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23 agosto 2026

Nova safra de frutas no RN deve movimentar R$ 1,42 bilhão

Foto: Humberto Sales
A manhã desta sexta-feira (21) marcou o início oficial da temporada de exportações de frutas pelo Porto de Natal. Ao lado de trabalhadores, produtores, empresas e representantes da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), a governadora Fátima Bezerra participou do anúncio oficial da safra 2026/2027, celebrando um momento que traduz a força de uma atividade que gera emprego, renda e oportunidades em diferentes regiões do Estado.

A Codern projeta o embarque de 250 mil toneladas de frutas para o mercado externo, com uma movimentação financeira estimada em R$ 1,42 bilhão. O resultado representa crescimento de 4,4% em relação à safra anterior, quando foram exportadas aproximadamente 240 mil toneladas, responsáveis por uma movimentação de R$ 1,36 bilhão. A nova safra representa o trabalho de milhares de pessoas envolvidas em uma cadeia que começa nos campos do interior potiguar e chega aos mercados consumidores da Europa e do Reino Unido.

A operação envolve a parceria entre a Codern e a Agrícola Famosa e reforça a importância da estrutura portuária para a competitividade da fruticultura potiguar. Atualmente, o Porto de Natal responde pelo escoamento de aproximadamente 70% do melão e da melancia destinados aos mercados da Europa e do Reino Unido.

A cada embarque, a produção dos municípios do interior percorre um caminho que reúne estradas, transporte, armazenamento, distribuição e operações portuárias até chegar aos navios que seguem para o mercado internacional. Essa integração transforma a produção agrícola em atividade econômica, circulação de renda e oportunidades de trabalho em diferentes pontos do território potiguar.

FRUTAS DO RIO SÃO FRANCISCO

“Hoje, estamos apresentando resultados concretos, com recordes de exportação e a expectativa de movimentar mais de R$ 1 bilhão somente pelo Porto de Natal. Para nós, é motivo de orgulho ver o terminal retomando seu papel estratégico e contribuindo para o desenvolvimento da fruticultura, da economia e da geração de empregos no Estado”, celebrou o diretor-presidente, da Codern, Paulo Henrique Macedo.

Além da produção potiguar, o Porto de Natal também vem ampliando sua atuação no mercado internacional com o embarque de frutas provenientes do Vale do Rio São Francisco. A diversificação da origem da produção fortalece o terminal como importante corredor de exportação de frutas, amplia o volume movimentado e contribui para consolidar sua participação no comércio internacional do setor.

NÚMEROS DA FRUTICULTURA

A importância da fruticultura para a economia do Estado também aparece nos números das exportações. No primeiro semestre de 2026, o setor movimentou US$ 113,1 milhões, com aproximadamente 143,2 mil toneladas de frutas embarcadas para o exterior.

“A fruticultura potiguar vive um momento de grande expansão, com a expectativa de chegarmos nesta safra perto de US$ 300 milhões em exportações, o equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão. Temos um cenário muito favorável, com a melhoria da infraestrutura portuária, a ampliação dos mercados internacionais e novas oportunidades a partir do acordo entre União Europeia e Mercosul. Com a segurança hídrica que poderá ser ampliada pela transposição do São Francisco, o Estado terá condições de avançar também na fruticultura permanente, especialmente com manga e uva. Esse ambiente de segurança jurídica, investimentos e apoio do Governo tem estimulado a implantação de novas áreas produtivas, gerando emprego, renda e desenvolvimento no Vale do Açu, na Chapada do Apodi, em Mossoró e em toda a região Oeste.”, avaliou o secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha.

Participaram do anúncio o secretário de Desenvolvimento Econômico Layre Rosado Neto; o Secretário de Assuntos Federativos, Luciano Santos; O diretor técnico e comercial da Codern, Paulo Sidney e o diretor administrativo e financeiro da Codern e Hugo Alexandre Menezes Fonseca.

*Saulo Vale 

31 julho 2026

Mossoró Cidade Junina 2026 movimentou quase R$ 350 milhões, aponta Uern

Foto: reprodução
O Mossoró Cidade Junina 2026 atingiu o maior índice de aprovação, de segurança, gerou um montante de R$ 349.914.521,89 na economia local/regional e teve queda na geração de empregos, menos investimento e menor participação popular que o ano anterior. Esses e outros dados estão no diagnóstico de impactos socioeconômicos do evento apresentado na tarde de hoje, 30, pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Mossoró e colaboração da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.O estudo, conduzido pela Faculdade de Ciências Econômicas (Facem) da Uern, foi realizado antes, durante e depois da programação festiva com visitas a estabelecimentos, levantamento de empresas, entrevistas, coleta de dados, aplicação de questionários, entre outros métodos, para analisar os efeitos econômico-sociais do evento.

O professor Dr. Leovigildo Cavalcanti, coordenador da iniciativa, explicou sobre a metodologia utilizada e fez uma avaliação geral do que foi avaliado.

“A metodologia se resumiu na entrevista, entre turistas e moradores, de 2.500 pessoas, com um intervalo de confiança de 95% e 2% de erro amostral. A avaliação é positiva, principalmente no quesito da organização e fundamentalmente na questão da segurança, onde tivemos 58% a menos de ocorrência do que no ano passado. Então, este ano, o índice de confiança ou de satisfação da população foi o mais elevado possível. Para você ter uma ideia, em termos de satisfação, 99,72% responderam que vão regressar em 2027”, detalhou.

Para o presidente da CDL, Damásio Medeiros, o diagnóstico é importante para a classe empresarial saber o que acontece nos dias do Mossoró Cidade Junina “no quesito vendas pode, sim, balizar e municiar para o próximo ano fazer melhores trabalhos, se preparar mais, divulgar mais, quem sabe incrementar novos produtos. Isso é muito bom, é muito impactante para a economia”.

A reitora Cicília Maia parabenizou a comunidade acadêmica da Facem por “trazer dados altamente relevantes tanto para o setor produtivo quanto para a municipalidade, para que se debruce em cima de uma pesquisa científica e possa olhar os desafios, mas possa olhar também para a percepção do visitante, seja ele morador, seja ele turista”.

Avaliação

Conforme o coordenador adiantou, o diagnóstico apontou que a organização atingiu um excelente índice de aprovação: 95,11%. Do total de entrevistados(as), 99,72% afirmaram que regressariam para a edição 2027 do evento.

A segurança teve destaque como o evento mais tranquilo da história (58% menos ocorrências que a edição passada), alcançando seu maior índice de aprovação de todos os tempos (96,51%).

No tocante à limpeza, o processamento, descarte e coleta melhoraram sensivelmente, atingindo um nível de aprovação de 90,11% (o mais elevado de todas as edições).

Em termos de acessibilidade/trafegabilidade, o nível de satisfação foi de 73,08%.

Origem

De acordo com os dados apresentados, o evento mantém uma forte característica de regionalização. Do total de visitantes, 95,48% eram provenientes do Rio Grande do Norte, enquanto 3,08% eram oriundos do Ceará, fazendo com que esses dois estados representassem 98,56% do público presente.

Mesmo tendo limitado o alcance/capilaridade, vale destacar que o evento foi visitado por turistas de 103 cidades, 15 estados e 1 país.

