Mostrando postagens com marcador POLÍTICA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POLÍTICA. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de julho de 2019

Glenn Greenwald: “Moro sabe que eu sei tudo que ele disse e fez. E sabe que vamos contar tudo”

Nos últimos seis anos, o advogado Glenn Greenwald (Nova York, 1967) se tornou uma figura fundamental do jornalismo investigativo. Instalado no Rio de Janeiro há 15 anos, foi a ele que o analista Edward Snowden recorreu em 2012 com os documentos que revelavam os programas de vigilância em massa do Governo dos Estados Unidos, porque tinha lido seu blog e suas colunas no site Salon.

A publicação daquela história lhe rendeu um prêmio Pulitzer e levou à criação do jornal digital The Intercept. É nele que o jornalista publica há um mês, em conjunto com outros jornalistas da equipe, sua mais recente grande história: as mensagens trocadas entre Sérgio Moro, o então juiz que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão e é um símbolo da luta contra a corrupção, e os procuradores da operação Lava Jato. Moro pendurou a toga para ser ministro da Justiça no Governo do presidente Jair Bolsonaro e anunciou recentemente que tiraria cinco dias de licença sem salário a partir desta segunda-feira para resolver “assuntos particulares”. Desde que publicou sua revelação exclusiva, Greenwald é considerado um vilão por quem vê Moro como um herói. E vice-versa.

Greenwald, que já escreveu meia dúzia de livros e é conhecido por ser um crítico feroz e heterodoxo do poder e das elites, não teme a polêmica, e apontou enfaticamente os erros dos democratas e da imprensa dos EUA depois da eleição de Donald Trump. Também denunciou que o movimento anti-Trump é “a primeira #resistência na história que venera as agências de segurança estatais”.

No Brasil, o jornalista é, além disso, o marido de um deputado de esquerda, David Miranda, com quem adotou dois meninos e formou uma família. Desde que revelou as mensagens de Moro, anda com escolta armada. O som da chuva torrencial pontuado por latidos − eles vivem com cerca de 20 cachorros − é o pano de fundo desta entrevista na casa da família, no Rio de Janeiro.

Pergunta. Como foi o instante em que recebeu o vazamento sobre Sérgio Moro?

Resposta. Foi algo muito parecido com o que senti ao receber os arquivos de Snowden. Incredulidade. No jornalismo você consegue boas histórias, mas elas raramente são disruptivas. Desta vez, eu sabia que isto ia ser uma bomba no Brasil, porque o que eu estava lendo era não apenas chocante, como também implicava aquela que provavelmente é a pessoa mais respeitada e poderosa do país, mais até do que o presidente. Eu sabia que seria muito polêmico. Ele [Moro] é provavelmente quem dá credibilidade e legitimidade ao Governo de Bolsonaro.

P. Os documentos foram enviados por correio eletrônico ao seu site? Foi à redação? Ligaram?

R. Não posso contar nada, para proteger a fonte, não posso contar nada sobre como nos chegou o material.

P. Dizem que a equipe se reuniu em um hotel porque o arquivo é enorme e precisavam de segredo e de muito cuidado.

R. A primeira coisa é sempre a segurança. Somos uma agência de notícias com sede nos Estados Unidos. No The Intercept, antes dos jornalistas, contratamos especialistas em segurança tecnológica. Mesmo que a polícia brasileira viesse até minha casa e levasse meu computador e meus telefones, nunca seria capaz de chegar ao arquivo, porque ele está seguro, fora do Brasil, em muitos lugares diferentes. Vendo o tamanho, entendemos que era necessário trabalhar em equipe e que era necessário que nos associássemos a outros veículos de comunicação, também para garantir nossa própria proteção.

P. Vocês se associaram ao maior jornal, a Folha de S. Paulo, e à maior revista semanal, a Veja.

R. Sim, e eles têm equipes grandes que cobrem a operação Lava Jato há anos, que cobriram Moro. Eles têm um conhecimento que nós não temos necessariamente. Temos jornalistas expertos em Lava Jato, Leandro [Demori], Rafael [Moro Martins], Amanda [Audi]. Quanto mais jornalistas você envolve em um assunto, mais profundo é o jornalismo que você faz.

P. O senhor conseguiu os arquivos?

R. Sim.

P. O The Intercept inclui em seu site instruções detalhadas para que as fontes possam lhes enviar vazamentos.

R. Sim, mas enfatizamos que não existe a segurança absoluta, o 100%. Isso é algo que Sergio Moro acaba de descobrir. Ele usava o sistema de mensagens por celular Telegram porque pensava que era totalmente seguro.

P. O ministro Moro se defendeu dizendo que o comportamento dele como juiz pode ser surpreendente em outros países, mas que é comum, tradicional, no Brasil.

R. Essa tradição que ele diz existir é rejeitada pelo código de conduta judicial, que exige que um juiz seja imparcial. É proibido explicitamente o que ele diz que é comum e tradicional: basicamente, juízes colaborando com uma das partes. Mas mais significativo ainda é que durante os últimos quatro ou cinco anos houve suspeitas, sem provas, de que Moro estava colaborando com os procuradores e ele nunca disse que era “uma tradição”. Ele negou veementemente.

P. Você teme que sua imparcialidade como jornalista seja questionada porque seu marido é político?

R. Nunca acreditei que os jornalistas deveriam fingir não ter opiniões. Até certo ponto, é mais honesto ser aberto sobre seus pontos de vista. E algo que acho engraçado é que no Brasil as pessoas me associam com a esquerda, enquanto nos EUA às vezes acreditam que sou de direita porque apareço na rede Fox.

