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22 fevereiro 2026

RN registra menor desemprego da série histórica, aponta IBGE

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
A taxa anual de desemprego no Rio Grande do Norte caiu para 8,1% em 2025, o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. Os números foram divulgados na sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por meio da Pnad Contínua Trimestral.

O resultado representa queda em relação a 2024, quando o estado havia encerrado o ano com 8,7%. No recorte do último trimestre de 2025 (outubro a dezembro), a taxa ficou ainda menor, em 6,7%, dois pontos percentuais abaixo do mesmo período do ano anterior.

Segundo o IBGE, 31 mil pessoas deixaram a condição de desocupadas em comparação com 2024.
Mercado de trabalho

No quarto trimestre de 2025, o estado contabilizou 1,412 milhão de pessoas ocupadas e 101 mil desocupadas. No trimestre anterior, eram 1,395 milhão de ocupados e 113 mil sem trabalho.

O rendimento médio mensal dos trabalhadores potiguares permaneceu praticamente estável, passando de R$ 2.830 para R$ 2.838, diferença de R$ 9 em relação ao trimestre encerrado em setembro.
Informalidade em queda

A taxa anual de informalidade ficou em 39% em 2025, o menor patamar desde 2016 e a primeira vez em uma década que o índice fica abaixo dos 40% no estado.

Apesar disso, o percentual ainda está acima da média nacional (38,1%) e abaixo da média do Nordeste (50,8%).

No quarto trimestre, a informalidade no RN atingiu 42,1%, considerada estável frente ao período anterior. O IBGE estima que 594 mil pessoas estavam em situação de informalidade na semana de referência da pesquisa.
Desalento cresce

Em sentido contrário à queda do desemprego, o número de desalentados aumentou. O estado encerrou 2025 com 73 mil pessoas nessa condição, alta de 6,7% em relação ao trimestre anterior.

Desalentados são aqueles que não estão trabalhando nem buscando emprego, mas gostariam de trabalhar e estariam disponíveis caso surgisse uma oportunidade, tendo desistido da procura por motivos como falta de experiência ou descrença na existência de vagas.

No quarto trimestre, os desalentados representavam 5,4% das pessoas fora da força de trabalho no RN. Ao todo, o estado tinha 1,337 milhão de pessoas fora da força de trabalho, das quais 128 mil integravam a chamada força de trabalho potencial.

Brasil recebeu 300 mil turistas internacionais somente no período do Carnaval

A Terra do samba, do batuque e dos sorrisos que atravessam fronteiras mostrou que o Carnaval é festa, identidade, cultura viva e espetáculo que transforma ruas em palcos e o país em vitrine para o mundo. Em 2026, esta potência se traduziu em números expressivos e consolidou o Brasil como um dos destinos mais desejados do planeta.

Durante o período de folia, o país recebeu 300 mil visitantes estrangeiros, um crescimento de 17% em relação a 2025. Para se ter uma ideia, o volume representa cerca de 30% de toda a movimentação internacional de um mês inteiro concentrada em apenas sete dias.

O impacto econômico também foi expressivo. A receita gerada pelos turistas internacionais durante o Carnaval de 2026 alcançou quase US$ 186 milhões em todo o Brasil.

Presidente da Embratur, Marcelo Freixo garante que os números confirmam o fortalecimento da imagem do país no exterior. “Estamos colhendo os frutos de uma política ativa de promoção internacional. O carnaval é a nossa maior vitrine cultural e hoje ele se consolida também como um motor estratégico de geração de receitas, empregos e desenvolvimento. O mundo voltou a escolher o Brasil”, afirmou Freixo.
Diversidade

Do total de 300 mil turistas estrangeiros que vieram ao Brasil para a festa, 110 mil tiveram como destino a capital fluminense. O número representa 36% de todas as chegadas internacionais no período. Na prática, isso significa que quatro em cada dez turistas internacionais que escolheram o Brasil para o Carnaval tiveram o Rio como destino.

Na comparação com 2025, a Cidade Maravilhosa registrou crescimento de 9% no turismo internacional durante o Carnaval, consolidando-se como principal porta de entrada do país nesse período. Em termos econômicos, aproximadamente US$ 67 milhões foram movimentados na capital apenas com os gastos dos turistas estrangeiros.

Além do protagonismo do Rio de Janeiro, outros estados brasileiros também registraram fluxo expressivo de turistas estrangeiros durante o Carnaval. São Paulo aparece na sequência, com a entrada de aproximadamente 23,5% do total de turistas internacionais.

Destes números, Bahia recebeu cerca de 7,5% turistas estrangeiros, enquanto Pernambuco contabilizou 4,9% das chegadas de pessoas de outros países. Já Minas Gerais registrou 1,5% de estrangeiros no período e 26,6% dos turistas escolheram diferentes destinos espalhados pelo país, reforçando a diversidade do Carnaval brasileiro.

Conforme explica o presidente, o sucesso de 2026 é resultado da eficácia das políticas ativas de promoção da marca Brasil, que utiliza a diversidade cultural e a natureza como pilares para atrair cada vez mais visitantes e fortalecer a economia por meio do turismo.