Mostrando postagens com marcador POLÍTICA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POLÍTICA. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de maio de 2020

VÍDEO: Datena rompe com Bolsonaro ao vivo e diz que nunca mais quer entrevistá-lo

O apresentador do Brasil Urgente, da Band, José Luiz Datena, decidiu romper com o presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (22).
Ele afirmou ao vivo, após assistir ao vídeo da fatídica reunião ministerial de abril em que Bolsonaro confessa interferência na Polícia Federal, que nunca mais quer entrevistar o presidente.
“Depois dessa fita, me permito deixar a Band escolher outros repórteres e apresentadores entrevistarem o presidente da República” disse o apresentador que, até a divulgação da fatídica reunião ministerial, era bolsonarista convicto.
Extremamente decepcionado com o presidente, Datena ainda perguntou o motivo pelo qual Bolsonaro não mandou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, “calar a boca” quando disse que mandaria ministros do STF para a cadeia.
No vídeo da reunião, que teve o sigilo derrubado pelo ministro do Celso de Mello, Bolsonaro prega o armamento da população, xinga governadores a admite que tentou interferir na Polícia Federal do Rio de Janeiro.
Assista ao comentário de Datena em que ele rompe com o presidente.

*JBelmont

sexta-feira, 22 de maio de 2020

“Eu quero todo mundo armado. Povo armado jamais será escravizado”

Outras declarações polêmicas foram feitas pelo presidente
No momento em que dizia que aqueles que não seguissem sua concepção político-ideológica deveriam deixar o governo, Jair Bolsonaro criticou abertamente o desarmamento.
“É escancarar a questão do armamento aqui. Eu quero todo mundo armado. Povo armado jamais será escravizado.”


*Carlos Skarlack

“Eu não vou meter o rabo no meio das pernas” para pedidos de impeachment baseados em “frescura” e “babaquice”, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, em um trecho da reunião ministerial do dia 22 de abril, que as possíveis decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não o farão “meter o rabo no meio das pernas”. ‘Então não é o ministro ir de peito aberto, enfrentar, entrar no covil dos leões, mas não pode, né? Por exemplo, quando se fala em possível impeachment, ação no Supremo, baseado em filigranas, eu vou em qualquer lugar do território nacional e ponto final!”, disse.

“O dia que for proibido de ir pra qualquer lugar do Brasil, pelo Supremo, acabou o mandato. E, espero que eles não decidam, ou ele, né? Monocraticamente, querer tomar certas medidas porque daí nós vamos ter uma crise política de verdade. E eu não vou meter o rabo no meio das pernas. Isso daí zero, zero. Tá certo?” O presidente também afirmou que os pedidos de impeachment contra ele são baseados em “frescura” e “babaquice”.

“Porque se eu errar, se achar um dia ligação minha com empreiteiro, dinheiro na conta na Suíça, porrada sem problema nenhum. Vai pro impeachment, vai embora. Agora, com frescura, com babaquice, não!”, comentou.

*UOL/JBelmont

‘Tem que vender essa porra logo’, diz Paulo Guedes sobre Banco do Brasil na reunião ministerial

Foto: Marcos Correa / Divulgação
Na reunião ministerial de 22 de abril, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo faz “o que quer” com a Caixa Econômica Federal e o BNDES. Já no Banco do Brasil, “a gente não consegue fazer nada” e “tem um liberal lá”, o presidente Rubem Novaes.

– O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. Porque ele não é privado, nem público. Então se for apertar o Rubem (Novaes, presidente do banco), coitado. Ele é super liberal, mas se apertar ele e falar: “bota o juro baixo”, ele: “não posso, senão a turma, os privados, meus minoritários, me apertam”. Aí se falar assim: “bota o juro alto”, ele: “não posso, porque senão o governo me aperta”. O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização.

O presidente Jair Bolsonaro reage dando risadas.

– É um caso pronto e a gente não tá dando esse passo. Senhor já notou que o BNDE e o…. e o… e a Caixa que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então tem que vender essa porra logo.