P. Houve uma grande campanha de intimidação contra você, da qual participaram dois filhos do presidente, sem que este ou o ministro da Justiça a impedissem. Tem medo?

R. No jornalismo, você sempre corre riscos. E, se enfrenta alguém no poder, podem castigar você ou se vingar. Mas nós decidimos que valia a pena assumir o risco. Acredito que este Governo é repressor e autoritário, e acredito que Moro demonstrou que está disposto a violar todas as leis. Mas o que os torna perigosos é que agora eles se sentem desesperados. Moro sabe que eu sei tudo o que ele disse e fez. E que vamos contar tudo.

P. O que o trouxe para o Brasil?

R. Vim por sete semanas para clarear as ideias. Meu primeiro marido e eu tínhamos nos separado, eu tinha 37 anos, estava cansado de ser advogado… Conheci o David no primeiro dia, nós nos apaixonamos e naquela época os EUA tinham uma lei de [Bill] Clinton que proibia o Governo federal dar qualquer benefício a casais do mesmo sexo. David não podia obter um visto para os EUA. Mas os tribunais do Brasil tinham criado uma norma que dava direito de residência permanente aos casais do mesmo sexo. O Brasil era a única opção para estarmos juntos.

P. O jornalismo investigativo é mais difícil do que nos tempos do Wikileaks ou de Snowden?

R. No sentido tecnológico é mais fácil, mas no legal, mais difícil. Uma das coisas geniais do Wikileaks é que Assange foi o primeiro a ver que, graças ao armazenamento digital, os vazamentos em massa de informações de instituições poderosas seriam o novo motor do jornalismo na era digital. Um de meus heróis da infância era Daniel Ellsberg, que vazou dezenas de milhares de páginas dos papéis do Pentágono. Demorou meses para copiar os documentos secretos. Snowden levou algumas horas. Mas os poderosos, cada vez mais ameaçados por essa facilidade para os vazamentos maciços, estão ficando mais agressivos na hora de criminalizar o jornalismo investigativo.

P. Assange é um jornalista? Este é um ponto central no debate sobre seu caso judicial.

R. Acredito que o que ele fez é jornalismo. Não acho que um jornalista deva ter formação específica como a de um médico ou um advogado. Qualquer cidadão pode revelar informação de interesse público. Assange trabalhou com jornais do mundo todo, The New York Times, The Guardian, EL PAÍS etc., não como uma fonte, mas como um parceiro jornalístico. Não tenho uma relação muito estreita com ele, mas sou uma das poucas pessoas que, apesar de criticá-lo pontualmente, sempre defenderam a importância de seu trabalho. Em 2018, David e eu passamos três dias com ele na embaixada [do Equador em Londres].

P. E com Snowden?

R. Tenho muito relacionamento. Juntamente com Daniel Ellsberg, Laura Poitras e outras pessoas criamos uma organização para a liberdade da informação, com a qual Snowden trabalha. Estive em Moscou há um ano e passamos um dia normal como amigos, fomos ao parque Gorki… Quando o visitei pela primeira vez, estava sob extrema pressão e não se sentia à vontade nem mesmo saindo à rua. Hoje não pode sair da Rússia porque seria preso, mas é a pessoa mais feliz que conheço porque, com coragem e sacrifício, tomou uma decisão corajosa e estava plenamente consciente disso.

P. Quanto do orçamento do The Intercept é coberto pelos leitores e quanto por Pierre Omidyar, o dono do Ebay, que financiou o projeto?

R. Claramente, a maior parte ainda vem do nosso fundador, mas a cada ano que passa isso vai se equilibrando porque cresce o apoio dos leitores. Aqui, no Brasil, disparou.

P. Para seus filhos, como é crescer no Brasil de Bolsonaro com dois pais, que além do mais são conhecidos?

R. Pensamos nisso antes de adotá-los, quando Bolsonaro ainda não era presidente, mas já havia um crescente movimento da direita. No Brasil querem apresentar a comunidade LGBTQI como uma ameaça para as crianças. A família que criamos dinamita essa demonização. É nossa obrigação mostrar que as famílias LGBTQI podem ser completas e felizes.

Proteção da privacidade
Glenn Greenwald explica que as agências de inteligência podem transformar um celular em instrumento de vigilância, embora não tão facilmente. Por isso, desde que Edward Snowden o contatou em 2013 para lhe entregar os arquivos que provavam a espionagem em massa de cidadãos americanos pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), o jornalista toma todas as precauções ao se comunicar com seus colegas, com as fontes e com qualquer pessoa com quem troque informações sensíveis. A medida de segurança mais óbvia é retirar os celulares da sala. Seis anos depois daquela reportagem exclusiva de 2013, Greenwald afirma que ela teve tanta repercussão porque “no fim das contas, instintivamente, somos animais que precisam de um espaço privado”. Por isso é que se coloca um ferrolho no banheiro e se usa uma senha no correio eletrônico, diz ele. “Todos sentimos que há coisas que compartilharíamos com um médico, com nosso parceiro ou com nossos melhores amigos, mas que nos dariam vergonha se fossem públicas.”

Greenwald opina que, no entanto, o debate sobre a perda de privacidade não tem a importância que deveria ter entre a população. Se as revelações de Snowden colocaram o foco na intromissão dos Governos, com os EUA à frente, agora são as grandes empresas de tecnologia, como Facebook e Google, que estão no centro das atenções. “A forma como a tecnologia permite que nos vigiemos o tempo todo é mais grave do que o público entende, e o debate sobre isso é insuficiente”, afirma. A vida digital transformou os usuários, muitas vezes de maneira totalmente inconsciente, em fornecedores constantes de informações pessoais valiosas para empresas e entidades de todo tipo.

