Na velha Rua da Aurora, na Cidade Baixa de Felipe Guerra, existia um lugar que fazia parte da paisagem humana de uma época que ficou guardada na memória de muitos: o Cabaré de Sinfrônio. Era um pequeno estabelecimento, simples, sem grandes estruturas, mas cheio de histórias escondidas entre suas paredes.
Sinfrônio, homem vindo do Ceará, abriu aquele espaço no final dos anos 1980, justamente quando a feira da cidade ainda tinha grande movimento e as ruas eram tomadas pelo vai e vem das pessoas. À noite, quando o comércio fechava suas portas e o silêncio começava a tomar conta da cidade, outro movimento surgia naquele pequeno salão.
De longe, já era possível ouvir o som da velha radiola. As músicas atravessavam a rua estreita, misturando-se com as conversas, as risadas e o barulho dos copos sobre as mesas. Era um ambiente simples, com bebidas servidas, cadeiras espalhadas e uma rotina marcada por encontros de pessoas que buscavam, cada uma à sua maneira, um momento de distração.
As jovens que ali trabalhavam carregavam histórias diferentes. Muitas vinham de fora, de outras cidades e comunidades, trazendo na bagagem sonhos, dificuldades e a necessidade de encontrar um caminho para sobreviver. Vestiam-se com os trajes da época, roupas que chamavam atenção, vestidos, saias e perfumes fortes que faziam parte da imagem daquelas noites. Por trás da aparência de festa, existiam também silêncios, saudades e batalhas que poucos conheciam.
Entre uma música e outra, chegavam os frequentadores. Alguns vinham apenas para conversar, outros para beber e esquecer por algumas horas os problemas da vida. Havia os conhecidos bêbados da cidade, aqueles que chegavam animados, contando histórias, rindo alto e fazendo daquele pequeno espaço o seu lugar de fuga.
Nas mesas, as garrafas iam se esvaziando enquanto as conversas aumentavam. Havia alegria, brincadeiras e momentos de descontração, mas também existiam tristezas escondidas atrás dos sorrisos. Muitas noites terminavam com a mesma música tocando, as luzes mais fracas e cada pessoa voltando para sua realidade.
O cabaré funcionava geralmente até as dez horas da noite. Depois, a rua voltava ao silêncio, levando consigo as vozes, as músicas e os segredos daquela noite.
Hoje, o lugar está deteriorado, quase apagado pela passagem do tempo. Mas quem viveu aquela época sabe que aquele pequeno estabelecimento fez parte da história da cidade. Porque a história de um povo não é feita apenas de grandes acontecimentos, prédios importantes ou nomes famosos. Ela também é feita das ruas estreitas, das músicas que ecoavam na madrugada, das pessoas simples e dos lugares que guardaram pedaços da vida de uma geração.
O Cabaré de Sinfrônio foi um desses lugares: um retrato de um tempo em que a cidade tinha outros sons, outros costumes e outras histórias para contar.
*Por Geraldo Fernandes
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04 julho 2026
LEMBRETE IMPORTANTE!!! ATENDIMENTOS EM APODI E FELIPE GUERRA NESTE SÁBADO!!!
Lembrando a todos que neste SÁBADO, dia 04/07/2026 é dia de atendimento.*APODI*
De 8:00 às 12:00 horas.
*FELIPE GUERRA*
De 8:00 às 12:00 horas.
Cuide da sua saúde visual✌🏼😎
Óticas Gomes!!!
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Lula desafia elite do RN a provar que fez mais do que ele pela educação do Estado
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Durante a inauguração do Túnel Major Sales, obra que integra o sistema de transposição das águas do Rio São Francisco, o presidente Lula da Silva (PT) adotou um tom incisivo e centrou suas atenções na área da educação. Diante de apoiadores e autoridades locais, o mandatário lançou um desafio direto à classe política tradicional da região:“Duvido que na história do Rio Grande do Norte a elite deste estado tenha feito metade do que eu fiz na educação deste estado”.