Presença

O evento, segundo o estudo, não correspondeu às projeções em termos de participação popular, não atingiu um público maior que 2025 (no Pingo da Mei Dia deste ano, o público foi de 190.578 pessoas) e nem na totalidade (1.210.074 pessoas). Positivamente, houve um aumento significativo no Boca da Noite (134.028 pessoas).

Clique AQUI para ver o diagnóstico socioeconômico na íntegra.

*Saulo Vale 

29 julho 2026

Governo vê baixa adesão a crédito para carros de motoristas de aplicativo e taxistas

Foto: Rafa Neddermeyer | Agência Brasil
O programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para financiar a compra de veículos por motoristas de aplicativo e taxistas, enfrenta baixa expectativa de contratação dos recursos disponibilizados. Apesar da oferta de R$ 30 bilhões em linhas de crédito, integrantes do governo avaliam que os empréstimos devem alcançar, no cenário mais otimista, cerca de um terço desse valor.

Segundo interlocutores ouvidos pelo jornal O Globo, a previsão mais realista é que os financiamentos fiquem entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. O montante representaria aproximadamente o dobro do valor contratado desde maio, quando a iniciativa foi criada.

Durante reunião realizada nesta terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutiu o desempenho do programa com auxiliares e criticou a postura dos bancos, que, segundo ele, estariam dificultando a liberação dos empréstimos mesmo com garantias oferecidas pelo governo federal.

A linha de crédito faz parte de uma estratégia para atender motoristas de aplicativo e taxistas, público considerado importante pelo governo. No entanto, dentro da própria gestão federal há avaliações de que os recursos poderiam ter sido destinados a outras iniciativas, devido ao baixo ritmo das contratações.

O programa também enfrenta críticas internas desde sua criação. A proposta foi articulada pela Secretaria de Comunicação da Presidência e gerou debates entre integrantes do governo até a definição do formato final. A baixa adesão tem sido usada pela equipe econômica para argumentar que o impacto da medida na economia será limitado.

*Com informações do jornal O Globo

08 julho 2026

Procon aponta aumento nos preços da gasolina e do diesel em Natal no mês de julho

O preço dos combustíveis referente ao mês de julho em Natal teve um aumento no valor da gasolina comum e do diesel S-10 em comparação com o mês anterior. O levantamento foi realizado em 86 postos da capital pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal).

Segundo a pesquisa, a gasolina comum teve alta média de 2,24%, enquanto o diesel S-10 registrou aumento de 1,35%. Já o etanol e o gás natural veicular (GNV) apresentaram redução nos preços. Entre os postos pesquisados, 86% reajustaram o valor da gasolina e 49% aumentaram o preço do diesel S-10, com elevações entre R$ 0,24 e R$ 0,29 por litro.

A maior alta da gasolina foi registrada na Zona Leste, com aumento de 2,94%, seguida pela Zona Sul, com 2,54%. Nas zonas Oeste e Norte, os reajustes foram de 1,99% e 0,99%, respectivamente.

O levantamento também apontou diferenças significativas entre os preços praticados pelos estabelecimentos. A gasolina comum apresentou valor médio mais baixo na Zona Norte, com R$ 6,88 por litro. A região também teve o menor preço médio da gasolina aditivada, de R$ 6,92. Já o etanol teve o menor valor médio na Zona Oeste, com R$ 5,23 por litro, que também registrou o menor preço médio do diesel comum, de R$ 7,00.

Entre os combustíveis pesquisados, o etanol apresentou a maior variação de preços: o litro foi encontrado entre R$ 4,69 e R$ 5,99, uma diferença de R$ 1,30. Na gasolina comum, os valores variaram de R$ 6,79 a R$ 7,09, diferença que pode representar economia de até 4,48% para o consumidor que pesquisar antes de abastecer.

O preço médio da gasolina comum em Natal ficou em R$ 6,91, valor superior ao registrado em capitais próximas como João Pessoa, Fortaleza e Recife, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O Procon Natal orienta os consumidores a pesquisarem antes de abastecer e informa que denúncias sobre preços muito acima da média podem ser registradas com apresentação do cupom fiscal na sede do órgão ou pelos canais oficiais de atendimento.

06 julho 2026

Empresas do Brasil e dos EUA pedem fim de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Representantes de empresas e entidades do Brasil e dos Estados Unidos pediram, durante audiências realizadas nesta segunda-feira (6), que o governo de Donald Trump não aplique a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Os debates foram organizados pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) para discutir medidas propostas após uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. A informação é da Folha de S.Paulo.

Durante as discussões, setores como agricultura, alimentos, gelatina, sementes e cera de carnaúba alertaram que a sobretaxa poderia aumentar custos para consumidores dos Estados Unidos e prejudicar cadeias produtivas dos dois países. Representantes brasileiros também contestaram acusações de práticas comerciais desleais e defenderam que a competitividade do país está ligada à produtividade e não a irregularidades ambientais.

A proposta de tarifa, recomendada pelo USTR após apontar supostas barreiras comerciais brasileiras, prevê uma cobrança extra de 25%, com uma lista de possíveis exceções. Enquanto entidades brasileiras e algumas empresas americanas pedem a retirada da medida, grupos ligados ao etanol e à pecuária dos EUA defendem a manutenção ou ampliação da sobretaxa.

As audiências continuam nesta terça-feira (7), com novos painéis de debate. Entre os participantes previstos está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem defendido nos Estados Unidos uma revisão das medidas anunciadas contra produtos brasileiros.

02 maio 2026

Natal lidera empregos no RN e amplia crescimento

Natal segue, de forma consistente, como protagonista na geração de empregos formais em 2026. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), a capital registrou saldo positivo de 738 vagas em março.

Além disso, vale destacar que este já é o terceiro mês consecutivo de crescimento. No acumulado do primeiro trimestre, por sua vez, o número chega a 2.139 novos postos de trabalho, o que, consequentemente, reforça o ritmo contínuo de expansão.
Capital puxa resultado do estado

Enquanto isso, em contrapartida, o cenário no interior apresenta desempenho negativo. No mesmo período, outras regiões do Rio Grande do Norte registraram saldo de menos 1.777 vagas. Dessa forma, portanto, sem o resultado positivo da capital, o estado teria encerrado o trimestre com perda de empregos.

Além disso, é importante ressaltar que a participação de Natal se mostra bastante expressiva. Em março, por exemplo, a cidade concentrou 40,3% das admissões e, ao mesmo tempo, respondeu por 65,4% de todo o saldo positivo estadual. Ainda assim, quando se observa um período mais amplo, percebe-se que, nos últimos 12 meses, o município gerou 7.417 vagas, o equivalente a 47,4% de todo o crescimento do emprego formal no estado.
Investimentos impulsionam economia

Por outro lado, é fundamental destacar que esse avanço não ocorre por acaso. A Prefeitura, nesse sentido, ampliou os investimentos e apresentou um pacote de R$ 1,3 bilhão em obras estruturantes. Entre os projetos, destacam-se, por exemplo, a Via Mangue, o Parque Linear, além de obras de macrodrenagem e a requalificação da orla.

