Pesquisar este blog

03 janeiro 2026

Líderes da América Latina se dividem após ofensiva dos EUA e captura de Maduro; confira

Foto: reprodução TV
Líderes da América Latina se dividiram entre apoio explícito, cautela diplomática e críticas à ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela, realizada na madrugada deste sábado 3. A ação resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, conforme anunciou o presidente americano Donald Trump.

Após a operação, governos latino-americanos adotaram posicionamentos distintos. Parte deles repudiou a intervenção americana e defendeu a soberania da Venezuela, enquanto outros responsabilizaram o chavismo pela crise econômica, social e migratória do país. Houve ainda governos que combinaram os dois argumentos para sustentar uma postura intermediária.

Países que apoiaram a ação ou comemoraram a captura

Argentina
O presidente da Argentina, Javier Milei, aliado de Donald Trump, publicou mensagens e vídeos nas redes sociais elogiando a operação e voltou a classificar o regime venezuelano como uma ditadura.
Em comunicado oficial, o governo argentino celebrou a captura de Nicolás Maduro, descrito como “o maior inimigo da liberdade no continente”, e declarou apoio para que Edmundo González Urrutia e María Corina Machado liderem a restauração da democracia na Venezuela após “anos de opressão socialista”.

Equador
O presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que “todos os narcochavistas criminosos terão sua hora” e declarou apoio à oposição venezuelana. Segundo ele, o povo da Venezuela “tem um aliado no Equador” para recuperar a democracia.

Paraguai
Em comunicado oficial, o governo do Paraguai classificou Nicolás Maduro como líder de uma organização criminosa declarada terrorista pelas autoridades paraguaias.
O texto afirma que a permanência de Maduro no poder representava uma ameaça à estabilidade regional e que sua saída abriria caminho para a restauração do Estado de Direito e para uma transição democrática baseada na vontade popular expressa nas urnas.

Panamá
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou em publicação nas redes sociais que seu governo defende a democracia e o respeito aos “legítimos desejos do povo venezuelano”, expressos, segundo ele, nas urnas que elegeram Edmundo González.
Mulino declarou ainda que o Panamá apoiará a paz e um processo de transição “ordenado e legítimo”.

Chile (presidente eleito)
O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, comemorou a prisão de Maduro e afirmou que a captura é uma boa notícia para a América Latina. Segundo ele, os governos da região devem atuar para desmontar o aparato do regime venezuelano e responsabilizar seus integrantes. Kast toma posse em 11 de março.

Países que adotaram cautela diplomática

Peru
O governo do Peru reafirmou o compromisso com o Direito Internacional e com a solução pacífica de controvérsias, mas acusou o governo de Nicolás Maduro de violações sistemáticas de direitos humanos, detenções arbitrárias e destruição do Estado de Direito.
Lima também alertou para o avanço do crime organizado transnacional a partir da Venezuela e informou que monitora a situação da comunidade peruana no país.

Chile (presidente em fim de mandato)
O presidente chileno em fim de mandato, Gabriel Boric, condenou o ataque, mas afirmou que a saída para a crise venezuelana deve ser democrática e institucional. Não houve menção a sanções ou represálias.

Países que condenaram os ataques dos EUA

Colômbia
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que a ação representa uma agressão à Venezuela e à América Latina. Ele solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, do qual o país é membro, e alertou para riscos de escalada militar e impactos na estabilidade regional.

Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, em nota, que os bombardeios em território venezuelano e a captura do chefe de Estado “ultrapassam um limite inaceitável” e ferem princípios da Carta das Nações Unidas.
Segundo Lula, a ação militar representa violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de “violência, caos e instabilidade”.

Uruguai
O governo do Uruguai informou acompanhar os acontecimentos com “atenção e séria preocupação” e rejeitou qualquer forma de intervenção militar entre Estados.
O país condenou ataques aéreos contra instalações militares e infraestrutura civil venezuelana, reafirmou compromisso com o Direito Internacional e ressaltou a posição histórica da América Latina e do Caribe como zona de paz. Montevidéu informou manter contato permanente com o consulado em Caracas.

Cuba
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou a ofensiva dos Estados Unidos como um “ataque criminoso” e acusou Washington de praticar “terrorismo de Estado” contra o povo venezuelano e a América Latina. Ele pediu reação da comunidade internacional e afirmou que uma região definida como zona de paz está sendo “brutalmente atacada”.

*Com informações do G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário