Dados do Censo Escolar da Educação Básica mostram que o Brasil passou de 2.187.154 docentes, em 2015, para 2.407.049, em 2025. O crescimento de aproximadamente 10% representa um acréscimo de quase 220 mil profissionais ao longo de uma década.
As mulheres continuam sendo maioria na docência da educação básica. Em 2025, o país registrou 1.896.389 professoras, o equivalente a 78,8% do total de profissionais. Em 2015, eram 1.751.189. Já o número de professores do sexo masculino passou de 435.965 para 510.660 no mesmo período, um crescimento de 17,1%.
Por trás desses números estão profissionais com diferentes trajetórias e experiências. Em Salvador (BA), a professora Márcia Pereira Martins Vale encontrou na educação uma forma de contribuir para a transformação social. Com 20 anos de atuação como professora, Márcia trabalha há 15 anos na Escola Municipal Hospitalar e Domiciliar Irmã Dulce, vinculada à Prefeitura de Salvador.
Para ela, acompanhar a aprendizagem dos estudantes é uma das maiores recompensas da profissão, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por aqueles que precisam conciliar os estudos com o tratamento de saúde. “É maravilhoso poder promover e ver o outro aprender. Ao mesmo tempo, é desafiador nas condições que os alunos em estado de adoecimento se encontram”, relata.
Em Brasília (DF), Janaína Andrade Correia Fonseca também construiu uma trajetória dedicada à educação. Há 29 anos na profissão, ela leciona atualmente nos anos iniciais do ensino fundamental.
Uma das maiores realizações de Janaína na docência é acompanhar o desenvolvimento da leitura e da escrita e a evolução dos estudantes. “É perceber que os estudantes alcançaram o processo de escrita e leitura. E que chegam no final do ano preparados para os desafios da próxima etapa, sem medo, sem insegurança, porque perceberam que são capazes de seguir em frente”, destaca.
Em Brasília (DF), Janaína Andrade Correia Fonseca também construiu uma trajetória dedicada à educação. Há 29 anos na profissão, ela leciona atualmente nos anos iniciais do ensino fundamental.
Uma das maiores realizações de Janaína na docência é acompanhar o desenvolvimento da leitura e da escrita e a evolução dos estudantes. “É perceber que os estudantes alcançaram o processo de escrita e leitura. E que chegam no final do ano preparados para os desafios da próxima etapa, sem medo, sem insegurança, porque perceberam que são capazes de seguir em frente”, destaca.
Formação
A qualificação profissional é um ponto destacado pelas duas educadoras. Para Márcia, investir na formação dos professores é fundamental para ampliar conhecimentos e aprimorar as práticas pedagógicas. Janaína também destaca a importância da atualização constante, diante das transformações e dos desafios da educação.
Nesse contexto, o Inep desenvolve avaliações que contribuem para o aprimoramento da formação docente. Entre essas iniciativas está a Prova Nacional Docente (PND), criada para subsidiar estados, municípios e o Distrito Federal nos processos de seleção de professores para as redes públicas de ensino.
O conteúdo da PND baseia-se nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial de professores da educação básica, e nas normas e legislações aplicáveis às áreas avaliadas.
Outra iniciativa é o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que avalia a formação dos estudantes dos cursos de licenciatura, considerando conhecimentos, competências e habilidades relacionados à atuação profissional na educação básica.
A professora Andreza Fabro de Bem, que atua há 24 anos na docência e atualmente leciona na Universidade de Brasília (UnB), também destaca a importância da formação e da valorização dos educadores. “Para termos bons médicos, engenheiros, cientistas, enfermeiros, jornalistas, pesquisadores ou profissionais de qualquer outra área, antes de tudo precisamos ter bons professores”, ressalta.
Para ela, avaliações como a PND e o Enade das Licenciaturas podem contribuir para identificar necessidades de aperfeiçoamento dos cursos e orientar políticas públicas. “Mais importante do que utilizar uma avaliação como instrumento de seleção é transformar seus resultados em informação capaz de orientar políticas públicas e melhorar continuamente o processo de formação dos professores”, afirma.
*Por Inep


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