A reação ocorre depois de Donald Trump declarar, em entrevista, que estaria “na hora de o Irã procurar uma nova liderança”. A fala provocou forte repercussão em Teerã e ampliou a tensão diplomática entre os dois países, que já enfrentam um histórico de conflitos e sanções econômicas.
Em publicação na rede social X, Pezeshkian deixou clara a posição do governo iraniano. Segundo ele, um ataque ao líder supremo representaria um ataque direto à soberania do país. Dessa forma, o presidente reforçou que o Irã responderia de maneira ampla e imediata a qualquer ação dessa natureza.
Acusações contra os Estados Unidos
Além da ameaça direta, o presidente iraniano voltou a responsabilizar Washington pela crise econômica enfrentada pelo país. De acordo com Pezeshkian, a hostilidade prolongada e as sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados afetam diretamente a população iraniana.
Segundo ele, essas medidas comprometem o desenvolvimento econômico e aprofundam dificuldades sociais. Por isso, o governo iraniano sustenta que os problemas internos não podem ser dissociados da pressão internacional exercida ao longo dos últimos anos.
Enquanto isso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, também criticou a postura norte-americana. No domingo, ele afirmou que são os Estados Unidos que interferem nos assuntos internos do Irã e que devem ser responsabilizados pela escalada das tensões entre os dois países.
Protestos internos e cenário de instabilidade
O Irã enfrenta, ao mesmo tempo, um período de instabilidade interna. Uma onda de manifestações recentes resultou em mais de 5 mil mortos, segundo uma fonte do governo ouvida pela agência Reuters. Apesar disso, nos últimos dias, os protestos perderam força em diversas regiões do país.
No sábado (17), o regime restabeleceu o serviço de mensagens SMS, sinalizando uma tentativa de normalização parcial. No entanto, o acesso à internet segue suspenso, o que mantém restrições à comunicação e ao fluxo de informações.
Diante desse cenário, o Irã reage a Trump em um momento delicado, marcado por pressão externa, tensões diplomáticas e desafios internos, o que amplia a preocupação da comunidade internacional com uma possível escalada do conflito.
*Gláucia Lima

Nenhum comentário:
Postar um comentário