Ainda de acordo com o ministério, o último voo com brasileiros deportados chegou ao país na quarta-feira (31). A aeronave pousou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, trazendo 124 repatriados. Entre eles, havia adultos de até 60 anos, bem como adolescentes e crianças.
Governo registra 37 voos de repatriação
Ao longo de 2025, o governo brasileiro contabilizou 37 voos de repatriação com brasileiros deportados dos EUA. Dessa forma, as autoridades acompanharam os desembarques e organizaram ações de apoio nos principais aeroportos do país. Enquanto isso, equipes técnicas prestaram assistência básica aos passageiros logo após a chegada.
Conforme apontam os dados oficiais, o crescimento expressivo das deportações ocorreu em razão do endurecimento das políticas migratórias adotadas pelos Estados Unidos. Como resultado, milhares de imigrantes em situação irregular, incluindo brasileiros, deixaram o país de forma compulsória.
Política migratória dos EUA impulsiona expulsões
A deportação em massa fez parte das promessas do presidente Donald Trump, que defendeu uma política de tolerância zero contra a imigração ilegal. Além das expulsões forçadas, o governo norte-americano criou um programa de “autodeportação”. Com isso, o plano passou a incentivar a saída voluntária de imigrantes.
Nesse sentido, a iniciativa oferece passagem aérea e uma assistência financeira de aproximadamente US$ 1.000 para quem aceitar retornar ao país de origem. Por consequência, o programa contribuiu diretamente para o aumento no número de repatriações ao longo do ano.
Brasil reage e reforça acolhimento aos repatriados
No início de 2025, a deportação de brasileiros provocou tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Na ocasião, autoridades norte-americanas enviaram os primeiros deportados algemados e com os pés acorrentados, o que gerou forte repercussão negativa.
Diante disso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou que o transporte dos deportados passasse a ocorrer por meio da Força Aérea Brasileira (FAB). Além disso, o governo federal instalou postos de acolhimento nos aeroportos. Assim, os repatriados passaram a receber atendimento médico, alimentação e orientações sobre assistência social, trabalho e regularização de documentos.
*Gláucia Lima

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