O advogado e jornalista, que vive em um país tão desigual como o Brasil, tem plena consciência de que para boa parte da população do mundo a defesa da privacidade não é um assunto primordial. Quando você não tem acesso a água potável nem a atendimento de saúde para seus filhos, ou não come o suficiente, pensar sobre o uso que é feito de seus dados pessoais pode parecer algo de menor importância. “Defender a privacidade pode parecer um pouco abstrato e mais remoto do que satisfazer outras necessidades. Mas também acho que existe uma tentativa deliberada de transmitir às pessoas a mensagem de que, se você não for um terrorista ou um pedófilo, se não tiver nada a esconder, não deve se preocupar com que o Governo ou as empresas o vigiem.”

Agora, mergulhado na enorme polêmica do caso Moro, a perda de privacidade sofrida pelo cofundador do The Intercept vai além da vigilância de Governos ou empresas: no Brasil, seu rosto está com o do ex-juiz em toda a mídia desde que começou o vazamento de informações, em 9 de junho. Paralelamente à intimidação, Greenwald sofreu uma campanha de descrédito que, entre outras mentiras, afirma que ele não ganhou o Pulitzer que obteve com o caso Snowden. “Uma das diferenças entre as reportagens sobre a NSA e sobre Moro é que grande parte do ódio que a primeira gerou foi dirigida a Snowden. Eu era simplesmente o jornalista. Agora a fonte é invisível, e eu sou o rosto da história.”

*El País/BG

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Moro é confrontado por deputados na Câmara e repete argumentos contraditórios

Sérgio Moro não negou exatamente a autoria das mensagens publicadas pelo Intercept, acrescentando que elas “podem ter sido alteradas” / Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
A presença do ministro da Justiça, Sérgio Moro, na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (2), atiçou as controvérsias em torno da figura do ex-juiz, hoje na berlinda por conta das denúncias feitas pelo site The Intercept Brasil. Ele foi alvo de uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa desde o início da tarde. A sessão ocorreu de forma conjunta com outros dois colegiados, as Comissões de Trabalho e Direitos Humanos.

Confrontado por parlamentares de diferentes siglas – entre elas, PT, PCdoB, Psol e PSB – a respeito da suposta troca de mensagens com procuradores da Lava Jato sobre processos da operação, o ministro repetiu declarações contraditórias feitas anteriormente, afirmando que não atesta a veracidade dos conteúdos, mas ao mesmo tempo minimizando a gravidade do teor das mensagens.

Moro não negou exatamente a autoria das mensagens, acrescentando que elas “podem ter sido alteradas”. O argumento tem sido o principal ponto do discurso do ministro, que tenta fortalecer a versão de que teria sido hackeado por criminosos que vazaram as mensagens.

“Se houve hackeamento, a polícia é que vai resolver. Isso é uma investigação criminal”, disse o líder do Psol, Ivan Valente (SP), ao acusar o ex-juiz de fugir do tema da sabatina.

Em seu discurso inicial na comissão, o ministro voltou a dizer que nunca agiu ilegalmente no âmbito da Lava Jato e novamente citou estatísticas da força-tarefa, destacando o número de denúncias, prisões, entre outras coisas. Ele acrescentou que a operação teria mudado o “padrão de impunidade que prevalecia no Brasil”.

Em geral, a postura tem sido a mesma de outros apoiadores do governo – que tentam polarizar o debate entre a defesa das iniciativas do sistema de Justiça contra a corrupção e uma suposta proteção a práticas ilícitas por parte de atores políticos.

“Os deputados aqui não estão divididos entre os que apoiam e os que não apoiam o combate à corrupção. O que está em questão é como se deve dar esse combate”, bradou o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), ao questionar a conduta do ministro na relação com os acusadores – no caso, os membros do Ministério Público Federal (MPF).

Diferentes parlamentares fizeram menção às normativas da Constituição Federal, do Código de Ética da Magistratura e do Código de Processo Penal (CPP), apontando que o ministro teria entrado em conflito com as regras ao supostamente agir em conjunto com membros do MPF.

“Isso não é imparcialidade. É rasgar a toga, é desmoralizar a operação Lava Jato e o combate à corrupção. Estamos vivenciando um absurdo. Condenaram Lula por ‘convicção’. O próprio Deltan Dallagnol [procurador da República] tinha insegurança nas provas apresentadas”, bradou Erika Kokay (PT-DF), em referência aos conteúdos trazidos à tona pelo Intercept.

Ao contestar os deputados, Moro repetiu frequentemente que nunca houve “conluio” seu com procuradores. Também criticou o Intercept, acusando o site de promover “sensacionalismo”.

A sessão foi tomada por uma confusão após deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) chamar ministro de 'ladrão'. O ministro Sérgio Moro se retirou, e a sabatina foi encerrada.

Imprensa
Entre outras coisas, o ministro foi constantemente alvejado por ter evitado responder diferentes questionamentos, como, por exemplo, sobre possível investigação solicitada pela Polícia Federal (PF) ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que estaria produzindo relatório sobre o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept.

A notícia foi divulgada mais cedo pelo site O Antagonista e viralizou na internet. Por conta disso, serviu de substrato para perguntas de diferentes parlamentes, como Talíria Petrone (Psol-RJ) e Paulo Pimenta (PT-RS), que questionaram o ex-juiz sobre a veracidade da informação. O ministro não respondeu.

