a 02/01/2007. Mas a Denúncia foi recebida apenas no dia 19 de março de 2015, transcorrendo assim o lapso temporal de oito anos, dois meses e 17 dias do fato denunciado. “Logo, a extinção da punibilidade nesse particular constitui medida imperativa, na forma do art. 109, IV c/c 110 do CP (redação vigente à época)”, destaca o voto.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Fernando Henrique Cardoso sobre Sérgio Moro: 'Se eu estivesse lá, me demitiria'

Foto: TV Globo
Ex-presidente do Brasil é o entrevistado do 'Conversa com Bial' desta quarta-feira, 4/9
Fernando Henrique Cardoso comenta política no 'Conversa com Bial'.
Questionado por Pedro Bial sobre a situação do ministro da Justiça Sérgio Moro, o sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que, se fosse o ex-juiz, demitiria-se. Ele FOI o entrevistado do Conversa com Bial desta quarta-feira, 4/9, ao lado do senador Randolfe Rodrigues (Rede).
Para FHC, Moro mostrou não ter as características necessárias para o exercício do cargo.
"Se eu estivesse lá, eu me demitiria."
"Foi um erro dele aceitar, qualquer ministério seria erro também. Um juiz não necessariamente está qualificado para a função política, ele não tem as características de um líder político."
Pedro Bial recebe o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nesta quarta-feira, 4/9.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

APODI-RN: AGNALDO FERNANDES, PARECE SER O NOME MAIS FORTE NA OPOSIÇÃO

Agnaldo Fernandes
O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi (STTR), Agnaldo Fernandes é o nome mais forte na oposição apodiense no momento atual.
Em contato todos os dias com as famílias das mais diversas comunidades rurais, Agnaldo tem se mostrado interessado na disputa ao Poder Executivo apodiense. 
Pertencente ao Partido dos Trabalhadores (PT), próximo à governadora Fátima Bezerra, Agnaldo demonstra ser a força maior na oposição atual e poderá ser a maior dificuldade para o atual prefeito, Alan Silveira. Tudo vai depender da organização do PT de Apodi, que nunca se mostrou organizado, e sem organização e união, fica difícil.
Os demais membros da oposição ficam só na conversa e no desejo de voltarem ao poder.
Segue o jogo político até 2010.

domingo, 14 de julho de 2019

Glenn Greenwald: “Moro sabe que eu sei tudo que ele disse e fez. E sabe que vamos contar tudo”

Nos últimos seis anos, o advogado Glenn Greenwald (Nova York, 1967) se tornou uma figura fundamental do jornalismo investigativo. Instalado no Rio de Janeiro há 15 anos, foi a ele que o analista Edward Snowden recorreu em 2012 com os documentos que revelavam os programas de vigilância em massa do Governo dos Estados Unidos, porque tinha lido seu blog e suas colunas no site Salon.

A publicação daquela história lhe rendeu um prêmio Pulitzer e levou à criação do jornal digital The Intercept. É nele que o jornalista publica há um mês, em conjunto com outros jornalistas da equipe, sua mais recente grande história: as mensagens trocadas entre Sérgio Moro, o então juiz que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão e é um símbolo da luta contra a corrupção, e os procuradores da operação Lava Jato. Moro pendurou a toga para ser ministro da Justiça no Governo do presidente Jair Bolsonaro e anunciou recentemente que tiraria cinco dias de licença sem salário a partir desta segunda-feira para resolver “assuntos particulares”. Desde que publicou sua revelação exclusiva, Greenwald é considerado um vilão por quem vê Moro como um herói. E vice-versa.

Greenwald, que já escreveu meia dúzia de livros e é conhecido por ser um crítico feroz e heterodoxo do poder e das elites, não teme a polêmica, e apontou enfaticamente os erros dos democratas e da imprensa dos EUA depois da eleição de Donald Trump. Também denunciou que o movimento anti-Trump é “a primeira #resistência na história que venera as agências de segurança estatais”.

