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01 abril 2026

MOSSORÓ/RN: 34º HOMICÍDIO EM 2026 - PEDINTE É ASSASSINADO A TIROS NA PRAÇA DO LIVRO NO BAIRRO SANTO ANTÔNIO

A cidade de Mossoró registrou o 34º homicídio do ano de 2026. O crime ocorreu por volta das 04h20min da madrugada desta quarta-feira, 1º de abril, na Praça do Livro, localizada na Rua Tavares de Lira, no Bairro Santo Antônio.

A vítima, um homem ainda sem identificação, foi morta com cerca de seis disparos de arma de fogo, possivelmente de revólver. Segundo informações preliminares, moradores da região relataram ter ouvido os tiros durante a madrugada, mas não há detalhes sobre a dinâmica da execução.

No local onde ocorreu o crime, funciona uma lanchonete e no momento do fato havia pessoas em mesas lanchando, o provocou corre-corre. Equipes da Polícia Militar foram acionadas e isolaram a área até a chegada da perícia técnica, que deverá apontar mais detalhes sobre o crime.

O corpo foi recolhido após os procedimentos no local. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios de Mossoró, que buscará identificar a vítima, bem como esclarecer a motivação e autoria do crime. Até o momento, ninguém foi preso.

*Fonte: Fim da Linha 

CONVITE DE CANTORIA NO SÍTIO GARRAFA, SERÁ NO DIA12 DE ABRIL

Obras do Polo Gás Sal se aproximam de 80% de conclusão

As obras do Polo Gás Sal seguem em ritmo acelerado e já se aproximam de 80% de execução. Ao todo, mais de 43 quilômetros de gasodutos já foram lançados ao longo da BR-110, no trecho entre Mossoró e Areia Branca.

O primeiro trecho do gasoduto já está concluído e em operação, enquanto o segundo passa por fase de testes. As frentes de obra avançam agora em direção ao perímetro urbano de Areia Branca.Principal projeto de interiorização do gás natural no Rio Grande do Norte, o Polo Gás Sal conta com investimento de R$ 34,5 milhões da Companhia Potiguar de Gás (Potigás) e prevê a implantação de 53 quilômetros de rede.

A iniciativa vai levar o energético a uma das regiões mais estratégicas da economia potiguar, fortalecendo a indústria salineira e criando condições para atração de novos empreendimentos.

Com as obras dentro do cronograma, a previsão é de conclusão ainda no primeiro semestre deste ano, ampliando o acesso ao gás natural e consolidando a infraestrutura energética como vetor de desenvolvimento regional.

*Saulo Vale 

MOSSORÓ/RN: PREFEITO FAZ PRIMEIRA MUDANÇA NO SECRETARIADO

Antes de completar uma semana à frente da Prefeitura de Mossoró, Marcos Medeiros (Republicanos) já fez sua primeira mudança no secretariado.

Ele nomeou o ex-vereador Francisco Carlos para assumir a Secretaria municipal de Assistência Social, Cidadania e Juventude. Ele era o adjunto da pasta. A publicação está no Diário Oficial de Mossoró da terça-feira (31)

Ex-parlamentar por três mandatos, ele vai assumir a vaga que era ocupada por Shirley Targino. Ela deixa a secretaria para atuar na campanha de reeleição do seu marido, o deputado federal João Maia (PP).

‘O que nós fizemos foi dar oportunidade’, diz Lula em celebração dos 21 anos do Prouni e avanços da política de cotas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira, 31 de março, em São Paulo (SP), de evento do Governo do Brasil que celebrou marcos históricos das políticas de democratização do acesso à educação superior e de promoção da equidade racial no país.

A cerimônia, realizada no Sambódromo do Anhembi, reuniu cerca de 15 mil pessoas, entre estudantes, beneficiários de políticas afirmativas, jovens de cursinhos populares e representantes de movimentos sociais.

O encontro marcou os 21 anos do Programa Universidade para Todos (Prouni), os 14 anos da política de cotas nas universidades federais (Lei nº 12.711/2012) e os 10 anos da formatura da primeira turma de estudantes cotistas. A iniciativa também dialoga com o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março.

