A atividade foi realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), no auditório da Ordem de Advogados do RN (OAB/RN), no bairro de Candelária, e promoveu a conscientização e o debate sobre a importância da proteção da saúde mental ao longo da vida.
O evento realizou uma abordagem integrada e preventiva da saúde mental em diferentes fases da vidaa, discutindo os principais fatores que podem contribuir para o adoecimento mental e o suicídio em diferentes momentos. Foram abordados temas como prevenção ao suicídio, identificação de transtornos mentais, prevenção de dependências e garantia de direitos, destacando a importância da atuação integrada da rede de cuidado e proteção,
A coordenadora do Caop Saúde, Luciana Maciel, destacou que debater o sobre a saúde mental de crianças, adolescentes e idosos, especialmente daqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade é importante e urgente. “Estamos diante de um público em situação de vulnerabilidade, muitas vezes sem acesso adequado à saúde, ao cuidado e à proteção de que necessitam”, comentou a promotora de Justiça que integra o Fórum Interinstitucional sobre a Promoção e Prevenção à Saúde Mental, comissão organizadora da atividade.
A primeira mesa-redonda trouxe a temática da saúde mental voltada para a infância e a adolescência, apresentando a importância da identificação precoce do adoecimento mental, os impactos do uso das redes sociais e o papel da comunidade na proteção de crianças e adolescentes, com destaque para a garantia de direitos e a responsabilidade compartilhada na construção de uma rede de cuidado e proteção.
A promotora de Justiça Isabelita Garcia registrou em sua fala que “é fundamental refletirmos sobre o papel da comunidade na proteção de crianças e adolescentes, compreendendo os direitos que precisam ser garantidos e as responsabilidades que cabem a cada um de nós”.
A segunda mesa-redonda trouxe a temática da saúde mental voltada para os desafios das dependências contemporâneas na vida adulta e na velhice, destacando o uso excessivo de telas, redes sociais e bets, os impactos da dependência química e a importância da garantia de direitos da pessoa idosa como estratégia de prevenção ao adoecimento mental.
Em sua fala, o coordenador do Caop Inclusão e promotor de Justiça, Guglielmo Castro, trouxe a informação de que estudos apontam o isolamento social e a violação de direitos como fatores importantes para o adoecimento mental das pessoas idosas. “Garantir direitos, combater o isolamento social e enfrentar os conflitos e as violações que muitas vezes acontecem no próprio ambiente familiar são medidas fundamentais de prevenção”, pontuou.
O Fórum é uma iniciativa que reúne representantes de diversas instituições, entre elas o MPRN, o Cremern, a OAB/RN, o TRE-RN, o TRT-21 e o Sesi/RN, com o objetivo de fortalecer a articulação interinstitucional e promover ações estratégicas e políticas voltadas à promoção da saúde mental, do bem-estar e da qualidade de vida nos ambientes de trabalho.
*Gláucia Lima

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