No Brasil, o jornalista é, além disso, o marido de um deputado de esquerda, David Miranda, com quem adotou dois meninos e formou uma família. Desde que revelou as mensagens de Moro, anda com escolta armada. O som da chuva torrencial pontuado por latidos − eles vivem com cerca de 20 cachorros − é o pano de fundo desta entrevista na casa da família, no Rio de Janeiro.

Pergunta. Como foi o instante em que recebeu o vazamento sobre Sérgio Moro?

Resposta. Foi algo muito parecido com o que senti ao receber os arquivos de Snowden. Incredulidade. No jornalismo você consegue boas histórias, mas elas raramente são disruptivas. Desta vez, eu sabia que isto ia ser uma bomba no Brasil, porque o que eu estava lendo era não apenas chocante, como também implicava aquela que provavelmente é a pessoa mais respeitada e poderosa do país, mais até do que o presidente. Eu sabia que seria muito polêmico. Ele [Moro] é provavelmente quem dá credibilidade e legitimidade ao Governo de Bolsonaro.

P. Os documentos foram enviados por correio eletrônico ao seu site? Foi à redação? Ligaram?

R. Não posso contar nada, para proteger a fonte, não posso contar nada sobre como nos chegou o material.

P. Dizem que a equipe se reuniu em um hotel porque o arquivo é enorme e precisavam de segredo e de muito cuidado.

R. A primeira coisa é sempre a segurança. Somos uma agência de notícias com sede nos Estados Unidos. No The Intercept, antes dos jornalistas, contratamos especialistas em segurança tecnológica. Mesmo que a polícia brasileira viesse até minha casa e levasse meu computador e meus telefones, nunca seria capaz de chegar ao arquivo, porque ele está seguro, fora do Brasil, em muitos lugares diferentes. Vendo o tamanho, entendemos que era necessário trabalhar em equipe e que era necessário que nos associássemos a outros veículos de comunicação, também para garantir nossa própria proteção.

P. Vocês se associaram ao maior jornal, a Folha de S. Paulo, e à maior revista semanal, a Veja.

R. Sim, e eles têm equipes grandes que cobrem a operação Lava Jato há anos, que cobriram Moro. Eles têm um conhecimento que nós não temos necessariamente. Temos jornalistas expertos em Lava Jato, Leandro [Demori], Rafael [Moro Martins], Amanda [Audi]. Quanto mais jornalistas você envolve em um assunto, mais profundo é o jornalismo que você faz.

P. O senhor conseguiu os arquivos?

R. Sim.

P. O The Intercept inclui em seu site instruções detalhadas para que as fontes possam lhes enviar vazamentos.

R. Sim, mas enfatizamos que não existe a segurança absoluta, o 100%. Isso é algo que Sergio Moro acaba de descobrir. Ele usava o sistema de mensagens por celular Telegram porque pensava que era totalmente seguro.

P. O ministro Moro se defendeu dizendo que o comportamento dele como juiz pode ser surpreendente em outros países, mas que é comum, tradicional, no Brasil.

R. Essa tradição que ele diz existir é rejeitada pelo código de conduta judicial, que exige que um juiz seja imparcial. É proibido explicitamente o que ele diz que é comum e tradicional: basicamente, juízes colaborando com uma das partes. Mas mais significativo ainda é que durante os últimos quatro ou cinco anos houve suspeitas, sem provas, de que Moro estava colaborando com os procuradores e ele nunca disse que era “uma tradição”. Ele negou veementemente.

P. Você teme que sua imparcialidade como jornalista seja questionada porque seu marido é político?

R. Nunca acreditei que os jornalistas deveriam fingir não ter opiniões. Até certo ponto, é mais honesto ser aberto sobre seus pontos de vista. E algo que acho engraçado é que no Brasil as pessoas me associam com a esquerda, enquanto nos EUA às vezes acreditam que sou de direita porque apareço na rede Fox.