“Eu esperava que o senhor desmentisse a informação que está sendo veiculada. É extremamente grave que a PF tenha determinado ao Coaf uma investigação contra o Glenn. Perseguir a imprensa é prática comum em ditaduras. A liberdade de imprensa é resguardada pela Constituição Federal, por tratados internacionais, e isso não pode passar como normal”, reagiu Fernanda Melchiona (RS), vice-líder do Psol, acrescentando que o conteúdo das mensagens atribuídas a Moro foi checado por diferentes veículos além do Intercept, como a Folha de São Paulo.

Um pouco adiante, após ser questionado sobre o assunto por outros deputados, Moro respondeu que não atua nas investigações e que a pergunta deve ser encaminhada “ao órgão certo”. Como titular do Ministério da Justiça (MJ), o ex-juiz tem a PF sob seu comando, enquanto o Coaf é um braço do Ministério da Economia.

Um dos pontos altos da audiência, o tema deu origem a um requerimento protocolado pela bancada pela Psol na noite desta quarta (2). No documento, direcionado a Moro, a sigla pede que o mandatário esclareça o possível pedido feito pela PF. Pelo protocolo da Câmara, o requerimento é encaminhado primeiro para a mesa diretora da Casa, que deve despachar o pedido, cujo prazo de resposta é de 30 dias.

Moro também provocou, mais uma vez, o site Intercept ao questionar a veracidade das mensagens e desafiou o veículo a publicar o restante do conteúdo de uma só vez. “Apresentem todas. Não tem nada ali. É um balão vazio, cheio de nada”, criticou.

De acordo com a equipe da página, a série de reportagens que traz denúncias contra a equipe da Lava Jato ainda está em andamento e por isso deve soltar novas matérias em breve. O fatiamento da publicação é considerado um dos principais motivos de desgaste da figura do ministro, uma vez que mantém o tema aceso no debate público a cada semana, fazendo a denúncia se somar ao caldeirão de problemas que circundam o governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Polarização

A sessão tem como cenário uma polarização política mais intensa que a verificada no último dia 19, quando o ministro foi ouvido pela CCJ do Senado, onde a audiência se deu sob uma temperatura mais branda por conta das características da oposição na Casa, que é menos articulada e incisiva.

Mais uma vez, a presença de Moro no Congresso se deu em meio a farpas e elogios, num clima de ebulição que atingia o ápice a cada vez que algum opositor defendia o ex-presidente Lula e apontava problemas no caso do triplex. Incomodados, aliados do governo interrompiam, aos berros, as falas dos adversários, com destaque para a atuação do líder do PSL, Delegado Waldir (GO).

“Este evento foi convocado para esclarecimentos sobre suposta mensagens trocadas com coordenador da Lava Jato em Curitiba [Deltan Dallagnol]. É o que foi aprovado. Pro parlamentar que falar sobre o que não está no requerimento, nós não vamos permitir a continuidade”, ameaçou, ao criticar indiretamente as menções ao ex-presidente e diante de um plenário em estado de euforia.

“Por favor, se controlem. Parece uma Escolinha do Professor Raimundo isto daqui”, bradou, em um desses momentos, o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), arrancando risos do plenário.

Num aceno ao público apoiador da Lava Jato, os aliados de Moro seguiram na linha de elogiar o ministro e criticar o vazamento dos diálogos. Foi o que fez, por exemplo, Darcísio Perondi (MDB-RS), um dos vice-líderes do governo na Casa. Ele disse que a ida do ministro à Câmara ajuda o ex-juiz a se proteger do que o emedebista chamou de “ataques ilícitos” que estariam colocando em risco a “autoridade moral” dele e dos procuradores da Lava Jato. Coronel Chrisóstomo (PSL-RO), um dos entusiastas da força-tarefa de Curitiba, foi além e classificou Moro como “o verdadeiro herói brasileiro”.


*Brasil do Fato.

sábado, 22 de junho de 2019

ELEIÇÕES 2020: Ex-candidato a governador tem planos para disputa em Natal

Queiroga: Natal (Foto: arquivo)
Ex-candidato a governador do Rio Grande do Norte pelo Solidariedade, em 2018, o engenheiro Brenno Queiroga deverá ser candidato a vereador em Natal no próximo ano.
Chegou a ser tentado pelo partido a concorrer à Prefeitura de Parnamirim, refugou.
Candidato ao governo estadual, ele empalmou 106.345 votos (6,56%).
Em Natal, a sua votação chegou a 35.131 votos (9,28%).
Foi o terceiro colocado na capital, superando até o governador e candidato à reeleição Robinson Faria (PSD), que somou 31.228 votos (8,24%).


*Carlos Santos.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Demitido, Santos Cruz diz que governo é ‘show de besteiras’

Uma semana após sua demissão da Secretaria de Governo da Presidência da República, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz criticou o governo de Jair Bolsonaro por perder tempo com “bobagens” quando deveria priorizar questões relevantes para o país.

“Tem de aproveitar essa oportunidade para tirar a fumaça da frente para o público enxergar as coisas boas, e não uma fofocagem desgraçada. Se você fizer uma análise das bobagens que se têm vivido, é um negócio impressionante. É um show de besteiras. Isso tira o foco daquilo que é importante. Tem muita besteira. Tem muita coisa importante que acaba não aparecendo porque todo dia tem uma bobagem ou outra para distrair a população, tirando a atenção das coisas importantes. Tem de parar de criar coisas artificiais que tiram o foco. Todo mundo tem de tomar consciência de que é preciso parar com bobagem”, disse Santos Cruz.

Antes de sua saída, Santos Cruz foi criticado de forma contundente por Olavo de Carvalho e Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Sem mencionar nomes, ele comentou os ataques recebidos nas redes sociais.