Jair Bolsonaro diz então:

– Vamos dispensar o Rubem da próxima reunião aí, pô.

Rubem, então, diz que o povo vê o Banco do Brasil como um “porto seguro” e que estão em uma situação confortável. Paulo Guedes o interrompe:

– Mas só confessa o seu sonho.

– Hein?, replica Rubem.

– Confessa o sonho.

– Deixa para lá, confessa não – intervém Bolsonaro.

– Privati… em… em relação a privatização… – tenta prosseguir Rubem.

– Faz assim: só em vinte e três cê confessa, agora não – diz Bolsonaro.

Rubem Novaes propõe, então, que o assunto seja debatido com mais profundidade em um seminário.

*O Globo/JBelmont

quinta-feira, 21 de maio de 2020

CLIMA DE PAZ E CONSENSO: Em reunião com governadores, Bolsonaro diz que deve sancionar nesta quinta ajuda aos estados

Foto: Reprodução/GloboNews
O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de ministros, realizou nesta quinta-feira (21) uma videoconferência com governadores para discutir ações relacionadas ao enfrentamento da crise de saúde e econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), participaram da videoconferência. Antes, tiveram uma audiência com Bolsonaro.

Na abertura do encontro, Bolsonaro disse que o governo defende congelamento de salários de servidores até o ano que vem.

“Bem como nesse momento difícil que o trabalhador enfrenta, alguns perderam seus empregos, outros tendo salário reduzido, os informais que foram duramente atingidos nesse momento, buscar maneiras de, ao restringirmos alguma coisa até 31 de dezembro do ano que vem, isso tem a ver com servidor público da União, Estados e municípios, nós possamos vencer essa crise”, afirmou o presidente.

Bolsonaro também afirmou que gostaria que a reunião concluísse, por consenso, que os vetos dele ao projeto de auxílio financeiro aos estados sejam mantidos.

“O mais importante: se possível sair uma proposta aqui por unanimidade de nós, ao vetarmos quatro dispositivos, um que é de extrema importância, que esse veto venha a ser mantido por parte do parlamento. Porque é assim que vamos construir nossa política, nos entendendo cada vez mais”, disse Bolsonaro.

Maia
Em seu discurso, Maia defendeu o projeto de socorro aos estados e pregou a união entre estados, municípios e governo federal para o enfrentamento da crise.

“Esse projeto vem nessa linha, projeto construído no Congresso Nacional junto com governo federal, que hoje vem à sua sanção em um momento muito importante no enfrentamento à crise. A união de todos no enfrentamento à crise vai criar com certeza as condições para que nos segundo momento possamos tratar do pós-pandemia da recuperação econômica, da recuperação dos empregos”, disse o presidente da Câmara.

Alcolumbre
O presidente do Senado, em sua fala na abertura do encontro, alertou que os políticos e governantes têm responsabilidade de conduzir o país durante a crise da pandemia e também depois, quando, segundo ele, as desigualdades na sociedade devem aumentar.

“A gente tem que ter a consciência de que essa crise é sem precedente na nossa vida, mas seremos cobrados por qual atitude tomamos para enfrentar a dificuldade de saúde pública que já tirou a vida de 20 mil brasileiros, milhares perdendo a chance de um futuro promissor. Nós temos responsabilidade com 210 milhões de brasileiros. Após essa pandemia o nosso país terá muito mais desigualdade. Essa diferença nas classes sociais se ampliará. A gente precisa ter responsabilidade e compromisso público”, disse o presidente do Senado.

Covid-19
Segundo levantamento exclusivo do G1 junto às secretarias estaduais de saúde, foram registradas no país 19.038 mortes provocadas pela Covid-19 e 294.152 casos da doença. O balanço de quarta-feira (20) do Ministério da Saúde informou 18.859 mortos e 291.579 casos.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, atrás de Estados Unidos e Rússia.

Bolsonaro teve em março uma rodada de conversas por vídeo com governadores em encontros divididos por regiões. Na oportunidade, trocou farpas com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). As críticas feitas por ambos se mantiveram em abril e maio.