P. Houve uma grande campanha de intimidação contra você, da qual participaram dois filhos do presidente, sem que este ou o ministro da Justiça a impedissem. Tem medo?

R. No jornalismo, você sempre corre riscos. E, se enfrenta alguém no poder, podem castigar você ou se vingar. Mas nós decidimos que valia a pena assumir o risco. Acredito que este Governo é repressor e autoritário, e acredito que Moro demonstrou que está disposto a violar todas as leis. Mas o que os torna perigosos é que agora eles se sentem desesperados. Moro sabe que eu sei tudo o que ele disse e fez. E que vamos contar tudo.

P. O que o trouxe para o Brasil?

R. Vim por sete semanas para clarear as ideias. Meu primeiro marido e eu tínhamos nos separado, eu tinha 37 anos, estava cansado de ser advogado… Conheci o David no primeiro dia, nós nos apaixonamos e naquela época os EUA tinham uma lei de [Bill] Clinton que proibia o Governo federal dar qualquer benefício a casais do mesmo sexo. David não podia obter um visto para os EUA. Mas os tribunais do Brasil tinham criado uma norma que dava direito de residência permanente aos casais do mesmo sexo. O Brasil era a única opção para estarmos juntos.

P. O jornalismo investigativo é mais difícil do que nos tempos do Wikileaks ou de Snowden?

R. No sentido tecnológico é mais fácil, mas no legal, mais difícil. Uma das coisas geniais do Wikileaks é que Assange foi o primeiro a ver que, graças ao armazenamento digital, os vazamentos em massa de informações de instituições poderosas seriam o novo motor do jornalismo na era digital. Um de meus heróis da infância era Daniel Ellsberg, que vazou dezenas de milhares de páginas dos papéis do Pentágono. Demorou meses para copiar os documentos secretos. Snowden levou algumas horas. Mas os poderosos, cada vez mais ameaçados por essa facilidade para os vazamentos maciços, estão ficando mais agressivos na hora de criminalizar o jornalismo investigativo.

P. Assange é um jornalista? Este é um ponto central no debate sobre seu caso judicial.

R. Acredito que o que ele fez é jornalismo. Não acho que um jornalista deva ter formação específica como a de um médico ou um advogado. Qualquer cidadão pode revelar informação de interesse público. Assange trabalhou com jornais do mundo todo, The New York Times, The Guardian, EL PAÍS etc., não como uma fonte, mas como um parceiro jornalístico. Não tenho uma relação muito estreita com ele, mas sou uma das poucas pessoas que, apesar de criticá-lo pontualmente, sempre defenderam a importância de seu trabalho. Em 2018, David e eu passamos três dias com ele na embaixada [do Equador em Londres].

P. E com Snowden?

R. Tenho muito relacionamento. Juntamente com Daniel Ellsberg, Laura Poitras e outras pessoas criamos uma organização para a liberdade da informação, com a qual Snowden trabalha. Estive em Moscou há um ano e passamos um dia normal como amigos, fomos ao parque Gorki… Quando o visitei pela primeira vez, estava sob extrema pressão e não se sentia à vontade nem mesmo saindo à rua. Hoje não pode sair da Rússia porque seria preso, mas é a pessoa mais feliz que conheço porque, com coragem e sacrifício, tomou uma decisão corajosa e estava plenamente consciente disso.

P. Quanto do orçamento do The Intercept é coberto pelos leitores e quanto por Pierre Omidyar, o dono do Ebay, que financiou o projeto?

R. Claramente, a maior parte ainda vem do nosso fundador, mas a cada ano que passa isso vai se equilibrando porque cresce o apoio dos leitores. Aqui, no Brasil, disparou.

P. Para seus filhos, como é crescer no Brasil de Bolsonaro com dois pais, que além do mais são conhecidos?

R. Pensamos nisso antes de adotá-los, quando Bolsonaro ainda não era presidente, mas já havia um crescente movimento da direita. No Brasil querem apresentar a comunidade LGBTQI como uma ameaça para as crianças. A família que criamos dinamita essa demonização. É nossa obrigação mostrar que as famílias LGBTQI podem ser completas e felizes.