Como consequência direta dessas ações, a construção civil passou a crescer de forma mais acelerada. Em março, por exemplo, o setor gerou 232 vagas na capital e, simultaneamente, 861 na região metropolitana. Assim, não apenas se fortalece a economia local, como também se amplia a geração de renda.
Turismo e serviços ganham força

Além disso, paralelamente ao avanço da construção civil, o turismo também exerce papel decisivo. No primeiro trimestre de 2026, o estado liderou o crescimento do turismo internacional no Brasil, com alta de 159,13%.

Diante desse cenário, consequentemente, o setor de serviços se expande de maneira significativa. Principalmente nas áreas de hospedagem, alimentação e entretenimento, novas oportunidades surgem. Dessa maneira, o turismo passa a contribuir diretamente para o fortalecimento da economia de Natal.
Tecnologia lidera novas oportunidades

Ao mesmo tempo, por outro ângulo, o setor de tecnologia também se destaca. As áreas de informação, comunicação e atividades financeiras lideraram a geração de empregos em março, com 739 vagas.

Nesse contexto, portanto, o crescimento do polo tecnológico reflete a integração entre universidades, empresas e poder público. Assim, gradualmente, Natal se consolida como um dos principais polos de inovação do Nordeste.
Qualificação e gestão baseada em dados

Paralelamente, além dos investimentos estruturais, a Prefeitura também investe na qualificação profissional. Por meio de feiras de empregabilidade e cursos gratuitos, mais de 2 mil vagas já foram ofertadas à população.

Por fim, além de todas essas iniciativas, a gestão utiliza ferramentas como o Observatório do Emprego para monitorar dados de forma contínua. Dessa maneira, as decisões se tornam mais estratégicas e, ao mesmo tempo, mais alinhadas com a realidade do mercado. Consequentemente, o município amplia sua capacidade de gerar oportunidades e sustentar o crescimento econômico ao longo do tempo.

30 abril 2026

Brasil gera 228 mil empregos formais em março e supera 613 mil novas vagas no trimestre

O Brasil gerou, em março deste ano, um total de 228.208 postos de trabalho com carteira assinada , acumulando, de janeiro a março, 613.373 vagas formais. Nos últimos 12 meses (mar/2025 a mar/2026), o total de postos gerados chega a 1.211.455. Desde 2023, já foram criadas mais de 5 milhões de vagas formais no país.

Os dados são do Novo Caged de março, divulgados nesta quarta-feira (29) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Do total de postos gerados no mês, 83,25% são considerados típicos e 16,75% não típicos — majoritariamente jornadas de até 30 horas semanais (+34.925) e contratos de aprendizagem (+12.264).

Com isso, o estoque de empregos com carteira assinada chega a 49.082.634 vínculos, o que representa crescimento de 2,6% em relação ao estoque de empregados no país.

O saldo, resultante de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, foi positivo em 24 unidades federativas. Os maiores resultados absolutos foram registrados em São Paulo, com 67.876 postos (0,46%); Minas Gerais, com 38.845 (0,77%); e Rio de Janeiro, com 23.914 (0,60%). Em termos relativos, destacaram-se Acre (0,92%), Roraima (0,88%) e Piauí (0,86%).

Entre os setores, o maior crescimento ocorreu em Serviços, com geração de 152.391 postos no mês. Na sequência, aparecem Construção (38.316), Indústria (28.336) e Comércio (27.267). Apenas a Agropecuária registrou retração, com queda de 18.096 postos, influenciada principalmente pela finalização de safras de maçã, soja e uva.
Acumulado no ano

De janeiro a março, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O maior crescimento ocorreu em Serviços, com 382.229 postos (+1,6%), com ênfase nas atividades de informação, comunicação e nos serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos (146.068), além de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (142.038).

A Construção gerou 120.547 postos, com destaque para a construção de edifícios (49.582) e obras de infraestrutura (38.447). A Indústria apresentou saldo de 115.310 vagas, impulsionada principalmente pelo processamento industrial do fumo (10.370), fabricação de produtos alimentícios (10.126) e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (8.690).

A Agropecuária também registrou saldo positivo de 14.752 postos, com destaque para o cultivo de maçã (7.967), soja (5.441) e alho (3.818). O Comércio foi o único setor com resultado negativo no período, com redução de 19.525 postos.

Entre os estados, o maior saldo no acumulado foi registrado em São Paulo (183.054), seguido por Minas Gerais (70.625) e Santa Catarina (59.396). Em termos relativos, os maiores avanços ocorreram em Goiás (2,33%), Mato Grosso (2,27%) e Santa Catarina (2,26%).
Mais mulheres

Em março, o saldo foi positivo tanto para mulheres (132.477) quanto para homens (95.731). Destaca-se a geração de 165.785 postos para pessoas de até 24 anos, o equivalente a 72,6% do total do mês. Também foram criadas 183.037 vagas para trabalhadores com ensino médio completo e 23.265 para aqueles com nível superior completo.

Confira a íntegra dos dados aqui

*Gláucia Lima 

29 abril 2026

Prévia da inflação de abril fica em 0,89%, puxada por alimentos e bebidas

A prévia da inflação de abril foi de 0,89%, 0,45 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em março (0,44%).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (28/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a maior variação e o maior impacto positivo vieram do grupo Alimentação e Bebidas (1,46% e 0,31 p.p.). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39% e, nos últimos 12 meses, de 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.

No grupo Alimentação e Bebidas (1,46%), o resultado foi influenciado, principalmente, pela alta na alimentação no domicílio, que acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Os preços dos seguintes produtos contribuíram para o resultado: cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%).

A alimentação fora do domicílio (0,70%) acelerou em relação ao mês de março (0,35%), em virtude da alta do lanche (0,87%) e da refeição (0,65%), que haviam registrado, em março, altas de 0,50% e 0,31%, respectivamente.

O grupo Transportes (1,34%) teve o segundo maior impacto no índice geral (0,27 p.p.), impulsionado pelo aumento dos combustíveis, que passou de -0,03% em março para 6,06% em abril. A gasolina (6,23%) foi o principal impacto individual no índice do mês (0,32 p.p.), após ter recuado 0,08% em março.

Saúde e cuidados pessoais (0,93% e 0,13 p.p.) teve a terceira maior influência no resultado geral, em função das altas nos itens de higiene pessoal (1,32%), pelos produtos farmacêuticos (1,16%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e pelo plano de saúde (0,49%).
O grupo Habitação acelerou de 0,24% em março para 0,42% em abril. A energia elétrica residencial foi de 0,68% (0,29% de março), contemplando os reajustes de 6,92% e 14,66% nas tarifas das concessionárias, no Rio de Janeiro (6,50%), a partir de 15 de março.

Belém registra aumentos de 12,79% no açaí e de 9,33% na gasolina em abril

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada em Belém (1,46%), por conta das altas do açaí (12,79%) e da gasolina (9,33%). Já o menor resultado ocorreu em Brasília (0,41%), que apresentou queda nos preços da passagem aérea (-10,88%) e dos produtos farmacêuticos (-0,61%).
Mais sobre a pesquisa

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 18 de março a 15 de abril de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de fevereiro a 17 de março de 2026 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. Veja os resultados completos no Sidra. A próxima divulgação do IPCA-15 será no dia 27 de maio de 2026.

