O tratamento adota uma abordagem inovadora: o material genético do tumor do paciente, obtido por cirurgia ou biópsia, é analisado para identificar mutações específicas nas células cancerígenas.
Com base nessas mutações, os especialistas sintetizam peptídeos personalizados — pequenos fragmentos proteicos — que estimulam o sistema imunológico a reconhecer e atacar apenas as células tumorais. “Os peptídeos ensinam o sistema imunológico a atacar especificamente o tumor, desencadeando uma resposta antitumoral direcionada”, explicou Skvortsova.
A chefe da FMBA destacou que cerca de 400 pacientes se candidataram à vacina, com solicitações vindas não apenas da Rússia, mas também de países como Estados Unidos, Países Baixos e Israel. A seleção envolve consultas médicas detalhadas, coleta de amostras tumorais e início do desenvolvimento de vacinas personalizadas para cada paciente.
Especialistas consideram a iniciativa um avanço importante no tratamento do câncer, combinando sequenciamento genético e bioinformática para criar terapias sob medida, com potencial de maior eficácia e menor impacto sobre tecidos saudáveis em comparação aos tratamentos convencionais.
*Jair Sampaio

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