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11 outubro 2026

Corregedor derruba decisão de Nunes Marques e reabilita canal “Exército do Lula”

Foto: Alejandro Zambrana/TSE
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que havia determinado a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. O grupo, criado para divulgar conteúdos de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reúne mais de 3,4 milhões de pessoas.

No sábado (10), Cueva, relator do processo, havia solicitado informações complementares ao candidato, sem determinar a suspensão do canal.

A disputa judicial começou após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) entrar com uma ação no TSE para pedir a suspensão do canal e a cassação do mandato do deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela iniciativa.
Entenda a suspensão

Mais cedo, Kassio Nunes Marques atendeu ao pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A ação alegava que o canal disseminava desinformação sobre temas como o cancelamento do Bolsa Família e a redução de aposentadorias.

Na decisão, o ministro afirmou que o canal reproduzia conteúdos já considerados inverídicos pela Justiça Eleitoral, incluindo publicações sobre uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro de retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil e de reduzir aposentadorias caso fosse eleito.

Janones criticou a decisão e classificou a medida como censura. Segundo o deputado, o canal foi criado para mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.

Lula também questionou a atuação da Justiça Eleitoral em declarações à imprensa durante um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo. O presidente afirmou que o PT recorreria à Justiça contra a suspensão do canal, alegando interferência indevida no processo eleitoral.

*98 FM de Natal 

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