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02 abril 2026

CONVITE DE CANTORIA NO SÍTIO GARRAFA, SERÁ NO DIA12 DE ABRIL


Azul retomará voos em Mossoró a partir de setembro

O Governo do Rio Grande do Norte confirmou a retomada dos voos comerciais entre Mossoró e Recife (PE) a partir de setembro deste ano, resultado de um processo de diálogo e articulação institucional conduzido pela governadora Fátima Bezerra e pelo secretário de Estado da Fazenda, Cadu Xavier, junto à Azul Linhas Aéreas. O anúncio aconteceu na manhã desta quinta-feira (02) e contou com a presença do secretário da Fazenda Cadu Xavier, da gerente de relações da Azul Companhias Aéreas Isabella Bettini, da secretária de Turismo Marina Marinho e do presidente da Emprotur Raoni Fernandes.

A nova operação representa um importante avanço para a conectividade aérea do interior do estado, fortalecendo a economia regional, ampliando as oportunidades de negócios e impulsionando a regionalização do turismo potiguar.

A rota contará com dois voos semanais entre Mossoró e Recife, principal hub da companhia no Nordeste, permitindo a conexão com cerca de 70 destinos nacionais e internacionais e os bilhetes começarão a ser vendidos em abril.

A retomada do voo potencializa o trabalho de interiorização e regionalização do turismo principalmente porque dá visibilidade para a rota das cavernas, que tem trazido turistas internacionais para o RN, como vários guias relatam, o fortalecimento do turismo de Base comunitária, tendo em vista essa modalidade em Mossoró, Baraúna e toda a região, além de fortalecer a articulação de diversas áreas de proteção que têm atrativos turísticos e estão localizadas ali, potencializando o turismo ecológico no Rio Grande do Norte.

A governadora Fátima Bezerra destacou o papel do diálogo institucional e do planejamento estratégico para a retomada da operação.

“A retomada desse voo é resultado de um diálogo persistente e responsável que o Governo do Estado manteve com a Azul, sempre com o objetivo de fortalecer a aviação regional como instrumento de desenvolvimento econômico e social. Mossoró é uma cidade estratégica para o Rio Grande do Norte e essa conexão amplia oportunidades, fortalece o turismo, gera emprego e movimenta a economia do interior do nosso estado”, afirmou a governadora.

O secretário da Fazenda, Cadu Xavier, ressaltou a importância da política de incentivos fiscais que concede redução do ICMS do querosene de aviação e o investimento da EMPROTUR em promoção para o entendimento com a companhia aérea.

“Esse é um resultado direto de uma visão desenvolvimentista do governo combinada com diálogo institucional qualificado. Mossoró é a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte e um dos principais polos econômicos do estado, com forte presença da indústria do sal, da fruticultura, do petróleo e de um setor de comércio e serviços muito dinâmico. Essa nova ligação aérea fortalece o ambiente de negócios e contribui para o desenvolvimento econômico regional”, destacou o secretário.

Mossoró: polo econômico estratégico do RN

Segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, com mais de 300 mil habitantes, Mossoró possui papel fundamental na economia potiguar. O município é referência nacional na produção de sal marinho, na fruticultura irrigada voltada à exportação e na produção de petróleo em terra, além de possuir um comércio forte e um importante polo educacional universitário.

A cidade também possui grande relevância para o turismo de eventos e cultural, com destaque para o Mossoró Cidade Junina, um dos maiores festejos juninos do Brasil.

Com a retomada dos voos, o Governo do Estado fortalece a estratégia de interiorização e regionalização do turismo, permitindo que visitantes tenham acesso mais fácil ao interior potiguar, diversificando os destinos turísticos e ampliando o impacto econômico da atividade.

Conectividade e desenvolvimento

A operação será realizada com aeronaves ATR, com capacidade para até 70 passageiros, oferecendo uma alternativa eficiente de deslocamento e contribuindo para a integração logística do estado.

A iniciativa faz parte da política do Governo do Estado de fortalecimento da infraestrutura econômica e de melhoria do ambiente de negócios, consolidando o Rio Grande do Norte como destino competitivo para investimentos e turismo.