“Não é porque você tem liberdade e mecanismos de expressão, Twitter, Facebook, que você pode dizer o que bem entende, criando situações que atrapalham o governo ou ofendem a pessoa. Você discordar de métodos de trabalho é normal, até publicamente. Discordâncias são normais, de modo de pensar, modo de administrar, modo de fazer política, de fazer coordenação. Mas, atacar as pessoas em sua intimidade, isso acaba virando uma guerra de baixarias” afirmou o general.

Época/JBelmont.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Manifestantes realizam atos em cidades do RN em apoio ao governo Bolsonaro

Natal e Mossoró registraram atos neste domingo (26).
NATAL, 15h30: manifestantes se reúnem na frente do shopping Midway Mall — Foto: Heloísa Guimarães/Inter TV Cabugi
Potiguares realizaram, neste domingo (26), atos em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em Natal e Mossoró, principais cidades do estado, os manifestantes começaram a se reunir por volta das 15h.

Na capital, o ato começou no cruzamento das avenidas Salgado Filho com a Bernardo Vieira, em frente ao shopping Midway Mall, no bairro Tirol, na Zona Leste da cidade.

Em Natal, segundo os organizadores do evento, cerca de 20 mil pessoas participaram do ato. A Polícia Militar não estimou o número de presentes. Já em Mossoró, PM e organização estimaram cerca de 2.200 pessoas.


MOSSORÓ, 15h45: concentração aconteceu na Av. Presidente Dutra — Foto: Sara Cardoso/Inter TV Costa Branca 

 O ato chegou ao fim por volta das 17h55. Na ocasião, o público cantou o hino nacional de frente para um letreiro luminoso com imagens da campanha política de Bolsonaro.

MOSSORÓ, 17h48: Cerca de 2.200 manifestantes ocuparam a praça da Estação das Artes logo após a carreata, segundo a organização do ato — Foto: Sara Cardoso/Inter TV Costa Branca

Vestidos em grande parte de verde e amarelo, os manifestantes se posicionam favoravelmente à reforma da previdência e ao pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, além da manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) nas mãos do ministro Sérgio Moro.

As convocações ganharam força após os protestos em defesa da educação do último dia 15, contra os cortes anunciados pelo governo para os ensinos superior e técnico federais. 


*JBelmont.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Bolsonaro sobre protestos de manifestantes da verba para Educação: idiotas úteis

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) causou polêmica ao chegar nos Estados Unidos nesta quarta-feira (15). Questionado sobre as manifestações que estão ocorrendo no país em defesa de recursos para a educação, Bolsonaro disse que são feitas por “idiotas úteis“, classificados pelo presidente como “militantes” e “massa de manobra“.
Segundo a Folha de São Paulo, o presidente disse que os alunos que estão nas ruas “não sabem nem a fórmula da água” e servem de instrumento político para “uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”.

GARIBALDI DEVE DEIXAR COMANDO DO MDB

O ex-senador Garibaldi Alves Filho não tem mais condições de saúde de continuar à frente da direção estadual do MDB.
Ele está em São Paulo (SP) fazendo revisão de recente cirurgia realizada com êxito. Deverá retornar amanhã (17) ao Rio Grande do Norte e, muito provavelmente, anunciará sua saída da direção e passará o comando do partido para o seu filho e deputado federal, Walter Alves, que terá a missão de reinventar o MDB que encontra-se destroçado no Estado. Principalmente agora, com a provável saída do prefeito de Natal, Álvaro Dias.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

FELIPE GUERRA-RN: ERINALDO SILVA PEDERÁ SER CANDIDATO NA DISPUTA PELA PREFEITURA EM 2020

O jornalista e acadêmico de Direito Erinaldo Silva tem demonstrado interesse de colocar seu nome como uma terceira opção à prefeitura de Felipe Guerra/RN para o pleito de 2020.
Tenho observado seu nome aparecendo em enquetes na Internet como terceira opção para disputa na cidade, em eleições passadas o Jornalista Erinaldo Silva já tentou vaga no Legislativo felipense, na oportunidade não obteve sucesso, agora com mais experiência na Política local, Erinaldo tem mostrado esse desejo.
"É notório que há espaço para discutirmos um projeto que se diferencie entre os dois extremos nos quais o povo felipense tem se dividido ao longo da nossa história política. Muitos conterrâneos almejam uma opção que represente algo novo, partindo de um rompimento com a velha política", disse Erinaldo ao site.


*Santana Notícia.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Fábio Faria esquece o Rio Grande do Norte

O deputado federal Fábio Faria (PSD) só vem mesmo ao Estado que o elegeu, praticamente de dois em dois anos, nos períodos eleitorais. Fora essas datas, raramente o deputado está aqui. A nova residência dele é em São Paulo.
Deveria se candidatar por lá com o apoio do sogro famoso, Sílvio Santos.


*O Xerife.

sábado, 27 de abril de 2019

Lula: “Fico preso cem anos, mas não troco minha dignidade pela minha liberdade”

Foto: Reprodução/TV El País
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra em um pequeno auditório da superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Lá dentro, é esperado pelos jornalistas do EL PAÍS e do jornal Folha de S. Paulo. Chega de tênis, camisa social, calça jeans e paletó cinza, e um calhamaço de papeis embaixo do braço. Senta-se numa mesa ao centro com alguns poucos microfones. Não está feliz nem triste. Nem tampouco envelhecido. Mas está diferente. “Tudo bem?”, diz ele aos presentes, ainda com o rosto um pouco fechado, e se dirige para uma mesa improvisada ao centro, onde fica de frente para o repórter do EL PAÍS e para Mônica Bergamo da Folha, que vão conduzir a entrevista. “Antes de vocês fazerem a primeira pergunta… quero fazer um micropronunciamento para tratar especificamente do meu caso, e depois do caso do Brasil”, diz ele, em tom grave.
Suas mãos tremem um pouco quando começa a ler.