Proteção da privacidade
Glenn Greenwald explica que as agências de inteligência podem transformar um celular em instrumento de vigilância, embora não tão facilmente. Por isso, desde que Edward Snowden o contatou em 2013 para lhe entregar os arquivos que provavam a espionagem em massa de cidadãos americanos pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), o jornalista toma todas as precauções ao se comunicar com seus colegas, com as fontes e com qualquer pessoa com quem troque informações sensíveis. A medida de segurança mais óbvia é retirar os celulares da sala. Seis anos depois daquela reportagem exclusiva de 2013, Greenwald afirma que ela teve tanta repercussão porque “no fim das contas, instintivamente, somos animais que precisam de um espaço privado”. Por isso é que se coloca um ferrolho no banheiro e se usa uma senha no correio eletrônico, diz ele. “Todos sentimos que há coisas que compartilharíamos com um médico, com nosso parceiro ou com nossos melhores amigos, mas que nos dariam vergonha se fossem públicas.”

Greenwald opina que, no entanto, o debate sobre a perda de privacidade não tem a importância que deveria ter entre a população. Se as revelações de Snowden colocaram o foco na intromissão dos Governos, com os EUA à frente, agora são as grandes empresas de tecnologia, como Facebook e Google, que estão no centro das atenções. “A forma como a tecnologia permite que nos vigiemos o tempo todo é mais grave do que o público entende, e o debate sobre isso é insuficiente”, afirma. A vida digital transformou os usuários, muitas vezes de maneira totalmente inconsciente, em fornecedores constantes de informações pessoais valiosas para empresas e entidades de todo tipo.

O advogado e jornalista, que vive em um país tão desigual como o Brasil, tem plena consciência de que para boa parte da população do mundo a defesa da privacidade não é um assunto primordial. Quando você não tem acesso a água potável nem a atendimento de saúde para seus filhos, ou não come o suficiente, pensar sobre o uso que é feito de seus dados pessoais pode parecer algo de menor importância. “Defender a privacidade pode parecer um pouco abstrato e mais remoto do que satisfazer outras necessidades. Mas também acho que existe uma tentativa deliberada de transmitir às pessoas a mensagem de que, se você não for um terrorista ou um pedófilo, se não tiver nada a esconder, não deve se preocupar com que o Governo ou as empresas o vigiem.”

Agora, mergulhado na enorme polêmica do caso Moro, a perda de privacidade sofrida pelo cofundador do The Intercept vai além da vigilância de Governos ou empresas: no Brasil, seu rosto está com o do ex-juiz em toda a mídia desde que começou o vazamento de informações, em 9 de junho. Paralelamente à intimidação, Greenwald sofreu uma campanha de descrédito que, entre outras mentiras, afirma que ele não ganhou o Pulitzer que obteve com o caso Snowden. “Uma das diferenças entre as reportagens sobre a NSA e sobre Moro é que grande parte do ódio que a primeira gerou foi dirigida a Snowden. Eu era simplesmente o jornalista. Agora a fonte é invisível, e eu sou o rosto da história.”

*El País/BG

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Moro é confrontado por deputados na Câmara e repete argumentos contraditórios

Sérgio Moro não negou exatamente a autoria das mensagens publicadas pelo Intercept, acrescentando que elas “podem ter sido alteradas” / Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
A presença do ministro da Justiça, Sérgio Moro, na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (2), atiçou as controvérsias em torno da figura do ex-juiz, hoje na berlinda por conta das denúncias feitas pelo site The Intercept Brasil. Ele foi alvo de uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa desde o início da tarde. A sessão ocorreu de forma conjunta com outros dois colegiados, as Comissões de Trabalho e Direitos Humanos.