18 abril 2026

Pagamento do Bolsa Família de abril injeta quase R$ 310 milhões na economia do RN

Em abril, 465.782 famílias em todos os 167 municípios do Rio Grande do Norte estão contempladas com o Bolsa Família.

Para isso, o investimento do Governo do Brasil no estado supera R$ 309,9 milhões. O valor garante um benefício médio de R$ 666,43. O cronograma de pagamentos tem início nesta quinta-feira, 16 de abril, e segue até o dia 30, de acordo com o final do Número de Identificação Social – NIS (confira abaixo).

Em 121 municípios do estado, o pagamento será unificado nesta quinta (16). A medida é adotada para cidades incluídas nas ações de enfrentamento a desastres, como enchentes, inundações e períodos longos de seca e estiagem.

PRIMEIRA INFÂNCIA

No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 168.707 crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância no Rio Grande do Norte. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento para assegurar esse repasse no estado é de R$ 24 milhões.

COMPLEMENTARES

O Bolsa Família prevê outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 14,3 mil gestantes, 8 mil nutrizes e 300,5 mil crianças e adolescentes de sete a 18 anos no estado. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 15,1 milhões.

ESPECÍFICOS

Neste mês, o Bolsa Família alcança no Rio Grande do Norte, em seu grupo prioritário e específico, 2,9 mil famílias com pessoas em situação de rua, 1 mil com pessoas indígenas, 3,7 mil com quilombolas, 88 com crianças em situação de trabalho infantil, 2.425 com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 10,5 mil com catadores de material reciclável.

MUNICÍPIOS

A capital, Natal, é o município com maior número de beneficiários no Rio Grande do Norte neste mês, com 71,4 mil famílias atendidas. Na sequência das cidades com maior número de famílias atendidas estão Mossoró (28.864), Parnamirim (22.195), São Gonçalo do Amarante (17.212) e Macaíba (13.010).

VALOR MÉDIO

Tibau do Sul é o município potiguar com maior valor médio de benefício: R$ 709,59 neste mês. Em seguida aparecem Canguaretama (R$ 706,41), Goianinha (R$ 705,88), Pureza (R$ 697,27) e Parazinho (R$ 696,05).

NACIONAL

Em todo o país, neste mês, serão 18,9 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família nos 5.571 municípios, com valor médio de benefício de R$ 678,22. O investimento do Governo do Brasil no programa de transferência de renda é de R$ 12,79 bilhões em abril.

ENFRENTAMENTO A DESASTRES

Dentro das ações de enfrentamento a desastres previstas no programa de transferência de renda para situações como secas, enchentes, inundações e eventos climáticos extremos, 173 municípios recebem o pagamento de maneira unificada, no primeiro dia do calendário. Entre eles, 121 cidades do Rio Grande do Norte, 17 da Bahia, 8 do Rio de Janeiro, 6 de Sergipe e Roraima, além de cinco em Minas Gerais, três no Amazonas e no Piauí, duas em São Paulo e uma no Pará.

PRIMEIRA INFÂNCIA

No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 8,28 milhões de crianças de zero a seis anos recebem neste mês o Benefício Primeira Infância. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento é de R$ 1,17 bilhão.

COMPLEMENTARES

O Bolsa Família também prevê outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 13,9 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 652,8 mil gestantes e 343,9 mil nutrizes. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 689,6 milhões.

ESPECÍFICOS

Neste mês, o Bolsa Família alcança, em seu grupo prioritário e específico, 272,9 mil famílias com pessoas em situação de rua, 253,3 mil com pessoas indígenas, 296,6 mil com quilombolas, 3,4 mil com crianças em situação de trabalho infantil, 56,4 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 413,8 mil com catadores de material reciclável.

PERFIL

Como costuma ocorrer no Bolsa Família, 84% dos responsáveis familiares são mulheres: 15,8 milhões. As pessoas de cor preta/parda representam a predominância entre os beneficiários e somam 36 milhões (73,3%).

08 abril 2026

Mercado do Peixe registra alta de 15% nas vendas

Foto: Semsur
A movimentação no Mercado do Peixe durante a Semana Santa cresceu cerca de 15% em relação ao ano passado, segundo os permissionários. O resultado foi impulsionado pela atuação da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), que organizou o espaço, realizou melhorias nas redes elétricas e hidráulicas e garantiu mais segurança e conforto.

O período também contou com programação cultural na praça de alimentação, com apresentação do cantor potiguar Alan Persa, contribuindo para o ambiente movimentado no local. Com 28 boxes em funcionamento, o mercado recebeu um grande fluxo de clientes ao longo dos dias.

O secretário da Semsur, Felipe Alves, falou sobre o resultado e o impacto das ações no espaço. “Esse aumento nas vendas mostra que estamos no caminho certo. O objetivo da gestão do prefeito Paulinho Freire é movimentar a economia, gerar emprego e renda e valorizar espaços importantes como o Mercado do Peixe. Quando a gestão faz sua parte, o resultado aparece na ponta”, afirmou.

Quem vive o dia a dia do mercado sentiu de perto essa diferença. O permissionário Pastor William destacou o aumento no volume de vendas e o suporte recebido. “Foi uma Semana Santa muito positiva. Vendemos mais, tivemos mais movimento e isso faz toda a diferença pra gente. A estrutura melhorou bastante e isso ajuda muito no nosso trabalho”, disse.

Já o permissionário Messinho também celebrou o momento. “A gente percebe que o cliente vem mais tranquilo, encontra um ambiente organizado. Isso incentiva o consumo. Só temos a agradecer pelo apoio que tem sido dado”, disse.

*Agora RN 

30 dezembro 2025

Taxa de desemprego chega a 5,2%, a menor desde 2012

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em novembro ficou em 5,2%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da menor taxa de desocupação desde 2012, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua.

Segundo o IBGE, de setembro a novembro, 5,6 milhões de pessoas estavam desempregadas, o menor número de desocupados já registrado pela pesquisa.

Ao longo da série histórica, o maior contingente de desocupados ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, auge da pandemia de covid-19, quando esse o indicador registrou 14,9 milhões de pessoas sem emprego formal.

Ocupação
A menor desocupação da série histórica foi também, de acordo com o IBGE, acompanhada por um novo recorde no número de pessoas ocupadas no país: 103,2 milhões.

O nível de ocupação, isto é, a proporção de pessoas com 14 anos ou mais de idade que estavam trabalhando, chegou ao maior percentual da série histórica da PNAD Contínua: 59,0%.

*Fonte: Agência Brasil

18 fevereiro 2025

Alta do café tem relação com clima e custos de produção; entenda

De janeiro de 2024 até o momento atual, o preço médio do café de 250g aumentou R$ 9,80. No primeiro mês de 2024, a média do produto era R$ 7,73. Um ano depois, essa média subiu para R$ 17,53, um aumento de 126.78%. Essa alta do café tem relação com fatores climáticos, alta demanda internacional, custos de produção e economia brasileira, especialmente pela desvalorização do real, além dos impostos sobre os produtos.

De acordo com Elton Alves, gestor de cafeicultura do Sebrae/RN, o clima tem sido um dos principais fatores que afetam a produção do grão e, consequentemente, o preço ao consumidor. “O Brasil, maior produtor mundial, sofreu com secas intensas e altas temperaturas nas fases de floração, reduzindo a produtividade”, explica.