Seu rosto fica vermelho olhando para o texto que traz um rosário de críticas contra seus julgadores. “Sei muito bem qual lugar que a história me reserva. E sei também quem estará na lixeira.” Lula critica o ex-juiz Sergio Moro, responsável pela sua condenação, a Operação Lava Jato, e o procurador Deltan Dallagnol. “Reafirmo minha inocência, comprovada em diversas ações”. O silêncio é absoluto, apesar da presença de delegados da Polícia Federal e de três oficiais armados, todos a serviço da PF, que está sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça, conduzido por Sergio Moro.

Lula está engasgado e sabe que esta entrevista é a oportunidade para falar depois de um ano silenciado pela prisão em abril de 2018. A conversa tem início e o ex-presidente ainda mantém um semblante sério. Mas uma pergunta quebra a rigidez. Quando é questionado sobre a morte do irmão Vavá, em janeiro deste ano, e o neto, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7anos, dois meses depois. “Esses dois momentos foram os mais graves”, lembra ele, citando também a perda do ex-deputado Sigmaringa Seixas, morto no final do ano passado. “O Vavá é como se fosse um pai pra família toda. E a morte do meu neto foi uma coisa que efetivamente não, não, não… [pausa e chora]. Eu às vezes penso que seria tão mais fácil que eu tivesse morrido. Porque eu já vivi 73 anos, eu poderia morrer e deixar meu neto viver.”

Lula diz que há outros momentos que o deixam triste, com uma mágoa profunda. “Quando vejo essa gente que me condenou na televisão, sabendo que eles são mentirosos, sabendo que eles forjaram uma história, aquela história do powerpoint do Dallagnol, aquilo nem o bisneto dele vai acreditar naquilo. Esse messianismo ignorante, sabe? Então eu tenho muitos momentos de tristeza aqui. Mas o que me mantém vivo, e é isso que eles têm que saber, eu tenho um compromisso com este país, com este povo”, completa.

Começa a entrevista, que virou caso de Justiça. Só foi realizada após a interferência do Supremo Tribunal Federal. Uma conversa que vai durar duas horas. E o ex-presidente começa a relaxar. É o Lula de sempre. Ele está igual. Quem esperava vê-lo envelhecido ou derrotado, se frustra. Ele tem fúria. E obsessão para provar sua inocência. “Não tem problema que eu fique aqui para o resto da vida. Quem não dorme bem é o Moro, Dallagnol e o juiz do TRF-4 [que confirmou sua condenação em segunda instância].”

Os detalhes desta conversa serão publicados ao longo do dia no site e nas redes sociais do EL PAÍS. JBelmont.

Ex-presidente preso: A jornais, Lula diz que Brasil está sendo “governado por um bando de maluco”

Ex-presidente Lula durante entrevista aos jornais Folha de S.Paulo e El País na sede da PF em Curitiba
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em entrevista aos jornais Folha de S.Paulo e El País, concedida nesta sexta-feira, 26, e publicada há pouco nos sites das duas publicações, que o Brasil precisa fazer uma autocrítica e tem sido governado “por um banco de maluco”. Ele agradeceu ainda a solidariedade do vice-presidente Hamilton Mourão quando da morte do neto dele, Artur.
Esta é a primeira entrevista que o ex-presidente concede depois da prisão, em 7 de abril do ano passado. “Vamos fazer uma autocrítica geral neste País. O que não pode é este País estar governado por esse bando de maluco que governa o País. O País não merece isso, e sobretudo o povo não merece isso”, disse o ex-presidente.
Aos jornalistas, Lula afirmou que era “grato” a Mourão “pelo que ele fez na morte do meu neto”. O ex-presidente disse que, se sair da prisão, quer “conversar com os militares” para entender o ódio ao PT.
O petista criticou ainda o ministro da Justiça, Sérgio Moro. Para ele, o ex-juiz, que o condenou à prisão, “não sobrevive na política”. “Eu tenho certeza de que durmo todo dia com a minha consciência tranquila. E tenho certeza de que o (Deltan) Dallagnol não dorme, que o Moro não dorme.”
Segundo o relato do jornal, os jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas tiveram de ficar a quatro metros do ex-presidente. Lula respondeu às perguntas diante de uma mesa, da qual os entrevistadores não podiam se aproximar. A Polícia Federal informou aos presentes que a medida era o cumprimento de um protocolo de segurança comum a todos os presos.


*Agência Estado.

sábado, 20 de abril de 2019

MOSSORÓ-RN: Seta/Blog do Barreto - Rosalba lidera e oposição tem três nomes competitivos. Confira os números da pesquisa estimulada

A pesquisa do Instituto Seta feita a pedido do Blog do Barreto mostra que junta a oposição tem a dianteira das intenções de votos para 2020.
São segmentos competitivos na oposição: PT representada por Isolda Dantas, o deputado estadual Allyson Bezerra (SD) e o grupo político empresarial de Tião Couto e Jorge do Rosário. Os três estão empatados tecnicamente dentro do limite da margem de erro de 3,5% para mais ou para menos.
Nos dois cenários apresentados, a oposição se aproxima da metade do eleitorado local, atraindo para si o voto dos insatisfeitos com a prefeita Rosalba Ciarlini (PP).
Rosalba por sua vez lidera sem folga nem os percentuais astronômicos do passado. Seus percentuais giram em torno de um quarto do eleitorado, aquele historicamente considerado fiel a atual prefeita.
O Instituto Seta ouviu 600 pessoas em 27 localidades das zonas urbana e rural de Mossoró entre os dias 13 e 14 de abril. A margem de erro é de 3,5% para ou mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%.

