Dos 20.560 registros de candidaturas considerados pelo TSE, 7.165 são de mulheres, enquanto 13.395 pertencem a homens, que correspondem a 65,15% do total.
Em 2022, as mulheres representaram 33,8% das candidaturas. O crescimento observado neste ano ocorre em um cenário de aplicação das regras de cotas partidárias e de mecanismos de financiamento público destinados às candidaturas femininas e plurirraciais.
Mulheres são maioria entre os eleitores
Apesar de representarem 52,8% do eleitorado brasileiro, o equivalente a aproximadamente 83,9 milhões de eleitoras aptas a votar, as mulheres ainda são minoria entre os candidatos.
A participação feminina também varia de acordo com o cargo disputado e é mais concentrada nas eleições proporcionais, como as disputas para as casas legislativas.
Participação feminina por cargo
- Deputadas federais, estaduais e distritais: 35,3% das candidaturas;
- Governos estaduais: 16,4%, com apenas 32 mulheres na disputa;
- Presidência da República: 15,4%, com duas candidatas titulares na disputa pelo Palácio do Planalto.
As eleições proporcionais concentram a maior participação feminina, impulsionada principalmente pelas cotas partidárias obrigatórias.
Maioria das candidatas é preta ou parda
No recorte de cor e raça, os dados do TSE mostram que a maioria das mulheres candidatas em 2026 se autodeclara preta ou parda.
Juntas, as candidatas pardas e pretas representam 52,3% dos registros femininos. As mulheres pardas correspondem a 35% e as pretas, a 17,3%.
As candidatas que se autodeclaram brancas representam 45,9% do total de mulheres que disputam as eleições deste ano.
Desafios para ampliar a representação feminina
Apesar do cumprimento formal da legislação eleitoral por grande parte dos partidos, especialistas apontam que o principal desafio está em garantir a efetiva ocupação desses espaços pelas mulheres.
Entre os obstáculos estão o acesso igualitário aos recursos partidários de campanha e a superação de barreiras culturais que permanecem presentes na política brasileira.
A legislação eleitoral prevê sanções severas para fraudes às cotas de gênero, incluindo a possibilidade de cassação de chapas inteiras.
Os dados mostram que, embora a participação feminina nas candidaturas tenha avançado, a representação das mulheres ainda permanece abaixo da proporção feminina no eleitorado e da paridade de gênero.
*Gláucia Lima