A nova conversa com governadores é uma tentativa de ajustar medidas de combate à Covid-19, em um contexto no qual o Brasil trocou duas vezes de ministro da Saúde (Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich) e tem a pasta no momento comandada de forma interina pelo general Eduardo Pazuello, um militar sem experiência em saúde pública.

Estados enfrentam dificuldade com equipamentos em unidades de saúde e presidente e governadores divergem na estratégia para conter a doença em temas como isolamento social e uso da cloroquina pelas pessoas infectados.

Bolsonaro é crítico das medidas de isolamento social e defende isolar somente idosos e pessoas com doenças crônicas. O presidente já se manifestou pela retomada do comércio e a volta das aulas, enquanto muitos governadores, como Doria, mantêm as medidas de restrição ao comércio a fim de tentar frear a velocidade do contágio da população.

Socorro aos estados

Em entrevista ao blog da jornalista Ana Flor, colunista do G1 e da GloboNews, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a videoconferência é uma oportunidade de pacificar as relações entre os governos federal e estaduais.

Um dos temas que Guedes espera definir a partir da videoconferência é o conjunto de possíveis vetos ao projeto de socorro aos estados e municípios, aprovado em 6 de maio pelo Congresso, e que ainda não foi sancionado por Bolsonaro.

Guedes e Bolsonaro querem que os governadores se comprometam a garantir que irão ajudar a manter os vetos que barram reajustes salariais a categorias do funcionalismo público nas três esferas.

O Planalto propôs o congelamento dos salários de servidores como contrapartida à ajuda de R$ 60 bilhões, contudo, na tramitação no Congresso os parlamentares aprovaram a liberação ao reajuste para determinadas categorias.

No dia seguinte à aprovação do texto pelo Senado, Bolsonaro afirmou que, por sugestão de Guedes, iria vetar a permissão de reajustes salariais ao funcionalismo.

Agora, Guedes e Bolsonaro querem que os governadores se comprometam a garantir que irão ajudar a manter os vetos que barram reajustes salariais a categorias do funcionalismo público nas três esferas. Guedes tem alertado para o risco dos estados usarem o dinheiro destinado à saúde para conceder reajustes ao funcionalismo em ano eleitoral.

*Do G1

PSL vai cobrar de Flávio Bolsonaro devolução de R$ 540 mil pago a advogado

PSL apontou “indício de desvio de finalidade” em “Flávio ter falado que o advogado foi contratado para regularizar diretórios municipais”.
O vice-presidente do Partido Social Liberal (PSL), deputado federal Júnior Bozzella (SP), afirmou que a sigla irá cobrar do senador Flávio Bolsonaro a devolução de cerca de R$ 500 mil de recursos públicos supostamente direcionados ao escritório de advocacia de um ex-assessor.

A nova denúncia contra o filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, foi feita pelo jornal Folha de S.Paulo. Em mensagens nas redes sociais, o senador criticou:

“Folha de São Paulo, mais uma vez, mente! Produz ‘FAKE NEWS’, na verdade crime de calúnia, representado pelo título da matéria publicada nesta terça (19), que afirma que Flávio Bolsonaro teria ‘repassado’ 500 mil do fundo público partidário a advogado investigado no caso Queiroz.”

Flávio Bolsonaro é um ex-filiado do PSL. Atualmente, o parlamentar faz parte do Republicanos.

De acordo com nota divulgada, nesta quarta-feira (20,) o PSL diz que houve desvio de finalidade na aplicação do dinheiro do fundo partidário no pagamento do advogado Victor Granado.

Por outro lado, o senador disse que “os pagamentos foram realizados pelo Diretório Nacional do PSL, por serviços advocatícios prestados ao Diretório do Rio de Janeiro”:

“Tais serviços envolviam a assessoria jurídica ao diretório estadual e às dezenas de diretórios que se multiplicaram por quase todos os noventa e dois municípios do Estado.”