*Saulo Vale 

Semana Santa e Páscoa devem ser de chuva no Rio Grande do Norte

As chuvas registradas nas últimas horas em diversas regiões do Rio Grande do Norte são resultado direto da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), fenômeno climático típico desta época do ano e responsável por concentrar áreas de instabilidade sobre o Nordeste brasileiro.

De acordo com a análise da Unidade Instrumental de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), as condições atmosféricas seguem favoráveis à formação de precipitações, impulsionadas também pelo aquecimento das águas do Oceano Atlântico Sul. Esse cenário tem favorecido a ocorrência de chuvas fortes e bem distribuídas, atingindo praticamente todas as regiões do estado, incluindo as regiões Oeste, Seridó e Agreste.

Em Natal, o volume acumulado nas últimas 24 horas ficou entre 50 e 60 milímetros, índice considerado significativo para o período, segundo o meteorologista da EMPARN, Gilmar Bristot. A tendência, ele enfatiza, é de continuidade das chuvas nos próximos dias, com possibilidade de precipitações durante todo o período da Semana Santa e da Páscoa em todas as regiões do RN.

“Lembrando que no litoral as chuvas deverão acontecer mais durante o período noturno, início da madrugada e pela manhã. E no interior do Estado, devido à formação de nuvens tipos convectivas, nós teremos chuvas mais durante o período da tarde e início da noite”, informa Gilmar.

*Gláucia Lima 

Eleições 2026: prazo para candidatos trocarem de partido acaba nesta sexta

Os deputados federais, estaduais e distritais que pretendem trocar de partido para disputar as eleições de outubro sem correr o risco de perder seus mandatos têm até esta sexta-feira (3) para formalizar a mudança.

A chamada janela partidária, regulamentada em lei há mais de dez anos, prevê um período de 30 dias para a migração de parlamentares eleitos pelo sistema proporcional e que estejam no último ano de mandato.

O presidente da Comissão de Direito Eleitoral da secional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Ricardo Vita Porto, comparou o período ao mercado de transferências do futebol.

Nas eleições para a Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas votamos em chapas, não em candidatos. Os primeiros dígitos é o do partido, então o voto que é dado para um candidato beneficia toda a legenda. A janela partidária é o momento dos times contratarem quem vai jogar.

Segundo Vita Porto, diferentemente do futebol, em que a transferência depende de negociação entre clubes, na política a decisão de mudar de legenda cabe ao próprio parlamentar.

A troca é permitida apenas no ano eleitoral, seis meses antes do pleito – neste ano, marcado para 4 de outubro. Vereadores não podem utilizar a janela partidária de 2026 para mudar de partido sem risco jurídico.

“O vereador que trocar de partido corre o risco de responder na Justiça Eleitoral se o partido no qual ele abandonou, seu suplente ou o Ministério Público Eleitoral reivindicarem a cadeira por infidelidade partidária”, explica o especialista.

A regra da janela partidária não se aplica aos senadores. Segundo Vita Porto, eles podem mudar de partido a qualquer momento porque a eleição para o Senado é majoritária, e não proporcional – ou seja, não depende do quociente eleitoral.

Além da janela partidária, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconhece outras três hipóteses da chamada justa causa para desfiliação sem perda de mandato: mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário, grave discriminação política pessoal e anuência do partido.

A medida se consolidou como uma saída para a troca de legenda após decisão do TSE, posteriormente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu a fidelidade partidária para os cargos obtidos em eleições proporcionais. A regra estabelece que, nesses pleitos, o mandato pertence ao partido, e não à candidatura eleita.

O “mercado de transferências da política” foi agitado em 2026. Simone Tebet e Rodrigo Pacheco, por exemplo, deixaram, respectivamente, MDB e PSD para se juntarem ao PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin.

A ex-ministra do Planejamento concorrerá ao Senado por São Paulo, enquanto o ex-presidente do Senado projetado como o nome de consenso para a disputa do governo de Minas Gerais sob a tutela do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Outra mudança que gerou forte repercussão foi a do senador Sergio Moro (PR), que trocou o União Brasil pelo PL – em um movimento que tirou o governador paranaense Ratinho Jr. da disputa pela vaga de presidenciável pelo PSD.