Não há muro, não há cerca quando a gente tem um governo que abre as portas e abre o espaço para que vocês coloquem pra fora aquilo que vocês querem ser. O que nós fizemos foi apenas dar oportunidade. O que vocês fizeram foi provar que dando e tendo oportunidade, qualquer um desse país pode chegar aonde quiser”, destacou Lula.

Durante o evento, Lula apresentou jovens que tiveram suas vidas transformadas pelo Prouni e pela política de cotas. Entre eles, estão a médica quilombola Marina da Silva Barbosa e o diplomata Douglas Rocha Almeida. “Para toda a meninada que me assiste, eu diria que perseverança não tem classe social. Todos nós podemos perseverar. Hoje, eu sou diplomata brasileiro, minha mãe recebeu Bolsa Família, eu fui oriundo do Prouni e, por conta dele, o meu pai, pedreiro, minha mãe, diarista, hoje têm um filho diplomata”, declarou o servidor público.

“Graças à oportunidade que o governo me deu, hoje eu posso dizer: eu sou doutora, formada na faculdade de medicina da Universidade Federal da Bahia. Se eu consegui, vocês também conseguem. Vamos honrar as cotas, porque a cara das universidades mudou”, afirmou a médica.

Para Lula, histórias como a desses jovens demonstram os impactos positivos alcançados com a priorização dos investimentos em educação. “A Marina, o Douglas, a Jaira e a Diana mostraram que valeu a pena a gente acreditar na educação. Isso tudo é resultado de uma decisão política. Toda e qualquer criança, homem e mulher, de qualquer cor, de qualquer religião, tem o direito de fazer universidade e ser doutor nesse país. Hoje é um dia em que nós estamos agradecendo a vocês por vocês existirem e por fazerem a gente ter certeza que a gente está certo quando a gente acredita”, disse o presidente.

AVANÇOS — O ministro Camilo Santana (Educação) apresentou dados sobre o Prouni e os avanços da política de cotas nas universidades públicas, além de ter anunciado novas ações voltadas ao acesso e à permanência de estudantes na educação superior. Entre os anúncios estão a ampliação do edital da Rede de Cursinhos Populares (CPOP) e a instituição da Escola Nacional de Hip-Hop (H2E).

“Em 2026, presidente, o senhor realizou o maior Sisu da história desse país. Em 2026, nós fizemos o maior Prouni da história: 594 mil bolsas. É a principal porta de acesso dos jovens à universidade. O senhor criou nesse seu terceiro governo o Fies Social. Implementou as cotas no Fies e garantiu que mais jovens pudessem ter oportunidade. Nós mudamos a Lei de Cotas para incluir os alunos quilombolas na nova lei”, ressaltou Camilo Santana.

CRIAÇÃO — O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lembrou como foi o processo de criação do Prouni. “A minha esposa Ana Estela recebeu uma carta de uma mãe que estava pagando o Fies de um filho que já tinha falecido, que tinha morrido. E ela, que era pobre, precisando honrar o nome do filho, trabalhava para pagar o financiamento de um curso que não podia ser mais concluído, porque o filho dela tinha partido. E foi a partir dessa carta que eu e a Ana Estela começamos a trabalhar naquilo que viria a ser o Prouni, que tem uma fórmula de distribuição de vagas entre negros e brancos, que deu a inspiração para fazer o Sisu e o projeto de cotas”, relatou.

ORGULHO — Na cerimônia, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, apontou a importância das cotas na sua trajetória. “Tenho a honra de dizer que entrei na universidade pública por cotas, sim. Tenho a honra de dizer que entrei no mestrado e no doutorado por cotas, filha de uma diarista, uma mulher nordestina da favela da Maré. Se não fossem as cotas raciais na minha vida, eu não seria o que sou”, frisou.

CPOP — Com a ampliação do edital de 2026 da Rede de Cursinhos Populares, a previsão é apoiar mais de 800 cursinhos em todo o país, com investimento total de R$ 290 milhões. Inicialmente, a previsão era apoiar 514 cursinhos, com investimento de R$ 108 milhões.

A CPOP visa apoiar cursinhos populares no Brasil, de modo a garantir suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes socialmente desfavorecidos que buscam ingressar na educação superior, por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prioritariamente, alunos oriundos da rede pública, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e com renda familiar por pessoa de até um salário mínimo. Os cursinhos populares desempenham papel estratégico na ampliação do acesso à universidade, especialmente para estudantes de escolas públicas e para a população negra.