Já o deputado Júnior Bozzella, opositor declarado da família Bolsonaro, disse que o escritório contratado a pedido de Flávio “não trabalhou para o partido e recebeu R$ 540 mil”:

“O maior indício de desvio de finalidade é o Flávio ter falado que o advogado foi contratado para regularizar os diretórios municipais do RJ, e os diretórios municipais não terem sido regularizados no período de vigência do contrato. E também o fato do serviço não ter sido prestado para o PSL conforme contratado, porém o advogado atuou para o senador em outras ações, não para atender o PSL, como na loja de chocolate.”


*Fonte: Renova Mídia 

PT e outros seis partidos de esquerda entram com pedido coletivo de impeachment de Bolsonaro

Gleisi Hoffmann anunciou no Twitter que o PT e outros seis partidos de esquerda entraram nesta quinta-feira com um pedido de impeachment de Jair Bolsonaro:
“Hoje entraremos com o primeiro pedido coletivo de impeachment do Bolsonaro. São mais de 400 entidades, juristas, personalidades e 7 partidos políticos. Bolsonaro precisa ser impedido, seu governo está levando o Brasil e a maioria do povo para uma tragédia.”

O Antagonista/BG

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Moro aparece e diz esperar que acusações de Paulo Marinho sejam ‘totalmente esclarecidas’ e Carlos Bolsonaro chama ele de “chafurdento e porco”

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro disse, por meio do seu perfil no Twitter, esperar que as acusações feitas pelo empresário Paulo Marinho contra o senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ) sejam “totalmente esclarecidas”.
O ex-juiz, que saiu do governo acusando Jair Bolsonaro de tentar interferir politicamente na PF (Polícia Federal), foi respondido por Marinho. “Com certeza serão”, escreveu o empresário no Twitter.
O vereador e filho do presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos-Rio), respondeu a mensagem de Moro. Disse que o ex-ministro é uma pessoa “estranha”. Segundo Carlos, o ex-juiz “força narrativas com a ‘imprensa’ 24h ao dia”. Ele ainda declarou que Moro “jamais mostrou provas [contra Bolsonaro] desde que pediu demissão”.


*PODER 360/BG

domingo, 17 de maio de 2020

POR RICARDO NOBLAT: BOLSONARO TEM SITUAÇÃO AGRAVADA COM ENTREVISTA DE EMPRESÁRIO

Presidente cancela pronunciamento. Vice recolhe-se em quarentena
Quem deu ordem à Polícia Federal para suspender a operação que em meados de outubro de 2018, entre o primeiro e o segundo turno da eleição, tornaria público o envolvimento da dupla Flávio Bolsonaro-Fabrício Queiroz no caso da apropriação criminosa de parte dos salários pagos a funcionários da Assembleia Legislativa do Rio?

A Polícia Federal só age a mando da Justiça. É ela que autoriza suas operações a pedido do Ministério Público. Justiça e Ministério Público são informados quando a Polícia Federal, por alguma razão técnica, adia uma operação que tinha data marcada. Isso torna mais grave o que foi revelado hoje pela Folha de S. Paulo.

Suplente do senador Flávio Bolsonaro, o empresário Paulo Marinho contou à colunista Mônica Bergamo o que diz ter ouvido de Flávio em reunião na sua casa na quinta-feira dia 13 de dezembro de 2018. Foi na casa de Marinho que o então candidato a presidente Jair Bolsonaro gravou seus programas de propaganda eleitoral.

Uma semana antes do primeiro turno, o ex-coronel Miguel Braga, atual chefe de gabinete de Flávio no Senado, recebeu um telefonema de um delegado da Polícia Federal no Rio dizendo que tinha um assunto do interesse do senador eleito e que por isso queria encontrá-lo. Flávio preferiu mandar Braga ao encontro do delegado.