Desde 2021, as safras vem sendo afetadas por condições climáticas adversas, resultando em colheitas menores. Isso impacta diretamente o preço, já que a menor oferta, aliada a uma demanda elevada, eleva o valor do café. “Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) indicam que a indústria teve uma alta maior do que a registrada nos supermercados e ainda deve repassar parte desse aumento neste primeiro trimestre. Entre 2021 e 2024, o custo da matéria-prima subiu 224%”, pontua Alves.

Segundo a Embrapa, a produção nacional estimada para 2025 é de 51,81 milhões de sacas de 60 kg, uma queda de 4,4% em relação a 2024. Alves explica que esse declínio é decorrente da bienalidade negativa da cultura do café, além das altas temperaturas e da seca registrada no período de floração. “As previsões para fevereiro apontam chuvas abaixo da média e temperaturas acima do esperado, o que preocupa os cafeicultores. Apesar de alguma esperança trazida pelas chuvas recentes, as temperaturas nos próximos meses serão decisivas para garantir um produto de qualidade. O calor excessivo pode secar os grãos antes da colheita, comprometendo a safra 2025/26”, alerta.

Outro fator determinante para o preço do café é a cotação internacional do produto, que reflete na taxa de câmbio. “O Brasil exportou 3,97 milhões de sacas de café em janeiro de 2025, uma leve queda de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, a receita subiu quase 60%, atingindo US$ 1,3 bilhão. Ou seja, menos café foi exportado, mas por um valor muito maior”, destaca Alves.

Isso tem relação com o que o especialista já explicou: oferta menor somada a alta demanda, resulta na elevação do preço. Assim como Elton Alves, o economista Helder Cavalcanti também menciona esse fator. De acordo com Helder, essa é a lei da oferta e da procura. “Evidentemente, o preço, à medida que alguém oferece um valor maior, vai sempre levar o produto”, finalizou Helder.

Além disso, o custo da produção também aumentou devido a fatores como mão de obra, energia elétrica, combustíveis e embalagens, impactando diretamente o preço final. “O café arábica segue liderando as exportações, com 82,4% do total embarcado. No entanto, a exportação de café canéfora (robusta + conilon) caiu quase 29%, pois os grãos vietnamitas e indonésios estão mais competitivos em preço. Isso gerou um efeito cascata: menos café disponível, preços mais altos e mercado volátil”, explica.

A tendência é de preços elevados até pelo menos maio, quando a nova safra de conilon e robusta começa a ser colhida no Brasil. Alves ressalta que o estoque global de café atingiu o menor nível em 25 anos. “Na safra 2024/25, a produção aumentou 4,1% em relação ao ciclo anterior, mas o estoque final caiu 6,6%. Isso impacta diretamente as cotações internacionais, pressionando os preços”, esclarece.

Com o aumento da demanda global, especialmente nos Estados Unidos e na China, a pressão sobre o mercado se intensifica. “Nos últimos anos, o consumo chinês cresceu quase 150%. Em 2024/25, estima-se que alcance 6,3 milhões de sacas. Nos EUA, o setor movimentou mais de US$ 28 bilhões em 2024 e deve chegar a US$ 33,64 bilhões até 2029. Essa demanda crescente, aliada às condições climáticas adversas, reduz a oferta e impulsiona os preços”, explica Alves.

O gestor do Sebrae/RN também destaca o peso dos fertilizantes e combustíveis nos custos de produção. “A volatilidade no mercado de fertilizantes, impactada por tensões geopolíticas e flutuações cambiais, aumentou significativamente os custos para os produtores. O preço dos combustíveis também subiu, encarecendo o transporte e a logística”, afirma.

Apesar do alto volume de exportação, o consumo interno de café segue em crescimento. “Entre 2023 e 2024, o consumo de café torrado e moído no Brasil cresceu 1,1%, totalizando 21,9 milhões de sacas. O faturamento da indústria chegou a R$ 36,82 bilhões, um aumento de 60,85% em relação a 2023”, pontua Alves.

A previsão para os próximos meses é de estabilidade nos altos preços, podendo haver leves reduções dependendo das cotações internacionais e da safra global 2025/26. “Se tivermos uma safra muito superior à demanda, os estoques podem se recompor e os preços baixarem. Mas essa é uma perspectiva de longo prazo”, finaliza Alves.

Preço do café (250g)

Janeiro de 2024: R$ 7,73
Janeiro de 2025: R$ 17,53
Aumento: R$ 9,80
Variação percentual: 126,78%

Exportações brasileiras de café (janeiro de 2025):

Volume: 3,97 milhões de sacas
Queda em relação a janeiro de 2024: 1,6%
Receita: US$ 1,3 bilhão
Aumento da receita: 60%

Consumo interno de café no Brasil (2023-2024):

Crescimento: 1,1%
Total consumido: 21,9 milhões de sacas
Faturamento da indústria: R$ 36,82 bilhões
Aumento do faturamento: 60,85%


*Rayssa Vitorino - Tribuna do Norte

16 fevereiro 2025

Repasses dos royalties do petróleo para o RN crescem 83,53% em 14 anos

Em 14 anos, o repasse dos royalties do petróleo para o Rio Grande do Norte cresceu 83,53%, segundo levantamento consolidado da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No período analisado, o montante de royalties distribuídos passou de R$ 307,6 milhões, em 2010, para R$ 564,6 milhões para o Estado e os municípios potiguares em 2024, o que representa um incremento de R$ 256,9 milhões.

Em 2010, o Estado recebeu R$ 158,9 milhões; e outros R$ 148,7 milhões para 96 municípios, segundo os dados da ANP. Já no ano passado, os royalties foram distribuídos da seguinte forma: R$ 246,2 milhões para o Estado e R$ 318,3 milhões para os 96 municípios atualmente beneficiados.

No comparativo entre 2024 e 2023, o repasse apresentou uma queda de 4,34%, mas permanece como uma das principais fontes de receita para o Estado e municípios. A diminuição foi mais acentuada no primeiro semestre, mas houve recuperação no último quadrimestre, o que reforça a relevância dos recursos para a economia potiguar.

Em 2024, a oscilação na arrecadação refletiu mudanças na dinâmica da produção de petróleo no Estado. Os primeiros meses do ano registraram uma queda mais acentuada, especialmente em fevereiro e abril, período em que os repasses chegaram a ficar abaixo de R$ 40 milhões. No entanto, a recuperação ocorreu progressivamente, com o terceiro trimestre apresentando os melhores desempenhos do ano, impulsionados pelo aumento no volume produzido e pelas oscilações favoráveis no mercado internacional de petróleo.

Para Sílvio Torquato, secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, a redução nos repasses deve ser vista como parte de um ajuste natural no setor. “Essa pequena queda de 4% é uma questão de acomodação. Algumas grandes empresas resolveram leiloar campos que não estavam satisfatórios para elas, então isso fez parte do movimento. Mas os royalties são muito importantes para o Estado do Rio Grande do Norte”, afirma.