Confrontado por parlamentares de diferentes siglas – entre elas, PT, PCdoB, Psol e PSB – a respeito da suposta troca de mensagens com procuradores da Lava Jato sobre processos da operação, o ministro repetiu declarações contraditórias feitas anteriormente, afirmando que não atesta a veracidade dos conteúdos, mas ao mesmo tempo minimizando a gravidade do teor das mensagens.

Moro não negou exatamente a autoria das mensagens, acrescentando que elas “podem ter sido alteradas”. O argumento tem sido o principal ponto do discurso do ministro, que tenta fortalecer a versão de que teria sido hackeado por criminosos que vazaram as mensagens.

“Se houve hackeamento, a polícia é que vai resolver. Isso é uma investigação criminal”, disse o líder do Psol, Ivan Valente (SP), ao acusar o ex-juiz de fugir do tema da sabatina.

Em seu discurso inicial na comissão, o ministro voltou a dizer que nunca agiu ilegalmente no âmbito da Lava Jato e novamente citou estatísticas da força-tarefa, destacando o número de denúncias, prisões, entre outras coisas. Ele acrescentou que a operação teria mudado o “padrão de impunidade que prevalecia no Brasil”.

Em geral, a postura tem sido a mesma de outros apoiadores do governo – que tentam polarizar o debate entre a defesa das iniciativas do sistema de Justiça contra a corrupção e uma suposta proteção a práticas ilícitas por parte de atores políticos.

“Os deputados aqui não estão divididos entre os que apoiam e os que não apoiam o combate à corrupção. O que está em questão é como se deve dar esse combate”, bradou o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), ao questionar a conduta do ministro na relação com os acusadores – no caso, os membros do Ministério Público Federal (MPF).

Diferentes parlamentares fizeram menção às normativas da Constituição Federal, do Código de Ética da Magistratura e do Código de Processo Penal (CPP), apontando que o ministro teria entrado em conflito com as regras ao supostamente agir em conjunto com membros do MPF.

“Isso não é imparcialidade. É rasgar a toga, é desmoralizar a operação Lava Jato e o combate à corrupção. Estamos vivenciando um absurdo. Condenaram Lula por ‘convicção’. O próprio Deltan Dallagnol [procurador da República] tinha insegurança nas provas apresentadas”, bradou Erika Kokay (PT-DF), em referência aos conteúdos trazidos à tona pelo Intercept.

Ao contestar os deputados, Moro repetiu frequentemente que nunca houve “conluio” seu com procuradores. Também criticou o Intercept, acusando o site de promover “sensacionalismo”.

A sessão foi tomada por uma confusão após deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) chamar ministro de 'ladrão'. O ministro Sérgio Moro se retirou, e a sabatina foi encerrada.

Imprensa
Entre outras coisas, o ministro foi constantemente alvejado por ter evitado responder diferentes questionamentos, como, por exemplo, sobre possível investigação solicitada pela Polícia Federal (PF) ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que estaria produzindo relatório sobre o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept.

A notícia foi divulgada mais cedo pelo site O Antagonista e viralizou na internet. Por conta disso, serviu de substrato para perguntas de diferentes parlamentes, como Talíria Petrone (Psol-RJ) e Paulo Pimenta (PT-RS), que questionaram o ex-juiz sobre a veracidade da informação. O ministro não respondeu.

“Eu esperava que o senhor desmentisse a informação que está sendo veiculada. É extremamente grave que a PF tenha determinado ao Coaf uma investigação contra o Glenn. Perseguir a imprensa é prática comum em ditaduras. A liberdade de imprensa é resguardada pela Constituição Federal, por tratados internacionais, e isso não pode passar como normal”, reagiu Fernanda Melchiona (RS), vice-líder do Psol, acrescentando que o conteúdo das mensagens atribuídas a Moro foi checado por diferentes veículos além do Intercept, como a Folha de São Paulo.

Um pouco adiante, após ser questionado sobre o assunto por outros deputados, Moro respondeu que não atua nas investigações e que a pergunta deve ser encaminhada “ao órgão certo”. Como titular do Ministério da Justiça (MJ), o ex-juiz tem a PF sob seu comando, enquanto o Coaf é um braço do Ministério da Economia.