Braga voou para o Rio. Ali, na companhia de um advogado e de Val Meliga, pessoa da confiança de Flávio e irmã de dois milicianos, rumou para a Praça Mauá onde funciona a Superintendência da Polícia Federal. Do prédio, saiu o delegado que Flávio não diz o nome. Ainda na calçada, avisou a Braga mais ou menos assim:

– Vai ser deflagrada a Operação Furna da Onça, que vai atingir em cheio a Assembleia Legislativa do Rio. E essa operação vai alcançar algumas pessoas do gabinete do Flávio. Uma delas é o Queiroz e a outra é a filha do Queiroz, que trabalha no gabinete do Jair Bolsonaro em Brasília.

Aconselhou em seguida:

– Eu sugiro que vocês tomem providências. Eu sou eleitor, adepto, simpatizante da campanha [de Bolsonaro], e nós vamos segurar essa operação para não detoná-la agora, durante o segundo turno, porque isso pode atrapalhar o resultado da eleição.

Braga avisou a Flávio, que avisou ao pai, que ordenou que ele demitisse Queiroz do seu gabinete de deputado estadual e disse que faria o mesmo com a filha dele. De fato, os dois foram demitidos no dia 15 de outubro. Bolsonaro elegeu-se presidente no dia 28. A operação da Polícia Federal só foi deflagrada no dia 8 de novembro.

Àquela altura, Sérgio Moro já fora convidado para ministro da Justiça. O convite se deu entre o primeiro e o segundo turno da eleição, intermediado por Paulo Guedes. Pouco antes do primeiro turno, Moro divulgara parte da delação feita por Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e de Dilma, com pesadas acusações contra o PT.

O que há de mais explosivo na entrevista de Marinho à Folha não é o relato da reunião com Flávio. É a revelação de que o ex-ministro Gustavo Bebbiano, demitido do governo por Bolsonaro, deixou um celular com mensagens em áudio e vídeo trocadas por ele com o presidente durante mais de um ano. Está guardado nos Estados Unidos.

O vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, em que Bolsonaro ameaçou intervir na Polícia Federal, virou uma bombinha se comparado com o celular de Bebbiano – esse, nitroglicerina pura. A história contada por Marinho ajuda a explicar por que Bolsonaro quer há tanto tempo a Polícia Federal sob seu controle direto.

sábado, 16 de maio de 2020

Bolsonaro recebe comunicado sobre pedido de impeachment de oficial de Justiça do STF

Para os advogados, há omissão do Legislativo em avaliar a abertura de impeachment contra o presidente - Evaristo Sá/AFP
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, enviou ao Palácio do Planalto um oficial de Justiça para comunicar ao presidente Jair Bolsonaro que tramita na Corte um processo envolvendo um pedido de impeachment apresentado contra ele. O despacho é um pedido de manifestação ao capitão reformado para contestar a ação, caso seja de seu interesse.
O pedido de impeachment em questão é um mandado de segurança impetrado pelos advogados José Rossini Campos e Thiago Santos Aguiar no STF a fim de dar celeridade à análise do processo na Câmara dos Deputados, onde reclamaram o impedimento em março deste ano.


Entenda os caminhos que podem levar ao impeachment de Bolsonaro
Para eles, há omissão do Legislativo em avaliar a abertura de impeachment contra o presidente, e pedem que Rodrigo Maia (DEM-RJ) analise o pedido com urgência.
“O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, manda que o Oficial de Justiça cite o excelentíssimo Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, com endereço no Palácio do Planalto, Praça dos Três Poderes, Brasília/DF, para, na condição de litisconsorte passivo necessário, integrar a relação processual e, querendo, contestar o pedido", diz o documento, expedido na quarta-feira (13).
Depois de receber o caso no STF, Celso de Mello pediu prévias informações a Maia sobre o pedido de impedimento. Em resposta, o presidente da Casa afirmou que o “impeachment é um solução extrema”.
“A Presidência da Câmara dos Deputados, ao despachar as denúncias contra o chefe do Poder Executivo, deve sopesar cuidadosamente os aspectos jurídicos e político-institucionais envolvidos. O tempo dessa decisão, contudo, pela própria natureza dela, não é objeto de qualquer norma legal ou regimental”, destacou Maia.
 

