Pesquisar este blog

12 fevereiro 2026

Reviravolta no caso Layla Sales: TJRN anula júri por decisão contrária às provas e determina novo julgamento

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) decidiu, por maioria de votos (2 a 1), anular o julgamento que condenou Layla Sales a 19 anos e 3 meses de prisão pela morte do engenheiro Euriclides Torres. A decisão reconheceu que o veredicto do júri popular foi manifestamente contrário às provas constantes nos autos, determinando a submissão do caso a um novo júri.

Layla havia sido condenada pelo Conselho de Sentença em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, sob a acusação de participação na morte do engenheiro. A pena fixada foi de 19 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado. Contudo, a defesa interpôs apelação sustentando que a decisão dos jurados não encontrava respaldo no conjunto probatório produzido durante a instrução criminal.

Decisão por maioria

Ao apreciar o recurso, a Câmara Criminal do TJRN concluiu que a condenação não estava amparada por provas robustas. Por dois votos a um, os desembargadores entenderam que o julgamento contrariou de forma manifesta a prova dos autos, hipótese que autoriza a anulação do veredicto e a realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri.

No voto vencedor, foi destacado que, durante a fase de instrução processual, não houve comprovação consistente da participação de Layla Sales no crime. O colegiado ressaltou ainda a fragilidade de elementos probatórios considerados decisivos pelo júri.

Depoimento sob tortura foi questionado

Um dos pontos centrais analisados pelo Tribunal foi o depoimento de Patrício Júnior, que teria sido colhido sob alegação de tortura. Segundo a decisão, tal declaração não poderia ser utilizada como fundamento válido para sustentar a condenação, especialmente diante da ausência de outras provas que corroborassem a narrativa acusatória.

Para o colegiado, a utilização de um depoimento cuja higidez foi contestada compromete a segurança do julgamento e viola garantias fundamentais do devido processo legal.

Defesa destacou ausência de provas

A defesa de Layla Sales sustentou que, ao longo de toda a instrução, não foi produzida prova segura que a vinculasse diretamente ao homicídio do engenheiro Euriclides Torres. Argumentou ainda que o Conselho de Sentença teria decidido com base em elementos frágeis e controversos.

Os advogados Dr. Rodrigo Carvalho e Sávio José, responsáveis pela condução do recurso, tiveram atuação destacada no julgamento perante o TJRN. A sustentação oral foi apontada por fontes jurídicas como técnica e firme, enfatizando a ausência de provas contundentes e a necessidade de observância das garantias constitucionais.

Novo júri será realizado

Com a decisão, o processo retorna à origem para que Layla Sales seja submetida a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. A anulação não representa absolvição automática, mas assegura que o caso seja novamente apreciado por um novo Conselho de Sentença, desta vez com base em critérios estritamente alinhados às provas produzidas nos autos.

A decisão reforça a possibilidade, prevista na legislação processual penal, de revisão de veredictos quando manifestamente contrários às provas, preservando o equilíbrio entre a soberania dos jurados e o controle jurisdicional exercido pelos tribunais, cabe recurso da decisão.

O caso segue gerando forte repercussão jurídica e social, especialmente diante da gravidade da acusação e da expressiva pena inicialmente imposta.

*Fonte: O Vale do Apodi 

Fátima começa a exonerar indicados do desafeto Walter

A governadora Fátima Bezerra (PT) iniciou a exoneração dos indicados pelo vice-governador desafeto Walter Alves (MDB).

O primeiro a sair cair o presidente da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), engenheiro Sérgio Rodrigues, que estava à frente do órgão desde julho de 2025.

No lugar dele assume o engenheiro George Marcos, atual diretor de Planejamento e finanças, nome da cota da própria governadora.

Outros nomes, indicados pelo emedebista, devem ser exonerados nas próxima semanas.

Rompimento

O rompimento político entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Walter Alves (MDB) começou após Walter anunciar apoio à pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ao Governo do Estado. A crise se agravou quando o vice confirmou que pretende disputar uma vaga de deputado estadual em 2026.

