O partido convocou uma reunião para a próxima terça-feira (3), às 18h, para definir sua posição sobre a eleição da Câmara e a distribuição dos cargos. Antes de se aproximar de Motta, o PL chegou a avaliar candidaturas próprias, com os nomes de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Altineu Côrtes (PL-RJ). A possibilidade perdeu força diante do apoio de 15 partidos à reeleição do atual presidente, incluindo o PT. As informações são da CNN Brasil.
A ala ligada a Valdemar Costa Neto defende o acordo para evitar que o PL fique isolado na distribuição das comissões. Na Câmara, a escolha das presidências dos colegiados segue a proporcionalidade dos blocos parlamentares, que têm prioridade na definição dos cargos. A CCJ, uma das comissões mais disputadas, é desejada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL).
De acordo com a apuração da CNN, apesar da negociação, uma ala mais radical resiste a apoiar Motta por sua proximidade com o presidente Lula (PT). Petistas também ameaçam deixar o bloco caso o presidente da Câmara feche acordo com o partido de Flávio Bolsonaro.
Rogério Marinho deve disputar o Senado
A partir de 2027, o PL terá 121 deputados federais e 28 senadores, as maiores bancadas nas duas Casas. Mesmo com esse crescimento, a disputa pelo Senado é considerada mais difícil.
Flávio Bolsonaro já anunciou que pretende indicar Rogério Marinho para concorrer à presidência da Casa contra Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição e afirma contar com pelo menos 48 votos.
PP e Republicanos declararam apoio a Alcolumbre, mas a votação secreta pode produzir divergências entre os integrantes das bancadas. Senadores como Guilherme Derrite (PP), Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS) devem apoiar o candidato da oposição.
Impeachment de ministros do STF é ponto de tensão
A oposição critica Alcolumbre pela falta de avanço dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente os apresentados contra Alexandre de Moraes.
Marinho defende que o Senado não seja omisso diante de possíveis crimes de responsabilidade de ministros. A oposição também articula uma mudança no regimento para permitir que pedidos avancem automaticamente com 49 assinaturas. Para aprovar o impeachment, porém, são necessários 54 votos.
Indicações ao Judiciário também estão em jogo
A presidência do Senado terá influência sobre as futuras indicações de Lula ao Judiciário. O presidente poderá indicar pelo menos quatro ministros ao STF e seis ao STJ até o fim do mandato, considerando vagas abertas e aposentadorias previstas.
No Supremo, além da vaga deixada por Luís Roberto Barroso, estão previstas as saídas de Luiz Fux, em 2028, Cármen Lúcia, em 2029, e Gilmar Mendes, em 2030.
Os indicados precisam passar por sabatina e obter ao menos 41 votos no Senado. Com uma composição mais alinhada à direita, Lula poderá enfrentar maior resistência para aprovar os nomes.

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