Pesquisar este blog

05 julho 2026

Datafolha revela cenário equilibrado entre impostos menores e serviços públicos gratuitos

Foto: Reprodução
Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (3) indica que 50% dos brasileiros preferem pagar menos impostos e contratar serviços privados de saúde e educação, enquanto 44% defendem o aumento da carga tributária em troca de serviços gratuitos oferecidos pelo Estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento faz parte do conjunto de indicadores da matriz ideológica do instituto, que avalia a percepção dos entrevistados sobre o papel do Estado na economia. Em comparação com a pesquisa de 2022, houve mudança no cenário: naquele ano, havia empate técnico entre as duas posições, com 46% favoráveis à redução de impostos e 48% defendendo mais tributos para financiar serviços públicos.

A pesquisa foi realizada presencialmente com 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em 139 municípios, nos dias 17 e 18 de junho. O nível de confiança é de 95% e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

Entre os recortes analisados, os dados mostram diferenças por gênero. Entre os homens, 56% preferem pagar menos impostos e usar serviços privados, enquanto 39% defendem mais tributos para serviços públicos. Já entre as mulheres, 50% são favoráveis ao aumento de impostos para financiar serviços gratuitos, contra 44% que preferem pagar menos e recorrer ao setor privado.

Também há variações por religião. Entre evangélicos, 56% defendem menor carga tributária, enquanto 37% preferem mais impostos para sustentar serviços públicos. Entre católicos, o resultado é empate técnico, com 47% para cada posição.

No recorte por intenção de voto, entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 59% defendem mais impostos para financiar serviços públicos, enquanto 35% preferem menos tributos e mais serviços privados. Já entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 65% são favoráveis à redução de impostos e contratação de serviços privados, contra 29% que apoiam maior tributação para serviços públicos.

*Com informações do G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário