Victor Piemonte/STF
Durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), a ministra Cármen Lúcia afirmou estar triste e consternada com os acontecimentos recentes envolvendo a Corte. Ela também declarou sentir-se constrangida com a repercussão do caso.A ministra afirmou que as atenções estão concentradas em questões relacionadas ao Supremo em um momento em que o Brasil está a menos de 20 dias das eleições. Segundo Cármen Lúcia, embora existam questões processuais relevantes e casos considerados graves, a Corte precisa manter rigor e serenidade em sua atuação.
“Eu me sinto um pouco até envergonhada, Presidente, de, num momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo”, afirmou.
Cármen Lúcia avaliou que os acontecimentos dos últimos dias provocaram desconforto na sociedade e afirmou que o Judiciário deveria contribuir para transmitir tranquilidade à população. Para ela, o Supremo acabou produzindo o efeito contrário.
“O Poder Judicial existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade, acho”, declarou.
A ministra também ressaltou que sua manifestação era pessoal e que não falava em nome do STF. Segundo ela, a representação institucional da Corte cabe ao presidente, Edson Fachin.
Cármen Lúcia explicou ainda que normalmente não antecipa seu voto quando há um pedido de vista. Ela afirmou que decidiu se manifestar durante a sessão por causa da questão de ordem que estava sendo discutida pelo plenário.
*98 FM de Natal

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