Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado
O senador Styvenson Valentim (Podemos) voltou a marcar distância do bolsonarismo ao participar da rodada de sabatinas da Inter TV Cabugi. Desta vez, o candidato à reeleição também relativizou a identificação do aliado Coronel Hélio (PL) com o ex-presidente Jair Bolsonaro e pediu que o eleitor desconsidere esse aspecto ao avaliar o candidato do PL.“Ah, mas ele é bolsonarista. Cara, exclui isso aí. Pensa o que o cara pode fazer pelo Estado. Pensa o que o cara pode fazer com as emendas parlamentares”, afirmou Styvenson.
Styvenson e Coronel Hélio são os dois candidatos ao Senado da coligação Endireita RN, formada por partidos como Podemos e PL. Na entrevista, o senador comparou o aliado a ele próprio na eleição de 2018.
“O coronel Hélio é o Styvenson de 2018. Não tem histórico político”, afirmou. Styvenson também fez elogios pessoais ao candidato: “É um cara de um bom coração. Quem conhecer ele, vota, certeza”.
A declaração reforça a tentativa de Styvenson de preservar uma identidade política própria nesta campanha, apesar de integrar uma coligação com o PL e dividir palanque com candidatos associados ao bolsonarismo.
Críticas a suplentes ficam no passado
Outro momento da entrevista envolveu a composição da própria chapa de Styvenson. O senador foi questionado sobre declarações anteriores envolvendo Milena Galvão (PSDB), sua segunda suplente, e Kelly Valentim (Podemos), irmã do parlamentar e primeira suplente.
Ao falar sobre Milena, Styvenson negou qualquer desentendimento pessoal, mas foi confrontado com o fato de ter usado o termo “catrevagem” durante uma campanha anterior ao se referir ao grupo político do qual ela fazia parte.
“Ali foi campanha. Campanha vale. Eu me arrependo. Já pedi desculpa a eles”, respondeu.
Ao ser questionado sobre a repercussão de declarações feitas por uma pessoa pública, Styvenson considerou o episódio superado.
“São águas passadas. […] E hoje Milena está lá comigo”, afirmou.
A composição registrada para a eleição deste ano tem Kelly Valentim como primeira suplente e Milena Galvão como segunda.
O senador também respondeu sobre críticas que fez à própria irmã durante a pandemia, quando tornou público que Kelly havia recebido o auxílio emergencial. Na sabatina, Styvenson reconheceu que ela poderia cumprir os requisitos para receber o benefício, mas sustentou a crítica feita à época.
“Ela poderia estar dentro do requisito do direito. Poderia estar cumprindo todos os requisitos, mas não tinha necessidade. Fui lá e expus mesmo”, disse.
Questionado sobre a confiança depositada agora na irmã para ocupar a primeira suplência, Styvenson afirmou que os dois sempre mantiveram uma relação em que um corrige o outro. “Eu corrigi. Quantas vezes ela me corrigiu? A vida toda. […] E eu aprendi. Então está tudo bem”, declarou.
Emendas para hospitais
A sabatina também teve um momento de tensão quando Styvenson foi questionado sobre a modalidade das emendas destinadas por seu mandato a instituições de saúde e a associação desses recursos à realização de obras.
O senador argumentou que, embora recursos sejam destinados ao custeio, eles permitem que as instituições utilizem outras fontes de receita para investimentos.
“Se eu não mandar o recurso para custeio, construiria? Não, não construiria. Pronto, acabou”, afirmou.
Styvenson citou como exemplo recursos destinados à Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer e relacionou os repasses à conclusão da unidade infantil da instituição.
“Como a instituição não tinha recurso, me procuraram para concluir a obra. Aí eu destinei R$ 22 milhões para a Liga Natal, para concluir aquele prédio imenso”, declarou.
A discussão durante a entrevista ocorreu justamente em torno da diferença entre a modalidade formal dos recursos — destinados ao custeio — e a forma como o senador associa as emendas à viabilização das obras. A explicação apresentada por Styvenson é que o pagamento de despesas correntes com recursos de suas emendas permite às instituições direcionar outras receitas para investimentos.
No fim da resposta, o senador também criticou a atuação de outros parlamentares na distribuição de emendas e afirmou que políticos dividem recursos e pedem percentuais sobre os valores destinados. Ele não apresentou provas para a acusação durante a entrevista.
“Eles preferem dividir as emendas todinho, partir as emendas, pedir 10%, 15% e ninguém vê nada”, afirmou.
*98 FM de Natal

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