O Governo do Brasil acolheu, nessa quarta-feira (8/4), 56 brasileiros repatriados dos Estados Unidos, em mais uma operação do programa Aqui é Brasil. O voo pousou às 20h35 no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG).
Do total de repatriados, 49 são homens e 7 são mulheres, incluindo uma família composta por uma mãe e três crianças. Oito pessoas seguiram viagem por conta própria após o desembarque.
A ação de deportação é conduzida pelo governo norte-americano. No Brasil, o acolhimento é coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em parceria com órgãos federais, com foco na garantia de direitos e na oferta de atendimento digno e humanizado.
Após os procedimentos iniciais no aeroporto, parte do grupo foi encaminhada à estrutura de acolhimento em hotel parceiro, onde recebeu alimentação, kits de higiene e atendimento especializado. As equipes também realizaram acompanhamento de saúde, apoio psicossocial e organizaram o retorno assistido às cidades de origem.
Segundo a coordenadora da Organização Internacional para as Migrações (OIM) na operação Aqui é Brasil e porta-voz da ação, Mariana Medeiros, toda a operação foi estruturada para garantir atendimento integral desde a chegada. “Recebemos também uma família, composta por uma mãe e três crianças, além das oito pessoas que seguiram diretamente do aeroporto por conta própria. Ainda assim, todas foram atendidas pela nossa equipe interdisciplinar, que reúne profissionais das áreas de saúde, proteção e operações”, afirmou.
A coordenadora também destacou especificidades do grupo. “Entre os atendidos, houve um cidadão afegão que chegou com a documentação regularizada, incluindo o Registro Nacional Migratório, e pôde ingressar no Brasil. Neste voo, não houve pessoas idosas nem registros de indivíduos com pendências junto à Justiça”, completou.
Aqui é Brasil
Coordenado pelo MDHC, o programa Aqui é Brasil articula uma rede interinstitucional que envolve os ministérios das Relações Exteriores (MRE), do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Saúde (MS) e da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além de parceiros como governos estaduais, Polícia Federal (PF), Defensoria Pública da União (DPU), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
A iniciativa tem como foco garantir acolhimento emergencial e acompanhamento continuado, assegurando acesso a serviços essenciais e a proteção da dignidade e dos direitos humanos dos brasileiros em processo de retorno ao país.
Como parte das ações de transparência, o MDHC e a OIM disponibilizam um painel público de indicadores com dados demográficos das pessoas atendidas, preservando suas identidades. A ferramenta amplia o acesso a informações atualizadas sobre as operações e contribui para o fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências.
Também está em funcionamento o Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM), localizado no 1º piso do Terminal de Passageiros 1 (nível superior ao Check-in 1) do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG). O espaço oferece atendimento interdisciplinar especializado, com foco na escuta qualificada, na orientação sobre documentação e no encaminhamento para políticas públicas nas áreas de assistência social, saúde, educação, trabalho e renda.
Operações anteriores
Desde sua criação, no ano passado, o programa Aqui é Brasil já contabiliza 48 operações realizadas, possibilitando o retorno de mais de 3,9 mil brasileiros em situação de vulnerabilidade, majoritariamente oriundos dos Estados Unidos.
Em 2026, as ações seguem em ritmo contínuo, com operações registradas nos dias 7, 14 e 30 de janeiro; 5, 11, 16 e 28 de fevereiro; 6, 11, 18 e 26 de março; e 2 e 8 de abril, reforçando o compromisso permanente do Estado brasileiro com a recepção humanizada e a proteção de seus cidadãos no processo de retorno ao país.

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