Um dos pontos altos da audiência, o tema deu origem a um requerimento protocolado pela bancada pela Psol na noite desta quarta (2). No documento, direcionado a Moro, a sigla pede que o mandatário esclareça o possível pedido feito pela PF. Pelo protocolo da Câmara, o requerimento é encaminhado primeiro para a mesa diretora da Casa, que deve despachar o pedido, cujo prazo de resposta é de 30 dias.

Moro também provocou, mais uma vez, o site Intercept ao questionar a veracidade das mensagens e desafiou o veículo a publicar o restante do conteúdo de uma só vez. “Apresentem todas. Não tem nada ali. É um balão vazio, cheio de nada”, criticou.

De acordo com a equipe da página, a série de reportagens que traz denúncias contra a equipe da Lava Jato ainda está em andamento e por isso deve soltar novas matérias em breve. O fatiamento da publicação é considerado um dos principais motivos de desgaste da figura do ministro, uma vez que mantém o tema aceso no debate público a cada semana, fazendo a denúncia se somar ao caldeirão de problemas que circundam o governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Polarização

A sessão tem como cenário uma polarização política mais intensa que a verificada no último dia 19, quando o ministro foi ouvido pela CCJ do Senado, onde a audiência se deu sob uma temperatura mais branda por conta das características da oposição na Casa, que é menos articulada e incisiva.

Mais uma vez, a presença de Moro no Congresso se deu em meio a farpas e elogios, num clima de ebulição que atingia o ápice a cada vez que algum opositor defendia o ex-presidente Lula e apontava problemas no caso do triplex. Incomodados, aliados do governo interrompiam, aos berros, as falas dos adversários, com destaque para a atuação do líder do PSL, Delegado Waldir (GO).

“Este evento foi convocado para esclarecimentos sobre suposta mensagens trocadas com coordenador da Lava Jato em Curitiba [Deltan Dallagnol]. É o que foi aprovado. Pro parlamentar que falar sobre o que não está no requerimento, nós não vamos permitir a continuidade”, ameaçou, ao criticar indiretamente as menções ao ex-presidente e diante de um plenário em estado de euforia.

“Por favor, se controlem. Parece uma Escolinha do Professor Raimundo isto daqui”, bradou, em um desses momentos, o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), arrancando risos do plenário.

Num aceno ao público apoiador da Lava Jato, os aliados de Moro seguiram na linha de elogiar o ministro e criticar o vazamento dos diálogos. Foi o que fez, por exemplo, Darcísio Perondi (MDB-RS), um dos vice-líderes do governo na Casa. Ele disse que a ida do ministro à Câmara ajuda o ex-juiz a se proteger do que o emedebista chamou de “ataques ilícitos” que estariam colocando em risco a “autoridade moral” dele e dos procuradores da Lava Jato. Coronel Chrisóstomo (PSL-RO), um dos entusiastas da força-tarefa de Curitiba, foi além e classificou Moro como “o verdadeiro herói brasileiro”.


*Brasil do Fato.

sábado, 22 de junho de 2019

ELEIÇÕES 2020: Ex-candidato a governador tem planos para disputa em Natal

Queiroga: Natal (Foto: arquivo)
Ex-candidato a governador do Rio Grande do Norte pelo Solidariedade, em 2018, o engenheiro Brenno Queiroga deverá ser candidato a vereador em Natal no próximo ano.
Chegou a ser tentado pelo partido a concorrer à Prefeitura de Parnamirim, refugou.
Candidato ao governo estadual, ele empalmou 106.345 votos (6,56%).
Em Natal, a sua votação chegou a 35.131 votos (9,28%).
Foi o terceiro colocado na capital, superando até o governador e candidato à reeleição Robinson Faria (PSD), que somou 31.228 votos (8,24%).