Mesmo com a redução registrada em 2024, o cenário para este ano se mostra promissor, especialmente diante do crescimento projetado para o setor de exploração e produção de petróleo e gás natural. O Estado deve manter os royalties como uma fonte de receita vital para o desenvolvimento regional em 2025. “Com certeza, vamos aumentar essa participação, porque novos empreendimentos estão chegando e novos grupos estão assumindo vários campos de petróleo”, diz Torquato.

A arrecadação de royalties variou entre os municípios potiguares em 2024. Enquanto algumas cidades registraram um aumento, outras sofreram quedas. Entre os municípios que mais cresceram na arrecadação estão Felipe Guerra, que recebeu R$ 30,1 milhões, um aumento de 57,8% em relação ao ano anterior; Grossos, com R$ 28,4 milhões, registrando um crescimento de 301%; e Serra do Mel, que alcançou R$ 27,6 milhões, com alta de 239%. Por outro lado, Mossoró teve uma redução de 22,8%, totalizando R$ 32,8 milhões, embora a cidade permaneça na liderança das cidades mais beneficiadas desde 2023.

Para Anteomar Pereira (Babá), presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), os royalties seguem sendo uma fonte essencial de recursos para os municípios. “A importância desses recursos é gigantesca para os municípios, pois impacta diretamente a prestação de serviços de saúde, educação e infraestrutura”, afirmou.

Diante dessas variações, a distribuição dos royalties deve ser tema de debate na regulamentação da reforma tributária. “E a Femurn vai debater isso através da CNM [Confederação Nacional dos Municípios], na regulamentação da reforma tributária que será agora até o meio do ano”, destaca.

Os royalties do petróleo são uma compensação financeira paga pelas empresas concessionárias que exploram petróleo e gás natural no Brasil. Esses recursos são destinados à União, aos estados e aos municípios, como forma de remunerar a sociedade pela exploração de bens não renováveis.

O cálculo dos royalties leva em consideração três fatores principais: a alíquota do campo produtor, que pode variar entre 5% e 15%; o volume mensal produzido; e o preço de referência no período analisado. Dessa forma, a arrecadação mensal resulta da multiplicação desses elementos, garantindo que os valores acompanhem as variações na produção e no mercado externo.

US$ 3,1 bi na Margem Equatorial

Apesar da redução na arrecadação em 2024, o setor de petróleo e gás segue sendo fundamental para a economia potiguar, representando 24,51% do PIB industrial e movimentando R$ 5,78 bilhões apenas na etapa de extração. Quando somados os setores de refino e derivados, o valor se aproxima de R$ 11,4 bilhões, de acordo com dados do Observatório Mais RN.

O Plano 2024-2028 da Petrobras prevê um investimento de US$ 3,1 bilhões na Margem Equatorial – região onde o RN está inserido – com a perfuração de 16 poços neste período. Os impactos esperados para a economia estadual são expressivos. “Projeções do Ministério de Minas e Energia indicam que o RN poderá receber até R$ 9 bilhões em investimentos no setor”, comenta Pedro Albuquerque, assessor técnico do Observatório Mais RN, da Fiern.

Além disso, segundo estimativas do Observatório Nacional da Indústria (CNI), a exploração na Margem Equatorial poderá gerar 326 mil empregos formais no Brasil, adicionar R$ 65 bilhões ao PIB nacional e arrecadar R$ 3,87 bilhões em impostos indiretos. “Os royalties permanecerão relevantes para economias locais e, com as perspectivas de exploração do Campo de Pitu, tais perspectivas apenas se intensificam”, acrescentou Albuquerque.

Repasse e aplicação

Os royalties são considerados fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico dos municípios potiguares. De acordo com Pedro Albuquerque, os valores cresceram substancialmente ao longo dos anos. “Entre 2010 e 2024 percebeu-se um aumento dos valores transferidos de royalties do petróleo, saltando de R$ 148 para R$ 318 milhões impactando municípios como Mossoró, Assú, Alto do Rodrigues, Felipe Guerra e outros onde as receitas provenientes desses repasses alcançam até 25% das receitas brutas realizadas pelo poder público local”, diz.

Apesar do volume, Pedro Albuquerque questiona a eficácia da aplicação dos royalties, especialmente na área educacional. Por lei, 75% dos valores devem ser destinados à educação e 25% à saúde. No entanto, segundo Albuquerque, os municípios que mais recebem royalties per capita apresentam desempenho abaixo da média estadual no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Quando olhamos, por exemplo, para evolução do Ideb municipal (ensino fundamental) do RN, atingimos uma média de 4,5 pontos, mas os municípios que mais recebem royalties per capita atingiram uma média de 4,2,”, afirma.

A Fiern avalia que, para que os royalties impulsionem de forma mais eficaz o desenvolvimento, é necessário direcionar os investimentos para projetos estruturantes. “Os royalties do petróleo, quando bem aplicados na educação, podem ser um fator estratégico para impulsionar a competitividade industrial local. Investimentos na qualificação de professores, ampliação do ensino técnico e tecnológico, além da modernização da infraestrutura escolar, garantem a formação de uma mão de obra mais capacitada”, argumenta.

“Existem casos de sucesso no Brasil e no mundo que podem ser adaptados e utilizados no RN. Por exemplo, o Espírito Santo criou o Fundo Soberano, destinando parte dos royalties para investimentos de longo prazo, visando diversificar a economia. A Noruega criou o Government Pension Fund Global”, pontua.

Produção de petróleo cresce em janeiro no RN

A produção de petróleo e gás natural no Rio Grande do Norte registrou crescimento em janeiro de 2025, impulsionada pelo avanço dos programas de perfuração e recuperação de campos maduros conduzidos pelas duas principais operadoras do Estado. PetroReconcavo e Brava (ex-3R Petroleum), responsáveis por 98,3% da produção onshore potiguar, ampliaram as atividades no primeiro mês do ano.

A PetroReconcavo registrou produção média de 26,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia), um crescimento de 3,1% em relação a dezembro de 2024. No Ativo Potiguar, a produção totalizou 13,3 mil boe/dia, com aumento de 1,8%. Somente a produção de petróleo atingiu 8,5 mil barris por dia (bbl/dia), um avanço de 1,3%, puxado pelos campos de Sabiá da Mata e Janduí, além dos projetos de workover executados no mês. A produção de gás natural chegou a 4,7 mil boe/dia, crescendo 2,8% na comparação com o mês anterior, resultado das intervenções realizadas nos poços.

A Brava (ex-3R Petroleum), que opera o Complexo Potiguar, registrou produção de 22,3 mil bbl/dia de petróleo e 1,95 mil boe/dia de gás natural em janeiro. A medição fiscal da produção foi parcialmente impactada por restrições de escoamento ao ATI e pela manutenção da Refinaria Clara Camarão, concluída no início de fevereiro. Parte da produção acumulada nos polos Potiguar e Macau será escoada ao longo deste mês, compensando a limitação temporária de entregas.

*Tribuna do Norte

14 fevereiro 2025

Transações do Comércio Exterior do RN chegam a US$ 131,2 milhões

O comércio exterior do Rio Grande do Norte apresentou resultados expressivos em janeiro de 2025 com um volume total de transações comerciais de US$ 131,2 milhões, conforme dados divulgados pelo Boletim da Balança Comercial de janeiro de 2025 pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico nessa quarta-feira (12).

