Em 2016, Alan era visto como um azarão. Sem estrutura robusta, sem favoritismo e com pouca confiança das lideranças políticas, encontrou na então vereadora Hortência Regalado a parceria que mudaria tudo.
Uma vitória histórica.
O primeiro erro: romper com quem ajudou a vencer
Quatro anos depois, o que parecia um projeto sólido começou a ruir.
Ao invés de manter a parceria que o levou ao poder, Alan Silveira Pinto decidiu mudar o rumo. Encantou-se com o jovem empresário Neílton Diógenes e descartou Hortência — justamente quem esteve ao seu lado quando ninguém mais quis estar.
O gesto teve consequências profundas.
Hortência se afastou da política e, até hoje, permanece distante. Uma saída silenciosa, mas que nos bastidores é vista como símbolo de decepção.
A criatura se volta contra o criador
A aposta em Neílton também cobrou seu preço. Neílton foi doutrinado na política pelo apóstolo. O homem do papel higiênico. Em outro artigo eu explico melhor.
Ainda como vice-prefeito, ele começou a trilhar um caminho próprio. O rompimento com Alan veio de forma rápida e inevitável.
O aliado virou adversário.
Mesmo sem base consolidada, Neílton se elegeu deputado estadual com cerca de 25 mil votos, impulsionado por uma nominata forte.
Hoje, não apenas rompeu com Alan — tornou-se um dos principais nomes a enfrentá-lo politicamente.
Efeito nominata e frustração do eleitor
A eleição de Neílton Diógenes também passa pela força da nominata.
Encabeçada por nomes como Wendell Lagartixa e Coronel Azevedo, que estouraram nas urnas com mais de 130 mil votos cada, a chapa acabou puxando candidatos com menor densidade eleitoral.
Foi nesse cenário que Neílton chegou à Assembleia.
Mas o mandato, até aqui, tem gerado frustração no eleitorado apodiense.
A avaliação é direta nos bastidores: muita expectativa para pouca entrega. Para muitos, “tem muita farofa para pouca carne”. Mídia em excesso que tem gerado até memes nas redes sociais.
Discurso de Filho da Terra tá ficando batido. Foto: ALRN
Mandato sem entrega e discurso desgastado
Como deputado estadual, Neílton Diógenes ainda não apresentou ações concretas que tenham melhorado de forma significativa a vida do povo de Apodi.
A atuação é considerada tímida, sem projetos estruturantes ou resultados práticos.
O principal discurso segue sendo o de “deputado da terra”.
Mas isso já não basta.
O eleitor quer mais do que identificação. Quer resultado. Quer trabalho.
Luciano Diógenes foi descartado.
O mesmo roteiro se repete
O padrão de construção e descarte político voltou a acontecer.
Luciano Diógenes, então chefe de gabinete de Alan, foi incentivado a construir uma pré-candidatura a prefeito. Ganhou as ruas, dialogou com a população, com as comunidades, fortaleceu seu nome.
Até ser descartado.
Mais uma vez, a decisão gerou desgaste — inclusive dentro da própria família — e amplianso o isolamento político do ex-prefeito.
Desgaste interno e erros estratégicos
Alan Silveira Pinto também contribuiu para o próprio desgaste político.
Em 2024, ainda no comando do Palácio Francisco Pinto, escolheu o seu motorista particular, Ronaldo Adriane, como candidato oficial do grupo para vereador, invadindo bases de aliados e gerando insatisfação entre vereadores e suplentes.
O movimento deixou mágoas.
Nos bastidores, relatos apontam promessas não cumpridas. Em um dos casos mais comentados, Alan teria sinalizado estrutura e até 15 apoios a um candidato, mas não teria cumprido com nenhum.
O resultado foi imediato: perda de confiança e enfraquecimento do grupo.
Base esvaziada e aliados em debandada
Com o passar do tempo, as consequências ficaram ainda mais visíveis.
O grupo político de Alan começou a se desfazer. Vereadores que até pouco tempo davam a vida por Alan de Gorete, como é o caso de Júnior Souza, Laete Oliveira, Ednarte Silveira e Galinho, além do vice-prefeito Ivanildo Lima, se afastaram. O que mais chamou a atenção foi o vice-prefeito Ivanildo Lima, uma aposta de Alan na política.
Muitos migraram para o campo de Neílton Diógenes e do prefeito Sabino Neto.
O isolamento se consolidou.
Aposta no Bacurau sem a força do poder
Hoje, Alan tenta se reposicionar politicamente.
Declarou apoio às pré-candidaturas de Waltinho de Garibaldi para deputado estadual e de Dr. Bernardo Amorim para deputado federal, apostando na tradição e na força do bacurau.
Mas o cenário mudou.
Sem o comando do Palácio Francisco Pinto, Alan perdeu o principal instrumento de articulação política: o poder.
E na política, sem poder, os aliados de ocasião são os primeiros a sair.
Hoje, restam ao seu lado o vereador Ronaldo Adriane e poucos aliados.
A resposta virá das urnas
Diante desse cenário, o futuro político de Alan Silveira Pinto entra em um momento decisivo.
As eleições de outubro serão o verdadeiro teste de força.
Será nas urnas que se saberá quem realmente ainda tem voto, influência e respaldo popular nas terras de Nossa Senhora da Conceição e São João Batista.
