De acordo com O Globo, o diálogo está sob análise da Polícia Federal, que apura indícios de fraude nas operações entre as duas instituições. Ibaneis afirmou que cobrava um desfecho para a negociação, mas negou sofrer influência de Daniel Vorcaro, dono do Master, ou de grupos políticos.
O Banco Central descobriu, um mês antes da mensagem, inconsistências em carteiras de crédito do Master adquiridas pelo BRB por R$ 12 bilhões. A constatação levou a autoridade monetária a intensificar a fiscalização sobre o negócio. Em setembro de 2025, o BC vetou a operação, e em novembro o Master foi liquidado após uma onda de resgates de aplicações.
Com o fracasso da compra, o BRB passou a enfrentar desenquadramento nas regras do Banco Central e dificuldades de captação. A autoridade exigiu uma provisão de ao menos R$ 5 bilhões e um aporte de capital do governo do Distrito Federal. Os balanços do terceiro e quarto trimestres de 2025 seguem sem publicação.
A PF cruza mensagens dos celulares de Vorcaro e Costa para reconstituir os bastidores das negociações e identificar o papel de executivos e agentes públicos. Os investigadores contam também com uma eventual delação de Vorcaro para apurar se houve influência política para socorrer o banco privado. O ex-presidente do BRB defendeu aos investigadores que a compra se justificava tecnicamente.
A governadora Celina Leão negocia com um fundo de investimentos a venda da carteira de crédito do Master, operação que pode gerar R$ 4 bilhões ao BRB. O governo do Distrito Federal busca também um empréstimo junto ao FGC e a bancos privados, cujo valor subiu de R$ 4 bilhões para R$ 6,6 bilhões. Sem acordo, outras alternativas terão de ser avaliadas para resolver o problema de capital do banco público.
*98 FM de Natal

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