Foto: Alejandro Zambrana/TSE
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que havia determinado a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. O grupo, criado para divulgar conteúdos de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reúne mais de 3,4 milhões de pessoas.No sábado (10), Cueva, relator do processo, havia solicitado informações complementares ao candidato, sem determinar a suspensão do canal.
A disputa judicial começou após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) entrar com uma ação no TSE para pedir a suspensão do canal e a cassação do mandato do deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela iniciativa.
Entenda a suspensão
Mais cedo, Kassio Nunes Marques atendeu ao pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A ação alegava que o canal disseminava desinformação sobre temas como o cancelamento do Bolsa Família e a redução de aposentadorias.
Na decisão, o ministro afirmou que o canal reproduzia conteúdos já considerados inverídicos pela Justiça Eleitoral, incluindo publicações sobre uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro de retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil e de reduzir aposentadorias caso fosse eleito.
Janones criticou a decisão e classificou a medida como censura. Segundo o deputado, o canal foi criado para mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
Lula também questionou a atuação da Justiça Eleitoral em declarações à imprensa durante um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo. O presidente afirmou que o PT recorreria à Justiça contra a suspensão do canal, alegando interferência indevida no processo eleitoral.
*98 FM de Natal

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