HIP-HOP — Com a assinatura, durante o evento, da portaria que institui a Escola Nacional de Hip Hop H2E, programa educacional voltado para as redes públicas de ensino, o MEC busca promover inovação pedagógica por meio da integração entre saberes acadêmicos e saberes populares expressos pela cultura hip-hop. O programa prevê ações voltadas para os currículos escolares, bem como a formação de professores, estudantes e gestores. Ao todo, o MEC investirá R$ 50 milhões em 2026 e 2027 em ações do programa.

A proposta também contribui para fortalecer a implementação da Lei nº 10.639/2003, que estabelece o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas, além de promover maior representatividade e valorização da cultura negra nos ambientes educacionais. Na educação básica, o programa buscará contribuir para melhoria do desenvolvimento de habilidades em leitura, ciências e matemática, além de apoiar ações substitutivas ao uso de celulares nos intervalos das aulas.

Articulada em quatro grandes eixos (coordenação federativa; materiais de apoio; formação; e difusão, reconhecimento e valorização de saberes), a iniciativa trará inovações como a elaboração e publicação de roteiros pedagógicos e referenciais de implementação da pedagogia do hip-hop; um encontro nacional de slam escolar; editais de apoio a atividades de promoção ao hip-hop e à educação antirracista, entre outros.

EDUCAÇÃO SUPERIOR — Nas últimas décadas, iniciativas como o Prouni, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), aliados à política de cotas, contribuíram para transformar o perfil da educação superior brasileira ao ampliar o acesso de estudantes historicamente excluídos desse espaço, especialmente a população negra e estudantes oriundos da escola pública. Ao garantir maior diversidade social e racial nas universidades, essas políticas também fortaleceram a democracia brasileira e contribuíram para uma produção de conhecimento e ciência mais diversificada dentro das instituições de ensino.

PROUNI — Criado em 2005, o Prouni se consolidou como uma das principais políticas públicas de acesso à educação superior no Brasil. Em 21 anos, o programa registrou mais de 27,1 milhões de estudantes inscritos em seus processos seletivos. Nesse período, foram ofertadas mais de 7,7 milhões de bolsas de estudo, das quais 3,6 milhões foram efetivamente ocupadas, até 2025, quando se contabilizava entre os diplomados mais de 1,5 milhão de prounistas.

Entre 2023 e 2026, o programa ofertou mais de 2,3 milhões de bolsas, culminando no recorde de 594.519 bolsas na primeira edição de 2026, a maior oferta desde a criação do programa. A maior parte do público da política é de mulheres e negros.

SISU — O Sisu, por sua vez, tem sido um dos principais instrumentos de implementação da política de cotas nas universidades públicas. Desde a primeira edição do sistema com aplicação da Lei de Cotas, em 2013, 790.177 estudantes cotistas ingressaram em universidades públicas por meio do processo seletivo.

Nos últimos anos, esse número de ingressantes aumentou significativamente. Somente na atual gestão, de 2023 a 2026, 307.545 estudantes cotistas ingressaram nas instituições públicas por meio do Sisu, representando mais de um terço (39%) de todos os ingressantes cotistas desde o início da vigência da Lei de Cotas. O sistema também passou por modernizações que ampliaram a transparência e corrigiram inconsistências históricas nos processos seletivos.

A nova Lei de Cotas (Lei nº 14.723/2023), em vigor desde o Sisu 2024, aprimorou a reserva de 50% das vagas em universidades federais para alunos de escolas públicas. As principais mudanças envolvem a inclusão de estudantes quilombolas, a redução da renda familiar per capita para até 1 salário mínimo e a participação de cotistas na ampla concorrência, tornando mais justa a política de reserva de vagas.

FIES — Além disso, o Fundo de Financiamento Estudantil foi fortalecido como instrumento de inclusão educacional. Com a criação do Fies Social, em 2024, até 50% das vagas do programa passaram a ser reservadas para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com renda familiar per capita de até meio salário mínimo por mês, garantindo financiamento de 100% do curso.

O programa também passou a adotar política de cotas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, levando em consideração a proporção desses grupos em cada estado. Entre 2023 e 2026, o Fies ofertou mais de 330 mil vagas, reforçando seu papel como instrumento estratégico de inclusão educacional.