O pronunciamento, que serviu como o principal gancho de seu discurso, marcou uma estratégia clara de contrastar as ações de seu governo com as gestões anteriores. Lula aproveitou a infraestrutura hídrica como cenário para fazer um balanço de suas políticas sociais, argumentando que a verdadeira transformação do país passa pelo acesso ao ensino.
No palanque, acompanhado pela governadora Fátima Bezerra (PT), o presidente subiu o tom contra o que chamou de “oportunismo” da elite econômica e política. Segundo Lula, os setores mais abastados costumam mudar de postura apenas durante os períodos de campanha, esquecendo-se das demandas populares no restante do ano.
O presidente afirmou que, na época da eleição, o cidadão de baixa renda ganha um “valor desgraçado”, mas passa o ano inteiro sendo desprestigiado, esquecido e tratado “como se fosse invisível”.
Em tom irônico, ridicularizou o comportamento de candidatos tradicionais que, segundo ele, aparecem nas comunidades com “sorriso amarelo” e chegam a “pegar criancinha no colo para dizer que gostam de pobre”.
Para ilustrar a mudança no modelo de governança, o presidente relembrou as práticas políticas de três ou quatro décadas atrás no Nordeste, em especial no Rio Grande do Norte, quando era comum a distribuição de próteses dentárias de forma precária e eleitoreira.
“Os políticos distribuíam dentadura para as pessoas. Levava a cesta de dentadura e as pessoas ficavam escolhendo qual é que cabia na boca”, relembrou, gerando reações da plateia.
Como contraponto a esse passado, Lula exaltou o atual programa Brasil Sorridente. Ele destacou a operação de vans equipadas com tecnologia odontológica de ponta, capazes de realizar desde tratamentos de canal e obturações até moldagens digitais com tecnologia 3D para a entrega de próteses modernas e adequadas à população de regiões isoladas.
*Blog do Barreto
IBGE e Ministério da Saúde lançam Pesquisa Nacional de Saúde 2026
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Saúde lançaram nesta quinta-feira (2) a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2026.


O estudo vai investigar, em mais de 140 mil domicílios, hábitos de vida, acesso e utilização de serviços de saúde, doenças crônicas e questões relacionadas à saúde do idoso.
Em nota, o IBGE destacou que os dados, coletados a partir da próxima segunda-feira (6) e produzidos por meio de pesquisa domiciliar amostral, são considerados fundamentais para orientar políticas públicas, apoiar a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e monitorar metas nacionais e compromissos internacionais na área.
“A pesquisa é domiciliar, então, vai na casa das pessoas. É por amostra, ou seja, não é uma pesquisa censitária – a gente não vai a todos, mas vai a alguns e esses alguns representam o todo. E ela é nacional, então, a gente vai estar pelo Brasil como um todo. Em todos os estados, em todos os cantinhos, pode ser que vocês vejam o colete do IBGE”, destacou a gerente de Pesquisas de Saúde, Marina Águas.
A edição de 2026 traz inovações e aperfeiçoamentos metodológicos e operacionais, incluindo, para a população acima de 35 anos, a coleta (sangue e urina) de biomarcadores como sódio, potássio, creatinina, colesterol, hemoglobina glicada, ácido úrico, presença de chumbo e mercúrio, além de sorologia para Chikungunya.
“A gente vai ter um questionário super amplo, muito importante porque as pesquisas por amostra nos permitem intensificar a investigação. Como você não vai a todos os domicílios, eu consigo, em poucos, ter uma investigação mais profunda dos temas e mesmo assim dar uma estatística precisa para a população como um todo”, detalhou Marina.
Outras edições
A PNS foi a campo, pela primeira vez, em 2013, com a proposta de ampliar o escopo temático dos suplementos de saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) investigados pelo IBGE até 2008.
“A pesquisa é referência nacional para o acompanhamento das desigualdades e das condições de saúde da população. Seus resultados subsidiam ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e aprimoramento de programas públicos voltados ao bem-estar dos brasileiros”, reforçou o IBGE.
*Gláucia Lima
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