*Carlos Santos.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Demitido, Santos Cruz diz que governo é ‘show de besteiras’

Uma semana após sua demissão da Secretaria de Governo da Presidência da República, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz criticou o governo de Jair Bolsonaro por perder tempo com “bobagens” quando deveria priorizar questões relevantes para o país.

“Tem de aproveitar essa oportunidade para tirar a fumaça da frente para o público enxergar as coisas boas, e não uma fofocagem desgraçada. Se você fizer uma análise das bobagens que se têm vivido, é um negócio impressionante. É um show de besteiras. Isso tira o foco daquilo que é importante. Tem muita besteira. Tem muita coisa importante que acaba não aparecendo porque todo dia tem uma bobagem ou outra para distrair a população, tirando a atenção das coisas importantes. Tem de parar de criar coisas artificiais que tiram o foco. Todo mundo tem de tomar consciência de que é preciso parar com bobagem”, disse Santos Cruz.

Antes de sua saída, Santos Cruz foi criticado de forma contundente por Olavo de Carvalho e Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Sem mencionar nomes, ele comentou os ataques recebidos nas redes sociais.

“Não é porque você tem liberdade e mecanismos de expressão, Twitter, Facebook, que você pode dizer o que bem entende, criando situações que atrapalham o governo ou ofendem a pessoa. Você discordar de métodos de trabalho é normal, até publicamente. Discordâncias são normais, de modo de pensar, modo de administrar, modo de fazer política, de fazer coordenação. Mas, atacar as pessoas em sua intimidade, isso acaba virando uma guerra de baixarias” afirmou o general.

Época/JBelmont.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Manifestantes realizam atos em cidades do RN em apoio ao governo Bolsonaro

Natal e Mossoró registraram atos neste domingo (26).
NATAL, 15h30: manifestantes se reúnem na frente do shopping Midway Mall — Foto: Heloísa Guimarães/Inter TV Cabugi
Potiguares realizaram, neste domingo (26), atos em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em Natal e Mossoró, principais cidades do estado, os manifestantes começaram a se reunir por volta das 15h.

Na capital, o ato começou no cruzamento das avenidas Salgado Filho com a Bernardo Vieira, em frente ao shopping Midway Mall, no bairro Tirol, na Zona Leste da cidade.

Em Natal, segundo os organizadores do evento, cerca de 20 mil pessoas participaram do ato. A Polícia Militar não estimou o número de presentes. Já em Mossoró, PM e organização estimaram cerca de 2.200 pessoas.


MOSSORÓ, 15h45: concentração aconteceu na Av. Presidente Dutra — Foto: Sara Cardoso/Inter TV Costa Branca 

 O ato chegou ao fim por volta das 17h55. Na ocasião, o público cantou o hino nacional de frente para um letreiro luminoso com imagens da campanha política de Bolsonaro.

MOSSORÓ, 17h48: Cerca de 2.200 manifestantes ocuparam a praça da Estação das Artes logo após a carreata, segundo a organização do ato — Foto: Sara Cardoso/Inter TV Costa Branca

Vestidos em grande parte de verde e amarelo, os manifestantes se posicionam favoravelmente à reforma da previdência e ao pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, além da manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) nas mãos do ministro Sérgio Moro.

As convocações ganharam força após os protestos em defesa da educação do último dia 15, contra os cortes anunciados pelo governo para os ensinos superior e técnico federais. 


*JBelmont.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Bolsonaro sobre protestos de manifestantes da verba para Educação: idiotas úteis

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) causou polêmica ao chegar nos Estados Unidos nesta quarta-feira (15). Questionado sobre as manifestações que estão ocorrendo no país em defesa de recursos para a educação, Bolsonaro disse que são feitas por “idiotas úteis“, classificados pelo presidente como “militantes” e “massa de manobra“.
Segundo a Folha de São Paulo, o presidente disse que os alunos que estão nas ruas “não sabem nem a fórmula da água” e servem de instrumento político para “uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”.