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31 agosto 2026

Mulheres somam 34,8% das candidaturas registradas no TSE

As mulheres representam 34,85% das candidaturas registradas para as eleições de 2026, segundo dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual mostra avanço em relação às eleições anteriores, mas ainda está distante da paridade de gênero nos espaços de poder.

Dos 20.560 registros de candidaturas considerados pelo TSE, 7.165 são de mulheres, enquanto 13.395 pertencem a homens, que correspondem a 65,15% do total.

Em 2022, as mulheres representaram 33,8% das candidaturas. O crescimento observado neste ano ocorre em um cenário de aplicação das regras de cotas partidárias e de mecanismos de financiamento público destinados às candidaturas femininas e plurirraciais.

Mulheres são maioria entre os eleitores

Apesar de representarem 52,8% do eleitorado brasileiro, o equivalente a aproximadamente 83,9 milhões de eleitoras aptas a votar, as mulheres ainda são minoria entre os candidatos.

A participação feminina também varia de acordo com o cargo disputado e é mais concentrada nas eleições proporcionais, como as disputas para as casas legislativas.

Participação feminina por cargo
  • Deputadas federais, estaduais e distritais: 35,3% das candidaturas;
  • Governos estaduais: 16,4%, com apenas 32 mulheres na disputa;
  • Presidência da República: 15,4%, com duas candidatas titulares na disputa pelo Palácio do Planalto.

As eleições proporcionais concentram a maior participação feminina, impulsionada principalmente pelas cotas partidárias obrigatórias.

Maioria das candidatas é preta ou parda

No recorte de cor e raça, os dados do TSE mostram que a maioria das mulheres candidatas em 2026 se autodeclara preta ou parda.

Juntas, as candidatas pardas e pretas representam 52,3% dos registros femininos. As mulheres pardas correspondem a 35% e as pretas, a 17,3%.

As candidatas que se autodeclaram brancas representam 45,9% do total de mulheres que disputam as eleições deste ano.

Desafios para ampliar a representação feminina

Apesar do cumprimento formal da legislação eleitoral por grande parte dos partidos, especialistas apontam que o principal desafio está em garantir a efetiva ocupação desses espaços pelas mulheres.

Entre os obstáculos estão o acesso igualitário aos recursos partidários de campanha e a superação de barreiras culturais que permanecem presentes na política brasileira.

A legislação eleitoral prevê sanções severas para fraudes às cotas de gênero, incluindo a possibilidade de cassação de chapas inteiras.

Os dados mostram que, embora a participação feminina nas candidaturas tenha avançado, a representação das mulheres ainda permanece abaixo da proporção feminina no eleitorado e da paridade de gênero.

*Gláucia Lima

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