As exportações do estado somaram US$ 84,5 milhões, enquanto as importações atingiram US$ 46,7 milhões, representando um saldo positivo no comércio exterior do estado de US$ 37,8 milhões.

Entre os principais produtos exportados, os óleos combustíveis lideraram com US$ 27,4 milhões, seguidos por melões frescos US$ 21,7 milhões e melancias frescas US$ 11,7 milhões, reafirmando a importância da fruticultura para a balança comercial potiguar.

No campo das importações, destacaram-se as compras de outras gasolinas (exceto para aviação), com um montante de US$ 6,6 milhões, seguidas pelo trigo e misturas de trigo com centeio US$ 6,3 milhões e óleo diesel US$ 6,1 milhões.

Além disso, a aquisição de células fotovoltaicas no valor de US$ 3,8 milhões, demonstra a crescente relevância da energia renovável na economia estadual. As caldeiras aquatubulares com produção de vapor também aparecem nas importações, somando US$ 2,4 milhões.

Os principais destinos das exportações potiguares foram o Panamá, os Países Baixos, Espanha, Estados Unidos e o Reino Unido. Juntos, esses mercados representaram 89% do valor total exportado pelo estado, evidenciando a forte presença potiguar em mercados internacionais estratégicos.

No que tange às importações, a Rússia liderou como principal fornecedora do Rio Grande do Norte, com um volume de US$ 12,8 milhões com outras gasolinas, seguida pela China e Argentina.

Os Estados Unidos e a Espanha também figuram entre os principais fornecedores, com valores de US$ 6,1 milhões e US$ 2,3 milhões, respectivamente. Juntos, esses mercados foram responsáveis por 85,6% do total importado pelo estado.

*Saulo Vale

23 janeiro 2025

Dólar cai para R$ 5,94 e fecha no menor nível desde fim de novembro

Beneficiado pela moderação nas tarifas comerciais prometidas pelo novo presidente norte-americano, Donald Trump, o mercado cambial teve um dia de alívio. O dólar caiu para abaixo de R$ 6 e atingiu o menor nível desde o fim de novembro. A bolsa de valores não teve o mesmo desempenho positivo e caiu pela primeira vez após três altas seguidas.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira 22 vendido a R$ 5,946, com recuo de R$ 0,085 (-1,4%). A cotação caiu durante toda a sessão e passou a operar abaixo de R$ 6 a partir das 10h50. Na mínima do dia, por volta das 14h, chegou a R$ 5,91.

A moeda norte-americana está na menor cotação desde 27 de novembro. Em 2025, a divisa tem queda de 3,79%.

O mercado de ações teve um dia mais volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 122.972 pontos, com queda de 0,3%. O indicador alternou altas e baixas durante toda a sessão, mas consolidou a tendência de baixa perto do fim da tarde, puxado por mineradoras.

Sem notícias relevantes na economia brasileira, o dólar foi influenciado pelo mercado internacional. A ausência de anúncios de elevação de tarifas comerciais para a América Latina pelo presidente Donald Trump beneficiou os países emergentes. O novo presidente norte-americano anunciou uma sobretaxa de 10% para os produtos da China e de 25% para os do México e do Canadá a partir de 1º de fevereiro.

Além da falta de menções à América Latina, os percentuais abaixo do esperado diminuíram as pressões sobre a inflação norte-americana. Isso diminui a necessidade de o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) congelar ou elevar os juros neste ano. Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu tarifas mais altas sobre os produtos chineses.

Taxas de juros menos altas em economias avançadas beneficiam países emergentes, como o Brasil. Isso porque os juros elevados da economia brasileira atraem capitais financeiros, reduzindo a pressão sobre o dólar e a bolsa.

*Agência Brasil

08 janeiro 2025

Exportações do RN crescem 42,6% e movimentação no comércio exterior bate recorde

As exportações do Rio Grande do Norte cresceram 42,6% em 2024 em relação ao ano anterior, chegando a US$ 1,1 bilhão. Com isso, ao longo de 2024, o comércio exterior do Estado alcançou um volume recorde de transações, atingindo US$ 1,7 bilhão — soma das exportações com as importações (US$ 595 milhões).

Esses números estão na mais recente edição do Boletim Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), com as informações da Balança Comercial do RN, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (07/01), por meio da plataforma “Comex Stat”.

Ao longo do ano, a pauta de exportação foi diversificada, com destaque para óleos combustíveis (US$ 558,7 milhões), melões frescos (US$ 120,1 milhões), óleo diesel (US$ 86,7 milhões) e melancias frescas (US$ 52,9 milhões).

Os principais produtos importados nos doze meses de 2024 foram células fotovoltaicas (US$ 129,1 milhões), “outras gasolinas” (US$ 92,2 milhões), grupos eletrogêneos de energia eólica (US$ 54,6 milhões), trigo e centeio (US$ 49,6 milhões) e óleo diesel (US$ 40,7 milhões).

Destinos

Os cinco principais destinos das exportações potiguares no período foram: Singapura (US$ 199,3 milhões), Países Baixos (US$ 189,2 milhões), Ilhas Virgens Americanas (US$ 187,8 milhões), Estados Unidos (US$ 66,1 milhões) e Reino Unido (US$ 52,2 milhões).

Nas importações, os principais parceiros foram: China (US$ 260,4 milhões), Estados Unidos (US$ 76,2 milhões), Suíça (US$ 44,1 milhões), Argentina (US$ 34,3 milhões) e Países Baixos (US$ 32,7 milhões).

*Saulo Vale

06 janeiro 2025

Indústria salineira do RN é incluída, por meio de Decreto, no PROEDI

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte incluiu, através do Decreto nº 34.264/2024, a indústria salineira no Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI), atendendo a uma reivindicação histórica do setor.

“Com a inclusão da indústria salineira no PROEDI, atendemos a um pleito histórico, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e vice-presidente da Federação das Indústrias do RN (FIERN), Sílvio Torquato, destacou que a decisão atende um pleito justo para a inclusão das salineiras no programa que tem dado resultados expressivos no RN.

“Terá um desdobramento positivo em um segmento que é fundamental para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte, uma vez que as empresas que atuam no Estado nessa atividade continuam com a liderança absoluta da produção de sal marinho no país e, até pela relevância histórica na economia do Estado, merecem esse estímulo”, afirmou Torquato, que acrescentou ainda que a inclusão do segmento no programa se trata de um benefício com desdobramento para toda uma cadeia produtiva.

O decreto, assinado pela governadora e pelo secretário Carlos Eduardo Xavier, da Secretaria da Fazenda, foi publicado no Diário Oficial com data de 27 de dezembro de 2024 e define as condições para as empresas do setor terem acesso ao benefício do PROEDI.

Administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o PROEDI desempenha um papel central no fortalecimento da indústria potiguar. Atualmente, o programa beneficia 300 indústrias que juntas geram mais de 56 mil empregos no estado.