Porque, na política, não é o discurso que define o rumo.
É o voto.
O primeiro erro: romper com quem ajudou a vencer
Quatro anos depois, o que parecia um projeto sólido começou a ruir.
Ao invés de manter a parceria que o levou ao poder, Alan Silveira Pinto decidiu mudar o rumo. Encantou-se com o jovem empresário Neílton Diógenes e descartou Hortência — justamente quem esteve ao seu lado quando ninguém mais quis estar.
O gesto teve consequências profundas.
Hortência se afastou da política e, até hoje, permanece distante. Uma saída silenciosa, mas que nos bastidores é vista como símbolo de decepção.

A criatura se volta contra o criador
A aposta em Neílton também cobrou seu preço. Neílton foi doutrinado na política pelo apóstolo. O homem do papel higiênico. Em outro artigo eu explico melhor.
Ainda como vice-prefeito, ele começou a trilhar um caminho próprio. O rompimento com Alan veio de forma rápida e inevitável.
O aliado virou adversário.
Mesmo sem base consolidada, Neílton se elegeu deputado estadual com cerca de 25 mil votos, impulsionado por uma nominata forte.
Hoje, não apenas rompeu com Alan — tornou-se um dos principais nomes a enfrentá-lo politicamente.
Efeito nominata e frustração do eleitor
A eleição de Neílton Diógenes também passa pela força da nominata.
Encabeçada por nomes como Wendell Lagartixa e Coronel Azevedo, que estouraram nas urnas com mais de 130 mil votos cada, a chapa acabou puxando candidatos com menor densidade eleitoral.
Foi nesse cenário que Neílton chegou à Assembleia.
Mas o mandato, até aqui, tem gerado frustração no eleitorado apodiense.
A avaliação é direta nos bastidores: muita expectativa para pouca entrega. Para muitos, “tem muita farofa para pouca carne”. Mídia em excesso que tem gerado até memes nas redes sociais.
Discurso de Filho da Terra tá ficando batido. Foto: ALRNMandato sem entrega e discurso desgastado
Como deputado estadual, Neílton Diógenes ainda não apresentou ações concretas que tenham melhorado de forma significativa a vida do povo de Apodi.
A atuação é considerada tímida, sem projetos estruturantes ou resultados práticos.
O principal discurso segue sendo o de “deputado da terra”.
Mas isso já não basta.
O eleitor quer mais do que identificação. Quer resultado. Quer trabalho.
Luciano Diógenes foi descartado.O mesmo roteiro se repete
O padrão de construção e descarte político voltou a acontecer.
Luciano Diógenes, então chefe de gabinete de Alan, foi incentivado a construir uma pré-candidatura a prefeito. Ganhou as ruas, dialogou com a população, com as comunidades, fortaleceu seu nome.
Até ser descartado.
Mais uma vez, a decisão gerou desgaste — inclusive dentro da própria família — e amplianso o isolamento político do ex-prefeito.
Desgaste interno e erros estratégicos
Alan Silveira Pinto também contribuiu para o próprio desgaste político.
Em 2024, ainda no comando do Palácio Francisco Pinto, escolheu o seu motorista particular, Ronaldo Adriane, como candidato oficial do grupo para vereador, invadindo bases de aliados e gerando insatisfação entre vereadores e suplentes.
O movimento deixou mágoas.
Nos bastidores, relatos apontam promessas não cumpridas. Em um dos casos mais comentados, Alan teria sinalizado estrutura e até 15 apoios a um candidato, mas não teria cumprido com nenhum.
O resultado foi imediato: perda de confiança e enfraquecimento do grupo.
Base esvaziada e aliados em debandada
Com o passar do tempo, as consequências ficaram ainda mais visíveis.
O grupo político de Alan começou a se desfazer. Vereadores que até pouco tempo davam a vida por Alan de Gorete, como é o caso de Júnior Souza, Laete Oliveira, Ednarte Silveira e Galinho, além do vice-prefeito Ivanildo Lima, se afastaram. O que mais chamou a atenção foi o vice-prefeito Ivanildo Lima, uma aposta de Alan na política.
Muitos migraram para o campo de Neílton Diógenes e do prefeito Sabino Neto.
O isolamento se consolidou.
Aposta no Bacurau sem a força do poder
Hoje, Alan tenta se reposicionar politicamente.
Declarou apoio às pré-candidaturas de Waltinho de Garibaldi para deputado estadual e de Dr. Bernardo Amorim para deputado federal, apostando na tradição e na força do bacurau.
Mas o cenário mudou.
Sem o comando do Palácio Francisco Pinto, Alan perdeu o principal instrumento de articulação política: o poder.
E na política, sem poder, os aliados de ocasião são os primeiros a sair.
Hoje, restam ao seu lado o vereador Ronaldo Adriane e poucos aliados.
A resposta virá das urnas
Diante desse cenário, o futuro político de Alan Silveira Pinto entra em um momento decisivo.
As eleições de outubro serão o verdadeiro teste de força.
Será nas urnas que se saberá quem realmente ainda tem voto, influência e respaldo popular nas terras de Nossa Senhora da Conceição e São João Batista.
Porque, na política, não é o discurso que define o rumo.
É o voto.
*Do Jornalista Márcio Morais


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