*Edição: Leandro Melito - Brasil de Fato

GOVERNO BOLSONARO: MARCOS PONTES DEVERÁ SER O PRÓXIMO

Astronauta deve deixar o cargo para dar espaço para nome indicado por deputados do centrão, que ganham espaço no governo. 
O ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, foi informado, por pessoas próximas e ligadas ao presidente Jair Bolsonaro, que ele pode ser demitido nos próximos dias. O chefe do Executivo pretende colocar no cargo um nome ligado a parlamentares do centrão. No momento, Bolsonaro cogita entregar o ministério para o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

*Correio Braziliense

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Exames de Bolsonaro entregues ao STF deram negativo para coronavírus, atestam laudos

Foto: Adriano Machadfo/Reuters
Laudos recebidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e tornados públicos nesta quarta-feira (13) atestam que o presidente Jair Bolsonaro teve resultado negativo nos exames para o novo coronavírus.

Os documentos só foram divulgados após o jornal “O Estado de S. Paulo” entrar na Justiça pedindo acesso. Os laudos foram registrados com nomes falsos, por questão de segurança. O CPF e a data de nascimento nos papéis são, de fato, de Bolsonaro.

Antes, o presidente já tinha anunciado os resultados negativos em redes sociais, mas se recusava a mostrar os laudos em si.

“Para a realização dos exames foram utilizados no cadastro junto ao laboratório conveniado Sabin os nomes fictícios Airton Guedes e Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz, sendo preservados todos dados pessoais de registro civil junto aos órgãos oficiais”, afirma o ofício do Comandante Logístico do Hospital das Forças Armadas, Rui Yutaka Matsuda.

Laudo de um dos exames entregues pelo governo ao STF; presidente usou codinome ao enviar amostra — Foto: STF/Reprodução
O processo chegou ao Supremo Tribunal Federal e, na noite desta terça (13), a Advocacia-Geral da União (AGU) forneceu os laudos ao ministro relator, Ricardo Lewandowski. Os papéis foram mantidos em envelope lacrado e, no início da tarde, Lewandowski determinou a inclusão nos autos, sem sigilo.

“Determino a juntada aos autos eletrônicos de todos os laudos e documentos entregues pela União em meu gabinete, aos quais se dará ampla publicidade”, afirmou o ministro na decisão.

A ação movida pelo “Estadão” foi marcada por idas e vindas. O jornal chegou a receber decisões favoráveis, com a determinação de que o exame fosse entregue em 48 horas, mas o governo conseguiu reverter a ordem no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

O jornal recorreu, então, ao Supremo. Nesta terça, a AGU decidiu entregar os laudos antes mesmo de uma decisão do ministro Lewandowski.

Sequência de testes
O primeiro exame foi feito por Jair Bolsonaro logo após o retorno de uma viagem oficial aos Estados Unidos, em março. Naquele momento, uma TV americana chegou a afirmar que o presidente tinha sido contaminado, sem apresentar documentos.

Ao longo daquele mês, pelo menos 23 pessoas que participaram da viagem oficial testaram positivo para a Covid-19. O primeiro diagnóstico foi do secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, que já voltou ao Brasil isolado no avião e fez o teste após o desembarque.

Dias depois, Bolsonaro repetiu o teste como parte do protocolo de segurança, para evitar um falso negativo motivado pela chamada “janela imunológica”. O presidente voltou a anunciar resultado negativo, sem apresentar qualquer comprovação.

O terceiro exame não foi divulgado pelo presidente em rede social, mas consta na lista de documentos entregues pela AGU. 