*Tribuna do Norte

26 dezembro 2024

Lula publica decreto nos próximos dias para corrigir salário mínimo; valor deve subir para R$1.518

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publica um decreto presidencial nos próximos dias para corrigir o valor do salário mínimo que, segundo interlocutores do governo, deve subir para R$ 1.518 em 2025. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.412. Se confirmado o valor, o aumento será de R$ 106, o equivalente a um aumento de 7,5%. A correção valerá a partir de janeiro, com pagamento em fevereiro do ano que vem. O valor oficial do salário mínimo em 2025 só será confirmado com a publicação do decreto presidencial, prevista para ocorrer até o fim do ano. O aumento do salário mínimo em 2025 já considera a nova fórmula do salário mínimo, que foi limitado no fim do ano passado por conta do pacote de cortes de gastos proposto pela equipe econômica.

Pela nova fórmula de cálculo do salário mínimo, a correção se dá pela inflação (INPC) calculada em doze meses até novembro (4,84%), mais o crescimento do PIB de dois anos atrás, nesse caso 2023, mas limitado a 2,5%. No ano retrasado, o PIB avançou 3,2%. Entretanto, como há a limitação, será utilizado o teto de 2,5%. Por essa nova fórmula, já aprovada pelo Legislativo, o salário mínimo, arredondado, seria de R$ 1.517. Mas a informação de fontes do governo é de que o arredondamento será feito para cima, fixando o valor em R$ 1.518 para o ano de 2025. Pelo formato anterior de reajuste do salário mínimo, o valor deveria subir de acordo com a inflação de doze meses até novembro, ou seja, 4,84%, mais a variação do PIB de dois anos antes, ano de 2023, ou seja, 3,2%. Não havia, no formato anterior, a limitação de 2,5%. Com isso, o salário mínimo subiria para R$ 1.528.

Considerando a diferença entre a fórmula anterior de aumento do salário mínimo (R$ 1.528), já abandonada por conta do pacote de cortes de gastos aprovado pelo Congresso na semana passada, e o valor que deverá ser apresentado pelo presidente Lula em decreto (R$ 1.518), a perda será de R$ 10 mensalmente para os trabalhadores, aposentados e pensionistas em 2025. Com a nova proposta para o salário mínimo, o governo deixará de pagar em aposentadorias e benefícios sociais cerca de cerca R$ 4 bilhões em 2025. Isso porque, de acordo com cálculos do governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo se cria uma despesa de aproximadamente R$ 392 milhões. Pelos cálculos do governo, a nova regra vai implicar em um crescimento menor do salário mínimo nos próximos anos.

*Fonte: G1

10 dezembro 2024

RN movimenta R$ 1,5 bilhão no comércio exterior

O Rio Grande do Norte teve uma movimentação de R$ 1,5 bilhão nas transações de comércio exterior entre janeiro e novembro deste ano. Essa é a soma das exportações e importações potiguares no período.
O número está no Boletim Econômico nº 12, divulgado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC) nesta sexta-feira (06), com informações da balança comercial do RN.
Apenas no mês de novembro, as exportações atingiram US$ 102,9 milhões, enquanto as importações somaram US$ 55,1 milhões. Com isso, o saldo em novembro ficou em US$ 47,8 milhões.
“Esse desempenho positivo no campo exportador está intrinsecamente relacionado à comercialização de produtos como óleos combustíveis e frutas tropicais, que seguem como pilares da pauta exportadora potiguar”, aponta a análise feita pela equipe técnica.
As exportações de óleo combustível, no mês de novembro, ficaram em US$ 52,3 milhões. Em sequência, os melões frescos contribuíram com US$ 20,7 milhões, seguidos pelas melancias frescas, com US$ 9,0 milhões.
Os principais destinos das exportações foram as Ilhas Virgens (Americanas), com um volume de US$ 55,3 milhões; os Países Baixos, com US$ 12,5 milhões; a Espanha, com US$ 9,3 milhões; os Estados Unidos, com US$ 7,0 milhões; e o Reino Unido, com US$ 6,9 milhões. Esses cinco mercados juntos responderam por 88,7% do total exportado pelo estado em novembro.
Nas importações, a China permanece como o principal fornecedor de produtos ao Rio Grande do Norte, com US$ 23,7 milhões em novembro, com destaque para células fotovoltaicas (US$ 14,1 milhões), conversores elétricos (US$ 2,6 milhões) e quadros e painéis (US$ 821,2 mil).

*Saulo Vale

04 dezembro 2024

Brasil atinge menor nível de pobreza e extrema pobreza da série histórica do IBGE

Em 2023, o Brasil alcançou os menores níveis de pobreza e extrema pobreza da série histórica iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados constam na pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2024, que traz análises sobre as condições de vida da população brasileira.

O parâmetro internacional para medir a pobreza, definido pelo Banco Mundial, é de uma renda de até US$ 6,85 por pessoa por dia. Assim, pessoas com renda abaixo disso, que equivale a cerca de R$ 665 por mês, são consideradas em situação de pobreza.

Já o parâmetro global para a extrema pobreza é de uma renda de até US$ 2,15 por dia, cerca de R$ 209 mês.
Veja a variação:Pobreza: Entre 2022 e 2023, 8,7 milhões de pessoas saíram da pobreza no país. O número total desse público recuou de 67,7 milhões para 59 milhões — menor contingente desde 2012. Em proporção, passou de 31,6% para 27,4% da população.
Extrema pobreza: No mesmo período, 3,1 milhões de pessoas saíram dessa situação. O público total recuou de 12,6 milhões para 9,5 milhões, chegando ao menor patamar desde 2012. Em termos percentuais, a queda foi de 5,9% para 4,4% da população.

“A queda na pobreza em 2023 é resultado, principalmente, do dinamismo no mercado de trabalho e do aumento na cobertura de benefícios sociais”, diz Leonardo Athias, gerente de Indicadores Sociais do IBGE.

Conforme a pesquisa, as crianças e adolescentes de zero a 14 anos são a população mais atingida pela pobreza: 7,3% são extremamente pobres e 44,8%, pobres.

Entre os grupos por idade, os idosos têm os menores índices: 2% estão em situação de extrema pobreza, enquanto 11,3% estão em condição de pobreza.
Diferenças regionais, de gênero e cor:

Conforme a pesquisa, as regiões Norte e Nordeste têm as maiores proporções de pessoas pobres e extremamente pobres. Quando observados gênero e cor, mulheres e pessoas pretas e pardas são as mais atingidas.

Mulheres e homensA pobreza atinge 28,4% das mulheres, enquanto a proporção entre os homens é de 26,3%.
Já a extrema pobreza afeta 4,5% das mulheres e 4,3% dos homens.

Pessoas brancas, pretas e pardasA pobreza atinge 35,5% das pessoas pardas e 30,8% das pessoas pretas. Enquanto isso, a proporção entre as pessoas brancas é de 17,7%.
Já a extrema pobreza afeta 6% das pessoas pardas, 4,7% das pessoas pretas e 2,6% das pessoas brancas.

Regiões do paísA pobreza atinge 47,2% da população do Nordeste e 38,5% do Norte. Nas outras regiões, as proporções são: Sudeste (18,4%), Centro-Oeste (17,8%) e Sul (14,8%).
Já a extrema pobreza afeta 9,1% da população do Nordeste e 6% do Norte. Completam os dados: Sudeste (2,5%), Centro-Oeste (1,8%) e Sul (1,7%).