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| Foto: José Aldenir / Agora RN |
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, não há indícios de que a BA.3.2 cause quadros mais graves nem de que as vacinas deixem de oferecer proteção contra formas severas da doença. A entidade afirma que a variante apresenta um “escape substancial de anticorpos em comparação com variantes anteriores”, mas não demonstra vantagem clara de crescimento.
A OMS também informou que “não há estudos clínicos ou epidemiológicos publicados indicando que BA.3.2 esteja associada a maior gravidade da doença em comparação com outros descendentes (da Ômicron) em circulação”. Segundo o organismo, “até o momento, não há sinais de aumento de hospitalizações, admissões em UTI ou mortes atribuíveis à BA.3.2 nos locais onde ela foi detectada”.
A variante foi identificada inicialmente na África do Sul, em novembro de 2024, a partir de uma amostra de swab nasal de um menino de 5 anos. Em março de 2025, foi detectada em Moçambique e, posteriormente, na Holanda e na Alemanha. Após um período de baixa incidência, os registros voltaram a crescer a partir de setembro do ano passado.
Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, a BA.3.2 passou a representar cerca de 30% das sequências semanais em três países europeus: Dinamarca, Alemanha e Holanda. Até 11 de fevereiro, já havia sido identificada em 23 países, incluindo Austrália, Reino Unido, China e Estados Unidos, segundo análise dos Centers for Disease Control and Prevention. O Brasil ainda não registrou casos dessa linhagem.
Nos Estados Unidos, a variante foi detectada em amostras de viajantes, em esgoto de aeronaves, em pacientes — incluindo dois hospitalizados — e em amostras de esgoto de 25 estados. A BA.3.2 possui entre 70 e 75 mutações na proteína Spike em comparação com as variantes JN.1 e LP.8.1.
A OMS concluiu que a BA.3.2 “não parece representar riscos adicionais à saúde pública além daqueles associados às outras linhagens descendentes da Ômicron atualmente em circulação, embora seu perfil acentuado de escape imune justifique monitoramento virológico e epidemiológico contínuo”.
Vacinação e recomendações
A principal recomendação das autoridades de saúde é manter a vacinação em dia. Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 integra o calendário nacional para gestantes, idosos e crianças no Brasil.Gestantes: uma dose a cada gravidez
Idosos (60+): vacinação a cada seis meses
Crianças de 6 meses a 5 anos: esquema primário conforme o imunizante
Outros grupos prioritários continuam recebendo reforços:Imunocomprometidos: a cada seis meses
Demais grupos: reforço anual
Entre os grupos estão indígenas, profissionais da saúde, pessoas com comorbidades, população privada de liberdade e pessoas em situação de rua. Para quem não se enquadra nesses grupos, não há recomendação atual de novas doses.
*Agora RN

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