Além disso, os parlamentares pedem que os Estados Unidos respeitem o processo eleitoral brasileiro. Eles também querem um compromisso do governo americano com o reconhecimento do resultado oficial das urnas.
A carta tem as assinaturas dos senadores Jeanne Shaheen, Peter Welch e Tim Kaine. Segundo os parlamentares, o governo Trump deve manter relações diplomáticas com o candidato escolhido pelos eleitores brasileiros, independentemente do resultado da eleição.
Os senadores estabeleceram 1º de outubro como prazo para o Departamento de Estado responder aos questionamentos. Por outro lado, a eleição presidencial brasileira está marcada para 4 de outubro.
Senadores questionam atuação dos Estados Unidos
Na carta, os senadores demonstram preocupação com possíveis ações do governo Trump relacionadas ao processo eleitoral brasileiro. Além disso, eles pedem esclarecimentos sobre medidas econômicas, diplomáticas e políticas adotadas pelos Estados Unidos em relação ao Brasil.
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Entre os pontos citados está a aplicação da Lei Global Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Os parlamentares também questionam a decisão envolvendo a classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas estrangeiras.
Outro assunto citado na carta é a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. Nesse contexto, os senadores pedem explicações sobre as medidas adotadas pelo governo americano.
Pedido de reconhecimento do resultado
Um dos principais pontos da carta envolve o compromisso dos Estados Unidos com o resultado das eleições brasileiras de 2026.
Nesse sentido, os senadores perguntam se o governo Trump pretende respeitar o processo eleitoral e reconhecer oficialmente o resultado das urnas. Eles também questionam se os Estados Unidos manterão relações diplomáticas normais com o candidato escolhido pelos eleitores.
O pedido vale independentemente de qual candidatura vencer a eleição. Dessa forma, os parlamentares buscam uma manifestação do governo americano antes da votação.
A iniciativa ocorre poucos dias depois de outra carta assinada por 31 parlamentares democratas. Na ocasião, o grupo também questionou a atuação do governo Trump em relação às eleições brasileiras.
Governo dos EUA afirma que não pretende interferir
Enquanto os senadores levantam questionamentos, o Departamento de Estado dos Estados Unidos já afirmou que não pretende interferir nas eleições brasileiras.
Em declaração à CNN Brasil, a porta-voz Amanda Roberson disse que os Estados Unidos querem eleições livres e transparentes no Brasil. Além disso, segundo ela, o governo americano pretende acompanhar os resultados junto aos brasileiros.
A declaração ocorreu em 23 de setembro. Agora, o Departamento de Estado precisa responder aos questionamentos apresentados pelos três senadores.
O prazo estabelecido na nova carta termina em 1º de outubro. A data antecede a eleição presidencial brasileira, marcada para 4 de outubro.
*Gláucia Lima