O cenário leva o Rio Grande do Norte a uma situação inédita. Fátima deve renunciar ao cargo para disputar o Senado e Walter também deixará o posto para concorrer à Assembleia Legislativa. Com isso, o Estado fica com vacância dupla no Executivo. Nesse caso, a Constituição prevê a realização de uma eleição indireta para governador, conduzida pelos deputados estaduais.

Diante disso, o PT passou a reavaliar sua estratégia, já que o grupo governista não teria maioria na Assembleia para eleger um governador-tampão.

Apesar da incerteza sobre quem assumiria o comando do Estado, Fátima tem reafirmado que será candidata ao Senado.

Em encontro com a imprensa nesta quarta-feira, a governadora disse que vai intensificar o diálogo político e afirmou que nenhum grupo — nem o seu, nem o de Allyson Bezerra, nem o do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) — tem maioria garantida para vencer uma eleição indireta.

*Do Jornalista  Saulo Vale 

CAICÓ/RN: Prefeito Dr. Tadeu exalta show de Tony Salles na abertura do Carnaval: “Já mostrou que será gigante”

A quarta-feira, 11 de fevereiro, marcou oficialmente a abertura do Carnaval de Caicó 2026 — e o primeiro dia já entrou para a história. O cantor Tony Salles comandou um show eletrizante na estrutura do trio Caicó Prime e arrastou uma verdadeira multidão pelas ruas que integram o tradicional corredor da folia.

Foi um verdadeiro mar de gente. Foliões vindos de diversas regiões acompanharam cada momento da apresentação, cantando e dançando ao som do ritmo contagiante do artista. No repertório, Tony relembrou sucessos antigos e atuais, com destaque especial para as músicas “Perna Bamba” e “Panamera”, esta última apontada como forte candidata ao título de música do Carnaval 2026.

A canção “Panamera” celebra a cultura latina dentro do pagode baiano, misturando influências cubanas e espanholas ao ritmo tradicional, sem perder a energia característica que consagrou o artista. A aposta promete embalar multidões ao longo do período carnavalesco.

Ex-vocalista da banda Parangolé, Tony Salles fez todo o percurso com muita animação, levantando o público aos gritos de “O pai chegou!”, interagindo com carisma com a multidão e reconhecendo a grandiosidade do Carnaval de Caicó. “Tem que respeitar Caicó”, declarou o cantor, impressionado com a dimensão do evento, que está entre os maiores carnavais do Nordeste.

Nas redes sociais, o prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, destacou o sucesso da primeira noite: “Tony Salles já chegou mostrando que o Carnaval de Caicó é gigante! Arrastando uma multidão e espalhando energia por onde passa… e olha que isso é só o primeiro dia!”, afirmou Dr. Tadeu.

A estrutura do evento também contou com o trabalho integrado das forças de segurança, que garantiram tranquilidade e organização durante toda a programação. Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, equipes de saúde e segurança privada atuaram de forma coordenada, assegurando que os foliões pudessem aproveitar a festa com segurança.

O secretário municipal de Turismo, George Victor, enfatizou o impacto positivo do primeiro dia de festa: “Começamos o Carnaval de Caicó com o pé direito. O que vimos nesta quarta-feira foi a confirmação de que nossa cidade está preparada para realizar um dos maiores e mais organizados carnavais do Nordeste. Tivemos público recorde, estrutura funcionando plenamente, segurança atuando de forma integrada e uma energia contagiante nas ruas. Isso fortalece o turismo, movimenta a economia e consolida Caicó como destino certo no período carnavalesco.”

Com um início grandioso, o Carnaval de Caicó 2026 já demonstra que será marcado por grandes atrações, multidões animadas e uma organização que reforça o título da cidade como um dos principais polos carnavalescos do Nordeste. E, como disse o próprio Tony Salles: “Tem que respeitar Caicó.”

*Gláucia Lima