Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
A taxa anual de desemprego no Rio Grande do Norte caiu para 8,1% em 2025, o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. Os números foram divulgados na sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por meio da Pnad Contínua Trimestral.O resultado representa queda em relação a 2024, quando o estado havia encerrado o ano com 8,7%. No recorte do último trimestre de 2025 (outubro a dezembro), a taxa ficou ainda menor, em 6,7%, dois pontos percentuais abaixo do mesmo período do ano anterior.
Segundo o IBGE, 31 mil pessoas deixaram a condição de desocupadas em comparação com 2024.
Mercado de trabalho
No quarto trimestre de 2025, o estado contabilizou 1,412 milhão de pessoas ocupadas e 101 mil desocupadas. No trimestre anterior, eram 1,395 milhão de ocupados e 113 mil sem trabalho.
O rendimento médio mensal dos trabalhadores potiguares permaneceu praticamente estável, passando de R$ 2.830 para R$ 2.838, diferença de R$ 9 em relação ao trimestre encerrado em setembro.
Informalidade em queda
A taxa anual de informalidade ficou em 39% em 2025, o menor patamar desde 2016 e a primeira vez em uma década que o índice fica abaixo dos 40% no estado.
Apesar disso, o percentual ainda está acima da média nacional (38,1%) e abaixo da média do Nordeste (50,8%).
No quarto trimestre, a informalidade no RN atingiu 42,1%, considerada estável frente ao período anterior. O IBGE estima que 594 mil pessoas estavam em situação de informalidade na semana de referência da pesquisa.
Desalento cresce
Em sentido contrário à queda do desemprego, o número de desalentados aumentou. O estado encerrou 2025 com 73 mil pessoas nessa condição, alta de 6,7% em relação ao trimestre anterior.
Desalentados são aqueles que não estão trabalhando nem buscando emprego, mas gostariam de trabalhar e estariam disponíveis caso surgisse uma oportunidade, tendo desistido da procura por motivos como falta de experiência ou descrença na existência de vagas.
No quarto trimestre, os desalentados representavam 5,4% das pessoas fora da força de trabalho no RN. Ao todo, o estado tinha 1,337 milhão de pessoas fora da força de trabalho, das quais 128 mil integravam a chamada força de trabalho potencial.