*Do G1

domingo, 10 de maio de 2020

Agenda de Paulo Guedes está praticamente liquidada, diz Miriam Leitão

Miriam Leitão e Paulo Guedes (Foto: Reprodução | World Economic Forum/Christian Clavadetscher)
247 – A jornalista Miriam Leitão afirma que o neoliberalismo de Paulo Guedes está com os dias contados no governo Bolsonaro, em sua coluna no Globo. "A frase 'eu sigo a cartilha de Paulo Guedes' dita pelo presidente terá vida curta. Na noite anterior, o presidente estava instruindo o líder do governo a defender a retirada de categorias da proibição de aumento. Depois, prometeu ao ministro que vai vetar o que defendera", aponta.
"A verdade é que Bolsonaro seguirá a cartilha Bolsonaro, principalmente agora que está às voltas com ameaças concretas ao seu mandato. Dado a delírios persecutórios, o presidente está vendo concretizarem-se os seus temores. Já mostrou que lutará pelo mandato entregando todos os anéis que carregou nos dedos da mão que prometia praticar uma nova política. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) é um clássico do é dando que se recebe. Já foi entregue aos partidos. Mas a lista do centrão é grande e inclui até diretorias de bancos estatais", aponta ainda Miriam. "Mesmo que Paulo Guedes ache tudo isso normal, há o passo seguinte. Quem nomeia quer defender as políticas do seu grupo de interesse. Os lobbies costumam ter um endereço: o caixa do Tesouro. Na melhor das hipóteses, Guedes passará o tempo jogando na defesa para evitar saques aos cofres públicos. É muito difícil nesse ambiente que o Ministério da Economia consiga tocar algum projeto de reformas estruturantes no pós-pandemia."

Após ignorar pandemia e passear de jet ski, Bolsonaro ataca Flávio Dino e leva invertida

Jair Bolsonaro e Flávio Dino (Foto: PR | LULA MARQUES)
Revista Fórum - O presidente Jair Bolsonaro, um dia após zombar das milhares de famílias que perderam seus entes queridos para o coronavírus ao passear de jet ski em Brasília e ignorar o recorde de mortes causados pela Covid-19, resolveu, na manhã deste domingo (10), atacar o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).
O decreto de lockdown em São Luís foi determinado pela Justiça e acatado pelo governador do estado. A medida, adotada em inúmeras cidades do mundo, tem mostrado resultados positivos no achatamento da curva de contágio do coronavírus. No lockdown, há inúmeras restrições para a circulação de carros e pessoas, sendo a circulação restrita para serviços essenciais.

*Brasil 237

sábado, 9 de maio de 2020

Roberto Jefferson atentou contra a Lei de Segurança Nacional e pode ser preso pelo STF

(Foto: Twitter)
247 – O ex-deputado Roberto Jefferson cometeu um crime gravíssimo, nesta manhã, ao convocar, armado, um golpe bolsonarista. "DE CRIME ELE ENTENDE! Depois de ser condenado no esquema do mensalão, Roberto Jefferson claramente pratica o crime previsto no artigo 23, da lei de segurança nacional: “Incitar à subversão da ordem política ou social”. Que o Ministério Público não se acovarde", postou o professor de direito constitucional Flávio Martins, em seu twitter. A jornalista Vera Magalhães também defendeu seu indiciamento:

*Brasil247

terça-feira, 5 de maio de 2020

Regina Duarte, sobre Bolsonaro: “Acho que ele está me dispensando”

Em conversa com uma assessora, Regina Duarte disse hoje que acredita estar sendo dispensada por Jair Bolsonaro — após a recondução do olavista Dante Mantovani, demitido por ela, à presidência da Funarte –, informa Igor Gadelha na Crusoé.
“Que loucura isso, que loucura. Eu acho que ele [Bolsonaro] está me dispensando”, afirmou a secretária especial da Cultura, em conversa ouvida pela reportagem com uma assessora.
A certa altura, Regina diz: “Eu passei a noite… Acordava de uma em uma hora e falava assim: ‘Está esquisito, está muito esquisito’”.

