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15 setembro 2026

Mossoró/RN: JUSTIÇA MANTÉM PRISÃO PREVENTIVA DE TRÊS INVESTIGADOS POR ATENTADO QUE MATOU ASSESSOR E BALEOU VEREADOR

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva de José Antônio da Costa, Vinícius Gabriel da Silva Freitas e Wilson Mariano da Silva Filho, investigados pelo atentado que resultou na morte de Alyson Dyego de Oliveira Morais e deixou baleado o vereador de Mossoró Cabo Deyvison. O crime aconteceu na noite de 15 de junho de 2026, em frente à UPA do Alto de São Manoel, em Mossoró.

De acordo com as informações que constam no processo, o vereador estava realizando uma transmissão ao vivo nas redes sociais quando foi surpreendido pelos disparos. Alyson Dyego, que atuava como assessor parlamentar e cinegrafista, também foi atingido e não resistiu aos ferimentos. O vereador Cabo Deyvison foi baleado nas pernas e sobreviveu ao atentado.

O inquérito é conduzido pela 16ª Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró. José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas foram presos em flagrante no dia 16 de junho, sendo posteriormente submetidos à audiência de custódia. A Justiça homologou as prisões e converteu os flagrantes em prisões preventivas. Também foi autorizado o acesso aos dados dos celulares apreendidos com os investigados, medida destinada a auxiliar na apuração do crime.

Já Wilson Mariano da Silva Filho teve a prisão preventiva decretada posteriormente, após representação da autoridade policial e manifestação favorável do Ministério Público. O mandado de prisão contra ele foi cumprido no dia 24 de junho de 2026.

Durante a investigação, a Polícia Civil solicitou a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito. O processo passou ainda por discussões sobre competência entre diferentes unidades judiciais, até que, em 20 de julho, foi reconhecida a competência do juízo responsável pelo caso.

Ao fazer a revisão obrigatória das prisões preventivas, a Justiça destacou que o prazo de 90 dias não implica soltura automática dos investigados. Segundo a decisão, o encerramento desse período exige que o Judiciário analise se continuam presentes os motivos que justificaram a prisão cautelar.

Após essa análise, o colegiado decidiu manter presos José Antônio, Vinícius Gabriel e Wilson Mariano, entendendo que permanecem os fundamentos para a manutenção das medidas cautelares.

A Justiça também determinou que a autoridade policial seja intimada para informar sobre a conclusão do inquérito, diante da proximidade do encerramento do prazo estabelecido para a investigação.

Os três investigados continuam presos preventivamente. A manutenção das prisões não representa condenação, uma vez que o processo ainda está em fase de investigação e os acusados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

*Fim da Linha 

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