Confira os números:

Cenário sem Tião e com Jorge do Rosário, Gutemberg Dias e Dr. Daniel

Rosalba Ciarlini (PP) 24,8% (entre 21,3 e 28,3%)

Allyson Bezerra (SD) 17,5% (entre 14 e 21%)

Jorge do Rosário (PR) 12,8% (entre 9,3 e 16,3%)

Isolda Dantas (PT) 10,8% (entre 7,3% e 14,3%)

Gutemberg Dias (PC do B) 4,5% (entre 1 e 8%)

Dr. Daniel (PSL) 3,8% (entre 0,3 e 7,3%)

NS/NR 19%

Ninguém/branco/nulo 7%

Cenário com Tião e sem Jorge do Rosário, Gutemberg Dias e Dr. Daniel

Rosalba Ciarlini (PP) 26% (entre 22,5 e 29,5%)

Allyson Bezerra (SD) 18,3% (entre 14,8 e 21,8%)

Tião Couto (PR) 16,5% (entre 13 e 20%)

Isolda Dantas (PT) 11,3% (entre 7,8% e 14,8%)

NS/NR 15,5%

Ninguém/branco/nulo 12,5%.


*Fonte: JBelmont.

Menina se recusa a cumprimentar Bolsonaro durante cerimônia de Páscoa

Uma menina se recusou a cumprimentar o presidente Jair Bolsonaro durante celebração de Páscoa na última quarta-feira, 17, no Palácio do Planalto. O próprio Bolsonaro divulgou um vídeo em sua conta no Twitter do momento em que cumprimenta crianças da Escola Classe 1 da Estrutural, região da periferia de Brasília, e uma delas se nega a estender a mão para ele.

Na imagem, Bolsonaro aparece ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ele sorri e pega algumas crianças no colo. Quando ele cumprimenta as crianças que estavam na última fila do grupo, a menina cruza os braços e faz sinal de negativo com a cabeça diante da investida do presidente. O momento ocorre aos 28 segundos do vídeo.

Não é a primeira vez que um fotógrafo registra o momento em que um presidente não consegue cumprimentar uma criança. Em 1979, a menina Raquel Coelho Menezes de Souza, de quatro anos, se negou a cumprimentar o então presidente João Baptista Figueiredo durante uma parada cívico-militar no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. A foto virou símbolo da resistência à ditadura militar.

Ao publicar o vídeo feito no Planalto, Bolsonaro citou um versículo do livro bíblico de Provérbios: “Ensina a criança o caminho que deve andar e mesmo quando for velho, não se desviará dele.” Na postagem, ele ainda escreve “vamos cuidar do futuro do Brasil!”.

*NOTÍCIAS AO MINUTO/BG

domingo, 7 de abril de 2019

SOLIDARIEDADE FAZ BALAIO DE GATO EM MOSSORÓ

UMA NOVA PATUSCADA POLÍTICA 
Imaginou judeu em festa de palestino? É jacaré misturado com cobra d‘água. O Solidariedade se reúne para aclamar o deputado Alysson Bezerra na presidência do partido em Mossoró e tome gogó em torno do “novo na política”.

Menos. Na mesa, capital e trabalho(ou ex-trabalho) que se reúnem cercados de antigas cobras criadas. Por exemplo: o deputado Kelps Lima, o do celular, bate sem dó na governadora Fátima na televisão e redes sociais e divide sorrisos com a deputada Isolda Dantas, a petista que votou a favor(ela e Alysson), do 13o e férias para os deputados estaduais.

Novidade é Lawrence Amorim, de família política dominadora há sete mandatos no Médio Oeste? E que quer abrir tentáculos em Mossoró? Uma novidade estilo Tite convoca Roberto Firmino.

Chamar de novo um momento em que pontifica a dupla Tião Couto e Jorge do Rosário, com derrotas na prateleira embora não lhes falte grana, é concordar que a festa é mesmo um balaio de gato, com direito a figuras hoje no cemitério implacável da decadência política.


*Carlos Skarlack.

quinta-feira, 28 de março de 2019

RODRIGO MAIS DIZ: Bolsonaro está ‘brincando de presidir o Brasil’

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira que o presidente da República, Jair Bolsonaro , precisa parar de “brincar de presidir o Brasil”. Maia deu o recado após ser perguntado sobre uma frase dita nesta quarta-feira por Bolsonaro. Em entrevista à TV Band, Bolsonaro disse que Maia “está um pouco abalado com questões pessoais que vem acontecendo na vida dele” .
Bolsonaro se referia à prisão de Moreira Franco, sogro do presidente da Câmara. Logo depois, Maia reagiu:
— Abalados estão os brasileiros que estão esperando desde primeiro de janeiro que o governo comece a funcionar. São 12 milhões de desempregados, 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza, capacidade de investimento do Estado brasileiro diminuindo, 60 mil homicídios… E o presidente brincando de presidir o Brasil — disse o presidente da Câmara.

