Ao tratar do desenvolvimento econômico, Samanda argumentou que o Estado não deve se limitar à produção e exportação de suas riquezas. Para a candidata, a disponibilidade de energia limpa pode ser utilizada como diferencial para estimular empresas a instalar unidades produtivas no território potiguar.
“A gente precisa fortalecer, porque não dá para a gente ter as nossas riquezas, apenas a gente exportar as nossas riquezas sem a gente deixar um legado aqui para o povo do nosso estado”, afirmou.
Samanda citou a energia eólica como exemplo e reconheceu a existência de gargalos na infraestrutura de transmissão. Segundo ela, além de ampliar a capacidade de escoamento da energia produzida no RN, é necessário estimular a instalação de indústrias que possam consumir essa energia dentro do próprio estado.
“Agora a gente tem um grande atrativo, que eu coloquei no início da minha fala, que são as energias limpas. Que isso sirva de oportunidade para que as empresas venham para cá consumir a energia”, declarou.
A candidata também mencionou alternativas para armazenamento de energia e relacionou a estratégia de industrialização à necessidade de investimentos em infraestrutura.
Porto, ferrovias e infraestrutura entram na estratégia
Samanda defendeu que a atração de indústrias seja acompanhada por investimentos estruturantes. Durante a sabatina, citou o projeto do Porto-Indústria Verde, a necessidade de retomar discussões sobre ferrovias e investimentos em rodovias, portos e aeroportos.
A petista também mencionou a indústria mineral como uma das atividades que podem integrar uma estratégia mais ampla de desenvolvimento econômico.
Segundo Samanda, instituições como BNDES e Banco do Nordeste podem desempenhar papel importante no financiamento de projetos, mas o Rio Grande do Norte precisaria atuar politicamente para garantir participação nos recursos disponíveis.
“Senador nenhum vai conseguir ajudar o RN achando que sozinho é o salvador da pátria”
Ao falar sobre o papel que pretende exercer no Senado, Samanda defendeu articulação institucional e diálogo entre os representantes políticos do Rio Grande do Norte para disputar recursos destinados a obras e projetos estruturantes.
Para a candidata, o mandato de senador não deve se limitar à apresentação e destinação de emendas parlamentares.
“A gente precisa ter senadores ocupando uma cadeira representando o Rio Grande do Norte que façam muito para além, muito para além mesmo, de ser apenas o despachante de emendas”, afirmou.
Samanda argumentou que senadores possuem peso político na interlocução com o governo federal e que essa influência deve ser utilizada para inserir o Rio Grande do Norte na disputa por investimentos nacionais.
“Senador nenhum vai conseguir ajudar o Rio Grande do Norte achando que sozinho é o salvador da pátria, sem fazer muito diálogo, sem fazer muita escuta”, declarou.
Na avaliação da candidata, a articulação entre parlamentares, governo e demais instituições deve ser utilizada especialmente para buscar financiamento de obras de infraestrutura e projetos capazes de ampliar a capacidade produtiva do Estado.
Samanda Alves participou da programação da tarde das sabatinas com candidatos ao Senado no Fórum Caminhos do RN – Eleições 2026, realizado na Casa da Indústria, em Natal.
*98 FM de Natal

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