*O Antagonista

VÍDEO: Bolsonaro critica reportagem da Folha sobre troca de superintendente no RJ: “Jornal patife e mentiroso. Ele está saindo para ser diretor-executivo a convite ao diretor-geral da PF, não interferi nada”

O presidente Jair Bolsonaro negou que tenha interferido em possível mudança no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Após falar com apoiadores, nesta terça-feira (5), ele se exaltou ao conversar com jornalistas.
Segurando um papel com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro se irritou com a notícia, que afirmava que seu novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza, resolveu trocar o superintendente da polícia no RJ. Uma das acusações do ex-ministro Sergio Moro contra o presidente é de que ele buscava interferir da atuação policial no Rio.
Para onde está indo o superintendente do RJ? Para ser o diretor-executivo da Polícia Federal! Vai sair da superintendência para ser diretor-executivo. Estou tendo influência sobre a PF? Isso é uma patifaria. Cala a Boca, não perguntei nada. A Folha de S. Paulo é um jornal patife e mentiroso. Ele está saindo para ser diretor-executivo a convite ao diretor-geral da PF, não interferi nada”, bradou Bolsonaro diante dos jornalistas que faziam perguntas.
Não tenho nada contra o superintendente do RJ. Não interfiro na PF. (…) É a mesma coisa, vamos supor, que tivesse chegado para o Ministro da Defesa e falado para trocar o comandante do Comando Militar do Sul e ele o colocasse como comandante do Exército”, completou.
Visivelmente irritado, o presidente disparou, antes de deixar o local: “É uma manchete canalha, mentirosa e vocês da mídia, grande parte, tenham vergonha na cara.” 


*Jovem Pan/BG

segunda-feira, 4 de maio de 2020

BOLSONARO DIZ QUE AGRESSÃO A JORNALISTA É COISA DE "INFILTRADO" E DE "ALGUM MALUCO" E MERECE PUNIÇÃO

Fotoarena / Agência O Globo
Um dia depois do ato na Praça dos Três Poderes com palavras de ordem contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) e agressões a jornalistas, o presidente Jair Bolsonaro disse que a manifestação de domingo foi democrática.
Bolsonaro disse, nesta segunda-feira (4), que não viu jornalista sendo agredido, mas declarou que, se ocorreu, foi coisa de “infiltrado” e que a conduta do agressor merece ser punida.
“Eu não vi nada. Estava dentro do Palácio. Recriminamos qualquer agressão que porventura tenha havido. Se houve agressão, é alguém que está infiltrado, algum maluco e deve ser punido. Não existe agressão. Agora vaia e apupo é parte da democracia”, disse o presidente na portaria do Palácio da Alvorada.

*Último Segundo – IG/BG

domingo, 3 de maio de 2020

Bolsonaro: “não haverá mais interferência no Governo, chegamos ao limite”

Em live na rampa do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro afirmou que “não haverá mais interferência no governo”.
“Peço a Deus que não tenhamos problema nesta semana. Chegamos ao limite. Não tem mais conversa. Daqui para frente não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição. Ela será cumprida a qualquer preço.”, disse o presidente.

*O Antagonista/BG

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Sob as presenças de Toffoli e Gilmar Mendes, novo ministro da Justiça, André Mendonça, diz a Bolsonaro: “cobre de nós mais operações da Polícia Federal”

Foto: Reprodução
André Mendonça, em seu discurso de posse como ministro da Justiça e da Segurança Pública, disse que está disposto a servir.
Ele afirmou que assume com a nação “o compromisso com o Estado de Direito e os seus valores”.
“Atuação técnica, imparcial e sempre disposta a prestar contas ao chefe da nação e a todo o povo”, também prometeu ele.
Mendonça também disse que irá combater a corrupção. E voltou a afagar o chefe.
“Presidente, vossa excelência tem sido há 30 anos um profeta no combate à criminalidade.”
“Cobre de nós mais operações”, diz Mendonça a Bolsonaro
André Mendonça, novo ministro da Justiça e da Segurança Pública, disse também a Jair Bolsonaro em seu discurso de posse:
“Cobre de nós mais operações da Polícia Federal.”
Ele também prometeu maior integração com estados e municípios.
“Vamos lutar para que esse rede seja efetiva.”
Mendonça aproveita para mandar um salve para os guardas civis, policiais civis, militares, federais.

*O Antagonista/JBelmont