*O Globo.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Maia diz que projeto de Moro é ‘copia e cola’ e que ministro ‘confunde as bolas’

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), desqualificou o projeto anticrime apresentado pelo ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), dizendo que o texto é um “copia e cola” de proposta sobre o mesmo tema que foi apresentada no passado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Ao chegar à Câmara, Maia mostrou irritação com o ministro ao chamá-lo de “funcionário do presidente Jair Bolsonaro” e dizer que ele “está confundindo as bolas”.
“O funcionário do presidente Bolsonaro? Ele conversa com o presidente Bolsonaro e se o presidente Bolsonaro quiser ele conversa comigo. Eu fiz aquilo que eu acho correto [sobre a proposta de Moro]. O projeto é importante, aliás, ele está copiando o projeto direto do ministro Alexandre de Moraes. É um copia e cola. Não tem nenhuma novidade, poucas novidades no projeto dele”, disse em resposta a um questionamento sobre se Moro estava se intrometendo na Câmara.
Na última quinta-feira (14), Maia determinou a criação de um grupo de trabalho para analisar o chamado projeto de lei anticrime de Moro e duas outras propostas correlatas que já tramitavam na Câmara. Como o grupo de trabalho tem o prazo de 90 dias para debater as matérias, na prática Maia suspendeu momentaneamente a tramitação da maior parte do pacote legislativo do ministro da Justiça.
O deputado disse ainda que o projeto prioritário é o apresentado por Moraes, quando ele era ministro da Justiça, ainda no governo de Michel Temer.
Segundo Maia, a votação do pacote se dará no futuro, após a Casa analisar a reforma da Previdência, considerada crucial para o governo Bolsonaro.
O deputado negou estar irritado com Moro e disse que o ministro “conhece pouco a política”.
“Eu sou presidente da Câmara, ele é ministro funcionário do presidente Bolsonaro. O presidente Bolsonaro é quem tem que dialogar comigo. Ele está confundindo as bolas, ele não é presidente da República, ele não foi eleito para isso. Está ficando uma situação ruim para ele. Ele está passando daquilo que é a responsabilidade dele. Ele nunca me convidou para perguntar se eu achava que a estrutura do ministério estava correta, se os nomes que ele estava indicando estavam corretos”, afirmou.
O presidente da Câmara ironizou Moro, insinuando que o ministro busca destaque na imprensa ao querer aprovar a proposta apresentada.
“O projeto vai andar no momento adequado, ele pode esperar para ter um Jornal Nacional, um Jornal da Band, ou da TV Record, ele pode esperar.

Styvenson nomeia primeiro nome do processo seletivo

O senador Capitão Styvenson Valentim (PODE), após crítica da mídia, nomeou um dos oito nomes selecionados no processo seletivo que ele realizou para assessorá-lo. Trata-se da jornalista Glacia Marilac, sua assessora de imprensa. Os outros sete aguardam para serem chamados.

*O Xerife.

Isolda Dantas ainda está perdida na Assembleia Legislativa

Acostumada a fazer ‘tumulto’ na Câmara Municipal de Mossoró, a deputada estadual Isolda Dantas (PT) ainda não se encontrou na Assembleia Legislativa. Como a Casa mantém um clima ameno e de tranquilidade, ela não achou com quem polarizar as forças e fazer discursos fortes.
A diferença também é que, diferente de quando foi vereadora sempre na oposição, ela agora é governo. Então, é vidraça. Para defender a governadora Fátima Bezerra (PT) ela não poderá atacar muito. As posições dela durante a votação de medidas impopulares também poderão ser questionadas.


*O Xerife.

PEC de Fátima que congela gastos públicos por 20 anos vai gerar polêmica

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada pela governadora Fátima Bezerra (PT) que congela os gastos públicos do Estado por 20 anos, inclusive em saúde e Educação, vai gerar polêmica na Assembleia Legislativa.
De acordo com uma fonte do legislativo, é de interesse do governo a aprovação o quanto antes do texto inspirado na medida adotada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). No entanto, a tramitação não deve ser rápida. A matéria provoca muitas divergências. Vai ser cômico ver o petismo defendendo esta PEC.


*O Xerife.

quarta-feira, 20 de março de 2019

MP Eleitoral obtém condenação de ex-governador por conduta vedada nas eleições 2018

O Ministério Público Eleitoral obteve no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) a condenação do ex-governador Robinson Faria por conduta vedada nas eleições de 2018. Ele teve sua candidatura irregularmente beneficiada devido à doação de duas ambulâncias ao Município de Santo Antônio, em pleno período eleitoral.
Além dele, foram condenados o então candidato a vice, Sebastião Couto; o prefeito da cidade, Josimar Custódio; o ex-secretário estadual de Saúde, Pedro de Oliveira Cavalcanti Filho; assim como a Coligação Trabalho e Superação (formada pelo PRB, PTB, PR, PPS, PMB, PTC, PSB, PRP, PSDB, PSD, Avante e Pros). Todos foram sentenciados a pagar multas individuais no valor de 10 mil Ufirs, mas da decisão ainda cabem recursos.
Pedro Cavalcanti Filho esteve em Santo Antônio, em 25 de agosto do ano passado – quando a campanha já havia se iniciado – e formalizou a doação das duas ambulâncias em uma solenidade pública com a presença do prefeito Josimar Custódio e que serviu para promover a candidatura à reeleição de Robinson Faria, derrotado ao fim do pleito.
A representação do MP Eleitoral comprovou que o secretário usou camisa da cor da campanha do então governador, bem como o prefeito de Santo Antônio, constando nos autos foto dele fazendo o número 55, exatamente o de Robinson Faria nas urnas. Nas redes sociais, a solenidade de entrega das ambulâncias foi divulgada com a hashtag #todoscomrobinson55.
Em seu acórdão, o TRE/RN destacou que, em relação à “entrega das mencionadas ambulâncias, indubitavelmente, ficou fartamente comprovado o uso promocional vedado”. Essa mesma irregularidade também é parte de uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) – ainda não julgada – de autoria do MP Eleitoral e que requer a condenação dos envolvidos por abuso de poder político e econômico. Essa Aije pode resultar na inelegibilidade dos réus pelo prazo de oito anos.
 
*Vi no BG.