Além disso, as mudanças ampliaram o alcance do programa habitacional e redistribuíram famílias para faixas com condições de financiamento mais vantajosas. A atualização foi aprovada em março pelo Conselho Curador do FGTS e, desde abril, já está em vigor.
Com isso, o programa passou a atender famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Dessa maneira, a medida ampliou o acesso da classe média ao financiamento imobiliário. Ao mesmo tempo, famílias que antes estavam fora do programa passaram a ter acesso ao financiamento habitacional.
Novas faixas do Minha Casa, Minha Vida
Os novos limites de renda familiar ficaram definidos da seguinte forma:
- Faixa 1: de R$ 2.850 para até R$ 3.200;
- Faixa 2: de R$ 4.700 para até R$ 5.000;
- Faixa 3: de R$ 8.600 para até R$ 9.600;
- Faixa 4: de R$ 12 mil para até R$ 13 mil.
Além disso, o estudo analisou dados socioeconômicos de 2.243 municípios dos 16 estados do Norte e Nordeste. Para isso, foram avaliados renda média, número de domicílios e distribuição por classe social. Ainda segundo o levantamento, a mudança deve provocar migração de famílias entre as faixas do programa.
Segundo a metodologia, foram consideradas impactadas as famílias que mudaram de faixa ou, ainda, passaram a ter acesso ao programa após a atualização dos limites. Dessa forma, o estudo identificou famílias que agora terão acesso a juros menores e melhores condições de pagamento.
Pernambuco lidera número de famílias impactadas
Pernambuco aparece na liderança do ranking, com mais de 1 milhão de famílias impactadas pelas mudanças no Minha Casa, Minha Vida.
Na sequência aparecem Pará e Ceará. Juntos, os três estados concentram 57,7% de todo o impacto estimado nas duas regiões. Por isso, o levantamento aponta maior concentração de beneficiários nessas localidades.
Estados com maior número de famílias impactadas
- Pernambuco: 1.079.545 famílias;
- Pará: 857.546 famílias;
- Ceará: 658.093 famílias;
- Bahia: 428.398 famílias;
- Maranhão: 258.835 famílias;
- Rondônia: 202.051 famílias;
- Piauí: 197.052 famílias;
- Rio Grande do Norte: 179.328 famílias;
- Paraíba: 141.476 famílias;
- Sergipe: 91.058 famílias;
- Tocantins: 90.890 famílias;
- Amapá: 76.922 famílias;
- Alagoas: 74.409 famílias;
- Acre: 73.753 famílias;
- Amazonas: 54.417 famílias;
- Roraima: 31.773 famílias.
Na prática, famílias que antes ficavam acima do teto passaram a se enquadrar em categorias com juros menores e melhores condições de financiamento. Assim, mais pessoas passaram a ter acesso a condições consideradas mais favoráveis. Além disso, parte das famílias migrou para faixas com subsídios maiores.
Um exemplo citado no estudo é o de uma família com renda de R$ 3 mil. Antes enquadrada na Faixa 2, ela agora passa para a Faixa 1, considerada mais vantajosa. Consequentemente, essa família poderá acessar condições mais acessíveis de financiamento.
Mais de 82 mil novas famílias entram no programa
Além da redistribuição entre as faixas, a ampliação da Faixa 4 permitiu a entrada de 82.036 novas famílias no Minha Casa, Minha Vida.
Nesse cenário, o levantamento considerou famílias que antes estavam acima do limite máximo de renda permitido e que agora passam a ter acesso ao financiamento habitacional. Portanto, o estudo aponta ampliação direta do alcance do programa federal.
Estados com mais novas famílias incluídas
- Piauí: 19.177 famílias;
- Rondônia: 13.750 famílias;
- Rio Grande do Norte: 12.793 famílias;
- Bahia: 6.188 famílias;
- Pará: 6.038 famílias;
- Pernambuco: 4.686 famílias;
- Amazonas: 4.037 famílias;
- Ceará: 3.472 famílias;
- Acre: 3.357 famílias;
- Maranhão: 2.815 famílias;
- Alagoas: 1.724 famílias;
- Paraíba: 1.425 famílias;
- Tocantins: 841 famílias;
- Amapá: 713 famílias;
- Sergipe: 604 famílias;
- Roraima: 416 famílias.
Pará lidera crescimento na Faixa 1
A análise por faixa mostrou crescimento da Faixa 1 em todos os estados avaliados. Nesse sentido, o Pará registrou o maior avanço proporcional.
O estado teve aumento de 488.419 famílias, alta de 75,4%. Já Alagoas apresentou o menor crescimento, com acréscimo de 6.621 famílias. Ainda assim, todos os estados registraram avanço nessa faixa.
Enquanto isso, na Faixa 2, Pernambuco teve o maior ganho absoluto, com mais 280.243 famílias. Por outro lado, o Pará apresentou retração devido à migração de famílias para a Faixa 1. Dessa maneira, o estudo identificou redistribuição entre as categorias do programa.
A Faixa 3 apresentou comportamento misto. Ainda assim, o Rio Grande do Norte registrou o maior crescimento proporcional, com avanço de 154,4%, equivalente a 65.536 famílias. Em contrapartida, Pernambuco registrou forte redução nessa faixa.
Já na Faixa 4, o Acre teve o maior crescimento proporcional. Ao mesmo tempo, Pernambuco apresentou redução expressiva, indicando migração de famílias para categorias com melhores condições de financiamento.
BCB Inteligência
A BCB Inteligência atua na produção de estudos voltados ao mercado imobiliário e análise de dados socioeconômicos. Além disso, a empresa desenvolve levantamentos para empresas e entidades ligadas ao setor da construção civil. Dessa forma, os estudos auxiliam na análise do comportamento do mercado habitacional brasileiro.
A análise por faixa mostrou crescimento da Faixa 1 em todos os estados avaliados. Nesse sentido, o Pará registrou o maior avanço proporcional.
O estado teve aumento de 488.419 famílias, alta de 75,4%. Já Alagoas apresentou o menor crescimento, com acréscimo de 6.621 famílias. Ainda assim, todos os estados registraram avanço nessa faixa.
Enquanto isso, na Faixa 2, Pernambuco teve o maior ganho absoluto, com mais 280.243 famílias. Por outro lado, o Pará apresentou retração devido à migração de famílias para a Faixa 1. Dessa maneira, o estudo identificou redistribuição entre as categorias do programa.
A Faixa 3 apresentou comportamento misto. Ainda assim, o Rio Grande do Norte registrou o maior crescimento proporcional, com avanço de 154,4%, equivalente a 65.536 famílias. Em contrapartida, Pernambuco registrou forte redução nessa faixa.
Já na Faixa 4, o Acre teve o maior crescimento proporcional. Ao mesmo tempo, Pernambuco apresentou redução expressiva, indicando migração de famílias para categorias com melhores condições de financiamento.
BCB Inteligência
A BCB Inteligência atua na produção de estudos voltados ao mercado imobiliário e análise de dados socioeconômicos. Além disso, a empresa desenvolve levantamentos para empresas e entidades ligadas ao setor da construção civil. Dessa forma, os estudos auxiliam na análise do comportamento do mercado habitacional brasileiro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário