De acordo com dados da Webmotors Autoinsights, cerca de um terço dos motoristas (33,18%) planeja parcelar o tributo este ano. O índice supera o dos que pretendem quitar o valor à vista, que soma 32,46%.
A tendência marca uma inversão em comparação ao ano anterior. No período passado, o pagamento integral foi a escolha de 58% dos contribuintes, enquanto apenas 30% optaram pelo parcelamento. Os motoristas precisam estar atentos ao calendário, uma vez que, em diversas unidades da federação, o prazo para obter descontos na cota única já expirou.
Motivações para o parcelamento e variações estaduais
A opção pelo parcelamento é impulsionada, principalmente, pela percepção de que os descontos para pagamento à vista são pouco atrativos. Segundo o levantamento, 29,10% dos que decidiram dividir o valor alegam insatisfação com o benefício oferecido pelos governos estaduais. No estado de São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, o abatimento máximo é de apenas 3%. Em contrapartida, o estado do Amapá oferece até 20% de redução, e o Rio Grande do Sul pode chegar a 25% de desconto, a depender do histórico do condutor.
Para o educador financeiro Matheus Oka, o endividamento da população também é um fator determinante. Ele ressalta que cerca de 80% dos brasileiros possuem dívidas, o que reflete a falta de planejamento e educação financeira para lidar com as despesas sazonais de início de ano, como festas e contas de Natal.
Nelson de Paschoal Filho, assistente de TI, exemplifica a realidade de muitos contribuintes. Com dois veículos na garagem — um ano 2019 com imposto de R$ 1.329,83 e outro 2020 com tributo de R$ 2.274,40 —, ele optou por pagar o mais barato à vista e parcelar o de maior valor em cinco vezes. Segundo ele, o acúmulo de contas torna o pagamento integral de ambos inviável para o orçamento doméstico.
A orientação para o contribuinte que ainda possui prazos em aberto é realizar o cálculo comparativo. Especialistas recomendam avaliar se a porcentagem do desconto para pagamento à vista é superior ao rendimento do dinheiro parado ou se o número de parcelas sem juros compensa a manutenção do capital em caixa para outras emergências financeiras.
*Gláucia Lima

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