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O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que pretende ampliar para pelo menos 6 mil o número de exonerações de servidores não concursados na administração estadual. Segundo ele, as medidas de contenção de gastos já resultaram em uma economia superior a R$ 2,3 bilhões em pouco mais de dois meses de gestão.Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e quarto na linha sucessória estadual, Couto assumiu o comando do Executivo no fim de abril e disse acreditar que os problemas financeiros e administrativos do Estado podem ser solucionados com mudanças na gestão.
“O Rio de Janeiro tem solução, basta uma boa gestão. Tem solução fácil, fácil”, declarou.
Mais de 3 mil exonerações já foram realizadas
Durante entrevista ao Estadão, o governador interino informou que já promoveu 3.072 exonerações e estima ultrapassar a marca de 6 mil desligamentos. Segundo ele, a medida faz parte de uma política de valorização dos servidores concursados e de revisão da estrutura administrativa.
Ricardo Couto afirmou que encontrou um grande número de ocupantes de cargos comissionados cuja função, em sua avaliação, não apresentava justificativa clara. Além das exonerações, ele disse ter iniciado uma revisão de contratos para reduzir despesas e ampliar a eficiência da administração pública.
Questionado sobre a possibilidade de haver funcionários fantasmas entre os exonerados, respondeu que pessoas que não trabalham ou não comparecem ao serviço poderiam se enquadrar nessa definição.
Banco Master e situação financeira do Estado
O governador também revelou que já identificou e bloqueou R$ 1,4 bilhão de um total de R$ 3 bilhões investidos pelo Rioprevidência no Banco Master. Segundo ele, a expectativa é recuperar pelo menos 80% dos recursos aplicados.
Na avaliação de Couto, o Estado possui condições de melhorar as contas públicas e ampliar investimentos em áreas prioritárias, desde que haja controle rigoroso dos gastos.
Ele citou como exemplo a situação dos professores em início de carreira, que, segundo relatou, recebem entre R$ 2.500 e R$ 3 mil mensais, e defendeu uma discussão sobre remuneração e valorização do funcionalismo.
Redução da máquina pública está entre prioridades
Entre os problemas identificados na administração estadual, Ricardo Couto destacou a existência de 32 secretarias, número que considera elevado. Segundo ele, o objetivo é reduzir gradualmente a estrutura administrativa antes de avaliar possíveis extinções de pastas.
O governador interino afirmou que pretende manter o processo de enxugamento da máquina pública enquanto permanecer no cargo. O tempo de permanência no governo, porém, ainda depende de uma definição do Supremo Tribunal Federal sobre a sucessão no Executivo fluminense.
Couto assumiu o governo após a situação de dupla vacância no Estado e afirmou que jamais imaginou ocupar o cargo, considerado por ele uma hipótese rara dentro do sistema sucessório. As informações são do Estadão.

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